filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

🟧 subscreva a newsletter

 

WhatsApp Image 2024-11-15 at 16.47.01.jpeg

 

A Isabel Minhós Martins, a Madalena Matoso e a Dina Mendonça juntaram-se para escrever e ilustrar um livro sobre conversas e o prazer de conversa. A capa remete-nos para algo que se diz por aí: “as conversas são como as cerejas”. Ao ler o livro, cumpre-se esse dizer.

 

Conversar sobre conversas

Apesar de ser bom conversar, a experiência do diálogo também pode ser desafiante e até perturbadora: uma conversa pode tirar-nos o sono, pode fazer-nos mudar de ideias sobre um assunto, pode desarrumar-nos e mudar tudo. (p. 12) 

Onde é que nós íamos? convida-nos a conversar, a interromper conversas e a repetir tudo de novo. É um livro que dialoga com a pessoa leitora. Começamos por investigar os vários tipos de conversa que existem: umas mais rápidas, outras mais demoradas, umas sobre assuntos fáceis, outras sobre assuntos difíceis. 

 

Conversar hoje melhor do que ontem

Neste livro encontramos sugestões para começar conversas; as autoras sublinham a importância de atendermos às diferentes formas de estar na conversa (há quem escute mais e fale menos, há ainda a entoação que damos às coisas que dizemos, os gestos e os olhos que giram à procura das palavras para continuar a conversa). 

A partir da p. 102 as autoras convidam-nos a pensar na ideia de “conversarmos cada vez melhor”. Quando estamos rodeados de estímulos, seja à nossa volta ou no nosso telemóvel, parece que fica difícil dar prioridade à conversa. Fica ainda mais difícil aprimorar as nossas conversas. Dialogar com quem pensa diferente de nós também se torna desafiante.

(…) é preciso reconhecer que algumas situações são mesmo problemáticas e muitas delas não se conseguem resolver com uma simples conversa. (p. 107)

O convite das autoras é simples, o que não significa que seja isento de esforço: treinar. “Treinar, treinar, treinar e continuar a treinar.” (p. 145) 

Este livro é um óptimo empurrão para esse treino. Conversamos? 

 

Posted in

Deixe um comentário