filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    de janeiro a março as oficinas #filocri celebraram o #CentenarioSaramago.

    na oficina do Platão (dos 7 aos 12 anos) trabalhámos a partir d’A Maior Flor do Mundo e nas oficinas philoTEEN (dos 13 aos 17 anos) trabalhámos a partir de palavras de José Saramago compiladas no livro Nas Suas Palavras.

     

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    jardim de pensamentos (e de pokémons) 

    uma das oficinas pensadas a partir d’A Maior Flor do Mundo, jardim de pensamentos, teve como ponto de partida uma miniestufa (ou waffle estufa, como foi chamada por um dos participantes).

    se fosse possível semear palavras ou pensamentos, que palavras ou pensamentos gostarias de semear? que flor ou fruto iria crescer? e porquê semear essa palavra ou pensamento? 

    vários foram os pensamentos e as palavras que semeámos na miniestufa: alegria, o bom dia, os amigos, as amigas, tristeza, espectacular, ideia das hipóteses, viva, saudade. 

    nesta oficina trabalhámos a escuta, de forma a apurar se os pensamentos se assemelhavam de alguma fora, justificámos as escolhas e até discordámos. algumas pessoas não concordaram com a ideia de semear a tristeza por ser algo associado a maus momentos, outras consideram que esta faz parte da vida e temos de saber que existe, para aprender a lidar com ela. 

     

    uma nota

    a oficina sofreu uma variação nas duas vezes que aconteceu: numa das oficinas pedi para semear palavras, na outra pensamentos. porquê a diferença? para compreender se o ponto de partida (palavra / pensamento) provocava mais ou menos dificuldade no processo. foi curioso que pedindo palavras ou pensamentos, os participantes eram muito sintéticos na sua escolha: indicavam uma palavra apenas ou três (como “ideia das hipóteses”). 

     

    o que fazem ali os pokémons? 

    também falámos de pokémons, mas esta foi uma conversa paralela à oficina. temos fãs de pokémons na sala zoom e eu tenho um conjunto de tazos pokémons. é quando os participantes se repetem que vou tendo possibilidade de conhecer um pouco melhor os seus interesses e assim vou criando relação com estas crianças que só conheço via zoom.

     

    até onde chega a oficina do Platão?

    tenho pedido às pessoas que se inscrevem nas oficinas online para partilhar o local onde se encontram e desta forma compreender o alcance geográfico destas oficinas. até à data de hoje já participaram crianças de vários pontos do… mundo! 

    em Portugal: Lisboa, Porto, Coimbra, Bombarral, São Miguel, Braga, Maia, Almada, Cascais, Montemo-o-Novo, Vale de Cambra, Mafra, Oeiras, Vila Nova de Gaia, Oliveira de Azeméis, Sintra e Oeiras. 

    fora de Portugal: Luxemburgo, Brasil (Belo Horizonte), Cabo Verde (Praia). 

    a experiência das oficinas online tem permitido levar a filosofia junto de crianças que estão distantes umas das outras, aproximando os seus pensamentos e criando diálogo. que bela aventura!

     

    quando acontecem as próximas oficinas do Platão? 

    já há datas para Abril e Maio, o que inclui datas nas férias da Páscoa

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    estas oficinas #filocri / #CentenarioSaramago  estão disponíveis para viajar até ao centro de estudos, à biblioteca escolar e municipal. para o efeito, basta que me contacte através deste formulário

     

     

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    estes e outros poemas no canal youtube do LUCA

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    👀 durante o dia recolha 5 palavras a partir daquilo que observa e registe-as num papel ou nas notas do telemóvel. procure que essas palavras tenham origem em contextos diferentes (por exemplo, o metro, a rua, a casa de banho, a repartição de finanças…). 

    sugestão: recolha essas palavras a partir das lombadas dos livros aí de casa. abra a despensa e olhe para o que lá tem. pense nos objectos que têm nos armários da cozinha ou da casa de banho. 

    📝 já tem as 5 palavras?

    👉 escolha uma dessas palavras para ser a palavra CENTRAL.

    🔗 passo seguinte: crie uma relação entre essa palavra (a central) e as outras quatro palavras. registe essa relação, escrevendo num caderno (aquele que comprou ou fez a partir de folhas soltas e que, a partir de agora, é o seu caderno para os exercícios de criatividade).

    🏋🏼‍♂️ repita o exercício 1x por semana. 

     

    [exercício de Edward de Bono (livro How to have creative ideas)]

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    se quiser juntar-se a uma comunidade de prática da criatividade, espreite as comunidades criativas #filocri.

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    artigos complementares:

    🔗 motivos para ter um unicórnio na mesa de trabalho

    🔗 pensamento criativo para totós

    🔗 simplicidade 

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    e que tal parar para pensar (e brincar!) nas férias da Páscoa?

     

    há datas para a oficina do Platão, em formato online. as oficinas acontecem via zoom e têm a duração de 1h. 

     

    temas:

     

    📝 11 de abril, segunda, às 11h – belisca-me! e se tudo for um sonho?

     

    👀 11 de abril, segunda, às 15h – podes fazer tudo aquilo que queres?

     

    🌺 13 de abril, quarta, às 11h – o Tiago e o monstro no jardim

     

    🎩 13 de abril, quarta, às 15h – chapéus que servem para pensar

     

    inscrições AQUI

     
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    #chatP4C é uma iniciativa da Gina e da Jane que convida pessoas relevantes na área da educação e da filosofia para/com crianças para uma conversa no twitter. durante 1h a comunidade #p4c junta-se em torno da hashtag #chatP4C para perguntar e arriscar respostas. 

    hoje acontece mais uma edição, às 20h (hora de Lisboa) e vamos falar de necessidades educativas especiais.

    junte-se à conversa! 

     

    outras edições do #chatP4C

    World Philosophy Day 2020

    Recursos #P4C 

    #P4C e a entrega criativa

    integração da #P4C nas escolas

    #P4C e as palavras maravilhosas

    #P4C e o ambiente

    #P4C e perguntas

    World Philosophy Day 2021

    #P4C e famílias

    os professores filosóficos

     

     

     

     

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    as crianças perguntam pela morte? 

    hoje as 3 da manhã falavam das conversas que tiveram com os seus filhos durante esta semana e um dos temas foi a morte. a Ana Galvão, a Joana Marques e a Inês Lopes Gonçalves têm filhos de distintas idades e foi curioso ouvir como uma pessoa de 6 anos e uma pessoa de 12 anos perguntam ou falam sobre a morte. 

    a morte é um tema comum nos diálogos que tenho com as crianças. por vezes é um tema que surge a propósito da vida e do tempo, outras vezes é trazido para o diálogo de forma muito directa. em julho de 2020 quando iniciei as minhas oficinas de filosofia online aconteceu o seguinte: iniciei a oficina perguntando se alguém tinha uma pergunta que incomodasse e da qual gostassem de falar. após um bocadinho de silêncio surgiu um braço no ar.

    “há uma pergunta que me incomoda há muito tempo e gostava mesmo de saber a resposta. o que é que acontece depois de morrermos?”

    o jovem justificou o interesse pela pergunta e o grupo alinhou na investigação da pergunta. acabámos por, a partir da pergunta, abordar a importância da resposta para a pergunta (para esta e para outras). o motivo? compreendemos que é impossível responder a esta pergunta por nos faltar um “especialista” – que neste caso seria alguém que tivesse falecido e pudesse relatar a experiência. 

     

    motivada pela conversa de hoje na rádio e por considerar que os livros podem dar uma boa ajuda para abordar temas difíceis como a morte, resolvi partilhar alguns títulos (para crianças, jovens e adultos) que podem ser um trampolim para pensar o impensável que é a morte. 

     

    o que você vai ser quando morrer? 

    este livro chega-nos do Brasil e é assinado por Lia Zatz, com ilustrações de Inácio Zatz. o título, em forma de pergunta, é provocador e inesperado, assim como o desenrolar da narrativa. conheci-o através de uma professora bibliotecária e a livraria Travessa (Lisboa) trouxe um exemplar até à minha aldeia. 

     

    supergigante

    Ana Pessoa é autora de livros que adoro, como o Coisas que acontecem ou o desvio. o Supergigante (Planeta Tangerina) fala de uma perda e… bom, já agora que tal ouvir a Ana Pessoa, em pessoa, a falar do livro? 

     

    eu espero 

    a temática da morte encontra-se intimamente ligada à temática do tempo e por isso este livro é tão pertinente. como se desenrola o fio da vida? David Cali e Serge Bloch respondem neste livro editado pela Bruáa Editora

     

    o livro da avó 

    conheci este livro há muitos anos, através da Ana (educadora de infância). Luís Silva é responsável pelo texto e pelas ilustrações do livro publicado pelas Edições Afontamento. uma narrativa que nos convoca a pensar nas pessoas que nos fazem faltam. 

     

    what happens next? 

    Yoshitake é um autor que muito admiro e cujo livro “Que seca!” é um dos preferidos de uma das filósofas que participa nas oficinas do Platão.  What happens next? vai ao encontro da pergunta que o jovem partilhou na oficina que descrevi no início do artigo. e responder? 

     

    era uma vez

    Johanna Schaible é a autora deste texto cuja narrativa e cujo livro (enquanto objecto físico) é surpreendente. é um livro perguntador, que me provoca perguntas sobre o tempo e a vida. o tempo encolhe ou estica? o que é o futuro? o que fazer do presente? 

     

    além 

    Além é um livro de Silvia e David Fernández e com ilustrações de Mèrce López, editado em Portugal pela Alfarroba: “Os artistas do Circo Galáxia arriscam as suas vidas diariamente: saltam do trapézio sem rede, engolem fogo e espadas, voam disparados de canhões… Talvez seja por isso que falam tanto sobre a morte. O que haverá depois? Como será o Além? No Circo Galáxia há tantas respostas diferentes como barbatanas, bigodes e focinhos…”

     

    enquanto vamos sobrevivendo a esta doença fatal

    Enquanto vamos sobrevivendo a esta doença fatal é um livro sobre a morte, assinado por Nelson Nunes para quem a morte se apresenta como um grande ponto de interrogação. Nelson pergunta pela morte, conversa com outras pessoas sobre a morte, pensa sobre a morte, escreve sobre a morte. a morte. essa palavra que só parece bonita quando se fala em “morrer de amor”. 

     

    four thousand weeks

    quantas semanas temos para viver? e como vamos vivê-las? Oliver Burkeman pergunta e arrisca respostas neste livro que, sem tratar da morte de um modo directo, trata da gestão do tempo que temos para viver e que não dura para sempre. recomendo este livro aos adultos que querem sentir-se mais preparados para dialogar sobre a morte e o tempo com crianças , jovens e outros adultos. 

     

    o livro do ano 

    recomendo o livro do ano pois considero que os livros que tratam da vida também tratam da morte. este livro é uma narrativa simples e complexa, bela e cruel, sobre a vida, da qual a morte faz parte. o autor é o Afonso Cruz: 

     

    O meu avô passa muito tempo no parque. Diz que o problema de envelhecer não é esquecermo-nos das coisas, é que tudo se esqueça de nós. (p. 134)

     

     

    [nota: artigo redigido a 11 de Março de 2022 e actualizado a 30 de Outubro de 2023]

    📷  davide ragusa / Unsplash

     

     

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    autora de Uma vindicação pelos Direitos da Mulher a filósofa nasceu em 1759 e faleceu em 1797 e é considerada uma das fundadoras da filosofia feminista. a sua vida privada foi alvo de vários comentários, por ser pouco convencional para o seu tempo. Wollstonecraft é descrita como uma filósofa política e moral cuja obra versa sobre a condição da mulher. 

    uma razão para ler esta filósofa passa por aqui:

    Wollstonecraft acreditava que a educação poderia ser a salvação das mulheres: “o exercício do entendimento é necessário; não há outro fundamento para a independência de caráter. Eu afirmo explicitamente que elas devem se sujeitar somente à autoridade da razão, ao invés de serem humildes escravas da opinião”. Ela insistia que as mulheres deveriam estudar assuntos sérios, como leitura, escrita, aritmética, botânica, história natural e filosofia moral; ela recomendava também exercícios físicos vigorosos para auxiliar o estímulo da mente. (via wikipédia)

    curiosidade: Wollstonecraft é a mãe de Mary Shelley, a autora de Frankenstein. 

     

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    para saber mais sobre Wollstonecraft:

    wikipédia

    stanford encyclopedia of philosophy.

     

    para saber sobre mulheres filósofas, espreite a playlist que preparei no spotify e no youtube.

     

    já leuWollstonecraft:? partilhe o que aprendeu com a filósofa nos comentários ⤵️

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    📷 crp josé fanha

     

    estou muito contente por poder colaborar com a Casa do Professor e de poder dinamizar uma formação de 25h na àrea da filosofia para crianças, com acreditação CCPFC!

    informações disponíveis AQUI

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    📷 centro de recursos poeta josé fanha 

     

    🧠 é com muito gosto que participo em actividades promovidas pelas bibliotecas (escolares e municipais). a biblioteca é um espaço onde me sinto acolhida e onde estou rodeada de objectos que adoro: os livros.

    📚 para iniciar a semana da leitura estive na biblioteca escolar da EB da Venda do Pinheiro para dar seguimento ao projecto ler a pensar, pensar a ler. em parceria com a professora Jacqueline temos proporcionado momentos de encontro entre os alunos, os livros e os diálogos. 

    📚 hoje de manhã a webex levou-me até Almada onde me encontrei com duas turmas (5.º e 9.º anos) para duas oficinas de diálogo em torno do mundo, tecnologia e trabalho. 

    🗓 no sábado, dia 12 de março termino a semana com uma oficina de filosofia online, a oficina do Platão, para crianças dos 7 aos 12 anos. até ao final de março estas oficinas celebram o #centenarioSaramago. ainda há vagas (espreite AQUI).

    acompanhe e participe nas iniciativas da semana da leitura promovidas e divulgadas pelo  Plano Nacional de Leitura 2027

     

    *

    👀 se é professor/a ou educador/a e pretente levar estas oficinas à sua escola, contacte-me através deste formulário

     

     

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    bell hooks (1952-2021) foi autora e pensadora, bem como uma activista antirracista e feminista. e filósofa? sim, no sentido em que bell hooks praticou o verbo filosofar e tem, quanto a mim, uma fala pertinente no que respeita ao pensamento crítico e à educação em comunidade. 

    confesso que comecei a ler bell hooks pouco antes da sua morte e os meus livros escolhidos foram  teaching community e teaching to transgress . gostaria de partilhar uma passagem deste último: 

    Teaching is a performative art. And it is that aspect of our work that offers the spave for change, invention, spontaneous shifts, that can serve as a catalyst drawing out the unique elements in each classroom. (p. 11)

     

    a leitura de hooks veio desafiar-me a rever a minha postura em sala de aula, enquanto facilitadora de filosofia para/com crianças. sempre que encontrava um ponto comum com a filósofa, ela esticava o conceito, virava do avesso as minhas convicções e convidava-me a olhar e a transgredir as minhas ideias. 

    *

    para saber mais sobre hooks:

    wikipédia

    blog unicamp.

     

    para saber sobre mulheres filósofas, espreite a playlist que preparei no spotify e no youtube.

    já leu bell hooks? partilhe o que aprendeu com a filósofa nos comentários ⤵️

     

     

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    voltei à Casa do Professor para falar de emojis e da sua utilização em contexto de sala de aula 👩‍🏫

     

    💥 a minha colaboração com esta Casa está para continuar e em breve haverá novidades em torno de  formação cheia de #filocriatividade – fique atento/a! 

     

     

     

     
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    👉 a quem se destinam as comunidades criativas #filocri?

    a qualquer pessoa que tenha interesse para praticar criatividade. não importa a idade, a profissão ou até a localização geográfica – vamos encontrar-nos via zoom e isso permite acolher diferentes geografias.

    pretende-se que seja uma comunidade intergeracional, por isso não há uma faixa etária no chamado público-alvo. o público são pessoas que estejam disponíveis para treinar criatividade com outras pessoas (conhecidas ou desconhecidas), que tenham acesso a um computador e internet.

    a participação nas Comunidades Criativas [online] pode ser uma actividade desenvolvida em família – a minha única questão com a idade prende-se com a autonomia das crianças perante um computador. assim, diria que crianças a partir dos 7 anos poderão participar de forma autónoma e que crianças mais novas podem participar na companhia de uma pessoa adulta. 

     

     

    ℹ️ próximos encontros: 

     

    18 de março, sexta, das 21h às 22h15

     

    informações AQUI

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    a propósito do dia internacional da mulher irei dedicar algumas publicações às mulheres filósofas que conheci nos últimos anos. escolhi quatro e posso dizer que foi difícil escolher, pois nos últimos três anos conheci VÁRIAS mulheres filósofas.

    ainda bem que foi difícil escolher. se não tivesse encontrado estes projectos possivelmente iria falar de Beauvoir, Arendt e Hipácia e pouco mais. teria dificuldade em nomear outras, talvez as filósofas místicas, como Santa Teresa d’Ávila. 

     

     

    nas próximas semanas irei apresentar-vos bell hooks, Mary Wollstonecraft, Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí e Marilena Chaui. 

    para saber sobre mulheres filósofas, espreite a playlist que preparei no spotify e no youtube.

    📌 no dia 8 de março estarei na rubrica #FilosofiaAoVivo, no Primeiro Café, para falar de Mulheres Filósofas. 

     

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    ☕️ 14 de março, 18h30-20h30
    [online] café filosófico em parceria com a Bertrand Livreiros
    – para jovens e adultos 

    👉 oficina dialogar em sala de aula (filosofia para / com crianças e jovens) 
    [online] início a 15 de março
    – informações junto da Bertrand Livreiros

    👻 oficinas de filosofia para crianças (dos 7 aos 12 anos) e jovens (dos 13 aos 17 anos)
    [online], sábado dia 19 de março
    – informações: oficina do Platão e oficina philoTEEN

    ☕️ 28 de março, 18h30-20h30
    [online] café filosófico em parceria com a Bertrand Livreiros
    – para jovens e adultos 

    💬 oficina de filosofia para famílias e café filosófico para jovens e adultos – parceria com a Malaposta (Odivelas)  [presencial] 26 e 27 de março
    – informações AQUI

     

    🧠 31 de março, às 21h [online]

    – encontro dos membros do #ClubeDePerguntas

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    priscilla-du-preez-xy0JBTQlRuY-unsplash.jpg📷 Photo by Priscilla Du Preez on Unsplash

     

    o mundo despertou para guerra no dia 24 de fevereiro, com as notícias dos ataques da Rússia à Ucrânia. é o assunto do momento e tem tomado conta das nossas preocupações e é natural que as crianças já nos tenham ouvido falar sobre o assunto ou que tenham visto algo na comunicação social. assim sendo, o que fazer? devemos esconder o assunto ou trazê-lo para a conversa? 

    na semana passada o Jason Buckley abordou o assunto num grupo relacionado com a filosofia para crianças e acabou por partilhar algumas ideias bastante pertinentes na sua newsletter. gostaria de chamar a atenção do/a leitor/a para alguns pontos, inspirada pela reflexão de Buckley. 

     

    depois da pandemia covid19, uma guerra

    o mundo ainda está a lidar com a pandemia e cada um de nós está a adaptar-se às regras, às novas formas de conduta. não podemos pensar que estamos todos no mesmo ponto de entendimento do que é a vida pandémica. alguns de nós perderam familiares, outros passaram por sucessivos isolamentos profilácticos, alguns adoeceram e vivemos confinamentos com emoções diversas. 

    neste contexto é natural que haja crianças que queiram falar sobre a guerra, deixando de lado a pandemia; outras, nem por isso. é fundamental que sejamos sensíveis a estas diferenças. é fundamental escutar as crianças, as suas perguntas e os seus comentários: 

    The best approach is to listen carefully to children’s spontaneous questions and comments, and then respond to them in an appropriate, supportive way. Let children’s concerns, in their own words, guide the direction and depth of the discussion. (Sheldon Berman, Sam Diener, Larry Dieringer, and Linda Lantieri)

    no que diz respeito às oficinas de filosofia para/com crianças, não creio que se deva forçar o tema ao grupo, mas sim encontrar um espaço e um tempo para que aqueles que querem conversar sobre o tema possam fazê-lo. poderá ser um tempo no intervalo, antes ou depois da oficina de filosofia. tudo dependerá do contexto em que trabalha com as crianças. 

    é natural que as crianças tenham perguntas muito concretas sobre a guerra; para responder temos de estar bem informados ou então responder “não sei” quando de facto não sabemos. tratar a guerra pelo nome, dizer quais são os países envolvidos, é importante para não criar a ideia de que as guerras são todas iguais ou que são todas a mesma. infelizmente, há outras guerras em curso no mundo, umas que duram há vários anos, outras menos mediáticas. 

    The answers to some questions that children ask are not always clear and straightforward. Some are much deeper. When children ask such questions as, “How come we have war?” or, “What will happen when the war is over?” we can explain that some people think one way about it and others think another. We might ask, “What do you think?” It is important for children to hear that there are differences of opinion and different ways of seeing the conflict. (Sheldon Berman, Sam Diener, Larry Dieringer, and Linda Lantieri)

     

    uma estratégia mental para lidar com a angústia

    nos últimos dias tenho sentido bastante ansiedade e angústia com as notícias que chegam da Ucrânia. há inúmeros relatos que nos desassossegam e  que nos revoltam. o que fazer?

    nestes momentos os estóicos são os meus melhores amigos. diariamente tenho lido a proposta estóico todos os dias, para poder reflectir sobre aquilo que posso e não posso mudar.

     

    no livro a arte da boa vida, Rolf Dobelli partilha uma ferramenta mental para que seja possível lidar com as notícias catastróficas do mundo, procurando manter o equilíbrio. eis as suas sugestões: 

    👉 compreender que não posso fazer muito perante problemas como as guerras, os conflitos e o terrorismo, que encerram complexidade e cujo desfecho é imprevisível;

    👉 para a maioria das pessoas que está a ler este artigo, a melhor forma de ajudar passa por fazer um donativo para uma associação ou organização que esteja a desenvolver trabalho no terreno. informe-se bem sobre as organizações, verifique a sua credibilidade e contribua com o que for possível;

    👉 consumir notícias em doses moderadas. não adianta querer ver tudo e querer saber de tudo. por exemplo, a guerra que tomou conta da Europa na última semana é demasiado complexa e a par de informação, há muita desinformação na comunicação social e nas redes sociais online. escolha bem as fontes e actualize-se de vez em quando. 

    👉 assumir uma postura estóica perante o sofrimento,  focando naquilo que podemos fazer, como escolher uma associação de apoio humanitário e comprometer-se com uma ajuda. nem eu nem o/a leitor/a vamos poder terminar com o mal que existe no mundo. 

    ⚠️ (o último ponto da estratégia de Dobelli pode ser um pouco duro. cá vai.)

    👉 interiorizar a ideia de que não somos responsáveis pelo mundo em que nos encontramos. Dobelli explica: “O prémio Nobel Richard Feynman evoca este pensamento de John von Neumann, o genial matemático e pai da informática. “John von Neumann ofereceu-me esta interessante ideia: que não temos de ser responsáveis pelo mundo em que nos encontramos. Desenvolvi, por isso, um sentido muito poderoso de irresponsabilidade social (…)“. o que quer isto dizer? “não se sinta mal por se concentrar no seu trabalho, em vez de estar em África a construir hospitais. Não há motivo algum para se sentir culpado por estar, por acaso, numa situação melhor do que a de uma vítima de uma bomba em Alepo – podia ser perfeitamente ao contrário. Viva uma vida decente e produtiva, e não seja um monstro.” 

    *

    seja qual for a sua estratégia pessoal, tenha uma. na medida do possível, inclua as crianças na sua estratégia de forma a procurar equilibrar as emoções e os pensamentos acerca dos acontecimentos terríveis que assolam o mundo. 

     

    termino com as palavras do Jason Buckley:

    Another sort of failing to think is to only think about one side of things. The pandemic was awful, but millions of people gave up freedoms and worked incredibly hard for the health of others; during this war, many nations and thousands of people who are not directly affected will help those who are, and very brave individuals within Russia itself are already protesting the war. Of course, it would be much better if there weren’t pandemics and wars, and the good they bring out of people doesn’t make up for the suffering they cause. But there is good in the world as well as bad, and if we forget that we are lapsing into lazy thinking, which is the opposite of good philosophy.

     

    (e ainda)

    – para ler: Talking With Children About War and Violence In the World How to talk to pupils about the news;

    – a Rita do Kit Literário fez uma selecção de livros que abordam o tema da guerra, que pode consultar na sua  página de instagram. caso haja um pedido por parte das crianças para falar sobre o tema, um livro pode ser uma boa forma de criar o espaço para essa conversa;

    – para voltar a ler: 8 dicas para topar desinformação online.