filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    “É comum o hábito de explicar o mundo pela ótica do que já disseram. Não é possível levantar uma hipótese original, longe de pensamentos estabelecidos?” Essa pode ser a questão de quem quer aprender a pensar por conta própria, com o auxílio da Filosofia. Geralmente, o ímpeto por ser original guia os amantes do saber. Eu, no entanto, tenho dúvidas em entender a originalidade tão ansiada. Não sei que pensamentos seriam originais a ponto de não serem influenciados, em algum grau, pelo que já disseram.

    Um dos valores em que acredito é o da honestidade intelectual. E eu costumo explicá-la assim:

    1. Explicitar os próprios valores e posicionamentos, já que ninguém é ausente de valores e posicionamentos – eles existem ainda que deles não tenhamos consciência.

    2. Não deturpar visões alheias a nossos valores e posicionamentos.

    Me interessa o ponto 1 aqui.

    A condição humana – já que somos tanto seres biológicos, quanto culturais – é esta: somos constituídos não só pelo genoma que herdamos, mas pelos valores e práticas que aprendemos.

    Para utilizar o jargão filosófico, todos nós aprendemos concepções metafísicas, epistemológicas, éticas e existenciais, desde o momento em que nascemos até o momento em que morremos. Isso equivale a dizer que todos nós temos respostas — ainda que não saibamos formulá-las com clareza — para estas perguntas:

    – Do que a realidade é constituída?

    – Até onde posso conhecer a realidade?

    – Como devo me comportar perante os outros?

    – Como devo conduzir a minha vida?

    A evidência de respostas a essas perguntas são frases cotidianas que repetimos o tempo inteiro.

    “Tudo acontece por uma razão” – eis uma tese metafísica, porque estabelece algo sobre a estrutura mais básica da realidade. Quando afirmamos isso, o que queremos dizer é que existe um princípio que perpassa a totalidade das coisas e que regula tudo o que é há.

    “Ninguém é dono da verdade” – eis uma tese epistemológica, porque afirma algo sobre os limites do conhecimento humano. Ao defender essa posição, a intenção é dizer que a cognição humana não pode alcançar conhecimento incontestável e, portanto, precisa estabelecer sempre uma margem para revisão.

    “Isso não é coisa que se faça com uma pessoa” – eis uma tese ética, porque advoga uma postura correta, contra uma postura errada, com o intuito de reprovar moralmente quem cometeu a última. Pressupõe um critério, segundo o qual é possível avaliar quem age bem e quem age mal.

    “O que importa mesmo para mim é minha família” – eis uma tese existencial, dado que elege um parâmetro de condução da própria vida que guia todos os outros. Entre vários critérios – Deus, pátria, revolução etc. -, quem repete isso prefere os seus parentes, caso precise escolher o que guia absolutamente suas escolhas de vida.

    O que isso tudo indica? Indica que nós, ainda que nunca tenhamos ouvido jargão filosófico algum, abraçamos teses filosóficas, ainda que inconscientemente.

    Nesse sentido, faz parte do cultivo da honestidade intelectual, antes de querer ser original, querer saber o que forma o seu pensamento. Antes de querer descobrir a próxima ideia genial, já é trabalho suficiente apenas buscar saber como o pensamento que você tem se formou:

    – Quem o formulou?

    – Como ele é defendido e atacado?

    – Ele faz tanto sentido quanto eu penso que faz?

    Acreditar em originalidade como algo que possa começar do zero, do modo como eu vejo, é simplesmente ignorar que somos seres culturais e que nenhum valor ou posicionamento que temos começa em nós mesmos – já está aqui há tempos e, provavelmente, continuará depois de nossa morte.

    Enquanto você foca mais em originalidade que em honestidade intelectual, corre um sério risco: não é você que tem o pensamento, é o pensamento que tem você.

     

    Para acompanhar esta e outras reflexões do professor Vitor Lima, conheça a escola INÉF (Isto Não É Filosofia).

     

     

     

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    “E que não haja mais dúvidas de que filosofia sempre foi, e continua sendo, coisa de mulher.”

    Introdução do livro Filósofas, de Fabiana Lessa e Natasha Hennemann

    Nas vésperas do mês de Março e das comemorações do Dia da Mulher, retomo o tema da (in)visibilidade das Mulheres Filósofas nos conteúdos programáticos, nos eventos ou nos lugares de destaque das organizações. 

    Tenho feito um esforço para ler filosofia da autoria de mulheres, mas tenho ainda muito trabalho pela frente. Dou por mim a pensar nas referências que tenho e os primeiros nomes são sempre de homens.

    Não é fácil contrariar isto; para que Arendt ou Beauvoir ou Weil sejam referências no meu pensamento, tenho de as ler, tenho de parar e dialogar com o seu pensamento.  Entretanto a vida acontece e os livros ficam na estante, à minha espera. 

    *

    Partilho consigo alguma bibliografia que poderá ajudar a revelar os nomes e o pensamento das Mulheres Filósofas:

    – Filósofas, de Fabiana Lessa e Natasha Hennemann (Maquinaria) – pode ser adquirido através da Livraria Travessa, em Lisboa;

    – Filósofas: a presença das mulheres na filosofia (org. Juliana Pacheco) – disponível AQUI;

    – The Philosopher Queens (ed. Rebecca Buxton e Lisa Whiting).

    Mulheres-silenciadas-na-Historia-da-Filosofia.pngilustração CCA

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    NC, AL, DI

    Vi este artigo no mural de facebook do Marco Neves e tive curiosidade no estudo.

    Deparei-me com uma conclusão que vai ao encontro das minhas reflexões sobre a incerteza que caracteriza o espaço e o tempo do diálogo filosófico:

    “When uncertainty is low, so is episodic memory, attention and  cognition (Monosov, 2020; Rouhani et al., 2018). In comparison, when uncertainty is high, episodic memory, attention and cognition are high as active exploration is required to resolve the uncertainty (Collins and Frank, 2018; Diederen et al., 2016; Monosov, 2020; Rouhani et al., 2018). Learning rates might be slower, but retention is higher (Collins and Frank, 2018; Rouhani et al., 2018).”

     

    E agora vou pensar um pouco mais sobre o papel da incerteza no diálogo, relacionando-o com o jazz e o improviso e a importância da pergunta. Um dia destes partilho as minhas reflexões. 

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    Falo muitas vezes da navalha de Ockham como uma ferramenta que nos ajuda a pensar com clareza. 

    O David Erlich partilhou esta publicação no seu instagram sobre um mini-ensaio proposto à sua turma.

    O tema era a Alegoria da Caverna e era possível levar material de consulta, ainda que com alguns limites. A saber: o material só pode ocupar a frente de uma página A5, tem de ser manuscrito e tem de ser único (ou seja, cada pessoa teria de levar o seu). Há um limite de  20 palavras e é recomendado o uso de esquemas, diagramas, desenhos ou ilustrações.

     

    O que o professor de Filosofia pede aos seus alunos e às suas alunas é que apliquem a navalha de Ockham, ou seja, que escolham as palavras essenciais para a criação do seu material de consulta. Por outras palavras, está a pedir que se livrem das palavras acessórias. Trata-se de um exercício de síntese que exige que a pessoa se dedique ao estudo, dominando de alguma forma o assunto. 

    Ao solicitar que o material seja manuscrito e único há um apelo ao exercício da escrita (usando palavras e símbolos, como se vê pelas imagens) que ajuda a memorizar:

    “Statistically most studies on the relationship between handwriting and memory [including ones conducted in JapanNorway and the United States] show that people are better at remembering things that they have written down, manually than on a computer,” says Naomi Susan Baron, professor emerita of linguistics at American University in Washington D.C. and author of Who Wrote This? How AI and the Lure of Efficiency Threaten Human Writing.  (via National Geographic)

     

    Escrever à mão é algo que exige o nosso foco:

    “Holding a pen with our fingers, pressing it on a surface, and moving our hands to create letters and words is a complex cognitive-motor skill that requires a lot of our attention,” says Mellissa Prunty, reader in occupational therapy at Brunel University London who hasresearchedthe relationship between handwriting and learning. “This deeper level of processing, which involves mapping sounds to letter formations, has been shown to support reading and spelling in children, Prunty says. (via National Geographic)

     

    O uso de ilustrações ou desenhos vai ao encontro daquilo que Tony Buzan defende nos seus Mind Maps, que passa por usar imagens no lugar de palavras ou expressões: 

    Substituir uma imagem mais normal ou enfadonha por outra mais significativa aumenta a probabilidade de relembrar. Pode igualmente recorrer a símbolos tradicionais. (Saber Pensar, Tony Buzan)

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    Por vezes, nos diálogos filosóficos que dinamizo encontro pessoas muito palavrosas. Por vezes, peço à pessoa para resumir ou sintetizar a ideia numa só frase, estipulando um limite de palavras. Neste caso é muito mais fácil fazer o exercício por escrito, para podermos observar o pensamento escrito e ✂️ cortar aquilo que é acessório.

    Aprendi este movimento com Oscar Brenifier, num dos seus seminários. Ao princípio, estranha-se. Depois… entranha-se.

     

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    A Fabiana Lessa defendeu em 2024 uma dissertação sobre o uso de Mapas Mentais

    no ensino da Filosofia. Para saber mais, consulte a dissertação nesta página

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    O que é o projecto NHNAI?

    O projeto NHNAI – “Um novo humanismo na era das neurociências e da inteligência artificial” é uma iniciativa desenvolvida pela Universidade Católica de Lyon, França. Desde 2022, o projeto está a decorrer em nove países (França, Portugal, Bélgica, Itália, Canadá, EUA, Chile, Quénia, Taiwan). Em Portugal, o projeto é coordenado pela Professora Doutora Rita Francisco (Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa).

    Nos últimos anos, os desenvolvimentos tecnológicos e científicos têm comportado muitas alterações para o nosso quotidiano. O uso de algumas ferramentas mais avançadas (por exemplo, carros autónomos) pode ter consequências vantajosas e desvantajosas para a vida coletiva e para a nossa identidade humana. Deste modo, o objetivo principal do projeto é promover a discussão, a nível da sociedade civil, sobre estes aspetos. (via website NHNAI)

     

    A escuta das vozes das crianças e dos jovens

    O desafio lançado pelo projecto NHNAI foi o de criar espaço e tempo para escutar o que as crianças e os jovens têm a dizer sobre a identidade humana. Nesse sentido, criei um caderno de actividades que vão nortear oficinas dinamizadas por mim. Além disso, lancei uma chamada à participação das escolas e das famílias para que pudessem parar, pensar, escutar e dialogar sobre esta temática.

     

    Os diálogos na escola, em família e pelo grupo Filosofia na Aldeia 

    Começam a chegar respostas, perguntas, desenhos realizados em família e também nas bibliotecas.

    Chegam provocações perguntadoras no chão da aldeia do Moledo (ver foto). 

    A Filosofia na Aldeia é um projecto de cidadania na aldeia do Moledo que tem como objectivo promover a reflexão filosófica na escola, na aldeia e em toda a comunidade. Estou muito contente por poder fazer parte deste projecto, através desta investigação promovida pelo NHNAI.

     

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    Afinal, o que faz de um ser humano um ser humano?

     

     

    📷 Filosofia na Aldeia

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    Edward de Bono: uma referência

    Conheci o trabalho de Edward de Bono algures em 2003 ou 2004 quando frequentava uma pós-graduação em gestão estratégica de recursos humanos. Uns anos mais tarde, certifiquei-me na técnica dos seis chapéus do pensamento, com a qual aprendi muito e que interiorizei na minha prática no âmbito da filosofia para crianças – e na minha vida, em geral.

    O autor de Ensine os seus filhos a pensar acompanhou-me na minha dissertação de mestrado em filosofia para crianças, intitulada “Queres saber? Pergunta.”

    Em 1967, de Bono criou a noção de pensamento lateral:

    Lateral Thinking is a set of processes that provides a deliberate, systematic way of thinking creatively that results in innovative thinking in a repeatable manner. While critical thinking is primarily concerned with judging the true value of statements and seeking errors. Lateral thinking is more concerned with the “movement value” of statements and ideas.

     

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    simplicidade, o livro

    Há um livro menos conhecido de Edward de Bono que é uma belíssima inspiração para os tempos que vivemos, onde reinam os procedimentos complicados, a comunicação pouco clara, os processos que não são do conhecimento dos seus intervenientes.

    Esse livro chama-se Simplicidade e disponho da versão inglesa, publicada na Penguin Books (1999). Tive oportunidade de recomendar este livro na conversa que tive com o Pedro Rebelo e que podem ver ou ouvir no seu canal youtube.

     

    simplicidade versus complexidade

    A simplicidade parece ser inimiga de seriedade. as pessoas sérias usam palavras complexas e citam autores ou livros que só alguns conseguem ler, tendo em conta a sua complexidade.

    O simples parece associado à palavra fácil e quando Edward de Bono diz “a simplicidade exige esforço”, parece que entra no campo do contraditório. Se é simples, não deveria ser natural ou pelo menos não exigir esforço?

    A simplicidade não é natural e exige esforço, pois implica conhecer muito bem aquilo de que estamos a falar. Se conhecermos bem o assunto, a simplicidade deixa de ser um trabalho difícil.

    (…) there is also the underlying fear that the role of the interpreter will no longer be necessary if the matter is simple enough for ordinary people to understand and use. Academics feel a great insecurity about this. (p. 67)

     

    o caso da filosofia e da filosofia aplicada

    A crítica que de Bono faz aos académicos é pertinente. vou partilhar um exemplo, o da filosofia aplicada, onde a filosofia para crianças e jovens se insere. Afirmar e defender que a filosofia pode acontecer, pode ser praticada junto de crianças de 4 e 5 anos, parece ameaçar a complexidade e o elitismo que, durante tantos anos, se associou à filosofia.

    Os filósofos aplicados (ou filósofos práticos) foram acusados de estar a simplificar uma disciplina que se quer (entenda-se, que alguns querem) manter nas prateleiras das grandes universidades, às quais só alguns acedem.

     

    simplicidade e 10 passos para colocar em prática

    Da leitura que fiz do livro, gostaria de salientar os 10 passos para colocar a simplicidade em prática, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. Edward de Bono chama-lhe métodos, aproximações ou técnicas. Do meu ponto de vista, chamar-lhe passos ajuda a visualizar que isto é um processo, uma caminhada e, acima de tudo, uma prática diária.

     

    vamos a isto?

    – fazer uma revisão histórica

    quando nos deparamos com um processo ou um objecto que “sempre se fez assim” ou “sempre esteve ali”, é importante perceber qual o papel que já teve e, sobretudo, perguntar: “isto ainda faz falta?”

    – cortar, para ficar com o essencial

    neste ponto é importante livrarmo-nos do que é acessório e ficar com o essencial. aquilo cuja existência não tem justificação, deve ser abandonado.

    – escutar

    é importante escutar as pessoas que se encontram no fio da navalha, a tomar decisões em ambientes em que é necessário agir rapidamente. talvez essas pessoas possam ter uma visão e uma experiência daquilo que é ou não é necessário.

    – combinar

    neste ponto, de Bono refere-se à actividade de combinar funções diferentes que se encontram separadas. de Bono usa mesmo a expressão “matar dois coelhos de uma só cajadada”.

    – extrair conceitos

    trata-se da capacidade de extrair, definir e redesenhar conceitos, procurando a sua forma mais simples.

    – admitir excepções

    certamente vamos encontrar situações que se vão revelar excepções no processo. para evitarmos o complexo que é imaginar todas as possibilidades, deixamos estas situações para um procedimento especial, pensado à medida.

    – re-estruturar

    re-estruturar vai mais longe do que o processo de corte. nesta fase estamos a ser um pouco mais radicais e a pensar toda a estrutura.

    – começar do zero

    este começar do zero traduz-se em dar um passo atrás, começar de novo, ignorando a situação presente. neste passo pensamos em torno de valores chave e de prioridades. só depois fazemos a comparação com a situação presente.

    – fatiar

    pegamos na situação e cortamos a mesma às fatias, para ser mais simples trabalhar com cada uma delas.

    – praticar a po (provocação)

    em inglês, este passo chama-se “provocative amputation” e implica abdicar de cada um dos elementos para perceber se o sistema pode funcionar sem esse elemento. este é o elemento po (provocação na operação) que decorre do pensamento lateral.

     

    por que razão “fugimos” da simplicidade?

    The easiest way to be “superior” is to pretend to understand what others cannot understand. For that you need complexity. (p. 66)

     

    Há quem adore a complexidade e, por oposição, não seja fã da simplicidade. esta dá trabalho, como já aqui foi afirmado, no seguimento da leitura do texto de Edward de Bono.

    Depois, há a questão do hábito, da rotina: estamos habituados a fazer as coisas daquela maneira e mudar exige que eu páre para pensar, reveja procedimentos para avaliar da sua necessidade – todos aqueles passos que de Bono enunciou. Isto consome tempo. Na espuma dos dias preferimos perder tempo a fazer o mesmo da mesma maneira, em vez de investir tempo em fazer o mesmo, de forma simples.

    Para muitos, admitir que há uma forma mais simples de fazer algo é assumir que se é tonto ou que não se viu algo que era óbvio, de tão simples que era.

    Em tempos, durante uma oficina de filosofia, Oscar Brenifier afirmou: “a filosofia serve para dizer coisas óbvias.”  Eu acrescento: e simples.

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    Os 6 chapéus do pensamento são uma técnica criada por Edward de Bono. No prefácio ao livro Seis Chapéus do Pensamento (editado pela Pergaminho), de Bono afirma:

    “O método dos Seis Chapéus do Pensamento poderá ser a mudança mais importante que ocorreu no pensamento humano, nos últimos dois mil e trezentos anos.” (p. 9)

     

    Aquilo que de Bono nos propõe é inovador, tendo em conta que nos dias de hoje se promove o multitasking, a reunião zoom enquanto se cozinha, ir às compras enquanto se ouve o podcast preferido.

    A proposta passa por pensar uma coisa de cada vez:

    “O pensador torna-se capaz de separar a emoção da lógica, a criatividade da informação, e por aí fora. (…) Os seis chapéus do pensamento permitem-nos reger o nosso pensamento, da mesma maneira que um maestro rege uma orquestra. Podemos evocar o que queremos. Em qualquer reunião, este conceito é muito útil para desviar as pessoas do seu caminho habitual e pô-las a pensar de maneira diferente sobre o assunto em mãos.” (p. 9)

     

    os 6 chapéus como um jogo

    A utilização dos seis chapéus pode ser encarada de forma lúdica. O jogo tem como características o facto de ter regras que são partilhadas por todas as pessoas participantes. Da mesma forma, é importante partilhar com os elementos da nossa equipa quais são as regras de utilização dos chapéus do pensamento e, antes de tudo, o que significa cada um deles.

    “A confusão é o maior inimigo do bem pensar. Tentamos fazer demasiadas coisas ao mesmo tempo. Procuramos informação. Somos afectados por sentimentos. Procuramos novas ideias e opções. Temos de ser cautelosos. Queremos encontrar os benefícios. São demasiadas coisas.” (p. 21)

     

    seis chapéus, seis linhas de pensamento distintas

    O que significa cada um dos chapéus? Que código é este que nos ajuda a pensar?

    chapéu azul actua como maestro ou organizador da agenda ou plano. Decide o que vamos fazer a seguir, mantém o foco e é responsável por fazer pontos de situação.

    chapéu branco tem a seu cargo a informação – a que está disponível ou aquela de que precisamos. Não avalia se é bom ou mau, apenas recolhe informação ou elenca aquela que nos falta.

    chapéu vermelho dá-nos um tempo específico para exprimir emoções ou sentimentos. É o chapéu do gut feeling. Deve ser usado durante um tempo limitado (até 30 segundos) e não precisa de justificação.

    chapéu preto assume uma postura de cautela, identificando problemas e dificuldades. É importante justificar de que forma é que certas tomadas de decisão podem ser desvantajosas.

    chapéu amarelo procura os benefícios de uma certa ideia, devendo justificar esses benefícios. Traz para o diálogo as vantagens e as oportunidades de uma certa ideia.

    chapéu verde convida a pensar em ideias novas, quando são necessárias alternativas. Pede um esforço criativo, um olhar atento às possibilidades. Não temos de avaliar se as ideias novas são boas ou não, esse papel é assumido pelos outros chapéus. (Journal ActiveMedia)

     

    Quando uma equipa domina a linguagem dos chapéus e o seu significado, torna-se mais fácil e até lúdico pedir uma mudança de pensamento: “ora, vamos lá pensar com o chapéu amarelo…”, “esse pensamento está alinhado com o chapéu preto”, “vamos partilhar o que nos diz o chapéu vermelho de cada um.”

    de Bono recomenda que as pessoas se familiarizem com a linguagem dos seis chapéus do pensamento.

     

    6 chapéus do pensamento e a gestão de reuniões 2

    utilização dos 6 chapéus do pensamento

    A utilização dos 6 chapéus pode acontecer de forma isolada ou de forma sequencial. Assumindo que as pessoas em sala conhecem a técnica posso optar por dizer “precisamos de um momento chapéu verde” em vez de “precisamos de criatividade”.

    Há algumas sequências que podem ser úteis para certos objectivos. Imaginando que pretendo escolher entre X e Y, a proposta de sequência passa por chapéu azul – chapéu verde – chapéu amarelo – chapéu preto – chapéu vermelho – chapéu azul.

    De forma a averiguar alternativas possíveis: chapéu azul – chapéu verde – chapéu amarelo – chapéu preto – chapéu azul.

    Uma sequência possível para a resolução de problemas: chapéu azul – chapéu branco – chapéu verde – chapéu vermelho – chapéu amarelo – chapéu preto – chapéu verde – chapéu azul.

     

    os 6 chapéus e as reuniões

    Em reunião, os 6 chapéus do pensamento trazem benefícios (chapéu amarelo), nomeadamente:

    – permite que as pessoas participantes tenham acesso a uma agenda orientada;

    – promove a prática de um pensamento estruturado;

    – reduz o tempo da reunião;

    – cria condições para que cada pessoa participe;

    – promove o trabalho em equipa, bem como o respeito pelo pensamento de cada pessoa.

     

    Para que as reuniões sejam focadas e produtivas é importante que as pessoas usem o chapéu que foi designado. Caso seja o chapéu amarelo, cada pessoa deve tentar usar aquela linha de pensamento. Ainda que eu não seja grande fã daquela ideia, devo procurar ver as vantagens da mesma.

    A pessoa gestora da reunião deverá ter em conta que o chapéu azul abre e fecha a reunião. o chapéu azul de abertura vai dar o tom da reunião, indicando a razão para estarmos a reunir, definindo os tópicos, identificando o que se pretende alcançar e antecipando os passos que vamos dar.

    No final, o chapéu azul volta a entrar em cena para indicar o que foi alcançado, o resultado ou a conclusão a que chegámos, estabelecendo de forma simples e claro quais serão os próximos passos.

    Aquilo que acontece entre o chapéu azul de abertura e o de fecho vai depender do tipo de reunião que temos em mãos: é uma avaliação de projecto? uma avaliação de desempenho? vamos procurar ideias novas?

     

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    Os chapéus do pensamento não devem servir de rótulo para as pessoas, mas sim como um instrumento lúdico para pensarmos em conjunto:

    “Os chapéus transformam algo muito sério e urgente (precisamos de uma ideia para responder a um briefing!) num momento de jogo e de descoberta entre as pessoas da equipa.” (Journal ActiveMedia)

     

    📚 Edward de Bono (2005) Os Seis Chapéus do Pensamento, Lisboa: Pergaminho

    📷 Gabrielle Henderson Unsplash

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    FLAI 2025

    O VI Curso Internacional de Filosofia, Literatura, Arte e Infância tem data marcada para 2, 3 e 4 de Julho. Este ano perguntamos sobre perguntas!

    Participei no FLAI 2023 como oradora e foi uma experiência incrível.

    Além de acontecer num sítio lindo, mas lindo (Albarracín), o programa é cautelosamente pensado e transpira qualidade. Para saber mais sobre as edições passadas, consulte AQUI.

    No final do mês de Abril haverá mais novidades sobre o FLAI 2025. 

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    pensar antes de gostar

     

    Pensar antes de gostar é o título de uma oficina #filocri que se traduziu num espaço de reflexão e de acção para quem pretende fazer uso do pensamento crítico enquanto utilizador das redes sociais.

    Em conjunto construímos um manual de boas práticas para quem pretende navegar nas redes sociais, evitando o discurso de ódio, bem como a partilha de desinformação.

    Não se trata de uma oficina para aprender a navegar nas redes sociais, em termos de “onde carrego para fazer X”, mas sim para aprender a tirar partido das vantagens que há nas redes sociais, atendendo às suas desvantagens.

     

    Pensar antes de gostar – uma bibliografia

    Para pensar nesta oficina tive ao meu lado grandes pessoas pensadoras e excelentes livros. livros que poderá comprar ou requisitar na biblioteca mais perto de si.

     

    Gosto, logo existo 

    O livro de Isabel Meira e Bernardo P. Carvalho, editado pela planeta tangerina é uma excelente porta de entrada para saber mais sobre redes sociais, sobre o papel do jornalismos e sobre as fake news e a desinformação.

    É possível que o encontre na secção de literatura juvenil ou classificado como livro ilustrado, mas não se iluda: é um livro para miúdos e graúdos (e além disso, podemos aprender várias coisas com livros ilustrados).

     

    Factfulness 

    Hans Rosling, Ola Rosling e Anna Rosling Ronnlund escreveram factfulness em 2019. O subtítulo é: “dez razões pelas quais estamos errados acerca do mundo – e porque as coisas estão melhor do que pensamos”.

    Este livro é super recomendado para quem quer pensar além da sua bolha e pensar a partir de dados que são recolhidos e trabalhados por instituições ou entidades credíveis.

     

    A arte de pensar com clareza

    O livro de Rolf Dobelli é uma ode à honestidade intelectual. apresenta 52 erros de raciocínio comuns e como podemos estar conscientes dos mesmos. Depois, remata com um: atenção, ainda que já tenha a lista de erros, é natural que os cometa.

    Um bom livro para parar e pensar na frase de Desidério Murcho: “o ser humano é, intermitentemente e com esforço, um ser racional”.

     

    A arte de fazer perguntas

    Warren Berger é o autor de um livro que nos ajuda a contemplar a pergunta enquanto ferramenta de inovação, mas também de clareza na comunicação.

     

    Critical thinking

    Tom Chatfield é autor de um dos melhores livros de pensamento crítico que tenho cá em casa. Há um excelente equilíbrio entre teoria e prática, da primeira à última página. O Tom tem alguns vídeos no youtube às quais pode aceder, como este sobre os 10 mandamentos do pensador crítico ou uma entrevista com Nigel Warburton.

     

    Pensar, depressa e devagar

    Considero este livro uma espécie de clássico, ao qual regresso várias vezes. é um livro para leitura lenta, com anotações, com avanços e recuos. Kahneman é um autor que eu classifico de “rijo”, que exige uma atenção plena e várias pausas na leitura, para activar o sistema 2 (quando ler o livro vai perceber do que falo).

    O livro apresenta muitos estudos – alguns deles são referidos pelo Dobelli. Melhor que este livro, só o próximo.

     

    Ruído

    “Porque tomamos más decisões e como podemos evitá-lo” – é esta a proposta do trio Kahneman, Sibony e Sunstein. De notar que este livro também pede uma leitura lenta e não recomendo uma leitura de fio a pavio.

     

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    [uma nota sobre pensamento crítico]

    O pensamento crítico exige uma atenção constante e um treino consistente. Alberga movimentos da lógica e também da ética. Uma pessoa que pensa criticamente é uma pessoa  atenta e cuidadosa às suas palavras e às dos outros, agindo com sensibilidade ao contexto.

     

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    joana rita #filocriatividade

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    Decorrerá na Universidade dos Açores (UAc) mais um encontro “filosofâncias: oficinas de filosofias e infâncias”, no dia 1 de fevereiro a partir das 10h00, no Complexo de Aulas do campus universitário de Ponta Delgada.
    Este encontro irá promover uma série de sessões de filosofia com diferentes grupos de crianças, estimando-se que estejam presentes cerca de 100 crianças de várias escolas das ilhas de S. Miguel e Terceira, que virão à UAc com professores, familiares e encarregados de educação. As atividades serão facilitadas por especialistas na área, atuais e antigos alunos do Mestrado em Filosofia para Crianças, que estarão em Ponta Delgada por ocasião de mais um encontro presencial do curso.
    As filosofâncias fazem parte do evento “A importância de discordar: uma prática filosófica para uma Educação democrática?”, organizado pelo Núcleo Interdisciplinar da Criança e do Adolescente da UAc (NICA-UAc), com o apoio do Governo dos Açores. O evento contará com a presença de Joanna Haynes, da Plymouth University (UK).
    Este encontro é organizado pelo Mestrado em Filosofia para Crianças, pelo projeto “filosofâncias” da Escola Básica e Secundária Armando Côrtes-Rodrigues e pelo projeto “filosofia para/com crianças” da Escola Básica e Secundária do Nordeste, no âmbito dos protocolos de cooperação entre estas instituições e a UAc. O encontro conta com vários outros apoios. 

    Via UAc

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    Network meeting call for proposals 

    SOPHIA invites philosophers, teachers, researchers and anyone who is involved in doing philosophy with children to submit a proposal for our 2025 meeting in Malta.

    The Meeting will take place over the weekend of May 24th and 25th. 

     

    More details at SOPHIA website.

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    joana rita #filocriatividade

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    manter a atenção das crianças e dos jovens

    Numa formação, perante a pergunta: Como manter a atenção das crianças e dos jovens? avancei com a seguinte resposta: “Bom, essa pergunta exige uma resposta complexa e há muitos factores a considerar. Porém, avanço já com uma sugestão: pense na técnica pomodoro, que nos convida a dividir uma tarefa em pequenos blocos de tempo. Quando estiver a planear a aula, contemple pequenos blocos de tempo com pausas entre si.”

    Estas pausas podem implicar uma mudança de registo em termos de suporte da aula. Exemplo: “estive a falar sobre a matéria X, agora vamos ver um vídeo que fala sobre isto. Estamos preparados? Vou apagar a luz e descer os estores para podermos assistir ao vídeo.” 

    Outra forma de fazer uma pausa passa por pedir às pessoas que assumam outro lugar na sala; para tal pode variar entre o trabalho em grande grupo e o trabalho em pequenos grupos.

    Não podemos iludir-nos: é difícil, tanto para uma criança como para uma pessoa adulta, manter a atenção durante 45 minutos. Vamos olhar para o lado e ver algo mais interessante. Ou simplesmente vai surgir uma ideia na minha cabeça que me vai fazer desviar a atenção. 

    Já reparou que as TED talks têm, no máximo, 18 minutos? Pois é, lembro-me bem dessa regra quando estava a preparar a minha TEDxTalk. Há estudos que referem os 18 minutos como o tempo adequado para apresentar algo com propriedade sem perder a atenção da plateia. 

     

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    Estudos/artigos disponíveis sobre a temática:

    // Attention span during lectures: 8 seconds, 10 minutes, or more?, Neil A. Bradury

    // Are Students’ Attention Spans Shrinking?, Bo Brusco

    // 7 Ways to Increase a Student’s Attention Span, David Reeves

    // Energy and Calm: Brain Breaks and Focused-Attention Practices, Lori Desautels

    // Using deliberate mistakes to heighten student Using deliberate mistakes to heighten student attention, Abey P. Philip  e Dawn Bennett 

     

    ⚠️ novo livro: Como desenvolver o pensamento crítico das crianças – Parar, Pensar, Escutar, Dialogar

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    joana rita #filocriatividade

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    Uma das novidades para este ano é a realização de um festival internacional de Filosofia, designado “Espanto”, que terá lugar entre 19 e 22 de junho em vários locais do concelho, nomeadamente em três bairros sociais, num restaurante e na Casa das Histórias Paula Rego. Serão “quatro dias de palestras, entrevistas, debates, intervenções artísticas, jantar doméstico, conversas orientadas, treino de pensamento”, reunindo sete curadores, 10 pensadores, 40 oradores e entre 1.500 a 2.000 participantes presenciais esperados.

    [notícia via Comunidade Cultura e Arte]

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    joana rita #filocriatividade

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    La literatura predominante a la que se expone a los niños está o bien al servicio de una supuesta “transmisión de valores” o bien al servicio de una supuesta “educación en las emociones”. De esta forma, estamos limitando las lecturas de los niños a cosas que se parecen mucho a la autoayuda para adultos y que se parecen muy poco a cualquier cosa que pudiera considerarse literatura. 

     

    Fracasan como literatura, pero lo curioso es que también fracasan en la transmisión de valores y en la educación de las emociones. Principalmente, porque los valores no se transmiten y asimilan de esta forma; las emociones no se educan con un libro. Los valores éticos son fruto de un proceso de reflexión, de reacomodo, de replanteamiento constante a lo largo de nuestras vidas en los que influyen nuestras experiencias, nuestras lecturas, nuestros diálogos con otros y nuestra reflexión solitaria. Estos libros que se ofrecen a menudo a los niños dan lugar a una falsa reflexión en la que los niños saben a qué conclusión es correcto llegar: son mandamientos disfrazados de invitaciones a la reflexión.  

     

    Dejemos de buscar libros que sirvan para trabajar “x” y busquemos libros buenos, que enganchen, que tengan buenos personajes y estén bien construidos. La buena literatura, siempre, siempre da que pensar (y de verdad). 

     

    (Ellen Duthie, Lectura para abrir los ojos: una entrevista, blog post 2015)

     

     

     
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    joana rita #filocriatividade

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    IAPC

     

    Quem se dedica ao estudo e à prática da filosofia para/com crianças e jovens já tropeçou em referências ao IAPC (Institute for the Advancement of Philosophy for Children):

    (…) Our three-fold mission includes education (offering curriculum, teaching resources and professional development workshops in Philosophy for Children), advocacy of children’s philosophy, and research.

    O IAPC disponibiliza gratuitamente o programa criado por Lipman e Sharp, que inclui as histórias (também conhecidas como novelas) e os manuais de apoio para professoras e professores. Pode consultar e fazer o download dos materiais AQUI.

     

    A Sociedade Portuguesa de Filosofia disponibiliza dois títulos de Lipman, em português, gratuitamente, no seu website. Visite AQUI