filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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O thaumatsen grego (o maravilhar-se, o encantar-se) é o motor que fez Tales de Mileto querer entender a arché, o princípio substancial, e, dialogando com o que percebia e sentia, propor suas ideias para a comunidade. O thaumatsen é encantamento, movimento, experiência, relação do ser que pensa o mundo, no mundo e com o mundo. Essa relação não é propriedade de ninguém, está a saltitar pelo universo, provocando a todos os atentos. Não tem nacionalidade nem paradeiro, é peregrina.

Não se trata de reivindicar aos africanos pensamentos gregos ou alemães, similitudes ou parentesco, trata-se de trazer todo mundo para roda e para dançar juntos. O bonito da Filosofia em sua historicidade é a sensação de um grande diálogo com muitos que nos antecederam e que foram questionados pelo viver e a ele responderam como puderam.

Lara Sayão no prefácio à obra de Nei Lopes e Luiz António Simas,

Filosofias Africanas, pp. 12 e 13.

 

para que haja este grande diálogo do qual falam os autores do livro Filosofia Africanas, cada um de nós tem de fazer a sua parte. como? começo por ler e por me informar melhor sobre quem são as mulheres que fizeram filosofia e não estão presentes nas cronologias habituais. acompanho o projecto Uma Filósofa por Mês ou a obra editada por Juliana Pacheco

depois, aceito o convite da Lara Sayão para conhecer a filosofia africana e compro um livro. deixo-me espantar pelas descobertas.

na história de filosofia do A. C. Grayling não abundam nomes femininos, porém há referência à filosofia chinesa, indiana, persa, árabe e africana. 

procuro o equilíbrio nos diálogos da obra An Unconventional History of Western Philosophy. 

sigo caminho. não pretendo saber tudo sobre todos, em pormenor. pretendo que a roda cresça e sem excluir os nomes clássicos, integrar outros que possam tornar-se clássicos daqui a uns tempos. 

cabe a cada um de nós trazer estes pensadores e estas pensadoras para os currículos, para as rodas de conversa, para os blogs, para os instagrams da vida. e também para a rubrica #FilosofiaAoVivo que tem estado ausente do instagram e que em breve irá regressar.

 

 

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