filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    joana rita #filocriatividade

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    Realiza-se no dia 3 de Julho de 2021, sábado, em formato online o Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos – VI Encontro de Filosofia para Crianças e Criatividade. A organização está a cargo de Celeste Machado e Joana Rita Sousa, que se dedicam à investigação e à prática na área da filosofia para crianças. 

    “Sentimos que em Portugal há lugar para estes encontros em torno da filosofia para crianças e da criatividade. Há várias pessoas ligadas à educação que desenvolvem trabalho nestas áreas e tem todo o sentido criar um tempo e espaço para nos conhecermos e para partilharmos experiências.”, afirma Joana Rita Sousa.

     “Uma das competências que trabalhamos no âmbito da filosofia para crianças é o pensamento colaborativo, o ser e estar em comunidade, o que reforça ainda mais a vontade de organizar estes encontros. Pretendemos, eu e a Celeste, abrir uma janela para a colaboração. Desta vez é uma janela em forma de écran, pois o encontro acontece em formato online.”, acrescenta Joana Rita Sousa, filósofa e mestre em filosofia para crianças. 

    O programa para o dia 3 de Julho de 2021 já se encontra disponível para consulta no instagram filocriatividade, bem como no blog e na página do facebook

     

    [um pouco de história]

    Joana Rita Sousa e Celeste Machado organizam, desde 2011, os encontros Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos – filosofia para crianças e criatividade.

    Os encontros pretendem juntar curiosos, praticantes e investigadores da área da filosofia para crianças e criatividade para que possam partilhar experiências e ideias.

    O I encontro teve lugar em Aveiro e contou com a presença de Zaza Carneiro de Moura, Dina Mendonça, Ana Dominguez e Tomás Magalhães Carneiro.

    Em 2013 aconteceu o II encontro que foi acolhido pela Área Científica de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa). O evento teve lugar por altura das comemorações do Dia Mundial da Filosofia e recebeu o reconhecimento da Comissão Nacional da UNESCO (Portugal). Fizeram parte do painel de oradores Gabriela Castro e Magda Costa Carvalho, Ana Ayres Breysse,  Dina Mendonça, Ana Dominguez, Rita Pedro e Madalena Wallenstein, Ana Dominguez e Mendo Castro Henriques.

    O III encontro aconteceu em julho de 2014 e teve um carácter itinerante e com múltiplas actividades:  cafés filosóficos, sessões de esclarecimento para pais, educadores e professores, bem como oficinas de pensamento para crianças e jovens.

    Ainda em 2014 o encontro rumou até à Universidade do Minho para dois dias de trabalhos nos quais participaram Oscar Brenifier, Dina Mendonça, Tomás Magalhães Carneiro, Gabriela Castro, Magda Costa Carvalho, Raquel Rodrigues Oliveira, Dina Mendonça, António Guedes, Rita Pedro, Teresa Santos, Ana Ayres Breysse, Nuno Paulos Tavares, Patrícia Simões, Celeste Machado, Joana Rita Sousa, Mª Aránzazu Serantes López, Sandra de Jesus Marques Coelho, Tiago Cerejeira Fontes, Zaza Carneiro de Moura e Maria José Barbosa. Contámos com o apoio da Sociedade Portuguesa de Filosofia.

    Em 2016 Lisboa voltou a acolher o encontro, num formato de roda de conversa, na qual participou a Associação de Professores de Filosofia.

     

    [VI encontro filosofia e comunidades online – que desafios?]

    Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos está de regresso com o tema: filosofia e comunidades online – que desafios? 

    O tema é motivado pelo contexto pandémico que vivemos e que nos “empurrou” para as plataformas digitais. Como se cria uma comunidade em formato online? Que presença acontece num encontro de pessoas de fusos horários diferentes num écran? Conseguimos criar o sentido de comunidade de investigação filosófica neste formato? Estas são algumas perguntas que norteiam o encontro.

    No dia 3 de Julho de 2021 contamos com as presenças de Vitor Lima, Lara Sayão, Elisa Oliveira, Tomás Magalhães Carneiro, comunidade filo…quÊ?, Ricardo Frias e José Maria Taramona Trigoso. 

      

    [apoios]

    O VI Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos conta com o apoio da Área Científica de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa) e da Escola de Pós-Graduação e Formação Avançada. 

    Contamos ainda com o apoio à divulgação do Centro de Filosofia para Crianças e Jovens da Sociedade Portuguesa de Filosofia, do PNL2027, da Newmanity School,  da Revista Dois Pontos, da Companhia dos Brinquedos, da Verbos Inúmeros e da Best Care Agency. De Espanha recebemos o apoio  do Centro de Filosofia para Niños,

     

    Celeste Machado e Joana Rita Sousa

    21 de Maio de 2021 (actualizado a 18 de Junho de 2021)

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    eis a agenda #filocri para Julho: 

    👉 oficinas do Platão – filosofia para crianças dos 7 aos 12 anos [online] – inscrições AQUI
    👉 oficinas #philoTEEN para jovens dos 13 aos 17 anos [online] – inscrições AQUI

    👉 cafés filosóficos nos dias 5 e 19 de Julho, em parceria com a Bertrand Livreiros (18h30 às 20h, online) – inscrições AQUI

    👉 escola de verão #filocri (para educadores, professores (do 1.º ao 3.º ciclo), professores bibliotecários e outros agentes educativos que já tenham tido uma formação inicial em filosofia para / com crianças)
    📌 o diálogo filosófico a partir de livros – construção de planos de sessão – 27, 28 e 30 de Julho das 17h às 19h30 – INFO AQUI
    📌 filosofia para/com crianças: perguntas e respostas [encontros de mentoria com Joana Rita Sousa] – INFO AQUI

     

    e ainda… 

    📎 no dia 3 de Julho acontece o VI Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos

    📎 nos dias 10 e 11 de Julho irei participar no encontro SOPHIA Network meeting

    📝 o #ClubeDePerguntas está a “recrutar” membros para o mês de Julho até ao dia 5 de Julho – o encontro online (via zoom) acontece no dia 27 de Julho, às 21h.

    📝  o #filopenpal acontece durante todo o ano e pode ser subscrito a qualquer momento, para crianças, jovens e adultos 

     

    com ou sem filosofia, que as férias 2021 sejam vividas em segurança e com muita saúde!

     

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    no último fim-de-semana de Junho tive a oportunidade de voltar ao Centro Cultural Malaposta para uma oficina para famílias e um café filosófico.

    foi muito bom voltar a filosofar com pessoas sem a mediação do écran. as máscaras protegem-nos e aproximam-nos, as distâncias físicas são cumpridas e há vontade em parar para pensar, ouvir e falar – tal como está presente ali na fotografia.

    este triângulo está presente nos últimos livros de Peter Worley (Corrupting Youth) e é uma forma simples de explicar o que acontece num diálogo filosófico.

     

    obrigada, Malaposta, pelo acolhimento.

    obrigada aos participantes pela presença e pela disponibilidade em dialogar!

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    o Clube de Leitura em Voz Alta #filocri reuniu hoje no zoom para ler e escutar a leitura. 

    eis os livros / excertos de livros que lemos e escutámos: 

    Luzes na Floresta, de David Litchfield, trad. de Luísa Costa Gomes [editora fábula] – recomendação #pnl2027;

    – um excerto de Felicidade, de João Tordo [editora Companhia das Letras];

    – um excerto d’A Bicicleta que Tinha Bigodes, de Ondjaki [editorial Caminho];

    A Sereia e os Gigantes, de Catarina Sobral [Orfeu Negro];

    Não abras este livro outra vez, de Andy Lee e Heath McKenzie [Jacarandá Editora]; 

    O Jaime é uma Sereia, de Jessica Love [editora fábula] – recomendação #pnl2027.

    – um excerto do prefácio assinado por Gonçalo M. Tavares no livro de Carlos Neto, Libertem as Crianças [Contraponto Editores].

     

    foi um pedaço de manhã bem passado, entre miúdos e graúdos, na “esquina do zoom”. obrigada a todas as pessoas que têm passado pelo Clube de Leitura em Voz Alta #filocri e que tornam o clube possível.

    vamos fazer uma pausa nos meses de Julho e Agosto para podermos dedicar-nos à leitura, à brincadeira, ao sol e a outras coisas que “cheiram a verão”. façamos o nosso melhor para que seja possível ter um verão em segurança e com distanciamento face à #covid19.

     

    obrigada ao PNL2027 pelo apoio dado ao Clube de Leitura em Voz Alta #filocri. 

    boas leituras! 

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    “O que marca o fim de um caminho de pensamento e criação? O que encontramos ao final do caminhar junto com outras e outras caminhantes? E se o fim fosse um novo início? E se a filosofia fosse a arte de buscar um começo para o pensar mesmo ou, sobretudo, quando há que se terminar um percurso comum, compartilhado? Filosofia, uma arte infantil? Filosofia, uma arte de se começar a pensar escutando as vozes da infância?”

    28 e 29 de junho – formação com Walter Kohan 

    [online] das 17h às 19h (hora de Lisboa, PT)

    info via fábrica das artes – CCB

    ilustração (c)Beatriz Bagulho a partir de ilustração original de Sir John Tenniel

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    “As famílias são o núcleo central da civilização e a unidade social base da sociedade.Famílias empoderadas fazem comunidades fortes.Há um século atrás Abel Pereira da Fonseca tornava-se num dos mais importantes empresários do seu tempo não só pela produção e comercialização de vinhos mas muito pela forma como ajudou a desenvolver a região Oeste e de Lisboa. Desde então que esse legado tem sido seguido pela sua família.

    A Newmanity School nasce em Lisboa com o propósito de promover a educação de competências socio-emocionais catalisadoras do bem-estar e progresso sustentável, em escolas, empresas e famílias. Em Fevereiro de 2021 a família Newmanity mudou-se para o Oeste para alargar a sua missão.

    A 3 de Julho, entre as 10h e as 19h, a Newmanity School e a Companhia Agrícola do Sanguinhal juntam-se para promover a Festa da Família, pela ocasião do 4º Open Day da Quinta do Sanguinhal.

    O evento pretende ser uma escola comunitária por um dia, rodeada de beleza Natural e contará com diversas iniciativas como actividades e workshops ao ar livre para famílias (Yoga, Exercício Físico, Storytelling, Música, Teatro), mercado de talentos locais, música e exposições de arte, conferências com especialista das áreas da educação e bem-estar como José Pacheco, Tim Vieira e Tâmara Castelo e momentos de degustação. Haverá ainda recolha de bens a favor do “Cesto dos Afectos”, um projecto de acção social a favor de famílias carenciadas.Ambas as organizações pretendem assim contribuir para a criação de comunidades mais felizes, capazes, saudáveis e sustentáveis.

    As inscrições no evento e nas actividades são limitadas (ordem de chegada).”

     

    mais informações no instagram da Newmanity School e neste link.

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    [joana] preciso da vossa ajuda para me lembrar do que fizemos da última vez que estive aqui…
    [a.] oh joana, tu dizes isso só para a gente aprender!
    [joana] humm? podes explicar?
    [a.] tu sabes o que fizemos da última vez, mas fazes essa pergunta do lembrar só para a gente aprender as coisas. tu lembras-te, eu vejo pela tua cara!

    – jardim de infância, sala dos 3 / 4 anos (2019)

     

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    [uma reflexão a partir do livro A Arte de Fazer Perguntas, de W. Berger, publicado pela editora Vogais]

     

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    o papel fundamental da ignorância 

     

    perguntamos pois percebemos que não sabemos. temos consciência da nossa ignorância:

    “é uma forma de consciência mais elevada que não só nos separa do macaco, como também separa a pessoa inteligente e curiosa do idiota que não sabe nem quer saber.” (p. 27)

    a pessoa perguntadora está disponível para sentir confiança quanto toma consciência da sua ignorância. a pergunta é uma ferramenta que nos permite aprofundar essa ignorância, mergulhar nela para podermos voltar à superfície com mais clareza, com algo que entretanto descobrimos e sobre o qual já não somos assim tão ignorantes.

     

    pensamento divergente e perguntas 

     

    Berger refere o neurologista Ken Heilman e estudos neurológicos sobre o pensamento divergente, “o processo mental que tenta levar às ideias alternativas.” de acordo com o neurologista existe uma ligação entre o pensamento divergente e o “e se eu pensar em X de outra forma”. por esta razão, Berger defende que o pensamento divergente é uma forma de fazer perguntas.

    o que pode uma pergunta? segundo Berger, as perguntas abrem ou ampliam o pensamento e também têm o papel de nos focar ou orientar.

    como?

    considere vários passos no acto de perguntar. um “e se…?” tem esse efeito de me fazer procurar por outras formas de fazer o mesmo, alternativas, hipóteses. mas uma pessoa perguntadora tem um problema para resolver e por isso utiliza as perguntas, no momento posterior, para focar e direccionar o pensamento.

    a pergunta permite aprofundar o problema, tomar consciência da sua complexidade e, a partir daí, começar a trabalhar na solução, dividindo o problema em partes simples, o que nos ajuda a gerir a complexidade.
    trata-se de um processo semelhante ao que Edward de Bono advoga com o uso do chapéu verde (criatividade): este tem um tempo específico e depois precisamos de outras linhas de pensamento (outros chapéus) para orientar o passo seguinte do pensamento.

    em suma:

    – perguntar exige humildade, para reconhecer que sou ignorante, que me falta saber algo.
    – perguntar exige confiança para expor essa ignorância perante os outros.

    fazer uma pergunta é, simultaneamente, um acto humilde e corajoso.

     

    a fórmula de Berger

    “Estar disposto a fazer perguntas é uma coisa; perguntar bem e com eficácia é outra.”, diz Berger na p. 30.

    é preciso ter em conta a fórmula do perguntar – um “porquê?” pede explicação e aprofundamento; o “e se…?” leva-me a explorar hipóteses; o “como…?” exige que partilhe um caminho, uma forma de fazer algo. são perguntas abertas, porém exigem que se lhes dedique tempo e consideração na resposta. são perguntas que accionam o pensamento divergente.

    depois há ainda o tom da pergunta. Berger dá um exemplo: entre um “Ó meu deus, o que é que vamos fazer?!” ou um “e se esta mudança representa uma oportunidade para nós?” – a última pergunta tem um tom mais positivo e, segundo o autor, pode conduzir a melhores respostas.

    a pessoa perguntadora tem menos receio da mudança e da incerteza: “(…) se nos sentirmos confortáveis a fazer perguntas, a experimentar e a interligar as coisas, a mudança já se tornará uma aventura. E se a pudermos ver como aventura, já estaremos lançados.” (John Seely Brown citado por Berger, p. 44).

    além da ignorância, da humildade, da confiança, do conforto perante a mudança, a pessoa perguntadora está mais disponível para inovar. porquê? a razão prende-se com o facto da pessoa perguntadora perguntar porquê, procurando perceber o que falta, identificando e descobrindo problemas.

    “(…) se procurarmos problemas existentes nas nossas vidas antes de eles se tornarem óbvios, antes de atingirem uma fase de crise, podemos detecá-los a tempo e tratar deles enquanto ainda oferecem as melhores oportunidades para a melhoria e a reinvenção.” (p. 47)

     

    eis a fórmula de Berger, baseada na sua observação de como as pessoas perguntadoras lidam com problemas:

    Perguntar + Acção = Inovação

    “A pessoa encontra uma situação que é menos do que ideal, pergunta Porquê?
    A pessoa começa a ter ideias para possíveis melhorias / soluções, com ideias que normalmente progridem sob a forma de possibilidades E se?
    A pessoa opta por uma dessas possibilidades e tenta aplicá-la; na maior parte dos casos, isto envolve a tentativa de calcular Como?” (p. 48).

    ”O que separa os pensadores inovadores dos restantes é a sua capacidade – na maior parte dos casos nascida da persistência e da determinação – de dar forma às suas ideias e torná-las reais.” (p. 55)

    ”Cada “resposta” a que chegam [as pessoas perguntadoras] traz-lhes uma nova vaga de perguntas. Continuar a perguntar é, para eles, tão natural como respirar. Mas como é que ficaram assim? E porque é que não há mais gente como eles?” (p. 57)

     

    e por aí? considera-se uma pessoa perguntadora? partilhe nos comentários!

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    o Jorge entrevistou o Jose Barrientos Rastrojo a propósito do seu livro “filosofia aplicada experiencial”.

    um livro que eu ainda não li e que quero muito ler.

    o motivo? partilhei parte do meu percurso académico com o Barrientos, no âmbito do meu 1.º mestrado (em gestão de recursos humanos) onde trabalhei a área da filosofia aplicada. tenho tido a oportunidade de dialogar e partilhar momentos de diálogo com o Barrientos e parece-me que este é um livro essencial para compreender a visão experiencial da filosofia (aplicada) que o Pepe defende.

    já agora, recomendo os dois últimos livros do Pepe:

    Hambre de Filosofia

    Filosofia Aplicada Experiencial

     

    já conhecia o termo “filosofia aplicada”? partilhe nos comentários! 

     

     

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    a escola de verão #filocri está de volta com acções de curta duração destinadas a educadores, professores (do 1.º ao 3.º ciclo), professores bibliotecários e outros agentes educativos que já tenham tido uma formação inicial em filosofia para / com crianças

     

    o diálogo filosófico a partir de livros – construção de planos de sessão 
    grupo I, horário da tarde: 27, 28 e 30 de Julho das 17h às 19h30
    grupo II, horário da manhã: 3, 4 e 5 de Agosto, das 10h às 12h30

    [inscrições limitadas] até 5 pessoas por grupo
    total de 7,5h (três encontros síncronos – via zoom)

    valor de inscrição:
    até dia 30 de Junho, 61,50€
    do dia 1 de Julho até 12 de Julho, 79.95€ 

    filosofia para/com crianças: perguntas e respostas
    [encontros de mentoria com Joana Rita Sousa]
    opção 1: 12 de Julho das 18h às 20h
    opção 2: 13 de Julho das 21h às 23h
    opção 3: 16 de Julho das 14h às 16h
    opção 4: 22 de Julho das 19h às 21h

    [inscrições limitadas] até 5 pessoas por grupo
    poderá inscrever-se em apenas uma das datas ou em todas; tendo em conta que são mentorias, os conteúdos serão desenhadas à medida dos interesses dos participantes

    valor de inscrição:
    12,30€ por encontro 

    mais informações AQUI.

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    ontem rumei até ao Parque Natural do Buçaquinho para participar na 6.ª edição dos Gigantes Invisíveis. confesso que não conhecia o festival até receber o convite do Pedro Saraiva. e fiquei rendida à história do festival e ao seu propósito: um encontro literário para os mais novos leitores. mais rendida fiquei com a participação das famílias nas actividades de domingo.

    o encontro aconteceu ao ar livre e entre o “chove não chove” do fim-de-semana foi possível fazer acontecer a programação, com excepção para o espectáculo “como se encontram as perguntas”.

    a minha oficina de perguntas, para famílias, aconteceu ao ar livre, com a presença de famílias inesquecíveis: a família não sei, a família invisível, a família espera aí um bocadinho, a família oliveira, a família leões, a família alegria, a família música. cada um no seu quadrado (isto é, manta) a perguntar e a responder à provocação de pensar as perguntas e as diferentes famílias de perguntas. 

    uma vez que o Marco Taylor esteve presente no festival, o “trampolim” para a minha oficina de filosofia foi um dos #livrosperguntadores: Rosinda. 

     

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    ah! e já agora, fique atento/a ao espectáculo “como se encontram as perguntas“. vai andar por aí!

     

     e nota 20 para o Gigantes Invisíveis que proporcionou uma intérprete de língua gestual portufuesa para fazer parte das actividades. obrigada, Vânia! 

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    – o que é pensamento crítico?

    vários autores definem o pensamento crítico de formas diferentes. apresento o entendimento com o qual mais me identifico, por integrar uma visão ética e de sensibilidade ao contexto que considero fundamental (e que deriva da minha prática e investigação na área da filosofia para / com crianças e no âmbito do diálogo filosófico).

    “O pensamento crítico é a aplicação cuidadosa da razão para decidir em que acreditar e, portanto, como agir.”

    Destaque para as partes importantes da definição:
    Pensamento cuidadoso (sensatez)
    Uso da razão (lógica)
    Julgamento sobre crenças (avaliação)
    Aplicação a problemas reais (acção)”

    (Lima, V., Lima. E, Ebook de Pensamento Crítico, 2020)

     

    – o que é um argumento?

    “(…) o propósito de um argumento é oferecer uma razão para sustentar uma crença apresentada por uma das partes num diálogo. Essa crença é, por vezes, aquilo de que duvida quem responde, no contexto do diálogo. É uma proposição que está em debate ou que não foi estabelecida. Supostamente, um argumento apresenta uma boa razão para que quem responde acabe por aceitar essa proposição como verdadeira, removendo assim a dúvida.”

    (Douglas Walton – via Crítica na Rede)

     

    – o que é uma premissa? 

    “Uma afirmação usada num argumento para sustentar uma conclusão. Por exemplo, a premissa do argumento “O aborto não é permissível porque a vida é sagrada” é a afirmação “A vida é sagrada”. Ver entimema.”

    (Murcho, D – via Crítica na Rede)

     

    – o que são falácias?

    “Um argumento mau que parece bom. Os argumentos podem ser falaciosos 1) por serem inválidos e parecerem válidos, por 2) terem premissas falsas que parecem verdadeiras, ou por 3) não serem cogentes mas o parecerem. Por exemplo, o argumento seguinte é inválido mas parece válido: «Todas as coisas têm uma causa; logo, há uma causa para todas as coisas». O argumento seguinte tem uma premissa falsa, mas não parece: «Ou gostas de Picasso ou odeias Picasso; dado que não gostas, odeias.» O argumento seguinte pode parecer cogente, mas não é: «Se os cépticos tivessem razão, nada se poderia saber; mas como é óbvio que se pode saber várias coisas, os cépticos não têm razão».

    A distinção entre argumentos maus que são enganadores porque parecem bons e argumentos maus que não são enganadores porque não parecem bons não é formal mas sim informal. Esta distinção é crucial, uma vez que são as falácias que são particularmente perigosas. Os argumentos obviamente maus não são enganadores e, se todos os argumentos maus fossem assim, não seria necessário estudar lógica para saber evitar erros de argumentação.”

    (Murcho, D. – via Crítica na Rede

     

    – há lugar para a ética no pensamento crítico?

    sim. o pensar bem ou pensar melhor implica, a meu ver, um cuidado na prática desse pensamento. não vale de nada decorar regras lógicas e saber as falácias de cor se depois não sabemos avaliar os contextos e atender ao interlocutor com quem estamos a dialogar. vários autores referem a questão ética na prática do pensamento crítico – e do diálogo filosófico – tais como Vitor Lima, o colectivo Dialogue Works e Peter Worley.

    “Facilitar investigações filosóficas envolve muitas decisões intuitivas e vai para além da aplicação mecânica da caixa de ferramentas filosófica. Requer juízos complexos, práticos, o equilíbrio entre os pensamentos crítico, criativo, cuidativo e colaborativo (…)”

    (Haynes J., Murris., K., 2012)

     

    – que relações há entre pensamento crítico e pensamento criativo? 

    “O pensamento criativo consiste na prática de uma atitude interessada em procurar alternativas. Implica originalidade (face a si mesmo, aos outros ou ao universo), coragem e sensibilidade ao contexto.”

    (Sousa, J., 2021)

    “(…) o pensamento crítico como alternativa criativa ao pensar automatizado do dia a dia, por outro lado, o pensamento criativo como alternativa crítica a esse mesmo pensar automatizado, onde a palavra porquê não cabe ou parece não fazer sentido.”

    (Sousa, J., 2014)

     

    *

     

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    🟣 livro à venda:  Como desenvolver o pensamento crítico das crianças – Parar, Pensar, Escutar, Dialogar

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    é com muito gosto que partilhamos (eu e a Celeste Machado) o programa final do encontro Sentir Pensamentos | Pensar Sentidos, que acontece no dia 3 de Julho (online).

    Vitor Lima, Lara Sayão, Elisa Oliveira, Tomás Magalhães Carneiro, comunidade filo…quÊ?, Ricardo Frias e Jose Maria Taramona Trigoso fazem parte do leque de oradores a quem desde já agradecemos o tempo e a disponibilidade para a partilha.

     

    (as inscrições já estão completas e poderá juntar-se à lista de espera. caso haja desistências comunicadas em tempo útil, entraremos em contacto para ceder vagas que surjam.)

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    quando digo nas formações que o facilitador (ou o dificultador ) deve escutar o grupo e estar preparado para abandonar o plano da oficina que prepara com amor e carinho… é disto que falo. ora leia:

    👉 preparei uma oficina de filosofia para jovens sobre o tema da linguagem, um tema trabalhado amplamente por filósofos como Wittgenstein e que tem vindo a ser tratado em contextos diferentes (veja aqui os resultados desta pesquisa rápida na Stanford Encyclopedia of Philosophy)

     

    👉 desenhei os passos da oficina, incluindo um excerto de uma aula sobre linguagem do INÉF e um vídeo sobre a cadela Buddy

     

     a preparação da oficina é fundamental para que tenhamos uma visão ampla e aprofundada do tema. por isso, se está a ler este artigo e pensa fazer oficinas de filosofia ou já faz essas oficinas, pense no processo de preparação: que tempo lhe dedica? quais as fontes da área da filosofia que consulta para essa preparação? afinal, é FILOSOFIA para/com crianças/jovens. é diálogo FILOSÓFICO. onde está a filosofia? na forma? no contéudo? 

     

     

    👉 cheguei à oficina e, tal como noutras oficinas, avancei com a pergunta: há algum tema ou pergunta que gostassem de abordar? 

     

    🙆‍♀️ e quando pergunto isto tenho de assumir que poderei ter de abandonar o que preparei.

     

    😆 assim foi: a oficina sobre linguagem ficou ali de lado, e partimos para um diálogo sobre sentido da vida, finitude, religião, ética e regras da sociedade. as perguntas que interessavam os jovens eram: “qual é o sentido da vida?” e “o que acontece depois de morrermos?”

     

    e agora quem está a ler-me pergunta: “joana, a preparação serve mesmo para alguma coisa? acabaste por trabalhar outro tema.”

     

    pense na banda de jazz e no que fazem em palco. as bandas de jazz são conhecidas pelo improviso em palco, porém esse improviso exige horas de treino, de preparação. é por isso que é tão importante a preparação, o plano da oficina: no limite, serve para o abandonar para me dedicar ao improviso. 

     

    👉 sugestão de leitura: jazzing philosophy with children

     

    assumo que o facto de trabalhar nesta área desde 2008 e ter muitas horas de prática e de formação na área deixa-me confiante para avançar para um tema que não preparei para aquela oficina. 

     

     voltando à oficina com os jovens: não descobrimos UMA resposta para o sentido da vida, nem temos grandes certezas sobre o que acontece depois da morte. o que aconteceu foi um diálogo crítico e cuidadoso sobre religião e ética. 

     

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    joana rita #filocriatividade

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    A partir do mundo gigante dos livros, este festival interage com vários formatos da literatura contemporânea para crianças. A partir de um espetáculo de teatro, música, dança, imagem ou uma performance, descobrimos um livro.

    Um encontro para o impulso linguístico interdisciplinar, que vai dos livros às oficinas, às conversas, às artes plásticas e às artes performativas contemporâneas para crianças. É nas diversas etapas desse mágico e misterioso encontro entre a crianças e os Gigantes Invisíveis, que encontramos novas linguagens interativas, sempre a partir do livro.

    O encontro literário Gigantes Invisíveis é já uma referência na literatura e nas artes contemporâneas para crianças em Portugal, estando destacado como um dos eventos mais originais do panorama literário português para a infância. Realizadas já seis edições no concelho de Ovar, com uma primeira edição realizada em Timor-Leste em 2016, uma edição na Guiné-Bissau em 2017.

     

    vou estar presente no dia 20 de junho, com uma oficina de filosofia. 

    consulte o programa completo AQUI!