filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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o que é uma prompt?

🤖 fala-se e escreve-se muito sobre inteligência artificial e, em particular, sobre o chatGPT.

🤖 há pessoas que têm medo, outras estão deslumbradas e há quem ainda não saiba que posicionamento assumir. 

🤖 tenho lido sobre o assunto em vários blogs, oiço episódios de podcast e pelo meio vou usando o chatGPT.

🤖 ainda não escrevi sobre o assunto, mas vou partilhando coisas a favor, outras contra, em busca de diálogo em torno desta temática. 

🤖 há umas semanas passeava pelo linkedin quando vi uma publicação do género: “as melhores prompts para o chatGPT”.

🤖 confesso que não sabia do que se tratava e fui espreitar. pelo que percebi as prompts são as instruções ou direcções que damos ao chatGPT no sentido de obtermos a melhor resposta (ou o melhor texto, ou a melhor sugestão de exercício…). são uma espécie de “preparado” que pensamos e partilhamos com o chatGPT para obter algo.

as prompts, as perguntas e as respostas

🤖 esta minha descoberta apanhou-me a meio de um curso de pensamento crítico cujo público são professoras e professores.

🤖 neste curso temos falado bastante na importância da pergunta, das perguntas que habitam as salas de aula e das respostas que se esperam. 

🤖 numa sala de aula onde o foco é fazer perguntas à turma de forma a obter “aquelas” respostas vive-se uma cultura de prompts e não de curiosidade. 

🤖 efectivamente as professoras e os professores fazem inúmeras perguntas diariamente, em sala, quando preparam testes, quando pensam em exercícios.

🤖 acredito que a quantidade de perguntas seja avassaladora – mas que tipo de perguntas são perguntadas em sala? 

que tipo de perguntas fazemos em sala de aula?

🤖 estarão os professores e as professoras a treinar os alunos e as alunas a responder de um certo modo, assim como se faz ao chatGPT?

🤖 esta pergunta não é colocada num tom acusatório, mas sim no tom de quem pretende verificar a qualidade de perguntas feitas em sala de aula.

🤖 se queremos cultivar uma sala de aula de díalogo, de curiosidade, de perguntas e de procura de respostas razoáveis, então temos de trabalhar a nossa relação com as perguntas. 

🤖 esse trabalho exige esforço, tempo, energia, disponibilidade para fazer diferente e abertura à incerteza. 

5 perguntas que me ajudam a compreender a minha relação com as perguntas

🤖 defendo que perguntar é divertido, é produtivo e útil. não estou sozinha  e tenho comigo o perguntólogo Warren Berger cujos livros me acompanham há muito. recupero um artigo de 2018 intitulado Are You a Beautiful Questioner? para o/a convidar a pensar na sua relação com as perguntas. 

🤖  pergunte a si mesma/o:

1. estou disposta/o a ser visto como uma pessoa ingénua?

2. sinto-me confortável em levantar questões sem respostas imediatas?

3. estou disposta/o a afastar-me daquilo que conheço?

4. estou disponível para admitir que posso estar errada/o?

5. estou disposta/o a desacelerar e a parar para pensar?

*

🤖 compreendo que este trabalho possa ser solitário e que fazer parte de uma comunidade pode ajudar-nos neste processo.

🤖 para o efeito convido-a/o a conhecer e a fazer parte do #ClubeDePerguntas.

🤖 criei o Clube em Agosto de 2020 e desde então tenho criado exercícios mensais para treino da arte de fazer perguntas. para saber mais sobre o Clube, clique AQUI

para continuar a pensar as questões da inteligência artificial: é ou não é?, disponível na rtp play

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