filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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oficinas vitais assuntos fatais

No dia 7 de Novembro, as Oficinas Vitais sobre Assuntos Fatais aconteceram em Braga, no Cemitério Municipal de Monte d’Arcos, integradas no programa Pequenos Ciclos, Grandes Perguntas, uma iniciativa do ATLAS — Mediação Cultural do Município de Braga.

«Pensar na morte é pensar na vida?» foi a pergunta que orientou este encontro de diálogo filosófico, dedicado à finitude e às questões de sentido, tempo e escolha que atravessam a experiência humana.

A oficina decorreu na capela do Cemitério de Monte d’Arcos e reuniu pessoas de diferentes gerações em torno de um assunto que, apesar de fazer parte da vida de todas as pessoas, nem sempre encontra espaço nas nossas conversas.

Da entrada do Cemitério até à Capela tivemos oportunidade de observar alguns elementos presentes nos jazigos e sepulturas: as fotografias, as esculturas, os epitáfios e as flores deixadas por quem não esquece quem já morreu.

Pequenos ciclos, grandes perguntas: ensaiar pensamento em voz alta

Pequenos Ciclos, Grandes Perguntas propõe encontros de diálogo em torno de questões do nosso tempo, convocando crianças, jovens e pessoas adultas para pensar em conjunto.

A participação intergeracional constitui uma dimensão central deste projecto. Quando crianças e pessoas adultas partilham um espaço de pensamento, as perguntas circulam, as perspectivas encontram-se e as ideias podem ser examinadas a partir de diferentes experiências.

Pensar na morte é pensar na vida? O que significa reconhecer que somos finitos? De que forma a consciência do tempo influencia as nossas escolhas? Que importância atribuímos àquilo que fazemos enquanto estamos vivos?

Estas perguntas são pontos de partida para um exercício de pensamento, escuta e diálogo.

O cemitério como lugar de cultura e pensamento

A realização desta oficina no Cemitério Municipal de Monte d’Arcos acrescentou uma dimensão particular à experiência.

Os cemitérios são lugares de memória, património, história e expressão artística. São também espaços que nos colocam perante a finitude e a relação que estabelecemos com quem morreu.

Ao acolher uma oficina de diálogo filosófico, o cemitério ganha uma outra possibilidade de utilização e interpretação: torna-se um lugar onde podemos parar, observar, perguntar e pensar sobre assuntos fundamentais da existência humana.

Esta aproximação entre mediação cultural e mediação filosófica permite descobrir os cemitérios para além das suas funções habituais, reconhecendo o seu potencial enquanto espaços de aprendizagem, encontro e reflexão.

Oficinas Vitais sobre Assuntos Fatais

As Oficinas Vitais sobre Assuntos Fatais surgiram em 2024 e propõem encontros de pensamento e diálogo sobre a vida, a morte e a finitude, com crianças e pessoas adultas, em espaço cemiterial.

O projecto cruza filosofia, propostas lúdicas e mediação cultural, criando condições para abordar assuntos difíceis sem os transformar em temas interditos ou em conversas conduzidas por respostas previamente estabelecidas.

A participação das crianças merece particular atenção. As suas perguntas são escutadas com seriedade, num contexto em que podem construir ideias, confrontar perspectivas e participar numa comunidade de investigação.

A presença de pessoas adultas permite, por sua vez, um diálogo entre gerações, em que pensar não é apenas explicar às crianças aquilo que os adultos sabem, mas reconhecer que todas as pessoas têm perguntas para explorar.

braga

A valorização do espaço cemiterial em Braga

A oficina em Braga integrou este percurso de trabalho e levou ao Cemitério de Monte d’Arcos uma proposta de reflexão filosófica sobre um dos assuntos mais universais da experiência humana.

A realização desta oficina no Cemitério Municipal de Monte d’Arcos inscreve-se também numa história de valorização cultural do espaço. Em 2016, foi apresentado o livro Memorial do Cemitério de Monte d’Arcos de Braga — Arte Tumular e seus Eméritos, de Alexandra Maria Ferreira de Castro. Em 2019, aconteceu uma visita guiada ao cemitério orientada por Francisco Queiroz e dedicada à sua história e arte tumular. Estas iniciativas reconhecem o cemitério como lugar de património, arte e memória.

Em 2026, as Oficinas Vitais sobre Assuntos Fatais vieram acrescentar outra possibilidade: fazer daquele espaço um lugar de encontro, pergunta e reflexão filosófica sobre a vida e a morte.

joana rita

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Se procura criar oportunidades para pensar e dialogar sobre a vida, a morte e a finitude, podemos pensar em conjunto uma proposta de mediação filosófica e cultural adequada ao seu contexto.

As Oficinas Vitais sobre Assuntos Fatais podem integrar a programação de cemitérios, museus, bibliotecas, festivais e outros espaços culturais, através de oficinas, visitas dialogadas e encontros intergeracionais.

Caso pretenda abrir espaço a perguntas sobre assuntos que fazem parte da vida de todas as pessoas, fale comigo.

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