filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    «juntaram-se os dois à esquina» e resultou nisto aqui: https://twitter.com/cvjoanarssousa 

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    já conhecem este livro sobre meninos muito especiais?

     

     

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    na conferência “think outside the box”, no ISEGI (Universidade Nova de Lisboa)

     

     

    no último número da Revista Pessoal
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    após ter visitado a Escola Portuguesa de Moçambique, em Maputo, em Setembro de 2011,  para ministrar uma formação no âmbito da filosofia para crianças e criatividade, recebi este e-mail de uma das formandas, a A., educadora de infância:

     

    Uma certa manhã, estávamos em grupo (19  crianças de 5 anos e educadora) a falamos sobre o corpo humano, e eis quando uma delas disse que o que estava na nossa cabeça era o cérebro e era onde estava o pensamento. A educadora aproveitando esta ideia, lançou então a questão para o grupo.

     

    O que é o pensamento? O que significa pensar?

     

    As respostas não se fizeram esperar…

     

    Clhoé…é ter uma ideia. Para pensarmos precisamos de fechar os olhos e aparecerem as ideias. Temos que pensar bem, para sabermos muita matemática.

     

    Amira…é pensar nas coisas e depois fazermos essas coisas. Por exemplo, quando vamos fazer um bolo, se nós não pensarmos e não fizermos assim, o bolo vai ficar feio.

     

    Dalila…com o pensamento podemos imaginar coisas. Para pensarmos precisamos de calma.

     

    Guilherme…pensar é usar o cérebro.

     

    Carolina…é fazer bem os trabalhos de casa.

     

    Afonso… pensar é pensar que sou o Cristiano Ronaldo.

     

    Maria…é imaginar que estamos na lua. Podemos imaginar que vamos à piscina. Temos que pensar para podermos fazer tudo direitinho.

     

    Ayman… pensar é usar a imaginação.

     

    Shillan…é imaginar que estamos na lua.

     

    Luna…pensar é ter boas ideias.

     

    Diogo…é pensar que podemos ir ao espaço.

     

    Ricardo A…para pensar usámos a cabeça.

     

    Pedro…imaginar é pensar.

     

    Nós pensamos quando estamos a puxar pelas ideias.

     

    Algumas crianças quiseram pensar mais um pouco nas suas respostas, mas a conversa continuou e surgiu então alguém que disse que às vezes temos pensamentos maus.

     

    Então digam lá o que é ter um pensamento mau?

     

    …é pensar que temos poucos sapatos.

    … é pensar que estamos a ser perseguidos por monstros.

    …é sonhar com monstros e eles nos quererem comer.

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    Destinatários: Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário

    Nº de créditos: 0,6

     

    Registo nº CCPFC/ACC-65809/11

     

    O registo foi efectuado junto do Centro de Formação da ASSOCIAÇÃO DE ESCOLAS DOS CONCELHOS DE AVEIRO E DE ALBERGARIA-A-VELHA

     

    Formadoras: Celeste Machado e Joana Sousa

     

    [esta acção de formação pode ter lugar junto de qualquer centro de formação para professores. contacte-nos para mais informações]

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    Dia 22 de março tem lugar a conferência 4 do Ciclo de Conferências “Do Gesto à Voz:

     

    Educação de Surdos e Inclusão, subordinada ao tema “Movimentos associativos e educação de Surdos”. 

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    aqui fica a reportagem do Jornal de Surdos:

     

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    + info AQUI

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    no passado dia 7 de Março, o IDEPH organizou uma conferência subordinada ao tema das neurociências, ciências cognitivas e educação. o encontro contou com a participação de Judy Willis que nos falou sobre alguns aspectos relacionados com

     

    o cérebro, a aprendizagem e o ensino,

    princípios básicos das neurociências,

    estratégias para cativar e manter a atenção dos estudantes,

    o impacto da emoção no cérebro e a sua influência na aprendizagem

     

    tivemos a oportunidade de aprender alguns modelos que nos permitem manter os níveis de prazer durante a aprendizagem, bem como permitir que a neuroplasticidade – o processo através do qual os pensamentos e acções modificam o cérebro – aconteça de forma consciente

     

    como preparar o cérebro das nossas crianças para os desafios do futuro? – esta era a grande pergunta do dia. com as partilhas de Judy saímos da sala com algumas luzes e, sobretudo, pistas para desenvolver a nossa própria investigação e prática. o desafio passa pela tomada de consciência de que estamos a formar as nossas crianças para que sejam capazes de resolver problemas que ainda não existem.

     

    como é que isso se pode fazer?

     

    parece-me que só podemos educar/formar/ensinar [e aprender com] crianças capazes de resolver problemas que ainda não existem, se (e só se) as dotarmos de coisas como:

     

    – capacidade de trabalho colaborativo, em equipa

    – capacidade de receber informação e de estabelecer prioridades no valor dessa informação

    – pensamento crítico: analisar, conceptualizar, aprofundar

    – flexibilidade cognitiva

    – organização e categorização da informação (e do conhecimento)

     

    para isso precisamos de pais, educadores e formadores sintonizados neste “comprimento de onda” e por isso também eles capazes de trabalho colaborativo, de receber informação, de analisar, conceptualizar… e por aí fora.

     

    foi um dia de trabalho, de partilha que terminou com um debate animado onde, mais uma vez – e permitam-me o uso do sentido crítico – as pessoas tentaram fazer-se ouvir, sem ter nada de substancial para dizer e onde pais acusaram professores e vice versa. parece-me que se perde tempo útil nesta conversa de “a culpa é…” em vez de irmos para o terreno e fazer qualquer coisa: investigar, praticar, experimentar, avaliar, dialogar

     

    todos concordam: cada pessoa é um ser único e irrepetível, absolutamente diferente. a neurociência diz-nos que cada cérebro é diferente e único.

    desafio: como é que a educação (ou o processo ensino-aprendizagem) pode, na prática, salvaguardar, cultivar e valorizar essa diferença?

     

     

     

     

     

     

    do gesto à voz continua no seu percurso de partilha e de formação: nos passados dias 22 de Fevereiro e 8 de Março continuamos a falar sobre educação e “inclusão” – uma palavra com a qual tenho cada vez mais dificuldade em lidar, admito. assumo aqui o compromisso de reflectir sobre esta palavra e aquilo que simboliza e de partilhar convosco o resultado desta minha reflexão. entretanto, deixo-vos com uma das minhas músicas preferidas, de sempre vista de uma forma que para mim era desconhecida. ora “oiçam” lá.

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    artigo de Luís Lima, jornalista que visitou o II Encontro de Filosofia para Crianças e Criatividade, Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos e algumas aulas de filosofia para crianças

     

     

    (e o III Encontro está a ser preparado… novidades em breve!)

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    a segunda conferência deste ciclo acontece já no próximo sábado

     

     

     

     

    segue info em LGP