
O #ClubeDePerguntas nasceu em 2020, a partir de uma vontade simples: criar um espaço onde fosse possível dedicar tempo às perguntas. Tempo para serem inventadas, observadas, partilhadas, discutidas. Tempo também para perceber que uma pergunta pode não precisar de uma resposta imediata — muitas vezes, uma boa pergunta é apenas o começo de outra.
Uma comunidade de pessoas perguntadeiras
Quando criei o #ClubeDePerguntas, pensei numa comunidade de pessoas perguntadeiras.
A proposta passava por lançar desafios, criar e coleccionar perguntas e experimentar diferentes formas de pensar sobre elas, recorrendo também a ferramentas de pensamento crítico e criativo.
O desafio era constante: prestar atenção às perguntas.
Que perguntas fazemos? Que perguntas não fazemos? O que torna uma pergunta interessante? Podemos melhorar uma pergunta? O que acontece quando uma pergunta é partilhada com outras pessoas?
Ao longo do tempo, estas e muitas outras perguntas foram dando forma ao Clube.
Online: perguntas sem fronteiras
Uma parte importante do percurso aconteceu online. Este formato trouxe uma possibilidade que continua a fazer sentido: juntar pessoas que vivem em geografias diferentes.
Ao longo destes anos, cerca de 250 pessoas participaram nas propostas online do #ClubeDePerguntas, incluindo famílias com crianças e jovens e pessoas que participaram individualmente.
E depois? Depois as perguntas saíram do ecrã
O #ClubeDePerguntas não ficou, porém, confinado ao formato online.
Ao longo do seu percurso, houve também encontros presenciais, em contextos diferentes e com públicos diferentes.
No festival ESPANTO, as perguntas fizeram parte de uma experiência colectiva entre as pessoas que participavam no festival, com destaque para as famílias que optam pela programação da AGORA Filosofia para Crianças. No Festival Onda Literária, em Sines, o Clube aconteceu com uma turma, mostrando também como esta proposta pode ser levada para dentro de um contexto escolar.
Noutros momentos, os encontros foram pensados para famílias, juntando crianças, jovens e adultos à volta das perguntas. Foi o caso dos encontros no espaço Trampolim, em Telheiras.
Recentemente, na Casa do Jardim da Estrela, o encontro teve lotação esgotada e contou com cinco famílias.
São formatos diferentes, mas há algo que permanece: a pergunta como ponto de partida para pensar em conjunto.
Uma pergunta puxa outra
Uma pergunta raramente fica sozinha. Pode trazer consigo outra pergunta. Pode fazer-nos reparar numa coisa que antes não víamos. Pode levar-nos a discordar, a mudar de ideias, a procurar melhores razões. Pode fazer nascer uma conversa entre pessoas que, até esse momento, não tinham nada para dizer umas às outras.
Por isso, mais do que procurar respostas rápidas, o Clube procura criar condições para perguntar melhor. Isso pode acontecer numa sala de aula, numa biblioteca, num jardim, num festival, numa casa ou através de um ecrã.
Em 2026 continuaram os desafios mensais
Em 2026 o #ClubeDePerguntas mantém o seu formato online e assíncrono, com o envio de desafios mensais para perguntar. Neste momento participam 40 pessoas, individualmente ou em família.
No próximo ano teremos novos desafios em formato online e encontros presenciais. Para estar a par das novidades do Clube — e de outras — recomendo que subscreva a newsletter filocriatividade.
O #ClubeDePerguntas tem vindo a mudar de formato, encontrando novos públicos e ocupando novos espaços. A razão de existir mantém-se: criar um tempo e um espaço para escutar, gerar e contemplar a pergunta.
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Olá! O meu nome é joana rita. Sou filósofa e perguntóloga e, desde 2008, dedico-me a criar espaços para parar, pensar, escutar e dialogar.
Através do projecto #filocriatividade, desenvolvo oficinas e projectos para escolas, bibliotecas, associações culturais, museus, festivais e outros contextos educativos e culturais — com crianças, jovens e adultos.
Se procura uma oficina ou uma actividade como o #ClubeDePerguntas, escreva-me. Podemos conversar.

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