filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    “É nesse sentido específico que Paulo Freire é um filósofo: não tanto pelas teorias ou sistemas nos quais ele busca sustentar sua prática, nem sequer pela qualidade filosófica de suas teorias ou pensamento, mas pela forma com a qual faz da sua vida um problema filosófico e de sua filosofia uma questão existencial na busca de um mundo sem opressores e oprimidos.”

    Walter Kohan, Paulo Freire mais do que nunca – uma biografia filosófica, p. 79

     

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    assinalaram-se ontem os 100 anos do nascimento de Paulo Freire.

     

    partilho consigo alguns links uteis para que possa conhecer ou revisitar o trabalho deste incontornável educador e pedagogo brasileiro:

    10 sugestões para comemorar o centenário de Paulo Freire (porvir);

    – 100 anos de Paulo Freire: veja 6 ensinamentos do educador que ainda são atuais (g1);

    – entrevistas de Paulo Freire à Globo;

    episódio do podcast matéria bruta sobre Paulo Freire, com o convidado Walter Kohan; 

    – documentário disponibilizado pela TV Cultura;

    – Paulo Freire, 100 anos. Por que ele incomoda tanta gente?;

    Paulo Freire: 17 livros para baixar em PDF – via CPERS.

     

    na livraria travessa pode encontrar os seus livros à venda. se está em Portugal, o contacto da livraria travessa pode ser encontrado aqui e o atendimento é incrível. 

     

     

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    a notícia foi-nos adiantada pela professora Maria do Céu Patrão Neves durante o 4.º congresso internacional de filosofia da sociedade portuguesa de filosofia: pela primeira vez a filosofia faz parte do programa da noite dos investigadores.

    o evento é presencial e acontece no pavilhão do conhecimento, em lisboa, no dia 24 de setembro. o programa noite dos investigadores de lisboa é vasto e pode ser consultado em detalhe aqui.

    haverá actividades noutros pontos do país: guimarães, açores, porto, vila do conde, constância, estremoz, entre outras localidades. consulte as iniciativas da noite dos investigadores através deste link. conheça também os investigadores envolvidos na iniciativa.

     

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    “Existe um país onde as pessoas quase não falam. É o país da grande fábrica das palavras. Neste estranho país, é preciso comprar e engolir as palavras para pronunciá-las. (…) Há palavras que são mais caras do que outras e que raramente são ditas; a não ser que sejamos muito ricos. No grande país da grande fábrica, falar sai caro!

    Quem não tem muito dinheiro, remexe os caixotes de lixo à procura de palavras, mas as que encontram não são muito interessantes: há muitos “excrementos de cabra” e “rabos de coelho”.”

    A grande fábrica de palavras – Agnés de Lestrade, Valeria Docampo, editora Paleta de Letras

     

    proposta de exercício: se vivesse num país como aquele que está descrito no excerto do livro e só pudesse comprar 4 palavras – que palavras seriam essas? e porquê essas palavras?

     

    partilhe as suas palavras preciosas nos comentários! 

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    episódio do podcast pensatório – para ouvir AQUI

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    “Science has shown that we tend to make all sorts of mental mistakes, called “cognitive biases”, that can affect both our thinking and actions. These biases can lead to us extrapolating information from the wrong sources, seeking to confirm existing beliefs, or failing to remember events the way they actually happened!

    To be sure, this is all part of being human—but such cognitive biases can also have a profound effect on our endeavors, investments, and life in general.”

     

    artigo completo AQUI 

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    o Conselho Nacional de Educação publicou em Diário da República (n.º 135/2021, Série II de 2021-07-14) uma recomendação sobre a voz das crianças e dos jovens na educação escolar.

    Entendemos por “voz das crianças e dos jovens na Educação Escolar” a possibilidade e o direito das crianças e dos jovens terem oportunidade para exprimir as suas ideias e opiniões ao longo de todo o processo educativo, bem como de verem a sua participação ser respeitada e considerada em todas as opções que lhes digam respeito.

    Referimo-nos a várias dimensões transversais da voz: como instrumento de interação, de participação, de apropriação do conhecimento e de empoderamento social, promotores de desenvolvimento humano e de afirmação de cidadania.

    Não basta apenas ouvir a voz do aluno. Os professores têm um imperativo ético de fazer algo a esse propósito com os alunos, e é por isso que o envolvimento significativo dos alunos é vital para a melhoria da escola. (Fletcher, 2005)

     

    o documento reconhece que não tem havido uma prática de escuta por parte da comunidade escolar adulta perante as vozes das crianças e dos jovens: 

    Ouvir e considerar as opiniões dos/as alunos/as não tem sido uma preocupação frequente entre os profissionais de educação. Nas suas formas mais tradicionais, a escola desenvolveu uma cultura de transmissão de conhecimentos de sentido único: da escola para os alunos/as, com reduzidas possibilidades de acolher as suas intervenções.

     

    ainda que não tenha elementos estatísticos para partilhar consigo, a verdade é que a minha experiência itinerante com a filocriatividade, que me tem feito viajar e conhecer diferentes escolas por todo o país, tem-me dado a conhecer escolas muito diversas. escolas onde essa escuta acontece e tem consequências (por exemplo, é implementada uma sugestão de uma criança) e escolas onde a escuta acontece, sem consequências e escolas onde se ouve, mas não se escuta.

    devo dizer também que uma mesma escola pode albergar estilos diferentes, pois cada sala é uma realidade em si mesma. 

     

    voltarei à reflexão sobre este tema, nos próximos tempos, pois o documento merece uma leitura dedicada e demorada.  além disso, gostaria de fazer uma leitura acompanhada com alguns dos pensadores e pensadoras da filosofia para / com crianças e jovens, no sentido de compreender como é que esta área filosófica se constitui como um espaço de escuta de todas as vozes do grupo, indepentemente da sua idade: 

    A igualdade e o equilíbrio cognitivo entre todos os membros procuram materializar-se na própria ideia de comunidade. As perguntas filosóficas são feitas em comunidade, o que significa que não são dirigidas ao professor ou a outra figura tutelar do conhecimento, mas a quem está presente. Num espaço preferencialmente em círculo, em que não há posições físicas de destaque porque todos se sentam ao mesmo nível, fala-se no grupo, com o grupo e como um grupo. Isso não significa uma homogeneidade ou consenso permanente de posições. Antes, é sinónimo de construção de um espaço partilhado de vozes múltiplas que se tocam em confrontos e concordâncias. Cada um partilha ideias que, começando por serem suas, são colocadas no espaço comum do diálogo e da reflexão. Não é o professor que pergunta o que já sabe, aguardando que os alunos se juntem a ele num caminho trilhado e sem surpresas. São todos, professor e alunos, que acolhem filosoficamente as suas perguntas e procuram descobrir-lhes sentidos, detetar inconsistências, colocar hipóteses, matizar sentidos e até encontrar o seu irredutível incómodo. (Magda Costa-Carvalho

     

     

     

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    nos manuais de filosofia é comum encontrar-se a leitura de filosofia como amor à sabedoria. o professor António de Castro Caeiro apresenta-nos uma leitura diferente dos termos: filo como obsessão e sofia como transparência.

    a filosofia é um saber prático que lida com a opacidade, procurando ultrapassá-la. trata-se daquilo a que em inglês se chama skill, de uma técnica, de uma actividade que exige perícias.

    os filósofos e as filósofas são seres obcecados e obcecadas pela transparência, são agentes do adágio grego: saber é fazer. o saber prático resulta de uma transparência, da “resolução da opacidade”.

    “Os gregos acentuam precisamente a função prática de saber fazer”, diz-nos Caeiro na aula 1 do ciclo O que é a filosofia?, disponibilizado na plataforma spotify pelo CCB. 

     

     

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    o programa do 4.º congresso é bastante rico e inclui duas mesas dedicadas à filosofia para crianças, nas quais participam:

     

    • Dina Mendonça (Universidade Nova de Lisboa): Filosofia para Crianças e Filosofia das Emoções

    • Magda Costa Carvalho (Universidade dos Açores): A filosofia para crianças na Universidade

    • Florian Fraken Figueiredo (Universidade Nova de Lisboa): Philosophy for Children and new possibilities for the practice

    • Dilar Cascalheira & Chrysi Rapanta (Universidade Nova de Lisboa): Argumentação como método de ensino em Filosofia

    • Maria Teresa Santos (Universidade de Évora) Filosofia para Crianças: necessidades e possibilidades para a projetar nas linhas de um horizonte futuro

    • Joana Rita Sousa (Filocriatividade): Uma prática teórica, uma teoria prática: filosofia para crianças e criatividade

    • Tomás Carneiro (Investigador independente): Filosofia para crianças: uma filosofia do comum

     

    para mais informações sobre o congresso, visite o website da sociedade portuguesa de filosofia

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    clube leitura voz alta #filocri

    marque na sua agenda: o Clube de Leitura em Voz Alta #filocri volta a encontrar-se nos dias:

    26 de Setembro

    31 de Outubro

    21 de Novembro

    – domingos, às 11h15

     

    para saber mais sobre o Clube, leia este artigo.

    recordo que as inscrições são gratuitas. para receber o link para participar no encontro, inscreva-se AQUI

    apoio: PNL2027.

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    [arraste para o lado para ver todas as opções]

    #filocriatividade  está pronta para viajar até à sua escola ou biblioteca.

    ℹ️ além de desenvolver oficinas de filosofia para crianças e jovens (do pré-escolar ao secundário), também trabalho na área da formação de professores, educadores e outros agentes educativos

    ➡️ arraste para o lado para ver algumas das possibilidades de formação, que podem ser sujeitas a processo de acreditação junto do CCPFC

    📌 oficinas presenciais ou online

    📌 tópicos a ajustar de acordo com o n.º de horas da formação

    📌 formadora: joana rita sousa (filósofa, mestre em filosofia para crianças e formadora CCPFC na área de filosofia para crianças)

     

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    “A editora Livros Horizonte em parceria com a Fundação Rui Osório de Castro decidiram criar um projeto solidário em forma de livro.

    Xi-Coração à procura de um abraço é um livro infantil, uma história inspirada na mascote da Fundação e na importância do abraço. O  Xi-Coração é um boneco com um coração enorme e uns braços ainda maiores que estão sempre prontos para abraçar. O Xi-Coração pretende transmitir: proteção e aconchego, e é distribuído gratuitamente às crianças diagnosticadas com cancro. Este herói, que não deixa ninguém indiferente, teve agora a oportunidade de ver publicada a sua história em formato de livro.

     A história foi escrita e ilustrada por Natalina Cóias, que desde logo aceitou o convite de dar vida ao Xi-Coração e conseguiu transmitir, tanto nas palavras como na ilustração, o carinho e o conforto que todas as crianças precisam.

    A Fundação Rui Osório de Castro tem como objetivo principal apoiar e proteger as crianças com cancro e seus familiares concentrando a sua atividade em duas grandes áreas: informar, esclarecendo os pais e as crianças sobre questões relacionadas com o cancro infantil e promover a investigação contribuindo assim para o avanço da medicina nesta área. Desde junho de 2010 é reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social e de Utilidade Pública.

    Esta iniciativa, que pretende sensibilizar o público para a oncologia pediátrica, assumiu um compromisso solidário, pois na venda de cada exemplar, 1€ reverte para ajudar a Fundação e a oncologia pediátrica.

    O livro encontra-se disponível para venda no site da editora , na Feira do Livro de Lisboa (stand A. 87-91) e a partir de amanhã, 7 de setembro, vão poder encontrá-lo em livrarias por todo o país.”

     

    via Livros Horizonte 

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    indicadores de pensamento crítico

    no artigo 16 Characteristics Of A Critical Thinking ClassroomTerry Heick avança com uma proposta: encontrar alguns indicadores da presença do pensamento crítico na sala de aula. porém, o autor sublinha que, mais importante do que procurar indicadores claros que se colocam numa tabela, o professor ou professora devem procurar criar uma cultura de pensamento crítico na sala. 

    “(…) o pensamento crítico não parece ser uma instância cognitiva recorrente nos seres humanos, e por isso é necessário que ele seja fomentado e fortalecido através da educação, nas escolas e universidades. Os estabelecimentos de ensino, por sua vez, devem dedicar-se à implementação de uma cultura do pensamento que forneça estímulo constante ao desenvolvimento intelectual dos estudantes, para que assim eles sejam desafiados a estruturar argumentos adequadamente embasados para justificar as suas ideias, e tenham as habilidades e a disposição necessárias para avaliar as afirmações a que forem apresentados, bem como as suas próprias crenças e ideias mais arraigadas.” (Guzzo & Guzzo). 

    voltaremos à cultura do pensamento um pouco mais à frente. vejamos a proposta de Heick e alguns dos indicadores apontados no artigo:

    💬 as afirmações dos professores e dos alunos estão sujeitas a análise crítica, podendo ser revistas a qualquer momento

    💬 a imprevisibilidade, a incerteza e a disrupção são acolhidas pelo grupo

    💬 a aprendizagem acontece motivada pela investigação e pelo pensamento, mais do que pelos conteúdos

    💬 aprende-se o que é uma falácia e um viés de pensamento, a partir dos diálogos que acontecem em grupo

    💬 a humildade é praticada por todos, professores e alunos. dizer “não sei” ou “não tenho a certeza” faz parte do processo.

     

    como é que colocamos estes indicadores em prática? fica o aviso: não será fácil e não será espontâneo. do meu ponto de vista exige treino da parte do professor ou professora na sala, que deverá estudar e saber aplicar o pensamento crítico. além disso, exige uma atitude de disponibilidade para aceitar a incerteza e o erro. ainda que Terry Heick defenda que esta sala de aula se deixa guiar pelas perguntas dos alunos, mais do que pelos conteúdos, considero que é possível partir dos conteúdos para praticar o pensamento crítico.

    como?, pergunta o/ leitor/a. 

    partilho algumas sugestões:

    👉 aprenda o que é pensamento crítico e coloque em prática. 

    👉 reveja os conteúdos que tem para abordar em sala e procure terreno fértil para aplicar o pensamento crítico (por exemplo, para trabalhar o que é um argumento). este momento leva-o/a a repensar a forma como normalmente aborda os conteúdos e pode exigir que pense “ok, vou fazer de conta que nunca trabalhei o conteúdo X. como é que o poderia fazer e ao mesmo tempo trabalhar pensamento crítico com o grupo?” – ou seja, se calhar terá de abandonar os hábitos que já têm e criar outros. 

    👉 disponibilize-se a escutar as ideias e as perguntas dos alunos, pois por vezes são o ponto de partida para diálogos nos quais se podem treinar as falácias, por exemplo. 

    👉 crie momentos de diálogo em sala de aula. não precisa ser uma hora inteira, avance com 10 ou 15 minutos. 

    👉 não tenha receio de dizer “não sei” ou “não tenho a certeza” em frente ao grupo. ter consciência da nossa ignorância é um momento fundamental do pensamento crítico, para que possamos investigar mais e criar uma posição fundamentada sobre um tema. 

    👉 estabeleça pequenas metas e não procure atingi-las ao mesmo tempo. um passo de cada vez!

     

    tenho uma longa experiência de trabalho de mentoria, formação e consultoria com professores e educadores de várias disciplinas e graus de ensino que pretendem introduzir o pensamento crítico nas suas aulas. estou disponível para agendar um encontro (presencial ou online) no sentido de construirmos momentos de pensamento crítico 100% adaptados ao seu contexto. para o efeito, basta que me envie um e-mail para joana@filosofiaparacriancas.pt 

     

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    a cultura de pensamento em sala de aula 

     

    Uma cultura do pensar, argumenta Lipman, só pode ser criada a partir do comprometimento dos professores e da escola, com o desenvolvimento de habilidades cognitivas. A prática da maior parte dos professores, segundo Lipman, reflete um paradigma educacional tradicional, que objetiva a transmissão de conhecimento pronto e formatado do docente para o aluno, em um sistema no qual o professor é a autoridade detentora da informação, que precisa ser apreendida pelo aluno. Não há, dessa forma, grande espaço para o questionamento, para a investigação e para a discussão de ideias, e a sala de aula transforma-se em um espaço tomado pelo dogmatismo, um ambiente que tende a formar estudantes acríticos e passivos, incapazes de elaborar argumentos ou explicitar razões que sustentem as ideias com as quais tiveram contato em aula, e a questioná-las. (Guzzo & Guzzo). 

     

    mais do que uma competência, o pensamento crítico é uma atitude, uma disposição para encarar a realidade (escolar e não só):

    After watching the effect of disinformation on recent national and global events, it has occurred to me that critical thinking is less of a skill and more of a willingness or habit. In short, critical thinking is a mindset. As I’ve said before about reading–here, for example, in Why Students Should Read–is that while it’s important that students can read, it’s more important that they do read.

    And critical thinking–thinking rationally, with reason and evidence, humility and knowledge, understanding and skepticism–is similar: it’s important that students can think critically but it’s more important that they do think critically.

    In this way, critical thinking has to be a mindset. (Terry Heick

     

    pensamento crítico é prática – e por isso insisto tanto que o professor ou a educadora que queira levar o pensamento crítico para os seus grupos se veja como um aluno ou uma aluna e se predisponha a treinar o pensamento crítico. pessoalmente, é como se o treino do pensamento crítico fosse a oportunidade perfeita para não deixar de ser aluna. 

    ler e praticar pensamento crítico mantém-me perto do erro e daquela “f word” tão assustadora: falhanço. ainda que pareça algo super racional e alheado das emoções e do contexto onde é aplicado, o pensamento crítico é uma forma de praticarmos a nossa humanidade.

    voltarei a este tema num próximo artigo.

    até lá, acompanhe a filocriatividade aqui no blog, no instagram ou no facebook e também através da newsletter

     

    ❤️ se reconhece valor nos conteúdos que partilho por aqui, considere pagar-me um café.

     

     

     

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    nos últimos tempos tive encontros felizes com livros dedicados ao público juvenil e adolescente. estas 4 sugestões que partilho hoje são livros verdadeiramente perguntadores. 

    preparado/a para aumentar a sua lista de compras na feira do livro? vamos a isso!

     

    – coisas que acontecem, de inês barata raposo e susa monteiro (bruáa)

    – aqui é um bom lugar, de ana pessoa e joana estrela (planeta tangerina)

    – desvio, de ana pessoa e bernardo p. carvalho (planeta tangerina)

    – gosto, logo existo, de isabel meira e bernardo p. carvalho (planeta tangerina)

     

    conhece algum destes livros? tem outras sugestões de leitura para os jovens? partilhe nos comentários!

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    esta foi uma escolha difícil, pois tenho as estantes “a abarrotar” com #livrosperguntadores na categoria de livros infantis ou livros ilustrados.  defendo que estes livros são para todas as idades – e não estou sozinha a defender esta tese, tendo comigo a Júlia Martins (equipa PNL2027). nesse sentido, eu e a Júlia temos partilhado várias sugestões de livros no instagram (disponíveis na IGTV da filocriatividade). 

     

    👉 preparado/a para tomar nota das sugestões? vamos a isso!

    – selma, de jutta bauer (GATAfunho)

    – uma mesa é uma mesa. será?, de isabel martins e madalena matoso (planeta tangerina)

    – 29 histórias disparatadas, de ursula wolfel e neus bruguera (kalandraka)

    – balbúrdia, de teresa cortez (pato lógico)

    – 1.º direito, de ricardo henriques e nicolau (pato lógico)

    – o jaime é uma sereia, de jessica love (fábula)

     

    no instagram encontra outras sugestões, para o efeito pesquise por #livrosperguntadores. se tiver outras sugestões de livros perguntadores, partilhe nos comentários! 

     

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    imagem com fundo branco com a frase agenda #filocri

    eis  a agenda #filocri para o mês de Setembro:

    👉 o #ClubeDePerguntas está neste momento à procura de novos membros e o encontro online está agendado para 30 de Setembro;

    👉 cafés filosóficos em parceria com a @bertrandlivreiros  (nos dias 13 e 27 de setembro) e uma oficina na @oficina_local_carnide já no dia 4 de setembro; 

    👉 participação no 4.º Congresso Internacional da Sociedade Portuguesa de Filosofia, bem como no seminário organizado por Patricia Hannam e Joanna Hayes;

    📚 o Clube de Leitura em Voz Alta #filocri (@pnl2027) também está de volta, no último domingo do mês. trata-se de uma actividade gratuita, para miúdos e graúdos.

    💥 sem dúvida: Setembro é um mês de regresso, de começos e de recomeços. para mim é o primeiro mês do ano novo – a verdade é que eu funciono por anos lectivos!

    👉 ah! é verdade: as oficinas do Platão e #philoteen regressam em Outubro, assim como a 4.ª edição da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens (@fchcatolica)!