filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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Um projecto nascido entre a filosofia e a criatividade

A filocriatividade nasce da vontade de criar espaços onde a filosofia possa acontecer de forma viva, próxima e acessível.

O projecto parte da Filosofia para/com Crianças e Jovens e cruza-a com práticas de criatividade, nomeadamente as propostas desenvolvidas por Edward de Bono e Ellen Duthie. O ponto de encontro está na curiosidade, na pergunta, na imaginação e na possibilidade de olhar para o mundo a partir de diferentes perspectivas.

Pensar não se reduz a procurar respostas; pensar passa também por aprender a formular melhores perguntas, a escutar diferentes ideias e a construir pensamento em conjunto.

Dois eixos de trabalho: formação e oficinas para filosofar em comunidade

A filocriatividade desenvolve-se em dois grandes eixos.

Por um lado, existe um trabalho de formação dirigido a professores, educadores, mediadores e outras pessoas adultas interessadas em criar espaços de diálogo e pensamento. Estas formações exploram ferramentas e metodologias que permitem levar a filosofia e a criatividade para diferentes contextos educativos e comunitários.

Por outro lado, crio e dinamizo oficinas de filosofia para/com crianças e jovens, famílias e grupos intergeracionais. São encontros onde histórias, imagens, jogos, objectos, lugares ou situações do quotidiano podem ser o ponto de partida para pensar em conjunto.

Cada oficina é um convite a parar, observar, perguntar, escutar e dialogar.

Um projecto com muitos quilómetros e muitas perguntas

Ao longo do seu percurso, a filocriatividade já realizou 21.026 oficinas, envolvendo 46.012 participantes.

De Norte a Sul do país, passando pelas ilhas, o projecto chegou a diferentes comunidades e contextos. Também atravessou fronteiras, com experiências e colaborações em Moçambique e, mais recentemente, com a possibilidade de trabalhar à distância, criada pela pandemia, que abriu portas para encontros com outros países, como São Tomé e Príncipe, Roménia e Brasil.

A filosofia pode acontecer em muitos lugares

A filocriatividade acontece onde houver espaço e tempo para pensar.

Ao longo dos anos, as oficinas chegaram a bibliotecas escolares e municipais, museus (MUZEU, MIAA, Museu do Mar Rei D. Carlos I), teatros, associações culturais, festivais de filosofia (Festival de Filosofia de Abrantes, ESPANTO), festivais literários, cemitérios e empresas.

Trabalhar filosofia em diferentes lugares significa também reconhecer que o pensamento não pertence apenas às salas de aula. Pode acontecer num museu diante de uma obra, numa biblioteca a partir de uma história, num cemitério perante as grandes perguntas da existência ou numa empresa quando é necessário pensar em conjunto.

Criar condições para pensar

Filosofar é uma prática que se aprende e se cultiva.

Como?

Dando tempo às perguntas.

Experimentando o diálogo como ferramenta de descoberta.

Desenvolvendo um pensamento mais crítico, criativo, cuidadoso e colaborativo.

O foco não passa por transmitir conteúdos da História da Filosofia, mas sim de criar condições para que crianças, jovens e pessoas adultas possam pensar de modo mais claro e lúdico.

Uma pergunta pode ser o início de muitas possibilidades.

Nota: este texto serviu de orientação à minha participação na mesa-redonda das 2.ªs Jornadas Arte e Educação, promovidas pela Arte Central, no dia 3 de Julho de 2026.

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Uma resposta a “filocriatividade: parar, pensar, escutar e dialogar”

  1. Avatar de O que é a Filosofia para Crianças? – filocriatividade

    […] é, provavelmente, a pergunta que mais ouço desde que fundei a filocriatividade, um projecto através do qual, desde 2008, crio experiências de diálogo filosófico com […]

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