a Rádio Renascença foi perguntar aos mais novos qual é a sua relação com o as notícias.
e aí em casa, como é que a sua filha/o seu filho consome informação?
filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância
Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»
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joana rita #filocriatividade
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as oficinas são moderadas por Joana Rita Sousa, filósofa, perguntóloga e mestre em filosofia para crianças, responsável pelo projecto filocriatividade (desde 2008).
as oficinas são INTERGERACIONAIS e foram pensadas para pessoas a partir dos 8 anos. podem participar crianças, jovens ou adultos.
oficinas online e síncrona, via plataforma zoom. as oficinas são independentes entre si, poderá inscrever-se apenas numa. saiba mais AQUI.
👉 e que tal aproveitar o verão para treinar pensamento crítico e criativo, de forma lúdica com propostas para dialogar em família?
👉 receba no seu e-mail um conjunto de actividades pensadas para serem trabalhadas em grupo: com os amigos ou com a família (a partir dos 4 anos).
saiba mais AQUI.
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joana rita #filocriatividade
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desde agosto de 2020 que dinamizo cafés filosóficos [online] em parceria com a Bertrand Livreiros. desde então, se não me falham as contas, já aconteceram 40 edições.
os temas e as propostas para pensar são diferentes. há pessoas que se tornaram “freguesas habituais”, outras experimentam uma vez e não voltam. há quem apareça pelo tema ou pela pergunta. há quem simplesmente apareça pelo prazer e desafio do diálogo.
de assinalar a disponibilidade para pensar, escutar e dialogar com um écran cheio de “desconhecidos” com quem se partilha a curiosidade intelectual.
o formato online tem aproximado geografias pelo país fora (continente e ilhas), bem como pessoas que estão fora de Portugal e que querem praticar o parar para pensar.
hei-de fazer melhor as contas, mas “assim de repente”, 40 cafés filosóficos online parece-me motivo para comemorar!
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joana rita #filocriatividade
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🧩 as oficinas são INTERGERACIONAIS. foram pensadas para pessoas a partir dos 8 anos. podem participar crianças, jovens ou adultos.
💻 oficinas online e síncronas, via plataforma zoom. as sessões não são gravadas.
💥 as pessoas participantes deverão ter por perto folhas de papel e lápis de cor ou canetas de feltro, bem como uma régua.
⏳ duração da oficina: entre 1h a 1h30.
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joana rita #filocriatividade
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sugestão da Lídia Tavares Dias, copy e content writer (Odivelas, Portugal)
A Segunda Vida de Olive Kitteridge de Elizabeth Strout
(Alfaguara – recomendado pelo Plano Nacional da Leitura)
“- Tem medo de morrer, mesmo com a sua idade? Olive assentiu. – Credo, houve dias em que preferia ter morrido. Mas continuo com medo de morrer. – Depois, disse – Sabes uma coisa, Cindy? Se estiveres mesmo a morrer, se morreres… a verdade é que nós estamos todos só uns passos atrás de ti. Uns vinte minutos atrás de ti e a verdade é essa.”
A segunda vida de Olive Kitteridge é a continuação da história de Olive Kitteridge, que Elizabeth Strout nos apresentou num livro homónimo. Escolhi este excerto, parte de um diálogo entre Olive (77 anos) e Cindy (doente com cancro). Fala-se sobre fragilidades, sobre a doença, sobre envelhecer, sobre as expectativas e a realidade. Todo o livro é uma brilhante ode à vida (e à morte), mas arrisco dizer que estas poucas linhas traduzem aquilo que é a mais elementar condição do ser humano: o medo da morte. (Lídia Tavares Dias)
o que significa envelhecer?
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#LERePENSARcom é uma rubrica #filocri que pretende divulgar leituras, leitores, reflexões e perguntas. pretende-se também ampliar o entendimento de leitura: podemos ler e pensar com livros (literatura, filosofia, ciência, álbuns ilustrados…), com documentários, com imagens ou com jogos e até com séries. procura-se aquilo que nos faz pensar, pratica-se o voltar a pensar e termina-se (se bem que o fim é um começo) com uma pergunta.
gostaria de participar nesta rubrica? basta preencher este formulário.
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se trabalha na área da filosofia para crianças ou filosofia com crianças (e jovens!) e procura inspiração em livros, este artigo é para si.
se procura um livro para as crianças e os jovens aí de casa, talvez encontre aqui algumas sugestões que possam ir ao encontro dos seus interesses.
já escrevi sobre o assunto aqui no blog (em agosto 2020) e hoje retomo o tema pois há muitos e bons livros que são excelentes trampolins para o diálogo.
– ¿Hay alguien ahí? convoca-nos a pensar na humanidade. já parámos para pensar na humanidade? o que faz de nós humanos? o que será que outros seres podem pensar sobre nós? de que forma é que um conjunto de perguntas, um guião de perguntas muito perguntadeiras pode dizer TANTO sobre a humanidade?
– este livro – e os outros que se lhe seguem – é um excelente trampolim para pensar sobre as regras, sobre o que devemos ou não fazer. acima de tudo é um livro muito divertido e que consegue captar a atenção da criançada. abrimos o livro? viramos a página?
– sou muito fã deste livro, da proposta de pensamento e das ilustrações. foi um dos livros escolhidos para um projecto em parceria com uma biblioteca escolar e a turma que o trabalhou (2.º ciclo) ficou rendida à história.
– este livro acompanhou-me no passado ano lectivo em vários encontros com alunos do ensino secundário e também nalgumas oficinas de pensamento crítico destinadas a pessoas adultas.
– excelente provocação para pensar as boas e as más acções. podem os bandidos ter bom coração? sim ou não? um excelente livro para ler em família.
– na sequência d’Os Três Bandidos, o Petit é um bom trampolim para pensar quando é que cada um de nós é uma boa ou má pessoa. podemos ser as duas coisas? o que nos faz ser bons ou maus?
– um livro clássico na área da filosofia para / com crianças e que conheci numa das formações que fiz. já me levou a partilhar uma reflexão aqui no blog, chegou a ler?
– conheci este livro numa formação com a Ellen Duthie e fiquei rendida à simplicidade e à proposta. vejo ligações com o Para que serve? e Uma mesa é uma mesa. Será?, bem como com o Isto não é, ou com o livro que se segue aqui nas recomendações.
– este livro tem sido uma excelente provocação para pensar as palavras e os sentidos que lhes damos, os seus significados. cá em casa faz companhia ao dictionary of the untranslable.
– mais um clássico para quem trabalha livros ilustrados nas oficinas de filosofia para / com crianças e jovens. um livro provocador e que estica a nossa imaginação enquanto acompanhamos a aventura do Max.
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Como desenvolver o pensamento crítico das crianças: livro e/ou ebook disponível online na Presença, Wook, Bertrand e FNAC.
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joana rita #filocriatividade
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no dia 17 de junho há festa na Escola Básica e Secundária Armando Côrtes-Rodrigues, em Vila Franca do Campo – São Miguel, Açores. o mestrado da UAc homenageia a Prof.ª Doutora Gabriela Castro, pioneira da filosofia para / com crianças nos Açores e uma referência incontornável na história da filosofia para / com crianças em Portugal.
durante o meu percurso de investigação e de prática nesta área teve vários encontros com a Gabriela Castro, bem como com Magda Costa Carvalho e Berta Miúdo Pimentel que, em conjunto, criaram um projecto de seu nome CRIA, no arquipélago dos Açores.
o encontro mais feliz de todos foi no mestrado da Universidade dos Açores onde tive o privilégio de ter a sua companhia na orientação da dissertação de mestrado. foi uma dissertação feliz, pois contei com a orientação de Gabriela Castro e de Celeste Machado.
com o apoio de ambas tive oportunidade de defender aquela que é a primeira dissertação do mestrado em Filosofia para Crianças da Universidade dos Açores.
sem a ajuda da Professora Gabriela Castro sei que não teria conseguido fazer parte deste momento histórico da filosofia para / com crianças em Portugal. pensei em desistir e a sua persistência, humor e dedicação foram fulcrais para manter o foco e levar o projecto até ao fim.
quando se homenageia alguém que é importante para nós, parece quase inevitável falar de nós e da forma como a pessoa homenageada teve influência na nossa vida. perdoem-me, pois, por voltar a mim, várias vezes, neste texto.
estou muito contente com esta homenagem e por poder fazer parte de um pedacinho do percurso do mestrado em Filosofia para Crianças da Universidade dos Açores que não existiria sem a postura visionária de Gabriela Castro.
a Professora Gabriela Castro é um pilar de rigor e de criatividade, de atenção à estética e à ética – e tem um sentido de humor que é qualquer coisa.
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sugestão da Teresa Laranjeiro (Vimieiro, Arraiolos, Portugal)
O Banquete de Patrícia Portela
(editorial Caminho)
“Numa reunião de pássaros, abelhas, aranhas e ventos para discutirá co dicao do Homem, diz a Cegonha Mais Velha do Planeta: “Esta frágil criatura, sem asas, sem penas, sem barbatanas e sem pêlo suficiente para se aquecer tem conseguido sobreviver aos maiores tormentos, ultrapassando todas as adversidades ao longo da passagem dos tempos. A sua coragem é louvável mas as técnicas de autodefesa adotadas são de tal modo agressivas que podem hoje em dia, e em favor da exclusividade da sua imortalidade, causar a extinção de qualquer outra espécie “
Este trecho do discurso da Cegonha Mais Velha do Planeta resume bem o que me parece que a espécie humana está a fazer ao nosso planeta. Impressiona-me muito a forma generalizada de se achar que tudo o que existe na natureza só faz sentido se tiver alguma utilidade para os seres humanos. (Tânia Laranjeiro)
o que pode cada um de nós fazer para mudar isto?
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#LERePENSARcom é uma rubrica #filocri que pretende divulgar leituras, leitores, reflexões e perguntas. pretende-se também ampliar o entendimento de leitura: podemos ler e pensar com livros (literatura, filosofia, ciência, álbuns ilustrados…), com documentários, com imagens ou com jogos e até com séries. procura-se aquilo que nos faz pensar, pratica-se o voltar a pensar e termina-se (se bem que o fim é um começo) com uma pergunta.
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inscrições e informações AQUI.
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hoje em dia é possível encontrar ideias e recursos em vários sítios da internet. para que possa pesquisar com algumas referências, reuni alguns dos meus websites preferidos para partilhar consigo.
– recursos online e sugestões de actividades validadas pela equipa SAPERE.
– Jason Buckley e Tom Bigglestone apresentam várias actividades para crianças, em diferentes faixas etárias.
– a equipa Dialogue Works é constituída por Roger Sutcliffe, Bob House e Nick Chandley. vale a pena conhecer (e praticar) as hometalks.
– no seu blog, o Tomás apresenta várias possibilidades de trabalho em ambiente de diálogo filosófico.
– Peter e Emma Worley partilham alguns recursos bastante úteis para quem pretende praticar a filosofia para crianças e jovens.
– o website do Centro de Filosofia para Crianças é muito rico em materiais e ideias para a prática da filosofia para crianças. a pensar nos pais, foi disponibilizado este documento para ajudar a responder à pergunta: How can parents and grandparents inspire philosophical conversations with your children and grandchildren?
– este é um dos websites mais acarinhados aqui no blog: a filosofia visual para crianças e jovens surpreende-nos a cada momento. vale MUITO a pena visitar este trabalho.
– o website da Jane tem um conjunto de recursos que a Jane vai actualizando ao longo do tempo. sugiro que coloque este link nos favoritos.
– neste website é possível encontrar sugestões de livros acompanhados de orientações para oficinas de filosofia a partir desses mesmos livros.
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caso se sinta algo perdida/o com os recursos e precise de alguma orientação para compreender como se faz acontecer uma oficina ou sessão de filosofia para/com crianças, contacte-me para agendar uma mentoria.
também poderá consultar a agenda e participar numa das próximas formações que vou ministrar.
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joana rita #filocriatividade
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👀 espreita os dois primeiros minutos deste vídeo para ter uma ideia do que se trata o “Caminhar Descalço”
👉 em diálogo com a tua família ou os teus amigos, procura responder a estas perguntas. anota outras perguntas que surjam:
Qual a razão para as pessoas gostarem de caminhar descalças?
Caminhar descalço – boa ou má ideia? Porquê?
Há alguma diferença entre andar e caminhar?
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estas e outras sugestões para dialogar em casa ou na escola estão disponíveis via Home Talks – Diálogos em Casa – iniciativa Dialogue Works
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joana rita #filocriatividade
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nesta altura do ano recebo algumas mensagens de famílias ou de estudantes que têm o exame de filosofia à porta e que procuram apoio ao estudo. tenho acompanhado estudantes cujo problema de estudo não diz respeito à disciplina em si, mas ao facto de terem dificuldades em organizar ou planear o seu estudo.
há muitas técnicas e ferramentas que nos podem ajudar e por vezes é preciso tempo para as conhecer, experimentar e escolher aquela que funciona connosco. uma vez que os exames estão mesmo à porta, escolhi aquilo que melhor funciona comigo na esperança de que possa ser útil a alguém.
no artigo três sugestões para estudar melhor falo da técnica pomodoro que pode ser muito útil para gerir os tempos de estudo e ajudar o nosso cérebro no balanço entre o modo difuso e o modo focado. no trabalho ou no estudo, a pausa é essencial para conseguirmos ter produtividade nas tarefas.
sou fã dos mapas mentais e do Tony Buzan e não abdico desta forma de tirar apontamentos. preparei as defesas das minhas duas dissertações de mestrado com mapas mentais. organizo leituras com mapas mentais. é revolucionária a forma como os mapas mentais nos fazem pensar num assunto. exige alguma prática e tempo para apanhar o jeito, mas depois é algo que fica para a vida.
confesso: adoro a palavra sebenta. para mim uma sebenta é o conjunto de apontamentos de uma disciplina. pode conter texto corrido, imagens, gráficos e mapas mentais. podem ser feitas num simples documento word, mas hoje em dia há evernote ou notion que podem perfeitamente ajudar a agregar a matéria.
deverá haver um índice orientador para que facilmente possamos encontrar os conteúdos de que precisamos. quando se tem colegas na turma que têm óptimos apontamentos, nada como pedir-lhes as suas notas para incluir na nossa sebenta. aliás, podem construir a sebenta em conjunto, usando ferramentas colaborativas (como a google drive).
esta é uma nota muito pessoal: adoro estudar sozinha. organizar o meu tempo e as minhas papeladas. e também gosto de momentos de diálogo e de troca sobre elementos da matéria. a minha sugestão passa por ter momentos de encontro com quem está a estudar para conversar sobre a matéria, fazer perguntas, trabalhar pormenores e/ou a visão do todo. o diálogo é uma excelente ferramenta de estudo.
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o planeamento é fundamental na hora da preparação para os exames. é um engano pensar que basta estudar muito e nas vésperas, pois a qualidade do estudo é duvidosa e a pressão pode mesmo atrapalhar o processo.
a ideia de ir estudando atempadamente, dividindo a matéria em pequenos blocos, parece-nos mais morosa e menos atraente numa altura em que queremos tudo rápido e já e no momento. porém, é uma excelente estratégia de estudo. quanto mais cedo começamos a fazer este planeamento, melhor.
👉 outras sugestões disponíveis neste artigo P3.
votos de bom estudo!
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joana rita #filocriatividade
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em 2021 tive a oportunidade de colaborar com o Teatro Bravo numa das suas fases de criação da peça que vai estrear em breve, Magdalena.
sou fã de teatro e também dos cruzamentos entre a filosofia e as artes. não foi a primeira vez que participei como consultora na construção de uma peça artística e espero que haja outras oportunidades no futuro.
fica o convite para assistir à estreia da Magdalena e do Teatro Bravo. mais informações AQUI.
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joana rita #filocriatividade
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📌 a filocriatividade tem a agenda 2022/2023 aberta para oficinas de filosofia nos diferentes níveis de ensino, da creche ao ensino secundário.
estou disponível para viajar até à biblioteca escolar ou municipal, centros de estudo, associações culturais e outros espaços que possam acolher as oficinas #filocri.
para saber mais contacte-me através deste formulário.
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joana rita #filocriatividade
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hoje tinha duas mensagens no twitter de jovens que pretendiam indicações para redigir um ensaio filosófico. são alunos do 11.º ano e têm temas e perguntas a partir dos quais são convidados a ensaiar pensamento.
a minha recomendação foi idêntica para ambos: uma vez tendo a pergunta bem definida, é necessário analisar a pergunta, os conceitos que nela habitam, circunscrevendo o seu âmbito. esse processo pode incluir alguma pesquisa sobre a temática que poderá conduzir-nos a ideias de pessoas filósofas.
no livro The Basics of Essay Writing, Nigel Warburton salienta a importância da pesquisa e do planeamento, ainda antes do momento da escrita. durante esse processo é bom cultivar uma certa suspensão do juízo (epoché) e estar atenta/o aos enviesamentos de pensamento (é natural ter uma tendência para concordar com um lado da questão e por isso pensar de forma mais superficial o outro lado da questão.
um exemplo: imaginando que o ensaio versa sobre a pergunta: “a resposta científica e a resposta religiosa são opostas ou complementares?, convém dizer o que caracteriza uma resposta científica e uma resposta religiosa. poderá ser pertinente ver se essas respostas respondem às mesmas perguntas – ou não.
há ainda que manifestar o nosso posicionamento face à pergunta do ensaio: partindo do exemplo, há oposição ou complementaridade? e justificar.
julgo que é importante sublinhar que nem todas as respostas que damos à pergunta do ensaio filosófico irão assumir um dos lados a 100%: ou seja, eu posso concordar em parte com a oposição e em parte com a complementaridade. para tal, tenho de elaborar bem o meu ponto de vista, esclarecendo onde encontro relevância ou suficiência nas posições.
também é importante lembrar que aquilo que é um argumento tem de estar bem claro na nossa cabeça; o dicionário Crítica na Rede pode dar uma ajuda.
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📌 o David Erlich partilhou comigo que aprecia bastante a sugestão sobre ensaio filosófico presente no manual Como pensar isto tudo?, 10.º ano – versão do professor e que elenca os seguintes passos:
– formulação explícita do problema;
– explicitação da importância do problema;
– esclarecimento de conceitos;
– caracterização das principais teses em confronto;
– formulação explícita da tese defendida;
– argumentação a favor da tese defendida;
– argumentação contra as teses opostas;
– conclusão: breve resumo das ideias e argumentos apresentados.
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alguns recursos que podem ser úteis:
– o professor Vitor Lima disponibiliza um vídeo intitulado Argumentação sem stresse;
– o canal Isto Não É Filosofia tem várias aulas sobre temas distintos – alguns deles podem ser úteis para pensar a pergunta do ensaio filosófico;
– também no youtube: espreitar os canais do Rolando Almeida e A Tua Filosofia, do David Erlich.
– o #EstudoEmCasa disponibiliza um vídeo onde se responde à pergunta “como escrever um ensaio filosófico?”.
boa pesquisa, boa leitura e boa escrita!
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🟪 livro à venda: Como desenvolver o pensamento crítico das crianças – Parar, Pensar, Escutar, Dialogar