filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    “As perguntas são os motores das máquinas intelecto-cerebrais que convertem a curiosidade em interrogações controladas.” (David Hackett Fischer, citado por W. Berger)

    Porque fazemos perguntas?

    À primeira vista, a resposta parece simples: perguntamos porque não sabemos. Será apenas isso?

    Há perguntas que nascem da falta de informação. Outras surgem porque aquilo que já sabemos deixou de nos satisfazer. Há momentos em que uma explicação parece incompleta, uma resposta levanta novos problemas ou uma experiência obriga-nos a olhar para o mundo de outra maneira.

    Perguntar é reconhecer que existe algo por compreender.

    No livro A Arte de Fazer Perguntas, Warren Berger recorda uma ideia aparentemente simples, mas profundamente importante: perguntamos porque temos consciência da nossa ignorância. Nas suas palavras, essa consciência distingue a pessoa curiosa daquela que “não sabe nem quer saber”.

    Esta ideia merece ser pensada com algum cuidado. A ignorância não é necessariamente um defeito. Pelo contrário, pode ser o ponto de partida do pensamento. Só pergunta quem admite que ainda não compreende totalmente um assunto. Perguntar exige humildade.

    A coragem de não saber

    Reconhecer que não sabemos alguma coisa nem sempre é confortável. Sobretudo em contextos onde valorizamos as respostas rápidas e a certeza.

    Fazer uma pergunta implica expor uma dúvida perante os outros. Significa assumir que existe uma lacuna no nosso conhecimento e confiar que vale a pena explorá-la.

    Talvez seja por isso que perguntar seja, ao mesmo tempo, um acto humilde e um acto corajoso.

    Nas oficinas de diálogo filosófico observo frequentemente este momento. Antes de formular uma pergunta, muitas crianças olham discretamente para os colegas, como se quisessem perceber se aquilo que estão prestes a dizer fará sentido. Quando encontram um ambiente de escuta, rapidamente descobrem que as perguntas não revelam fraqueza; revelam vontade de compreender.

    Perguntar é imaginar possibilidades

    Berger recupera o trabalho do neurologista Ken Heilman para defender uma ideia particularmente interessante: o pensamento divergente pode ser entendido como uma forma de perguntar.

    Quando perguntamos “E se…?”, abrimos espaço para alternativas.

    “E se existisse outra explicação?”

    “E se fizéssemos isto de maneira diferente?”

    “E se aquilo que tomamos como certo afinal não o fosse?”

    Antes de encontrarmos soluções, precisamos de imaginar possibilidades. É precisamente isso que fazem muitas das perguntas filosóficas: não procuram confirmar aquilo que já sabemos, mas explorar aquilo que ainda pode ser pensado.

    Uma pergunta também orienta o pensamento

    As perguntas não servem apenas para abrir caminhos, também ajudam a orientar o pensamento.

    Quando enfrentamos um problema complexo, uma boa pergunta permite identificar aquilo que realmente importa. Ajuda-nos a distinguir o essencial do acessório, a dividir um problema em partes mais pequenas e a compreender melhor aquilo que ainda precisamos de investigar.

    Neste sentido, perguntar não é um sinal de indecisão, mas sim uma forma de organizar o pensamento.

    Nem todas as perguntas fazem o mesmo

    Nem todas as perguntas convidam ao mesmo tipo de pensamento.

    Um “Porquê?” procura razões e explicações.

    Um “Como?” convida-nos a descrever processos ou estratégias.

    Um “E se…?” abre espaço para hipóteses e alternativas.

    A forma como perguntamos influencia o tipo de pensamento que mobilizamos. Vale a pena treinar a arte de fazer perguntas!

    O tom também faz parte da pergunta

    Há outro aspecto a que Berger chama a atenção: o tom.

    Compare estas duas perguntas:

    “Meu Deus, o que é que vamos fazer?”

    e

    “E se esta mudança representar uma oportunidade?”

    Ambas reconhecem que existe um problema. No entanto, conduzem o pensamento em direcções diferentes.

    Neste sentido, as perguntas não são neutras: podem fechar possibilidades ou abri-las; podem alimentar o medo ou provocar a curiosidade.

    Perguntar para transformar

    Berger observa que muitas pessoas inovadoras começam por perguntar “Porquê?”.

    Porque fazemos isto desta maneira?

    Porque aceitamos esta regra?

    Porque assumimos que isto não pode ser diferente?

    Só depois surgem outras perguntas:

    “E se…?”

    “Como poderíamos fazê-lo?”

    A inovação raramente começa com uma resposta. Começa quase sempre com uma boa pergunta.

    Berger resume este processo numa fórmula simples: Perguntar + acção = inovação.

    Mais do que procurar respostas

    Perguntar permite-nos encontrar respostas — e não só. Perguntar é também uma forma de permanecer disponível para aprender.

    Cada pergunta reconhece que o nosso conhecimento é provisório e que o mundo continua a oferecer-nos problemas dignos de investigação.

    É por isso que, nas oficinas #filocriatividade, dou tanta importância às perguntas; cada uma das perguntas tem potencial para transformar a maneira como pensamos.

    Afinal, talvez uma boa pergunta não elimine a ignorância; ajuda-nos a habitá-la de forma mais consciente. Porque fazemos perguntas?

    joana rita

    Nota: artigo publicado inicialmente a 26 de Outubro de 2022 e revisto a 6 de Agosto de 2026.

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    🦖 na sala do balão mágico explorámos o que é real / o que não é real.

    como é que surgiu este tema? de uma observação e de uma pergunta. ao entrar na sala reparei no tapete cheio de brinquedos onde estavam imensos animais. perguntei às crianças:

    o que é isto?

    – ah, é um jardim zoológico de animais selvagens, dinossauros e animais domésticos.

    tantos? – perguntei. e eles não se chateiam uns com os outros?

    – oh joana, isso não é um zoo a sério!

     

    👉 estava dado o mote para explorarmos o que são coisas “a sério” e coisas “a brincar”. 

    👉 assim foi: através de exemplos e de histórias explorámos o “a sério” e o “a brincar” – até que o pequeno “H” disse: “estamos a falar do que é real e do que não é real”. sem que as pessoas adultas usassem este vocabulário (real / não real), este surgiu na fala de uma das crianças. 

    👉  observar o que acontece em sala e escutar os crianças têm para nos dizer e o que lhes interessa é o que basta para iniciar um diálogo filosófico.

    📍 planear diálogos? sim.
    📍 improvisar a partir do que acontece em sala? sempre!

     

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    👉 se gostaria de saber mais sobre a filosofia para / com crianças e sobre a minha prática em sala, considere inscrever-se nesta formação junto da Casa do Professor (início a 9 de novembro, formato online).

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    Outdoor Classroom Day_ Love outdoors logo_Portugal

    Quando os professores lecionam aulas ao ar livre, relatam os seguintes impactos significativos: O comportamento das crianças melhora, toda a turma fica entusiasmada para aprendere as crianças que se sentem inibidas muitas vezes prosperam num ambiente ao ar livre. Quando os adultos recordam as memórias mais felizes da sua infância, é comum recordarem a alegria de brincar ao ar livre. Brincar não é só fundamental para a criança aproveitar a infância, como ensina competências de vida essenciais, tais como a resolução de problemas, o trabalho em equipa e a criatividade.

     

    O que é o Dia de Aulas ao Ar Livre?

    O Dia de Aulas de Aulas ao Ar Livre é um movimento global que visa celebrar e inspirar a brincadeira e a aprendizagem ao ar livre, em casa ou na escola. Chegado o dia, assinalado globalmente em duas datas anuais, os professores celebram com a sua turma, organizando aulas ao ar livre. (…) As crianças passam menos tempo do que nunca ao ar livre e isto está claramente a afetar a sua saúde, bem-estar e ligação com o mundo natural.

    O tempo lá fora – no Dia de Aulas ao Ar Livre e em todos os outros dias – torna as crianças mais felizes e saudáveis, contribuindo também para que criem bons hábitos que ficarão para o resto das suas vidas. As crianças desenvolvem uma ligação emocional com o mundo natural e serão cidadãos conscientes e ativos na proteção da natureza.

    A próxima celebração do movimento do Dia de Aulas ao Ar Livre ocorre no dia 3 de Novembro de 2022.

    Se for professor ou educador pode envolver a sua turma ou escola e concretizar uma aula ao ar livre. Se for progenitor, pode dedicar uma hora para uma atividade ao ar livre com os seus filhos/as.

    mais informações no website Dia de Aulas ao Ar Livre

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    Vinayaki llega a su nuevo hogar con una pequeña maleta y muchos muchos nervios. Gordon, el perfecto anfitrión, la recibe con tarta, un zarpazo amable y un baile escocés. Pierre, Nena Gol y Harriet le dan la bienvenida a la Compañía Rumiante de Fantoches Ambulantes con una reverencia, un zapateo y un grito de alegría. ¡Yuju!

    Pero Vinayaki tiene miedo. Mañana la llevan al sanatorio por primera vez.

    Una historia sobre el cambio y la identidad, con tarta, lágrimas, más tarta, preguntas, suspense, risas y el comienzo de una hermosa amistad.

    Una obra cómica, filosófica, desasosegante y reconfortante.

     

    “Compañía Rumiante de Fantoches Ambulantes” – eis a primeira frase que encontramos no livro. Ao ler esta frase viajei de imediato às minhas aulas de filosofia da linguagem, com o Professor Artur Morão, onde ouvia o verbo ruminar associado à leitura e ao pensamento. Pensar (e filosofar) passa por ruminar as ideias, as palavras, os conceitos. 

    Continuando a virar a página, senti-me numa peça de teatro: “Acto Primero”, podemos ler na página 5. Nesse momento resolvi sentar-me e instalar-me para assistir à peça. E eis que aconteceu outro momento de espanto, quando Gordon e Vinayaki se conhecem e se apresentam.

    Página a página, somos convidadas a praticar o espanto, através da leitura e das ilustrações que nos permitem imaginar a companhia de fantoches e o desenrolar desta peça. Podemos fechar os olhos e imaginar. Podemos abrir os olhos e imaginar. 

    Há peripécias, há perguntas, há respostas que se arriscam. Há ritmo e humor. Há um elefante azul que se chama Vinayaki e também há bolos 😋

    Mais uma vez, a editora Wonder Ponder surpreende com esta proposta para pensar temáticas fundamentais como a identidade e a mudança. 

    “Abre los ojos.”

     

    Como vou fazer para levar este livro para as oficinas de filosofia que dinamizo? Uma vez que tenho facilidade em ler em espanhol, não será problemático. Mas tal como faço com os livros em inglês que levo para as oficinas, levo pequenas cábulas em português para me ajudar na leitura. 

    *

    👀 “Un par de ojos nuevos” é uma edição Wonder Ponder da autoria de Ellen Duthie, Javier Sáez Castán e Manuel Marsol. 

    🧒🏻 para pessoas leitoras a partir dos 3 anos (com apoio e mediação da leitura) e dos 5 aos 8 anos. 

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    [oficinas com o jardim de infância] – o poder do diálogo

    💥 podemos roubar para dar uma lição a alguém?
    💥 os maiores também têm de cumprir e aceitar pedidos? ou só os mais pequenos?

     

    👉 numa das oficinas com o jardim de infância tivemos a oportunidade de pensar sobre a ideia de justiça: é justo que um amigo decida não dar presentes aos amigos, depois de já ter recebido os seus presentes? é justo querer ficar com os presentes todos para mim? como é que resolvemos esta situação, de um amigo que não cumpriu com o que foi combinado?

    👉 o provocador livro Não abras este livro! foi o mote para pensarmos nas regras e nos pedidos. afinal, o monstro diz várias vezes “por favor” – e nós ignoramos esse pedido. porquê?

     

    [oficinas com o 1.º e 2.º ciclos] – o poder do diálogo

    💥 ser inteligente é diferente de ser esperto?
    💥 uma pessoa burra pode ser esperta?
    💥 o que é um corpo normal?
    💥 gostarias de ter mais do que um cérebro? porquê?

     

    [oficinas com famílias] – o poder da pergunta

    💥 “as perguntas geram respostas e também geram opinião”

    💥 “há perguntas que servem para pressionar, como “queres brincar comigo, não queres?”. nós queremos mesmo que a pessoa brinque connosco, estamos a pressionar.”

    💥 “a pergunta é uma forma de perceber informação de outra pessoa.” – há perguntas para aprender, perguntas informativas, perguntas confirmativas e perguntas para desabafar. “há ainda o mix de perguntas, que é uma pergunta que pode ter dois tipos ao mesmo tempo.”

    💥 a pergunta “como é que correu o dia?” é gigante e depois a resposta é curta: “bem” ou “fixe”. podemos perguntar essa pergunta de outras maneiras? 

     

    [café filosófico – para adultos e uma criança que acompanhava a mãe]

    o poder da pergunta

    💥 o que é uma pergunta filosófica? que perguntas nos interessam? que perguntas podem provocar o diálogo e a tensão? que perguntas trazem consenso? 

    👉 no café filosófico tivemos a presença de uma criança que acompanhava a mãe.

    👉 no final perguntei o que tinha gostado mais e menos naquele diálogo. a resposta: “gostei muito de formular a minha pergunta. mas também foi uma seca estar a pensar na pergunta.” 

     

    *

    🧠 [entre outras coisas, nomeadamente a preparação da pessoa facilitadora e a sua disponibilidade para improvisar] a provocação de um diálogo filosófico passa pela selecção de bons trampolins para o espanto e para o pensamento. para preparar estas oficinas recorri a materiais Wonder Ponder, ao livro Não abras este livro, ao livro Duck! Rabbit!, a um jogo que criei há uns anos “O que é uma pergunta?” e ao baralho The Happy Gang #EuPensoEuEscolho.

    🧠 claro que o trabalho da pessoa facilitadora não se faz sozinho e os contributos das pessoas participantes são fundamentais para orientar o nosso pensamento.

    🧠 por vezes os recursos ficam na mochila, o que também suscita curiosidade por parte de quem participa: “joana, não vamos ver o que tinhas nessas cartas?” – às vezes nem são precisas cartas, basta seguir o fio do diálogo e abrir-se ao espanto, ao parar, pensar, escutar

     

    📷 festival FOLIO 2022

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    “joana, podes recomendar livros para a minha filha adolescente?” – esta pergunta cai na minha caixa de DM de vez em quando.

    📍 a minha resposta imediata é: que interesses é que a sua filha tem?

    gosta de futebol? se sim, procure um livro sobre futebol.

    gosta de ficção? procure um livro de ficção.

    gosta de uma série? procure livros sobre ou à volta dessa série.

    julgo que este caminho será uma via possível para dar a ler.

     

    📍aqui na minha biblioteca tenho alguns livros que me fazem companhia nas oficinas para adolescentes e também nos clubes de leitura que vou dinamizar; a saber:

    – aqui é um bom lugar, supergigante, desvio e mary john de Ana Pessoa (Planeta Tangerina) – recomendação PNL2027; 

    – gosto, logo existo, de Isabel Meira e Bernardo P. Carvalho (Planeta Tangerina) – recomendação PNL2027;

    – heartstopper, de Alice Oseman (Cultura Editora) – recomendação PNL2027;

    – coisas que acontecem, de Inês Barata Raposo e Susa Monteiro (Bruaa Editora) –  recomendação PNL2027;

    – a elegância do ouriço, de Murial Burbery (Editorial Presença).

     

    já conhece estes livros? como foi a leitura?

    se não conhece, que tal visitar a sua biblioteca municipal e consultar um destes títulos?

     

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    se possível contribua para este projecto através da plataforma buy me a coffee

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    🗓 nos dias 14 e 15 de outubro tive a oportunidade de estar no festival FOLIO a dinamizar oficinas de filosofia em torno d’ O PODER DO DIÁLOGO.

    📍 na sexta dia 14 recebi crianças dos jardins de infância e do 1.º ciclo na biblioteca Casa José Saramago, em Óbidos. 

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    📍também no mesmo espaço tive a oportunidade de receber famílias na manhã de sábado para duas oficinas sobre O PODER DA PERGUNTA. tive a oportunidade de rever a MR, que já tinha participado nas minhas oficinas online e que também já tinha estado numa oficina presencial e de conhecer novas famílias curiosas com a filosofia – e com as perguntas! 

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    📍 pelas 19h de sábado aconteceu ainda um café filosófico destinado a jovens a partir dos 16 anos e pessoas adultas, mas onde também tivemos uma criança. a idade não é um obstáculo para o diálogo, é até uma forma de dialogarmos através de diferentes pontos de vista e experiências de vida. 

     

    ❤️ muito obrigada ao Município de Óbidos para fazer parte do Festival (O) Literário Interancional de Óbidos, na área FOLIO EDUCA.

    ❤️ muito obrigada a quem participou nestas oficinas!

     

    📷 FOLIO (página de facebook)

     

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    YEAH! a filosofia está de volta ao jardim de infância!

    a sala do balão mágico  [4 / 5 anos] está cheia de meninos e de meninas tão crescidos: há caras conhecidas e há caras novas! no meio das apresentações e dos “olá, eu sou…” descobrimos pessoas com nomes iguais, com nomes diferentes. além disso, descobrimos coisas iguais entre pessoas diferentes!

    na sala dos traquinas [3 / 4 anos] há uma mão cheia de mini-pessoas conversadoras e curiosas. partilhámos coisas das quais gostamos (de fazer, de comer, e outras coisas que não são tão coisas assim… humm, já temos aqui muitas ideias para pensar!) 

     

    🫶 a memória das crianças é incrível e muitas das crianças da sala do balão mágico lembram-se de muitos pormenores dos trabalhos de pensar que desenvolvemos no ano passado. lembram-se melhor do que eu! 

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    O que é ócio criativo?
    Em uma frase: é fazer por fazer.
    Em duas frases: é fazer algo sem esperar outra coisa além desse algo, é fazer de modo livre.
    E o que é fazer de modo livre?
    Liberdade, aqui, adquire o sentido daquilo que não é determinado por outra coisa além de si própria. Se alguém manda você trabalhar, então não é livre. Se você trabalha sem ninguém mandar, então você é livre.
    Mas há uma nuance importante.
    Trabalhar, pela própria natureza, já é algo que fazemos por necessidade, não por escolha. Trabalhamos porque precisamos retirar do trabalho nosso sustento. Se “precisamos”, então não fazemos por escolha.
    A única hipótese de você trabalhar por deliberação é quando você já não precisa trabalhar para se sustentar. Aí você trabalha livremente.
    Mas há outra nuance aqui.
    Se você trabalha só porque não consegue ficar parado, então não trabalha livremente, mas para fugir de si próprio. Ainda que você não precise de uma atividade para seu sustento, se você escolhe fazê-la só porque, caso não faça, o nada fazer seria enlouquecedor, então novamente você está em negação do ócio, isto é, no negócio.
    Feitas essas ressalvas, você percebe o quanto ser livre em uma ação é difícil.
    O que requer mais esforço não é trabalhar – o que todos fazem, querendo ou não.
    O que requer mais esforço é fazer algo por fazer – o que requer um nível de liberdade e de atenção para consigo mesmo  raramente alcançados.

     

    semanalmente o INÉF partilha reflexões com as pessoas subscritoras da sua newsletter – pode subscrever AQUI 

    outros textos do Vitor Lima que pode ler aqui no blog: conhece-te a ti mesmoo erro como porta para o inesperado e um contributo para pensar se há respostas certas ou erradas na filosofia

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    (imagem: facebook dstgroup)

     

    “A Filosofia não tem merecido, por parte das diversas organizações, das empresas e das instituições, o acolhimento que lhe deveria ser dado. (…) No entanto, é a disciplina mais bem preparada para esta missão pedagógica. Uma empresa que se deixe impregnar pelo sentido crítico, pelo questionamento, pelas inquietações dos grandes filósofos e que, a partir deles, coloque as questões certas para cada problema, para cada desafio, produzirá, certamente, com outra qualidade e será uma empresa que contribuirá para transformar o nosso planeta num mundo mais humano, mais vivível, mais pacífico, mais feliz e habitável para todos”, sublinha José Manuel Martins Lopes, diretor da FFCS. (via ECO)

     

    depois de ser notícia em 2020 com a disponibilização de uma pós-graduação em filosofia para os seus trabalhadores, a empresa dstgroup volta a apostar na filosofia como eixo de formação.

    “Os trabalhadores precisam de ferramentas para construírem soluções de vida boa e virtuosa. A filosofia treina, dá elasticidade ao pensamento e apura o sentido crítico. Permite ganhos de liberdade e de responsabilidade maiores e com estes ganhos a competitividade pessoal e coletiva aumenta. Decidimos pela formação de filosofia porque dependemos da criatividade dos nossos trabalhadores”, garante José Teixeira, presidente do Grupo DST. (via O Minho)

     

    sou uma forte adepta da presença da filosofia nos mais diversos espaços, incluindo as empresas.

    considero que esta oferta formativa será certamente enriquecedora para os seus trabalhadores, enquanto pessoas que trabalham e, sobretudo, enquanto pessoas humanas. 

     

    “Quero que os meus trabalhadores sejam o mais cultos e cosmopolitas possível, para haver coerência neste ethos empresarial, nesta personalidade empresarial. Ser eu sozinho, era uma fraude. É evidente que me dá muita paz e me faz dormir bem, ver que esta cultura – da dúvida, da inquietação, da beleza, da leitura – se vai propagando e ocupando cada vez mais espaço e território. ” José Teixeira Presidente do conselho de administração do dstgroup (via ECO)

     

    leia o mais recente artigo no Público de 16 de Outubro: “Há uma empresa de construção que dá aulas de Filosofia aos trabalhadores para ser mais competitiva

     

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    o #ClubeDePerguntas não é para “especialistas em perguntas”; é, sim, para quem pretende treinar a arte de fazer perguntas, juntando-se a uma comunidade onde procuramos desenvolver o pensamento crítico e o pensamento criativo.

    mensalmente é preparado e enviado um desafio (via e-mail e google drive) que visa trabalhar os diferentes tipos de pergunta, (ou) como escolher a pergunta mais afinada com o meu objectivo, (ou) como criar perguntas a partir de perguntas, entre outros desafios “perguntadeiros”.

    no final do mês há um encontro via zoom para que os participantes possam partilhar o modo como trabalharam o desafio.

    poderá subscrever o Clube durante apenas um mês. saiba mais aqui. 

     

     

     

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    kit de diálogo - geral - alterações climátesta é uma das actividades presentes no #kitdedialogoFILOCRI sobre alterações climáticas. além da sugestão de mind map, há ainda sugestões para parar, pensar, escutar e dialogar para crianças e jovens dos 3 aos 5 anos, dos 6 aos 11 anos, dos 12 aos 15 e dos 16 em diante.

    pode ser um recurso útil em sala de aula e certamente irá animar o tempo de diálogo em família.

    para receber este kit no seu e-mail, visite este link

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    mais um episódio da filosofia na rua, programa de Inês Pereira Rodrigues, na antena 2 e na rtp play.

    desta vez fala-se da morte, que será o tema do #kitdedialogoFILOCRI do mês de Dezembro. convido-a/o a saber mais sobre este kit, pensado para promover diálogos em casa ou na escola. 

     

     

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    está de volta a oficina online Baralhar e voltar a perguntar – a “arte” de fazer perguntas, em parceria com a Bertrand Livreiros.

    26 e 28 de outubro, das 19h00 às 21h00

    A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida.  Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos:“Como se chama?”. 
    Depois segue-se o“Como está?”e a conversa de circunstância que começa com perguntas. No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. 

    Como fazer perguntas simples?  O que fazer para tornar as perguntas mais claras?  Que tipos de perguntas existem?

    A quem se destina?
    A entrada é permitida a quem quer perguntar.

    Tópicos:
    1)    O que é uma pergunta?
    2)    Como perguntar de forma simples?
    3)    O que torna uma pergunta clara e distinta? 
    4)    O que pergunta uma pergunta? 

     

    info no site da bertrand livreiros

    agenda #filocri completa AQUI

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    se é professor/a de turmas numa escola pública e quer saber mais sobre esta actividade  visite este formulário

    [actualização a 2 de Novembro: as inscrições para esta actividade já terminaram. se ainda pretende entrar em contacto comigo, preencha este formulário e/ou subscreva a newsletter. obrigada!]