
O que é ser livre para pensar?
No MUZEU — pensamento e arte contemporânea dst, a oficina teve início junto à galeria de fotografias de Alfredo Cunha, onde se encontram alguns dos rostos da cultura portuguesa que ousaram pensar, dizer e agir.
Uma vez no chão da Assembleia, as famílias foram convidadas a partilhar os pensamentos que a pergunta da oficina podia provocar. Tal como numa corrida, numa oficina de filosofia não começamos logo a correr. Começamos por andar, para compreender o ritmo de cada pessoa e para iniciar o treino da escuta e do pensar em voz alta. Este momento funciona como uma espécie de aquecimento.
Pensar em movimento
Depois desse aquecimento, partimos para uma caminhada colaborativa, orientados pelas ideias “sou livre quando…” e “não sou livre quando…”. O jogo consistia em arrumar ideias nessas duas categorias, justificando e dando exemplos.
Dar razões e justificar, assim como dar exemplos, são ferramentas que nos permitem trabalhar o pensamento crítico. Permitem tornar o pensamento mais claro e mais rigoroso. Ao explicar porque pensamos de determinada maneira, abrimos aos outros a possibilidade de compreender, questionar, concordar ou discordar das nossas ideias.
Entre o “sou” e o “não sou”
Ao longo da caminhada, surgiram exemplos ligados à escola, à vida familiar, ao campo profissional, às amizades e até aos pensamentos que guardamos apenas para nós.
“Sou livre quando não estou com os meus pais” — disse uma das crianças. No final, uma das mães segredou que “a liberdade dos pais acaba quando têm filhos”. Com humor e, simultaneamente, com seriedade, fomos caminhando pela floresta dos nossos pensamentos.
A oficina terminou com um convite para pensar e avaliar o que tinha acontecido ao nosso próprio pensamento.
joana rita sousa

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