filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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Um dos trabalhos que tenho desenvolvido nos últimos anos prende-se com a dinamização de diálogos a partir de espaços culturais. Assim aconteceu no Festival de Filosofia de Abrantes com diálogos filosóficos a terem como trampolim as peças presentes no MIAA. 

Mais recentemente, em Janeiro de 2024, tive oportunidade de rumar até Aveiro para participar na XVI Bienal Internacional de Cerâmica Artística e dinamizar um diálogo a partir da exposição de Cecília de Sousa. 

 

Contemplar a arte, contemplar a pergunta

A pergunta é uma ferramenta diária para qualquer pessoa. Que perguntas fez hoje? Ontem? Na semana passada?  Quantas perguntas? Alguma dessas perguntas provocou espanto? Perturbou o seu pensamento? Protegeu alguma coisa ou alguém? Acolheu alguma ideia? Que papel têm as perguntas? Paramos para pensar nas perguntas que fazemos? E naquelas que nos fazem?

Que papel tem a pergunta num diálogo? Onde nos leva a pergunta? A que lugar queremos que a pergunta nos leve? O que acontece quando a pergunta provoca algo inesperado? Porque é que fazemos aquela pergunta e não outra?

E a arte? Sabemos reconhecer o que é arte quando nos encontramos num local identificado como “exposição de arte”? Precisamos de um aviso para (re)conhecer o que é arte? E se esse aviso não existir?

O convite da Bienal consistiu em criar um momento de diálogo para fechar a programação da XVI edição e para abrir a pergunta para lá do tempo da programação. 

Actividades como esta permitem #perguntarolugar e criar uma relação de questionamento com o espaço que nos rodeia. 

 

Perguntas que registei após visita à exposição de Cecília de Sousa

Gostaria de partilhar consigo (algumas d)as perguntas que registei após uma visita lenta e demorada à exposição de Cecília de Sousa, na Bienal. 

– O projecto de uma obra de arte é artístico?

– Um projecto é arte? 

– Quem dá sentido à arte?

– O artista trabalha?

– O trabalho é uma forma de arte?

– Há artes maiores?

– Há artes menores?

– Fazer perguntas é uma forma de arte?

– O público dá sentido à arte?

– Toda a forma de arte precisa das palavras?

– Dizer o que é a obra de arte é matar a arte que nela reside?

– Dizer a arte anula-a?

– A erosão torna a arte mais artísitica?

– A arte desaparece com o tempo?

– A arte é universal?

– A arte é bela?

– Há feio naquilo que é belo?

– A arte torna-nos livres?

– Apreciar a arte implica compreendê-la? 

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