filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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O ano lectivo 2026/2027 está à porta e a proposta da #filocriatividade é simples: parar para pensar, pensar em parar.

Escrito assim, quase parece um trava-línguas.

O olhar abranda. Voltamos atrás. Confirmamos se lemos bem a frase. A frase obriga-nos a fazer precisamente aquilo de que fala: parar.

Parar é um grande desafio para a educação; não propriamente o fazer mais em menos tempo, nem tão pouco o fazer mais depressa. O grande desafio passa por criar as condições para pensar.

O pensamento não gosta de pressa

Vivemos rodeados de estímulos e a todo o momento somos convidados a responder antes de compreender o assunto em causa; opinamos antes de escutar; procuramos soluções antes de formular boas perguntas; atalhamos a fala das outras pessoas só para ouvir a nossa voz.

A velocidade tornou-se um valor; já a pausa, parece uma perda de tempo.

Hannah Arendt escreveu que pensar é uma actividade que interrompe o curso habitual da vida. Quando pensamos verdadeiramente, suspendemos por instantes a urgência do fazer para nos interrogarmos sobre o sentido daquilo que fazemos.

É essa interrupção que importa recuperar.

Aprender exige tempo

Em Liberdade para Aprender, Peter Gray defende que a curiosidade é um dos motores mais poderosos da aprendizagem. A curiosidade não se programa ao minuto, nem floresce por decreto. Precisa de tempo para explorar, experimentar, errar e voltar a tentar.

Nem todas as aprendizagens importantes são rápidas, algumas precisam que nos demoremos.

Uma educação que liberta

bell hooks lembra-nos que ensinar pode ser uma prática de liberdade. A liberdade também se aprende.

Aprende-se quando existe espaço para formular perguntas próprias, quando diferentes perspectivas podem ser escutadas, quando mudar de opinião não é sinal de fraqueza, mas de crescimento.

É difícil que isso aconteça quando tudo pede rapidez.

O tempo das perguntas

Acredito que filosofar é, antes de mais, criar tempo.

Tempo para escutar.

Tempo para perguntar.

Tempo para pensar em conjunto.

Como escreve Marilena Chaui, a filosofia começa quando recusamos aceitar o mundo como algo evidente e começamos a interrogá-lo. É nesse instante — quando suspendemos o automatismo e perguntamos “porquê?” ou “será mesmo assim?” — que o pensamento ganha espaço para acontecer.

É esse espaço que procuro criar em cada uma das oficinas que dinamizo.

Um convite para 2026/2027

Gostaria de fazer um convite a escolas, bibliotecas, museus, empresas e outras instituições: reservem tempo para pensar. Protejam momentos em que as perguntas sejam tão importantes como as respostas. Criem espaços onde crianças, jovens e adultos possam demorar uma ideia antes de passarem à seguinte.

Há que praticar o parar para pensar.

Se acredita que também vale a pena criar tempo para pensar na sua escola, biblioteca, museu, empresa ou organização, convido-o(a) a conhecer as propostas #filocriatividade para 2026/2027.

Preencha o formulário de contacto para que possamos conversar sobre a melhor forma de desenhar uma oficina, formação ou projecto à medida do seu contexto.

joana rita

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