filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    🎧 foi com muito gosto que me encontrei com o Jorge Correia numa das salas do Centro Cultural Malaposta para conversar sobre perguntas. 

     

    🎧 o podcast Pergunta Simples é um dos meus preferidos e recomendo que visite o website para ver e ouvir a minha conversa – e sobretudo a de outras pessoas, como:

     

    🎧  o Nuno Sousa (cérebro, mente ou alma?),

    🎧 a Dulce Salzedas (como perguntar sobre a saúde?),

    🎧 o Steven Gouveia (a inteligência artificial é boa médica?)

    🎧  ou a Isabel Garriça (quem tem medo de morrer?). 

     

     obrigada pelas perguntas, Jorge! 

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    🤖 Fala-se de Inteligência Artificial (IA) um pouco por todo o lado, em todas as áreas. O tema não é novo aqui no blog e tive oportunidade de pensar e dialogar sobre IA durante o Festival de Filosofia, em Abrantes (2018). 

    🤖 Com o reboliço provocado pelo ChatGPT e outras tecnologias que prometem revolucionar a nossa vida, torna-se impossível fugir ao assunto. Temos de ter uma opinião sobre o tema! 

    🤖 Temos? Então… se temos, que seja uma opinião informada. O livro Olá, Robot! pode perfeitamente dar o empurrão para que pessoas miúdas e graúdas (em família ou na escola) possam abordar o assunto. 

    🤖 O livro inicia com uma cronologia da IA nas nossas vidas, aborda as máquinas inteligentes, perguntando: como podemos saber se uma máquina é inteligente? O que aprendem as máquinas? Podemos ser amigos de uma máquina? Onde podemos encontrar essas máquinas inteligentes no nosso quotidiano? 

    🤖 Imagina o futuro! – é a provocação final do Olá, Robot!:

    Vimos como funcionam [as máquinas inteligentes], de que forma são utilizadas em diferentes contextos, os desafios que suscitam e as possibilidades que oferecem, a forma como estão a mudar os nossos hábitos e, no fundo, também as pessoas. Todos estes temas são complexos e apresentam um grande leque de futuros possíveis. (p. 66)

    🤖 Este é um livro perguntador, pois contém e provoca perguntas sobre o futuro… e sobre o presente!

    _Em que momento nos tornamos ciborgues? (p. 55)

    _Podemos amar uma máquina inteligente? 

    _A inteligência artificial é inteligente? 

    _Mudarias a tua forma de brincar se soubesses que há um brinquedo que guarda tudo o que dizes? (p. 39)

    *


    🤖 Olá, Robot! apresenta um glossário e ainda uma bibliografia para que possamos investigar mais sobre o assunto. 

    🤖 Se trabalha na área da educação e pretende explorar este tema recomendo a visita ao blog do Ramon (IA Educativa) cujo trabalho conheci durante o curso FLAI, no início do mês de Julho, em Albarracín (Espanha). 

    Olá, Robot! – autoria de CosiCosa e Ana Seixas, publicado pela Lilliput

    (chancela Penguin Kids Portugal #pub)

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    Este livro dialoga com outros livros, como por exemplo:

    I, person – Wonder Ponder

    Can I buld another me? – Shinsuke Yoshitake

    *

    A propósito da temática da IA, a Cecília Tomás lembrou no facebook que n’A Máquina dos Ses, de Peter Worley, é possível encontrar algumas sugestões para o diálogo. Sugestões que a Cecília adaptou e que podem ser consultadas neste link.

     

     

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    [para quem quer planear 2023/2024 durante o verão, aqui fica a agenda de formações disponível]

     

    🧠  curso de pensamento crítico – Aprender a discordar
    🗓  início a 3 de Outubro [Academia Gerador – informações AQUI]

     

    🧠  curso (25h) Como desenvolver o pensamento crítico em sala de aula (2.ª edição, online) 
    🗓  início a 9 de Outubro [Casa do Professor – informações AQUI]

     

    🧠  curso (25h) Como criar condições para o diálogo em sala de aula (5.ª edição, online) 
    🗓  início a 25 de Outubro [Casa do Professor – informações AQUI]

     

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    Fascina-me isto do pensar. Fascina-me este orgão incrível que habita cada um de nós: o cérebro. Quando mais leio sobre o cérebro, mais fascinada fico. Há uns anos vi o documentário Deus Cérebro (disponível da RTP Play) e foi tão intenso que voltei a ver uma e outra vez. 

    O 1.º episódio desse documentário chama-se “A maquinaria das emoções” e desde que o vi considero seriamente substituir o emoji ❤️ por 🧠 quando quero dizer que gosto ou que amo algo ou alguém. 

     

    Quem mora cá dentro?

    “Podes não te aperceber, mas, dentro da nossa cabeça, está escondido um extraordinário tesouro.”

    O livro Quem mora cá dentro? permite-nos descobrir esse orgão maravilhoso, o cérebro, que “é responsável por tudo, mas mesmo tudo, o que nós fazemos.” A viagem é acompanhada por explicações acessíveis e que tratam as coisas pelos nomes: fala-se de neurónios, de células epiteliais, de neutroplasticidade, do tálamo e da amígdala (entre outros). No final do livro há um glossário onde podemos encontar as palavras chave associadas ao cérebro.

    Imagino que este livro possa ser lido em família ou na escola, a propósito de investigações ou a simples curiosidade de saber: “hey, mas eu penso e sinto. como é que isso acontece?”. 

    De onde aparecem os pensamentos?

    Como é que sabemos que estamos a pensar?

    Pensar dói?

    Sentir é pensar? 

     

    O cérebro é um orgão misterioso: sabe-se muito sobre o cérebro, mas ainda há tanto por descobrir. A proposta do autor passa por “imaginar que o cérebro é uma pequena cidade que vamos visitar e na qual iremos conhecer a sua estrutura, os seus habitantes e o seu funcionamento.” 

    As ilustrações ajudam-nos a imaginar essa viagem, sendo capazes de nos transmitir a ideia da complexidade do cérebro de modo simples. 

    Partindo daquilo que fazemos no quotidiano (acordar, correr para apanhar o autocarro, aprender, dormir) Quem mora cá dentro? é uma proposta feliz para compreender que o cérebro é um orgão I-N-C-R-Í-V-E-L. 

     

    O cérebro: maquinaria das emoções

    Uma das mais valias deste livro prende-se com o facto de não perpetuar a divisão entre razão ou pensamento  e emoção: “O cérebro humano cria emoções, diz a investigadora Lisa Feldamn Barrett, “da mesma maneira que cria pensamentos e ações e todos os eventos mentais que compõem, momento a momento, o tecido da nossa vida.” (Deus Cérebro. p. 41).

    Tanto Lisa como António Damásio defendem ainda que temos de abandonar a ideia da batalha eterna entre emoção e razão. Esse mito que nos chega da Grécia Antiga “é uma bela história, mas não é uma história que na realidade descreva particularmente bem como o cérebro está estruturado e como funciona.” (Deus Cérebro, p. 42).

     

    “Os sentimentos e a razão estão comprometidos num abraço inseparável, refletivo e circular.” (António Damásio in Deus Cérebro, p. 42)

     

    Defendo que é importante abandonarmos essa ideia da batalha eterna entre razão e coração, pois quando seguimos o coração estamos de facto a seguir algo que teve lugar no cérebro. Deixemos o coração a fazer o seu trabalho imenso e fundamental e sejamos rigorosos:

    “Hoje sabe-se que é no cérebro que se localiza uma poderosa maquinaria que, em diálogo com o corpo, graças a moléculas químicas e sistemas nervosos, produz sentimentos e emoções, numa espécie de substrato da nossa existência que ao longo da evolução foi dando sinais de qual o caminho a seguir ou a evitar.” (Deus Cérebro, p. 41)

    *

     

    Livros (e não só) que dialogam (com este tema)

    Tenho dedicado algum tempo a ler e a ouvir quem sabe de neurociência, de emoções e de psicologia cognitiva e comportamental. 

    Já referi o documentário Deus Cérebro, que também está disponível em livro. Gostaria ainda de sugerir outros livros e podcasts para pessoas curiosas com esta temática, tal como eu:

    _How emotions are made – The secret life of the brain, de Lisa Feldman Barrett (Mariner Books)

    _Pensar, depressa e devagar, de Daniel Kahneman (Temas e Debates)

    _Pensar Melhor, de Adam Grant (Vogais) 

    _Podcast Pergunta Simples com Nuno Sousa

    _Mente, Cérebro e Educação, de Joana Rato (FFMS)

    _Podcast 45 Graus com Joana Rato 

     

     

    [se pretende comprar este livro considere fazê-lo na wook, entrando na livraria online através do meu link afiliados. desta forma está a apoiar a filocriatividade e os conteúdos que aqui partilho. obrigada.]

     

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    disagreement - book by nani brunini

    Disagreement is a visual narrative of an argument that devolves out of control, culminating in a shouting match where the only effort being made is to be the loudest. The polarization of opinions and lack of effort to compromise or reach common ground, inspired by recent political events across the globe, consumes those involved. They eventually escape the chaos through creativity and humanism, which ultimately leads to the path of understanding. This book artfully illustrates the toll of conflict and the magic that can occur when one takes a step back from the noise. (Tapioca Stories

     

    Disagreement

    As a facilitator of philosophy for children, I have had the privilege of introducing young minds to a myriad of thought-provoking books (in portuguese I call it the #livrosperguntadores). Few have left a lasting impression as profound as Disagreement, by Nani Brunini. This unique silent book, which delves into the complexities of conflict and compromise, captivated the young participants at one of my reading clubs, sparking profound discussions and nurturing their philosophical growth.

    This book transcends language barriers, allowing readers of all ages to contemplate the consequences of conflict and the importance of compromise. Its wordless pages speak volumes, inviting us to reflect on the toll of unchecked arguments and the power of stepping back from the chaos to find common ground.

     

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    An Invitation to Dialogue

    Disagreement serves as a catalyst for meaningful discussions about conflict resolution and the importance of respectful dialogue. Parents, educators, and philosophers can use this book as a starting point to engage children in conversations about differing opinions, compromise, and finding common ground.

    Tapioca Stories offers a Guide for Educators at the website. 

     

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    💬 o mês de julho ainda agora começou e a #tourfilocriatividade já conta com 1969 km; falo dos kms necessários para a ida e volta de Lisboa a Albarracín, o lugar mágico onde aconteceu o curso FLAI.

    💬 durante os próximos meses o ritmo será mais lento (YAY! preciso descansar) e inclui um evento corporativo online, uma viagem a Leiria e o encontro do Clube de Leitura da Casa da Marioneta (Agualva, 23 de Julho, às 16h). 

    💬 já tenho algumas datas fechadas para o próximo ano lectivo que poderá consultar AQUI.

    💬 Ovar, Tondela, Ericeira, Mafra, Lisboa, Palmela, Telheiras são alguns dos destinos da #tourfilocriatividade no ano lectivo 2023/2024. encontramo-nos por aí? 

     

    📷 #FLAIalbarracin 

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    uma leitura dialogante 

    Existe um recurso que me ajuda muito a pensar durante os diálogos filosóficos e que se chama “exemplo”. Dou por mim a pedir e a dar exemplos com muita facilidade, pois considero que nos ajudam a tornar mais concretas as nossas ideias. Na proposta Thinking Moves (de Roger Sutcliffe) há um movimento de pensamento que se denomina precisamente de EXEMPLIFY:

    Examples tie general ideas into specific experience. If we want learners to manage their learning, we should encourage them to think on their own examples. (Thinking Moves, p. 52)

     

    E a rosa é exemplo de quê? 

     

    as coisas, a linguagem, o sentido

    O livro inicia com o espanto de que há coisas, muitas coisas. Essas coisas, essas muitas coisas, têm formatos diferentes, fazem coisas diferentes, umas magoam, outras balançam, outras são matrioskas de outras coisas. O que as une? Têm um nome e por haver tantas coisas, há tantos nomes e tantas palavras. 

    E a rosa é exemplo de quê? A rosa é um exemplo de uma palavra que designa várias coisas muito diferentes e até de alguém que nos é muito querido. 

    Neste livro, Ana Pessoa e Madalena Matoso convidam-nos a pensar nas palavras: no seu sentido, no seu tamanho, nas suas diversas aplicações. 

    As palavras designam tudo o que existe e existiu, tudo o que imaginamos e também as coisas que parecem nem existir porque não as conseguimos ver, ouvir ou cheirar. 

    As ilustrações acompanham o ritmo do texto e são exemplos de sentido para as palavras que são exemplos de palavras (como por exemplo, a rosa). As cores usadas são fortes e o traço  faz lembrar os trabalhos com marcadores transformam o virar da página numa viagem agradável pelo(s) sentido(s) da(s) palavra(s) – e do mundo (o de todos ou o de cada um?). 

     

    dialogar com outros livros 

    Há livros cuja leitura me faz saltar da cadeira e ir à estante para dialogar com outros livros. Livros com livros lá dentro – será que esta expressão diz bem o que quero dizer? 

    Ler Por exemplo, uma rosa permitiu-me viajar até às minhas aulas de filosofia da linguagem, ao querido filósofo Wittgenstein e também à querida filósofa Hildegarda de Bingen

    Por outro lado, fez-me pensar nas questões da identidade (filosofia da mente). O meu nome diz quem eu sou? Se eu mudasse de nome, deixaria de ser eu? 

     

    por exemplo, uma oficina de filosofia sobre identidade

    Ainda há umas semanas surgiu precisamente essa pergunta (Se eu mudasse de nome, deixaria de ser eu?)  numa oficina de diálogo com o jardim de infância (grupo de 3 e 4 anos).

    Depois da oficina, já em casa, voltei ao livro Por exemplo, uma rosa.

    Eis algumas perguntas que me inquietaram:

    Se souberes o meu nome podes dizer que me conheces?

    Saber que uma coisa é uma rosa permite-me dizer que conheço aquela coisa? 

    Se eu mudar o nome as pessoas deixam de me conhecer? 

    Serei outra pessoa com outro nome? 

    É possível ter um nome só meu?

    Há nomes únicos?

    O que tenho em comum com as outras joanas? E de diferente?

     

    Há livros assim: que nos provocam o pensar e o perguntar, que nos acompanham em diálogos inesperados e aos quais regressamos para nos permitirmos a voltar a pensar, a voltar a perguntar. “Por exemplo, uma pergunta“.

    *

    sobre o livro: Por exemplo, uma rosa – autoras: Ana Pessoa e Madalena Matoso – edição da Planeta Tangerina (2023). 

     

     

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    FLAI: Curso Internacional de Filosofia, Literatura, Arte e Infância (Albarracín)

    🍏 o curso FLAI é um puzzle perfeito de conferências, de sessões de trabalho, de convívio e de deslumbre pelo espaço que acolhe o evento (Albarracín). 

    🍏 nos dias 1, 2 e 3 de Julho aconteceu a 4.ª edição que acolheu Santiago Alba Rico, Ramon Besónias, Ana Galvañ e Joana Rita Sousa (ups, eu!). 

     

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    ¿hablas futuro? – a conferência 

    🍏 o convite que me foi lançado pelas directoras do curso consistia em levar comigo as vozes das crianças e dos jovens sobre o futuro. 

    🍏 nesse sentido criei um caderno de perguntas e respostas e lancei uma “call for questions and answers” à comunidade que me acompanha pelas redes sociais. participaram 144 pessos neste jogo de pensar um futuro onde há maçãs falantes, entre turmas e famílias, crianças do jardim de infância e jovens do secundário. 

    🍏 além do caderno, dinamizei oficinas com famílias, com crianças e jovens sobre o futuro.

     

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    as sessões de trabalho

    🍏 além da conferência tive oportunidade de dinamizar 3 sessões de trabalho: o dominó de perguntas, o museu de perguntas intemporais e tarde at McManzana’s. esta última sessão de trabalho foi inspirada pelo trabalho de Ana Galvañ (Afternoon at McBurger’s).

    🍏 foi incrível a disponibilidade de todos os participantes para arriscar neste jogo de pensar, perguntar, responder, imaginar. 

     

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    confiança é um verbo 

    🍏 há uma palavra que ainda ecoa na minha cabeça e que é confiança:

    _a confiança que foi depositada em mim para desenvolver estes trabalhos,

    _a confiança dos participantes no curso e nos conferencistas,

    _a confiança de todas as pessoas e de cada uma das pessoas no caminho que se construiu de forma colaborativa nos dias 1, 2 e 3 de julho num lugar mágico que se chama Albarracín. 

     

    🍏

    🍎 FLAI // co-directoras do curso: Ellen Duthie, Daniela Martagón e Raquel Martiñez Uva // organização: Fundación Santa Maria de Albarracín  // fotografias: Ruben Vicente

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    para ler: entrevista a Ellen Duthie no Diário de Terruel

    para escutar: reportagem na ràdio sabadell

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    🍏 [PT] e assim acontece o pensamento colaborativo: “gostava tanto de saber o que pensam as crianças acerca do futuro! e se perguntarmos?”
    e tu? falas futuro?

    🍏 [ES] y así es como ocurre el pensamiento colaborativo: “¡Realmente me gustaría saber qué piensan los niños sobre el futuro! ¿Qué pasa si preguntamos?”
    ¿y tú? hablas futuro?

    🍏 [EN] and that’s how collaborative thinking happens: “I’d really like to know what children think about the future! What if we ask?”
    and you? do you speak future?

     

    coming soon @ FLAI

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    November 2024 will be the 50th anniversary of the founding of the Institute for the Advancement of Philosophy for Children (IAPC) at Montclair State College (now University) in Montclair, New Jersey, USA. Matthew Lipman moved to Montclair State from the College of Pharmaceutical Sciences at Columbia University in 1972. In 1973 he convened a “Conference on Pre-College Philosophy,” where he met Ann Margaret Sharp–a new hire in the Department of Educational Foundations. The two began collaborating and co-founded the IAPC in 1974. Philosophy for Children quickly drew international attention, and IAPC affiliate centers began to blossom around the world. Scores of international visiting scholars studied with Lipman and Sharp at the IAPC and hundreds more attended their residential courses at Mendham, New Jersey, graduated from Montclair’s masters and doctoral programs in Philosophy for Children, and contributed original research to the IAPC journal Thinking.

    In commemoration of this important anniversary, part of the Philosophy with Children Section of the XXV World Congress of Philosophy convening 1-8 August 2024 in Rome, Italy, will comprise scholarly papers and panel presentations on the theme, “50 Years of the IAPC: Looking Back to Look Forward.” Topics related to this theme include, but are not limited to:

    • What effect did IAPC programs and/or your personal or professional relationships with Lipman/Sharp have on your scholarship and/or teaching, and on education in your context?
    • How was the Lipman/Sharp curriculum adapted, transformed, and supplemented in your context, and to what effect?
    • What has become of the Lipman/Sharp agenda of producing curricular philosophical stories and novels? 
    • What has been the significance of the IAPC journal Thinking: The Journal of Philosophy for Children?
    • What has been the significance of the IAPC column/weblog ‘Thinking in Stories,’ inaugurated by Gareth B. Matthews in 1979 to support philosophizing with children’s literature and other media?
    • What other IAPC programs were, or were not, effective, e.g., visiting scholars, residential courses at Mendham, degree programs?
    • In what sense has globalization enhanced and/or compromised the IAPC approach to philosophy for children?
    • In what sense is the IAPC model of teacher education still relevant and viable?
    • What has become of the IAPC focus on education for democracy, social justice, and global citizenship?
    • What has become of the IAPC agenda for philosophy across school subjects?
    • To what extent is the Lipman/Sharp theory of critical, creative, and caring thinking still important? 

     

    We also hope to organise a roundtable discussion with selected participants, as a culminating session for this contribution to the Congress.

     

    Guidelines and procedures for submissions are available on the World Congress of Philosophy website. Papers are restricted to 1800 words. The following link will take you to the relevant page, from which you can navigate to the online Submission Platform. 

    Submissions – WCP 2024 (wcprome2024.com)

    While the deadline for submissions is 10 November, 2023, we would appreciate it if you can let us know as soon as possible that you are intending to make a submission, so that we can keep track of this important contribution to the Philosophy with Children Section. 

     

    Warm regards,

    Maughn Gregory, Director, Institute for the Advancement of Philosophy for Children gregorym@montclair.edu

    Philip Cam, Co-convenor, Philosophy with Children Section of the XXV World Congress of Philosophy p.cam@unsw.edu.au

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    🎒 levei a mochila bem atestada de provocações para pensar com 4 grupos do jardim de infância com os quais iria estar para oficinas pontuais. pensei nalgumas possibilidades de trabalho, preparei temas e ponderei perguntas e caminhos. 

    🎒 tínhamos pensado fazer as oficinas na rua, mas tendo em conta o calor decidimos procurar um refúgio fresco numa sala gigante onde me sentei à espera das crianças e das educadoras. 

    🎒 chegou o primeiro grupo. sentámos em círculo e partilhei o bom dia em língua gestual portuguesa. “olá, o meu nome é Joana.” 

    🎒 “há outra Joana aqui!!

    🎒  “a minha mãe é Joana!”

    🎒  “a minha tia é Joana!”

    🎒 uau! há tantas Joanas no mundo! eu pensava que o meu nome era muito especial, assim único. e agora? será que posso fazer alguma coisa para ter um nome único no mundo? 

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    🎒 “hummm, mudas o nome!”

    🎒 a partir daqui explorámos ideias de nomes que podiam ser únicos no mundo. difícil! parece que há já muitos nomes que pertencem a várias pessoas. como descobrir um nome único? “se tu pensares um nome da tua imaginação!” 

    🎒 pedimos ajuda à imaginação e surgiu o nome Florinha. uau! um nome único no mundo. 

    🎒MAS… surgiu-me um problema que partilhei com o grupo: quando saí de casa eu era Joana e disse “até logo” às pessoas que me conhecem como Joana. agora vou regressar a casa com o nome Florinha. será que as pessoas ainda me vão conhecer? 

    (…)

    🎒 as minhas propostas ficaram dentro da mochila e o diálogo seguiu em torno das questões da identidade (quem sou eu?) e da sociedade (eu e os outros).

    🎒 o que acontece quando nos escutamos: abandonamos as propostas e os planos e desenhamos o diálogo a partir dos contributos que são dados no momento. citando Marina Santi, it’s all about jazz

     

    [oficina com crianças de 3 e 4 anos, junho 2023]

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    o que é uma prompt?

    🤖 fala-se e escreve-se muito sobre inteligência artificial e, em particular, sobre o chatGPT.

    🤖 há pessoas que têm medo, outras estão deslumbradas e há quem ainda não saiba que posicionamento assumir. 

    🤖 tenho lido sobre o assunto em vários blogs, oiço episódios de podcast e pelo meio vou usando o chatGPT.

    🤖 ainda não escrevi sobre o assunto, mas vou partilhando coisas a favor, outras contra, em busca de diálogo em torno desta temática. 

    🤖 há umas semanas passeava pelo linkedin quando vi uma publicação do género: “as melhores prompts para o chatGPT”.

    🤖 confesso que não sabia do que se tratava e fui espreitar. pelo que percebi as prompts são as instruções ou direcções que damos ao chatGPT no sentido de obtermos a melhor resposta (ou o melhor texto, ou a melhor sugestão de exercício…). são uma espécie de “preparado” que pensamos e partilhamos com o chatGPT para obter algo.

    as prompts, as perguntas e as respostas

    🤖 esta minha descoberta apanhou-me a meio de um curso de pensamento crítico cujo público são professoras e professores.

    🤖 neste curso temos falado bastante na importância da pergunta, das perguntas que habitam as salas de aula e das respostas que se esperam. 

    🤖 numa sala de aula onde o foco é fazer perguntas à turma de forma a obter “aquelas” respostas vive-se uma cultura de prompts e não de curiosidade. 

    🤖 efectivamente as professoras e os professores fazem inúmeras perguntas diariamente, em sala, quando preparam testes, quando pensam em exercícios.

    🤖 acredito que a quantidade de perguntas seja avassaladora – mas que tipo de perguntas são perguntadas em sala? 

    que tipo de perguntas fazemos em sala de aula?

    🤖 estarão os professores e as professoras a treinar os alunos e as alunas a responder de um certo modo, assim como se faz ao chatGPT?

    🤖 esta pergunta não é colocada num tom acusatório, mas sim no tom de quem pretende verificar a qualidade de perguntas feitas em sala de aula.

    🤖 se queremos cultivar uma sala de aula de díalogo, de curiosidade, de perguntas e de procura de respostas razoáveis, então temos de trabalhar a nossa relação com as perguntas. 

    🤖 esse trabalho exige esforço, tempo, energia, disponibilidade para fazer diferente e abertura à incerteza. 

    5 perguntas que me ajudam a compreender a minha relação com as perguntas

    🤖 defendo que perguntar é divertido, é produtivo e útil. não estou sozinha  e tenho comigo o perguntólogo Warren Berger cujos livros me acompanham há muito. recupero um artigo de 2018 intitulado Are You a Beautiful Questioner? para o/a convidar a pensar na sua relação com as perguntas. 

    🤖  pergunte a si mesma/o:

    1. estou disposta/o a ser visto como uma pessoa ingénua?

    2. sinto-me confortável em levantar questões sem respostas imediatas?

    3. estou disposta/o a afastar-me daquilo que conheço?

    4. estou disponível para admitir que posso estar errada/o?

    5. estou disposta/o a desacelerar e a parar para pensar?

    *

    🤖 compreendo que este trabalho possa ser solitário e que fazer parte de uma comunidade pode ajudar-nos neste processo.

    🤖 para o efeito convido-a/o a conhecer e a fazer parte do #ClubeDePerguntas.

    🤖 criei o Clube em Agosto de 2020 e desde então tenho criado exercícios mensais para treino da arte de fazer perguntas. para saber mais sobre o Clube, clique AQUI

    para continuar a pensar as questões da inteligência artificial: é ou não é?, disponível na rtp play

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    Norbert Braun/unsplash

    Recently SOPHIA was invited to attend Reimagining ‘Development’ Models in Asia-Pacific – Making the Social and Human Sciences Count organized by UNESCO’s Social and Human Sciences (SHS) Sector and partners.

    The event was held on 23th June 2023, in Bangkok, Thailand, and also online. Tugce Buyukugurlu and I represented SOPHIA Board and  attended the session “Transforming Learning with Philosophy with Children”.

    We had the opportunity to listen to Edwige Chirouter and the work that Chaire UNESCO “Pratiques de la philosophie avec les enfants: une base éducative pour le dialogue interculturel et la transformation sociale” is developing. 

    Rainier A. Ibana, President of Philosophy with Children and Youth Network for Asia-Pacific, shared the work developed during the pandemic that involved developing different communities. A part of that work was held at ICPIC’s Conference in Tokyo (2022), and is available on youtube:

     

    Attending this event was a great opportunity to listen and learn about P4wC practices all over the world. It also reinforces my strong believes about belonging to communities such as SOPHIA.

    In the ever-evolving landscape of education and child development, I have come to firmly believe in the transformative power of being part of communities. Engaging with diverse groups of individuals who share a common goal of nurturing and empowering children has had a profound impact on my philosophy and approach to working with young minds. 

    My unwavering belief in the power of communities stems from the transformative experiences I have had on my journey as an educator and child advocate. By embracing the richness of diverse perspectives, engaging in collaborative learning, receiving support and empowerment, and amplifying our collective impact, communities have become a cornerstone of my philosophy for children’s practice.

    I wholeheartedly recommend that anyone seeking to make a lasting difference in the lives of children actively participates in communities, for it is within these networks that we can unlock our fullest potential as agents of positive change. Together, let us forge a brighter future for the next generation.

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    iStock-DragonImages-1020x681.jpg

    Since the beginning of the pandemic, many parents and experts have raised concerns that the pandemic (and all of its terrible side effects) would also impact the development of children. Slowly, a body of research is coming out that can address these concerns. So what is the research telling us? Did the pandemic cause subtle changes in development that children will eventually compensate for or did it cause serious developmental delays that may ultimately result in more children meeting criteria for developmental disabilities? (artigo completo AQUI)