filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    joana rita #filocriatividade

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    “(…) o mal é contagiante e pode
    ser pequenino e insignificante, mas
    pode crescer e crescer e crescer e crescer e
    vir a matar milhões de pessoas, porque o mal
    tem muita vontade de devastar.
    A boa notícia
    é que o bem também contagia, também pode ser uma pandemia
    e tem um nome muito simples e fácil de decorar:
    Paz traz paz.
    Que tem como consequência o fenónmeno
    chamado
    ser ser humano.”
    .
    (Paz traz paz, de Afonso Cruz, publicado na Companhia das Letras, p.109)

     

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    veja só que bela notícia me chegou através da newsletter da Rádio Miúdos: 

     

    “Começaram hoje oficialmente as emissões regulares do CANAL MIUDINHOS, o novo canal da Rádio Miúdos para os mais pequenos. Este é um desejo antigo dos fundadores da RM e é apontado para o auditório dos miúdos dos 0 até aos 6 anos. Com música infantil, histórias, passatempos e muitas surpresas que serão introduzidas, depois de uma auscultação que fizemos online, a pais, professores e educadores, bem como ao público em geral, que respondeu ao nosso questionário.
    A emissão funciona 24/7 e está disponível no site da radiomiudos.pt.
    O Canal Miudinhos também já tem uma página de Facebook dedicada, assim como Instagram e Twitter

    O CANAL MIUDINHOS vai procurar responder a uma necessidade de muitos os que procuram entretenimento para os mais pequeninos.
    E não esquecemos os pais e educadores, que terão, em breve, um espaço no site. 
    Esperamos que esta seja uma ferramenta, em português, para passarem bons momentos juntos.”

     

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    o que é?

    o Clube de Leitura em Voz Alta #filocri surge no âmbito das oficinas de filosofia que tenho realizado online e que me têm levado a conhecer crianças e jovens, bem como famílias um pouco por todo o país.

    muitas vezes os livros são o recurso para as oficinas de pensar e há crianças que pedem para ler e partilhar o seu livro preferido.

    foi assim que surgiu a ideia de criar um Clube de Leitura em Voz Alta.

     

    quais são os objectivos deste Clube? 

    • promover a leitura em voz alta,
    • promover o encontro entre gerações (podem participar crianças, jovens e adultos de forma individual ou famílias),
    • promover a escuta como ponto de encontro e aproximação entre pessoas que estão distantes fisicamente;
    • promover o “ler na companhia dos outros.”

     

    como acontece?

    o Clube acontece de forma online e os encontros estão marcados para o último domingo de manhã de cada mês, durante 1h.

    cada participante dispõe de 10 minutos para ler um pedaço de um livro ou de uma revista ou mesmo um livro inteiro. os participantes podem escolher não ler e ficar a ouvir – pois treinar a escuta também é um ponto importante deste clube. 

    os membros do Clube terão de se inscrever em formulário próprio. há um limite de 20 insrições por encontro.

    a participação no Clube de Leitura é gratuita e pode acontecer em família ou de forma individual.

     

    em suma…

    gosta de ler em voz alta? o seu filho/a sua filha gosta de ler em voz alta? e se não gosta, acha que ele poderá gostar de ouvir outras pessoas em voz alta? e os adultos aí de casa gostam de ler em voz alta?

     

    junte-se ao Clube de Leitura em Voz Alta #filocri [apoio PNL2027]

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    está escrito na capa: “Um livro importante e inspirador para todas as idades.”

    ao abrir o livro essa afirmação confirma-se: todos nós já tivemos um problema que nos aconteceu, todos nós já sentimos que não gostamos de problemas.

    O que fazer?

    O que acontece quando tenho problema?

    É possível gostar de problemas?

     

    O QUE FAZER COM UM PROBLEMA? é um livro da autoria de Kobi Yamada e Mae Besom, publicado na Zero a Oito Editora. 

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    Gosto, logo existo, de Isabel Meira; ilustração de Bernardo Carvalho

    este livro é para jovens e para adultos, na minha humilde opinião. o tema não poderia ser mais actual e o tratamento que lhe é dado permite-nos ir olhando para a nossa forma de entender o jornalismo, por um lado, e a nossa responsabilidade enquanto utilizadores de redes sociais, por outro lado. 

    pode ver e ouvir aqui a Isabel Meira. este livro Planeta Tangerina faz parte do kit literário +12, que vos convido a conhecer. é também um livro recomendado pelo PNL2027.

     

    O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca, de Ana Pessoa; ilustração de Bernardo Carvalho

    um caderno que não é um diário e uma rapariga que é uma karateca. este livro é uma descoberta de segredos de uma rapariga que não gosta de escrever, pois escrever é uma seca. 

    este é um livro Planeta Tangerina, recomendado pelo PNL2027

     

    Aqui é um bom lugar, de Ana Pessoa; ilustração de Joana Estrela 

    comprei este livro para mim. encontrei-o numa livraria, abri, deixei-me encantar pelas palavras e pelas ilustrações. é um bom lugar, este livro. 

    pode ler-se no website do PNL2027: “Um caderno que é um diário. Um diário que é um lugar. Um lugar onde se juntam os textos de Ana Pessoa e as ilustrações de Joana Estrela. Uma espécie de diário gráfico, escrito e desenhado a quatro mãos, onde encontramos as observações e os pensamentos de Teresa Tristeza sobre a família, os amigos e a escola, os livros, os sonhos e os pássaros, as frases ouvidas em casa e na rua, a liberdade e o futuro, a noite e o vento. E também os desenhos muito espontâneos de gatos, vasos, pessoas, estendais ou vistas da janela que com ela se cruzam todos os dias.”

     

    O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder 

    este livro acompanhou-me quando eu era adolescente e deu-me a conhecer a filosofia e alguns dos seus protagonistas. mostrou-me também algumas ligações entre a filosofia e a vida de todos os dias. 

    este livro faz parte do plano do Clube de Leitura do colectivo INÉF (Isto Não É Filosofia)

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    A Rita (Kit Literário – Books for Kids) tem estado a partilhar um desafio no instagram, a #cromoterapialiteraria. Aos domingos a Rita apresenta uma cor e desafia-nos a desarrumar prateleiras para agrupar livros com essa cor.

     

    As minhas escolhas em tons de AZUL são:

     

    🔷 Vou ali e já venho – sobre migrações e comichões

    (um livro para o qual tive o gosto de colaborar)

     

    🔷 Why must I go to school?

    (aí por casa alguém conhece os vídeos A Grande Descoberta?)

     

    🔷 O pai da mamãe

    (um livro que me chegou através do Kit Literário)

     

    🔷 A máquina dos Ses

    (um livro que me inspira muito nas oficinas de filosofia)

     

    🔷Pimpa

    (um clássico lipmaniano da filosofia para crianças)

     

    🔷 Fim? isto não acaba assim

    (um livro sobre começos… ou fins?)

     

    🔷 Cá dentro

    (um livro para miúdos e graúdos!)

     

    🔷 Museu do Pensamento

    (um livro que me acompanhou numa das últimas oficinas de filosofia, online)

     

    🟦 Há mais livros de capa azul, cá em casa. Há outros que só têm lombada azul. Há azuis que não parecem azuis. E começam as perguntas na minha cabeça!

     

    E por aí? Já desarrumou os livros e as cores?

     

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    os livros são uma das fontes de inspiração para as minhas oficinas de filosofia. nem sempre o livro é o recurso para o diálogo, por vezes é “só” a minha fonte de trabalho e que me ajuda a criar novas oficinas, novos diálogos.

     o desafio #livrosperguntadores consiste em convidar quem segue a página filocriatividade no instagram e no twitter a partilhar uma fotografia de um livro perguntador. 

    como identificar um livro perguntador? 

    há muitos livros que carregam perguntas: no seu interior e até na capa. portanto, valem livros com perguntas na capa e também livros que carreguem perguntas lá dentro. na sua partilha peço que justifique a razão pela qual escolheu aquele livro. convido-a/o a pensar:

     

    – a pergunta é importante para si? 

    – o livro criou-lhe uma pergunta? qual?

    – essa pergunta tem resposta?

    – uma pergunta precisa de um ponto de interrogação? 

     

    é um desafio que exige a prática do parar para pensar. quem quer participar? 

    ao domingo à noite farei as minhas partilhas, mas sinta-se à vontade de partilhar em qualquer dia da semana, usando a hashtag #livrosperguntadores na sua publicação! 

     

    *

     

    o livro que escolhi chama-se PORQUÊ? e comprei-o numa feira do livro, numa das muitas escolas do 1.º ciclo onde já tive a oportunidade de trabalhar. 

    tinha acabado a “aula” de filosofia e estava a caminhar pelos corredores quando um dos pequenos me vem chamar:

    “joana, joana! anda cá! está ali um livro que é a tua cara!”

    pegou-me pelo braço e levou-me até à sala onde acontecia a mini feira do livro. 

    “é este! este livro é a tua cara! estás sempre a perguntar porquê!”

     

     

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    [PT]

    hoje a oficina de filosofia para crianças e jovens terminou com a avaliação figuroanalógica. esta proposta de Angélica Sátiro consiste em usar imagens ou objectos no momento de metacognição, de pensar sobre o pensamento.

    escolhi quatro objectos (ver fotografia).

    um dos participantes escolheu o pisa-papeis pois é pesado e a oficina foi pesada.

    perguntei porquê?

    “porque estivemos a pensar muitas coisas e isso pesa na cabeça”.

     

    [ESP]

    hoy finalizó el taller de filosofía para niños y jóvenes con una evaluación figurativoanalógica. esta propuesta de Angélica Sátiro consiste en utilizar imágenes u objetos en el momento de la metacognición, de pensar el pensamiento.

    elegí cuatro objetos (ver foto).

    uno de los participantes eligió el pisapapeles porque es pesado y el taller fue pesado.

    ¿Pregunté por qué?

    “porque estábamos pensando muchas cosas y eso pesa en la cabeza”.

     

    [EN]

    today the philosophy workshop for children and young people ended with a figuroanalogical evaluation. this proposal by Angélica Sátiro consists of using images or objects in the moment of metacognition, of thinking about thought.

    I chosed four objects (see photo).

    one of the participants chose the paperweight because it is heavy and the workshop was heavy.

    I asked why?

    “because we were thinking a lot of things and that weighs on the head”.

     

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    estão quase a terminar as duas semanas de suspensão das aulas. o confinamento continua e regressam as aulas nas escolas, em formato de ensino à distância.

    é também à distância que continuamos a desafiar crianças dos 7 aos 12 anos para praticar o diálogo, em grupo.

    eis as próximas datas das oficinas do Platão:

    dia 6 de Fevereiro > 11h às 12h
    dia 13 de Fevereiro > 15h às 16h

    dias 6 de Março e 20 de Março > 15h às 16h

     

    “Na oficina do Platão nós falamos das coisas de todos os dias, mas falamos mais ao pormenor.”

     

    o formulário de inscrição está disponível AQUI

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    a pandemia e o confinamento a ela associado “empurrou” as oficinas de filosofia para o mundo online. desde o verão de 2020 que tenho estado a moderar oficinas de filosofia em plataformas online, tendo recuperado a oficina do Platão (para crianças dos 7 aos 12 anos) para esse formato. 

     

    escolher a plataforma e as ferramentas

    há várias plataformas que podem acolher as oficinas online. o zoom, o google meet, o teams são algumas hipóteses. o importante é que o facilitador que acolhe as oficinas esteja confortável com a plataforma e seja capaz de ajudar os participantes a lidar com os “botões” que nela constam. 

    ferramentas não nos faltam: neste documento encontra uma lista com ferramentas para uso nas mais diversas situações.  

    a formação online exige preparação adequada, por parte do formador. escrevi sobre esse tema no journal da ActiveMedia e convidei a Helena Dias para falar sobre a sua experiência como formadora numa das edições do #twitterchatpt

     

    definir e partilhar as regras 

    é importante definirmos as regras de funcionamento do diálogo, tal como acontece nas sessões presenciais.

    na grande maioria das vezes peço que os participantes estejam com os microfones desligados e só liguem quando lhes for passada a vez. para dar a conhecer a intenção de falar, basta levantar a mão ou colocar o dedo no ar. há plataformas que também têm essa funcionalidade: se a quisermos usar, temos de garantir que todos sabem onde está o “botão” para pedir a vez.

    peço aos participantes que liguem a webcam, pois é simpático vermos os rostos uns dos outros; mas lembre-se que nem todos podem ter uma webcam ou esta pode não estar a funcionar.

    outro pormenor: o acesso em mobile (tablet ou telemóvel) faz com que as pessoas vejam a plataforma de um modo diferente em relação ao acesso que fazemos através de um computador. portanto, teste a plataforma em mobile para poder ajudar quem acede desta forma a encontrar este ou aquele botão!

     

    ligar o online ao offline

    sempre que possível, crie ligações entre a sala virtual e o espaço físico onde a criança se encontra. por exemplo, a criança pode ser convidada a ir buscar um objecto para se apresentar

    outra forma de pôr as pessoas a mexer é sugerir a criação de um quantos queres, partilhando o momento de construção do mesmo com o grupo. as crianças podem ajudar-nos a explicar como se constrói o quantos queres e assim conseguimos um momento de entreajuda entre todos.

    a Katia Souza  partilhou no grupo Filosofia e Ensino uma forma de sinalizar as respostas SIM e NÃO, usando objectos comuns em casa: uma colher e um garfo: 

     

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    a utilização de objectos envolve os participantes no diálogo, mesmo que não possa ser manipulado por todos os participantes. 

    dou o exemplo da Kátia Souza, que usa este dado: 

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    “Apresento um cubo e pergunto se quer que eu lance o cubo muito alto, médio, ou fraquinho. Assim que escolhem, lanço o cubo e a face que cair para cima é o “comando” para dizer algo sobre o tema, como por exemplo: “Dizer algo que considera certo”; “Dizer algo que considera errado”, “Dizer o que apetece”; “dizer o que não gosta”; “fazer uma pergunta”; “passar a vez”… Tudo em relação ao tema escolhido.”

     

    partilhar a gestão da oficina com os participantes

    os participantes da oficina podem partilhar connosco a gestão da oficina; por exemplo, ficando mais atentos à gestão do tempo.

    o Guardião do Tempo foi uma figura que apareceu numa das oficinas de filosofia online, precisamente por estarmos a dialogar sobre o tempo e a importância que os relógios têm no nosso dia. 

    é uma óptima ideia convidar os participantes a escolher uma dinâmica ou uma pergunta para a oficina. quanto mais os envolvermos, melhor. 

    outra opção passa por convidar um dos participantes a fazer resumos ou pontos de situação em momentos diferentes da oficina. 

     

    a importância do silêncio 

    no formato presencial ou no formato online, o silêncio deve ser algo que não devemos temer. o silêncio é importante para termos tempo para pensar.

    no formato online o silêncio também é uma forma de dar tempo para que o som chegue a todos. nem sempre a conexão da internet é favorável e temos de contar com essas dificuldades na gestão da oficina. 

     

    que tipo de estímulos / provocações filosóficas usar em ambiente online? 

    a grande limitação do online é que não podemos partilhar objectos ou trocar uma carta com uma ideia com o amigo que está sentado ao nosso lado.

    na verdade, com as questões #covid19pt a partilha de objectos quanto estamos em formato presencial também conhece algumas limitações.

    assim, é bom prepararmos uma provocação que possa ser partilhada e visualizada / escutada por todos os participantes. eis algumas ideias:

    –  usar imagens alojadas num power point que será partilhado na plataforma;

    – ler um pedaço de uma história e partilhar as ilustrações no écran, com o grupo;

    – partilhar um vídeo directamente do youtube;

    – plataformas como o zoom permitem opções de quadro branco, onde todos podem construir algo de forma colaborativa;

    – partilhar uma pergunta num documento colaborativo, google drive, e fazer o registo das ideias nesse documento.

     

    a leitura partilhada de um texto nem sempre funciona bem, pelo atraso que por vezes há na chegada do som a todos os participantes. poderá sempre experimentar e talvez este recurso da Topsy Page, um círculo online,  seja útil para visualizarmos a ordem de leitura ou de vez numa dada tarefa. 

     

    há dias dinamizei uma oficina de filosofia a partir de duas histórias do livro “A Contradição Humana”, de Afonso Cruz e do “Museu do Pensamento”, de Joana Bértholo.

    também estive a filosofar com crianças dos 7 aos 12 anos a partir destes limões que o meu vizinho me trouxe: 

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    sobre a oficina dos limões irei escrever um artigo mais detalhado, sobre o processo de criação da oficina e também do processo de pensamento que os limões provocaram no diálogo. 

     

    o que pensam as crianças das oficinas online?

    perguntei a um grupo de crianças o que mais gostavam nas aulas presenciais e nas aulas online. das aulas presenciais sente-se a falta da “conversa com o vizinho”, dos intervalos e dos convívios.

    nas aulas online podemos estar mais confortáveis (por exemplo, estar de pantufos) e há menos ruído, pois podemos escolher ter o microfone desligado. 

    outra vantagem apontada é a possibilidade de participar numa oficina com pessoas de sítios muito diferentes. por exemplo, a D. não precisa vir do alentejo a lisboa (onde eu vivo) para fazer uma oficina de filosofia. além disso, ainda pode encontrar os amigos nesta oficina, amigos que moram longe dela. 

    *

    é muito importante assegurar que os participantes (crianças, jovens ou adultos) numa oficina online estejam confortáveis com a plataforma. por isso, se a oficina começa às 15h, abra a sala às 14h50 para testar imagem, som e começar a envolver o grupo no processo. 

    não tenho pressa em partir para a provocação filosófica: o foco número 1 está no grupo, em perceber se precisam de algum apoio. desta forma poderemos todos usufruir da oficina e do diálogo com  tranquilidade. 

    tenho por hábito enviar um e-mail aos participantes com algumas instruções de uso da plataforma. alguns já têm experiência e não vão considerar a informação útil; outros poderão estar naquele ambiente pela primeira vez e é importante ajudar os participantes a manobrar a plataforma e a conhecer as regras de funcionamento. 

     

    *

    se tiver outras sugestões para oficinas online, por favor partilhe nos comentários! 

    > este artigo foi actualizado a 22 de Fevereiro, com os contributos da Kátia Souza.

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    joana rita #filocriatividade

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    a pedido de uma mãe cuja filha tem vindo a participar nas oficinas de filosofia, aos sábados, abri datas para a oficina do Platão nestas duas semanas de confinamento e de fecho de escolas.

     

    a adesão das famílias tem sido incrível e neste momento estou sem vagas para as datas que agendei inicialmente.

     

    assim, criei novas datas na próxima semana e dei um novo nome à oficina só para ser mais fácil gerir as inscrições e os grupos. 

     

    o Kant era um filósofo que defendia muito aquilo que as oficinas de filosofia proporcionam: a prática do filosofar e por isso é uma homenagem justa!

     

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    informações detalhadas AQUI 
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    joana rita #filocriatividade

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    Hoje dou a palavra aos membros do #ClubeDePerguntas para que falem da sua experiência.

     

    Têm sido meses desafiantes para as pessoas curiosas e perguntadeiras que marcam presença neste Clube. E para mim também, pois o meu compromisso é o de criar desafios diferentes, mês após mês. 

     

     

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    O foco deste Clube passa por treinar a arte de fazer perguntas, no âmbito do pensamento crítico e criativo.

     

    Os desafios que são enviados mensalmente para os membros pretendem convocá-los a parar para pensar na pergunta, na forma como perguntam e no caminho para o qual a pergunta os leva.

     

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    Podem participar neste Clube jovens e adultos com vontade de explorar o mundo das perguntas.

     

    A subscrição é mensal (10€ + IVA) e implica receber um desafio no e-mail, entre os dias 1 e 5 de cada mês e reunir na última semana do mês, via zoom, para partilha do trabalho e do processo.

     

     

     

    Mais informações AQUI

     
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    joana rita #filocriatividade

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    no dia 19 de outubro estive no instagram a conversar com a Rita, do Kit Literário. o tópico da conversa era a palavra NÃO e sentei-me para pensar um pouco sobre o papel que o NÃO tem nas nossas vidas. 

    este foi o texto que o Kit Literário publicou, em Novembro de 2020. 

     

    *

     

    A propósito de um convite da Rita para um live no instagram dei por mim a reflectir sobre a palavra NÃO. Esse era o tema do mês de Outubro do Kit Literário.

    Sentei-me para pensar na importância do NÃO no âmbito do meu trabalho, nas oficinas de filosofia que dinamizo, para crianças, jovens e adultos. Dei por mim a pensar nos NÃO da minha vida, confesso.

    Criei um mind map em torno do NÃO e desenhei algumas ideias que nortearam a minha conversa com a Rita, que poderá rever aqui e que resolvi resumir neste texto.

     

    O NÃO, só porque sim

    Para apreciar a importância do NÃO e o seu papel num diálogo ou numa conversa, há que atender ao contexto. Portanto, quando me perguntam “O NÃO é importante?” é natural que eu vá responder “depende” e daí comece a derivar situações em que é importante e outras em que não é assim tão importante.

    Um NÃO repetido automaticamente, sem reflexão e sem uma razão para existir é um NÃO que não acrescenta valor ao que está a ser dito. Isto vale também para uma das minhas palavras preferidas, o PORQUÊ, que de nada vale se for repetido sem uma justificação. Que sentido tem o meu NÃO ou o NÃO do outro? Estou a dizer NÃO ao quê? E que razões apresento para o meu NÃO?

     

    Com o NÃO também se aprende

    O NÃO tem um papel importante na aprendizagem. Por vezes é mais didáctico começar por explicar a alguém o que X não é, do que começar com aquilo que X é.

    Do ponto de vista da criança, o adulto tem mais experiência e consegue ver claramente algumas coisas que pode transmitir à criança.

     

    Sou muito fã de que a criança experimente coisas e possa depois avaliar por si se gosta ou se NÃO gosta, se quer ou se NÃO gosta. Mas não se aplica a tudo: perante um forno quente eu vou dizer à Rafaela, de 3 anos, que não pode colocar lá a mão. Perante uma oficina de filosofia ou um livro recomendo que a criança experimente para depois decidir se quer lá voltar ou NÃO.

     

    O NÃO sei

    Dizer NÃO SEI é um momento fundamental para podermos construir conhecimento. No contexto de uma oficina de filosofia é um momento que inaugura o “Queres saber? Pergunta.” Ou “Não sabes. Olha eu também não sei.  E se fossemos investigar em conjunto?”

    A escola não oferece muito espaço para uma resposta “não sei”, pois é encarado como uma falta de inteligência ou de aplicação por parte do aluno. Por outro lado, não se espera que o professor diga “não sei”, pois é suposto que saiba tudo para poder transmitir aos alunos.

    Há uns anos conversei com um pai sobre o seu sentimento ambíguo perante o facto do filho se ter revelado uma criança mais perguntadeira. O filho estava a frequentar as oficinas de filosofia há 3 meses e tinha começado a praticar o perguntar em casa: “Sabe, Joana, eu gosto que ele faça perguntas. É importante ter curiosidade. Mas por outro lado tenho receio que o meu filho me faça perguntas às quais não sei responder. E eu sou o pai, eu deveria saber.”

    NÃO, o pai (ou a mãe) NÃO sabe tudo. Não tem sequer esse dever. Pode é aproveitar esse NÃO SEI partilhado para partir para uma investigação em conjunto. Pegar num livro, pesquisar na internet, fazer perguntas, ir a um museu – há muitas formas de perseguir esse NÃO SEI e ver se podemos transformar para um “AGORA JÁ SEI”.

     

    O ainda NÃO

    Este NÃO que é o AINDA NÃO é uma boa forma de treinar a espera. “Posso fazer X?” – AINDA NÃO. Esperar é algo que se pode treinar e este NÃO ajuda a experimentar a paciência.

    Recomendo olhar para os AINDA NÃO quando estamos a traçar objectivos na nossa vida. A criança quer muito aprender a andar a cavalo. Pode não ser possível para a família levá-la às aulas, organizar-se logisticamente ou até ter fundos para suportar as aulas. Neste último caso o AINDA NÃO pode acontecer fisicamente, sob a forma de um mealheiro onde se vai colocando dinheiro para poder depois marcar a aula.

    Sou praticante desde AINDA NÃO no âmbito da literacia financeira e faço mealheiros para fins específicos, como comprar livros. E o “NÃO tenho aquele livro” passa a um “AINDA NÃO tenho aquele livro. Faltam-me X euros para o comprar.”

     

    O NÃO enquanto compromisso

    A par do SIM, o NÃO é um compromisso. É uma afirmação que rejeita X ou Y. É importante dizer NÃO. Há alguns livros que falam até do poder do NÃO e sublinho a sua importância quando temos de estabelecer limites ou fazer escolhas. Isto é válido para miúdos e para graúdos.

     

    *

     

    E por aí? O que pensa sobre o NÃO?

    Qual foi o NÃO mais importante que teve de dizer a alguém?

    Qual foi o NÃO mais importante que já ouviu?

    Boas reflexões!

     

     

     

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    joana rita #filocriatividade

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    o livro “o museu do pensamento” está publicado na caminho e é da autoria de joana bértholo. as ilustrações estão a cargo de pedro semeano e susana diniz. 

    este livro já me acompanhou e inspirou no planeamento de oficinas de filosofia e já o levei à rádio miúdos.

    motivada pelo desafio #12meses12portugueses lançado pelo perfil do João Oliveira, no instagram, resolvi voltar ao livro. voltar a ler um livro já lido é um exercício que gosto de fazer, pois é sempre uma oportunidade de descobrir algo de novo no livro. 

    para dar o mote ao desafio, partilho uma proposta para trabalho, em contexto de oficina de filosofia, a partir deste livro.

     

    pensamento e beleza

    tendo em conta que o livro é muito sumarento e provocador, vou escolher a p. 60: pensamentos feios, bonitos e as nuvens. 

     

    sugestão de trabalho:

     

    * fazer uma leitura partilhada dessa página, com o grupo / a turma. como se faz a leitura partilhada? cada pessoa lê uma frase e depois passa-se a vez a outra. é importante definir a ordem da leitura antes de darmos início à mesma. este procedimento gera silêncio (se não ouvir posso perder o fio da leitura) e promove o respeito pelo ritmo de leitura de cada um.

     

    * depois da leitura, dar tempo e silêncio para pensarmos sobre o que ouvimos.

     

    2.png

     

    * nesta fase podemos fazer uma das seguintes coisas:

    – transformar a primeira frase da página numa pergunta. será possível? 

    “É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos?”

    e iniciar o diálogo com esta pergunta. os participantes podem responder sim, não ou não sei. 

    ou

    pegar na afirmação “É importante poder escolher os pensamentos mais bonitos.” e perguntar quem concorda e quem não concorda.

    perguntar porquê será o passo seguinte. 

     

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    (uma nota)

    caso o grupo / a turma não tenha ainda desenvolvido a leitura, o texto poderá ser lido pelo adulto da sala.

     

    imagino este texto a ser lido em sala da jardim de infância e a servir de base para um diálogo sobre pensamentos bonitos e pensamentos feios. ah! com um desafio no final: desenhar um pensamento bonito e desenhar um pensamento feio.  

     

    se por acaso levar a cabo esta proposta na sua sala (ou em casa, em família), diga-me como correu! 

     

     

     

     

     

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    as regras do jogo pandémico mudaram para se ajustar à realidade que vivemos e voltámos a confinar. assim, as oficinas presenciais que tinha agendadas para o final de janeiro foram canceladas. 

    continuo com actividades online, sabendo que andamos todos um pouco cansados do écran. espero conseguir encontrar quem desse lado está disponível para praticar o filosofar, ainda que de forma online, com todas as saudades que já temos das acções presenciais, de não ter de medir os metros que nos separam. 

    em tempos de confinamento, o écran permite-nos trabalhar, aprender, ensinar, celebrar aniversários e até jantar com amigos. e filosofar!

     

    nos próximos tempos há actividades para todas as idades, em formato online:

    – as oficinas de filosofia para crianças dos 7 aos 12 anos (oficina do Platão) – 23 de Janeiro, 6 e 20 de Fevereiro, 

    – as oficinas para jovens dos 13 aos 17 anos (philoTEEN) – 23 de Janeiro e 13 de Fevereiro,

    – os cafés filosóficos,  em parceria com a Bertrand Livreiros (o próximo é já no dia 25 de janeiro),

    – a #FilosofiaAoVivo (no instagram) – Leibniz é o convidado do dia 29 de Janeiro,

    – o #ClubeDePerguntas, que aceita novos membros no início de cada mês,

    – a oficina de perguntas para famílias com crianças dos 4 aos 6 anos (a próxima é no dia 14 de Fevereiro).

     

    nunca é demais agradecer aos parceiros, aos amigos, aos seguidores, aos subscritores e a todos vós que partilham os contéudos #filocri, que subscrevem a newsletter e assim dão um apoio essencial ao projecto filocriatividade. muito obrigada!