filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    joana rita #filocriatividade

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    comece por dividir o grupo em pequenos grupos (se estiver numa sala zoom, lembre-se da opção breakout rooms).

    cada grupo irá ler uma das histórias disparatadas (lembre-se: terá de pensar numa forma de fazer chegar a cada um dos alunos o texto respectivo).

    já em pequenos grupos: atribua um tempo para a tarefa de leitura da história e para identificar o disparate presente no texto.

    de volta ao grande grupo: cada um dos pequenos grupos partilha o disparate identificado, tendo de justificar por que é que se trata de um disparate. 

     

    algumas linhas de diálogo que este livro suscita:

    – o que é um disparate?

    – para quem é que X é um disparate?

    – por que é que fazemos disparates?

    – quem diz o que é um disparate e o que não é um disparate?

     

    uma outra proposta de trabalho, que poderá acontecer em grupo ou individualmente: pegar numa das histórias e imaginá-la sem disparates. como seria? 

     

    29 histórias disparatadas / Ursula Wolfel e Neus Bruguera / Kalandraka 

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    a música portuguesa a gostar dela própria

    o Tiago Pereira é responsável por um trabalho incansável de registo da música portuguesa, por esse país fora.

    tive a oportunidade de conversar com o Tiago em vários momentos, todos eles com carimbo GERADOR e fiquei rendida ao seu projecto.

    há dias encontrei este vídeo no mural de facebook do Miguel Bica. confesso que viajei para lá do projecto do Tiago, pois reconheci neste vídeo um potencial de diálogo filosófico. passo a explicar. 

     

    entre o “estás a ouvir bem?” e o “estás a ver-me bem?”

    nos últimos meses as frases mais repetidas foram “estão a ouvir?” ou o “não sei se estão a ver o meu écran”. conduzidos para o zoom, google meet ou outras plataformas semelhantes, a visão e a audição tornaram-se o nosso foco de acesso aos outros, aos conteúdos partilhados e por aí fora. 

    foi também durante estes meses que fui confrontada com algo novo para mim: ter uma pessoa cega em sala virtual, a participar numa formação. dei por mim a pensar duas vezes no vocabulário partilhado, a ter muito cuidado em ler aquilo que escrevia ou que partilhava, para que todos pudessem ter acesso. 

    este tweet também me chamou a atenção para a necessidade de ir além da nossa bolha e da nossa forma de aceder ao mundo: 

    tweet de um professor em resposta a outro. se clicar na imagem irá aceder ao tweet e poderá ser lido pelo seu programa.

     

    voltemos ao vídeo da “Ângela dança com auscultadores” 

    a minha proposta é fazer uma experiência de pensamento, em ambiente de oficina de filosofia, para pensar na importância dos sentidos no acesso ao mundo.

    a clássica pergunta: como é que conhecemos o mundo?

    e outras perguntas:

    que papel tem a experiência no acesso ao mundo?

    que papel têm os sentidos no acesso ao mundo?

    podemos dançar sem sequer estar a ouvir música?

    como dança alguém que não tem capacidade para ouvir?

    a música é algo exclusivo do ouvir? 

    porque é que a música é tão importante para nós?

    seria possível viver sem música? 

    como seria o mundo se não existisse música? 

    o que sente a Ângela ao dançar uma música que só ela ouve?

     

    – estas são algumas perguntas que este vídeo me provoca. se tiver outras sugestões de perguntas, pf partilhe nos comentários. 

     

     

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    …e uma formação para praticar o parar para pensar, na fábrica das artes (ccb), com walter kohan.

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    no próximo dia 12 de Outubro, às 18h30, há café filosófico online [Bertrand Livreiros]. junte-se a nós para pensar, com os outros, a partir da seguinte pergunta: 

    Como será acordar do outro lado do mundo?

     

    o valor da inscrição é 5 euros. pode saber mais  neste link.

     

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    “olá! eu sou a joana e colecciono perguntas!”

    partilho consigo perguntas trabalhadas e/ou sugeridas em

    – oficinas de filosofia (para crianças e jovens);

    – cafés filosóficos;

    – no #ClubeDePerguntas.

    algumas  perguntas surgiram-me durante o meu trabalho de preparação de oficinas e diálogos filosóficos. 

    tem sido um trabalho de “mineiro”, este de procurar e compilar as perguntas. estão “espalhadas” em cadernos e folhas, por aqui e por ali, no home office onde trabalho. 

    este será um artigo que vou actualizar com frequência. 

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    1 – Para que serve a filosofia?

    2 – O que não é filosofia?

    3 – O que é a filosofia?

    4 – É bom mudar de ideias?

    5 – O óbvio é aquilo que é verdadeiro?

    6 – O que nos diz a arte?

    7 – A arte é útil?

    8 – O que é a liberdade?

    9 – Podemos viver sem ideias?

    10 –  Como sabemos que existimos?

    11 – O que é a justiça?

    12 – Temos o direito de ofender os outros?

    13 – Há um limite para os elogios que podemos fazer?

    14 – É importante desobedecer? 

    15 – O que significa ser obediente? 

    16 – O que significa a palavra cidadania?

    17 – O que é a felicidade?

    18 – Porque é que os números nunca acabam?

    19 – Podemos parar o tempo?

    20 – O que aconteceria se amanhã acordasses do outro lado do mundo?

    21 – O que é uma pessoa? 

    22 – Quantas formas há para pensar o tempo?

    23 – O bem e o mal existem?

    34 – A filosofia tem respostas?

    35 – O que é uma pergunta?

    36 – O que é uma pergunta filosófica?

    37 – Qual o papel das emoções na tomada de decisões?

    38 – Qual é a diferença entre ser estranho e ser normal?

    39 – Como sabemos se estamos acordados?

    40 – Como seria o mundo se os animais falassem a nossa língua?

    41 – Como é que sabemos se amamos alguém?

    42 – Podemos viajar sem sair do mesmo sítio?

    43 – O que cabe dentro de um bolso?

    44 – Por que é que há dias que nunca acabam? 

    45 – Podes escolher quem és?

    46 – És igual aos outros?

    47 – Como vai ser quando eu for crescido/a?

    48 – O que pode uma pergunta? 

    49 – Será que um ateu é mais feliz do que um crente?

    50 – A confusão é uma coisa boa?

    51 – Há clareza sem confusão? 

    52 – O que diz o silêncio?

    53 – Um ateu é mais livre do que um religioso? 

    54 – O que é necessário para manter a mente activa?

    55 – O que é a inteligência?

    56 – O que é a inteligência humana?

    57 – O que é a inteligência artificial?

    58 – Como é que a emoção se relaciona com a inteligência? 

    59 – A actividade do corpo é necessária para a actividade da mente?

    60 – A liberdade aumenta a curiosidade?

    61 – Estar activo é um hábito ou uma necessidade?

    62 – Ser feliz é ser livre? 

    63 – Os hábitos têm uma dimensão moral? 

    64 – Como é que vive uma pessoa sem hábitos?

    65 – O que dizem os nossos hábitos?

    66 – Porque é que precisamos de hábitos? 

    67 – O que é um bom hábito?

    68 – O que é um mau hábito?

    69 – Há perguntas que não se devem fazer?

    70 – Há perguntas que não se podem fazer? 

    71 – O que pergunta uma pergunta?

    72 – Quando podemos dizer “não”?

    73 – Dizer não é sempre negativo?

    74 – O que significa errar? 

    75 – Errar é humano?

    76 – Ter hábitos é humano?

    77 – O que significa saber muitas coisas? 

    78 – O que é um imprevisto?

    79 – O tempo facilita-nos a vida?

    80 – O que acontece com o tempo?

    81 – Como é que sabemos que o tempo está a passar?

    82 – Porque é que há coisas que se gastam com o tempo?

    83 – Haverá alguma coisa que não mude com o tempo?

    84 – Para mudarmos temos de deixar passar tempo?

    85 – Podemos voltar atrás?

    86 – Podemos mudar num instante?

    87 – O tempo amolece-nos?

    88 – Os dias perdem ou ganham cor com o passar do tempo?

    89 – As ideias apodrecem com o tempo?

    90 – O tempo torna-nos mais fortes?

    91 – Podemos crescer com o tempo? 

    92 – Como é que algo feio passa a ser bonito?

    93 – Para onde vão os elásticos do cabelo?

    94 – O tempo fica mais rápido com o passar do tempo? 

    95 – Uma pergunta precisa de ponto de interrogação?

    96 – O relógio é dono do tempo?

    97 – Se o relógio parar, o mundo pára?

    98 – Se todos os relógios do mundo pararem, o tempo pára?

    99 – Quantas formas há para passar o tempo?

    100 – O que é que passa: o tempo ou nós?

    101 – Como é que sabemos que mudámos?

    102 – Precisamos dos outros para saber que mudámos?

    103 – Quem muda: eu ou a percepção que tenho de mim?

    104 – Mudar é algo que nos acontece?

    105 – Posso escolher mudar?

    106 – Perder tempo é uma forma de ganhar?

    107 – O que significa perder tempo?

    108 – Como é que se ganha tempo? 

    109 – Qual é o ritmo dos bons momentos? E dos maus?

    110 – O lento implica ganhar tempo?

    111 – O rápido pode ser sinal de perda de tempo?

    112 – Quem define a velocidade do tempo? 

    113 – O que é uma pergunta má? 

    114 – O que significa melhorar uma pergunta? 

    115 – Até onde se pode melhorar uma pergunta? 

    116 – As respostas ajudam a melhorar as perguntas? 

    117 – Há perguntas que não podem ser melhoradas? 

    118 – O que fazer com uma pergunta que já é mesmo boa? 

    119 – Como é que sei que aquela pergunta é boa? 

    120 – O contexto é importante para fazer uma pergunta boa ou má? 

    121 – Se treinar muito consigo melhorar as minhas perguntas? 

    122 – Posso ajudar outras pessoas a melhorar as perguntas? 

    123 – É arrogante pensar que umas perguntas são melhores do que outras? 

    124 – Como identificar uma pergunta boa? 

    125 – Como saber se uma pergunta é melhor do que outra? 

    126 – Quem diz o que é uma pergunta melhor? 

    127 – O que fazer com uma pergunta que já é mesmo boa?

    128 – Até que ponto o contexto é importante para fazer uma pergunta boa ou má?

    129 – Podemos perguntar sem pensar na resposta? 

    130 –  Há pessoas que são mais verdadeiras do que outras?

    131 – Só mente quem sabe a verdade?

    132 – Há boas razões para mentir?

    133 – Há boas razões para não dizer a verdade?

    134 – Posso ser verdadeiro e dizer mentiras?

    135 – Para ser verdadeiro tenho de dizer a verdade a toda a hora?

    136 – Mentir pode salvar uma vida?

    137 – Posso dialogar comigo mesmo? 

    138 – Preciso dos outros para haver diálogo? 

    139 – O que esconde a máscara?

    140 – Como seria se não tivessemos casa?

    141 – Como é possível estar próximo e manter a distância?

    142 – Como lidar com o medo de algo que não se vê?

    143 – Quando é que a nossa casa passa a ser uma prisão?

    144 – Uma prisão pode ser a casa de alguém?

    145 – Como é que um prisioneiro vive a liberdade? 

    146 – O que torna uma flor numa flor bonita?

    147 – A felicidade torna as coisas bonitas?

    148 – A tristeza torna as coisa feias?

    149 – Será que o nada existe? 

    150 – A morte é o fim de tudo? 

    151 – Como seria se houvesse uma cura para tudo?

    152 – E se o mundo fosse uma grande simulação?

    153 – Por que é que o simples é tão difícil?

    154 – É divertido ser invulgar? 

    155 –  A normalidade existe?

    156 – O que é o novo normal?

    157 – O que significa ser amigo de alguém?

    158 – As pessoas podem mudar? 

    159 – O que é a amizade?

    160 – O que aconteceria se cada um de nós pensasse de forma autónima?

    161 – O que é a autonomia de pensamento?

    162 – Será que o meu corpo existe?

    163 – Será que o vento cresce?

    164 – Será que o silêncio enfraquece?

    165 – Será que a liberdade existe?

    166 – Será que o futuro muda?

    167 – Será que o silêncio cresce?

    168 – Será que as palavras existem?

    169 – Será que a sabedoria enfraquece?

    170 – Será que o universo tem uma razão? 

    171 – Será que a verdade muda?

    172 – Será que a educação enfraquece?

    173 – Será que a inteligência cresce? 

    174 – Será que o tempo enfraquece vida?

    175 – Será que a beleza tem uma razão?

    176 – Será que existe a verdade? 

    177 – Será que a escravatura continua?

    178 – Será que existe um conhecimento universal?

    179 – Será que posso mudar a realidade?

    180 – Será que tenho uma razão para acreditar em deus? 

    181 – Será que o futuro é infinito?

    182 – Será que os humanos são uma ilusão?

    183 – Será que o tempo é infinito? 

    184 – Será que o mundo é real?

    185 – Será que a realidade é útil?

    186 – Será que a arte é bela?

    187 – Será que a escravatura é invisível?

    188 – Será que a liberdade é uma ilusão?

    189 –  Será que o tempo é uma ilusão?

    190 – Será que a morte é uma ilusão?

    191 – Será que a liberdade é infinita?

    192 – Será que o prazer é belo?

    193 – Será que o silêncio é útil?

    194 – Será que o universo é infinito? 

    195 – Será que a liberdade é real?

    196 – Será que o caos é bom?

    197 – Será que a verdade é ilusão?

    198 – Será que a dor é útil?

    199 – Será que a inteligência é invisível?

    200 – Podemos congelar parte do corpo?

    201 – Podemos sentir a escuridão?

    202 – Podemos escapar à morte? 

    203 – Podemos sentir deus?

    204 – Podemos possuir o tempo? 

    205 – Podemos encolher o tempo?

    206 – Podemos ver deus?

    207 – Podemos escapar da educação? 

    208 – Podemos escapar à gravidade?

    209 – Podemos congelar o tempo? 

    210 – Podemos tocar no amor?

    211 – Podemos encolher a realidade? 

    212 – Podemos controlar a dor?

    213 – Podemos congelar a beleza?

    214 – Podemos controlar o tempo?

    215 –  Podemos aniquilar a dor?

    216 –  Podemos sentir o silêncio?

    217 – Podemos escapar à morte?

    218 – Podemos sentir o tempo?

    219 –  Podemos criar o passado?

    220 – Podemos perder os amigos?

    221 – Podemos escapar à natureza? 

    222 – Podemos ver a verdade?

    223 –  Podemos controlar o conhecimento?

    224 – Podemos escapar à verdade?

    225 – Podemos criar o tempo?

    226 – Podemos tocar o silêncio?

    227 – Podemos aniquilar palavras? 

    228 – Será que o tempo é real?

    229 – Será que o meu corpo é real?

    230 – Será que o amor é infinito?

    231 – Será que a autoridade é útil?

    232 – Será que há palavras que são invisíveis?

    233 –  Será que a felicidade é uma ilusão?

    224 – Será que o caos é belo?

    225 –  Podemos criar o passado?

    226 – Podemos perder os amigos?

    227 – Podemos escapar à natureza?

    228 – Podemos ver a verdade? 

    229 – Será que a dor é útil? 

    230 – Será que há vicíos bons? 

    231 – Podes escolher quem és?

    232 – Qual é a diferença entre ser estranho e ser normal? 

    233 – O consenso é uma coisa aborrecida?

    234 – Como seria se conseguisses ver os pensamentos das outras pessoas? 

    235 – É imoral ter filhos? 

    236 – Podemos fazer humor a partir do sofrimento de alguém

    237 – O que te faz mexer os ossos? 

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    👉 o Tomás Magalhães Carneiro disponibiliza uma colecção de perguntas bem generosa. pode consultar AQUI

    👉 no instagram pode pesquisar por #umaperguntapordiaFILOCRI

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    o NEFI – Núcleo de Estudos de Filosofia da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) proporciona há muitos anos um encontro entre autores/as e leitores/as, entre investigadores e investigadoras.

    a publicação childhood & philosophy é uma referência incontornável para quem investiga na área da filosofia para/com crianças. 

    recentemente foram publicados trabalhos de investigadoras portuguesas, Magda Costa Carvalho e Filipa Igrejas, que podem ser descarregados gratuitamente no website. 

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    o trabalho da investigadora Lara Sayão sobre as Olimpíadas da Filosofia no Rio de Janeiro também está disponível para consulta e pode ser descarregado aqui.

     

    A Comunidade da Infância é o contributo de David Kennedy para as edições NEFI: 

    “Este livro, A comunidade da infância, é uma forma encontrada para assegurar a presença de David Kennedy entre nós, que tanto o admiramos. Entretanto, resta algo que não se sabe dizer sobre David Kennedy. Como algo que escapa, que foge ao domínio da escrita. David parece nos alertar para algo que permanece infantilmente sem palavra na linguagem. David não se apresenta de imediato. Sua escrita, em voltas, por aproximações e distanciamentos, revela conhecimentos e saberes acerca da infância para tocar aquilo que infantilmente deixou de ser enunciado e escapa à apreensão adulta dos dizeres acadêmicos. Depois de afastar-se do que foi dito, quando retorna, é pelo avesso. Nesse deslocamento necessário de um tempo presente, adulto, ele alcança uma temporalidade infantilmente disponibilizada, escrevendo sobre a infância como se estivesse por aprender a fazê-lo a cada vez.”

     

    vale a pena visitar o website das edições NEFI, pois nele encontra trabalhos muito ricos em torno da filosofia e da infância. 

     

     

     

     

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    Oficina online sobre filosofia e criatividade, para arrumar as ideias – e os dias.

     

    Neste workshop, o primeiro desafio passa por parar para pensar. Segue-se a partilha de algumas técnicas que se podem transformar em hábitos e mudar o teu dia-a-dia. A filosofia e a criatividade seguem a teu lado para te munir de ferramentas simples e provocadoras ajudando na gestão do teu tempo.

     

    Info: Academia Gerador

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    A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida. Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos: “Como se chama?”. Depois segue-se o “Como está?” e a conversa de circunstância que começa com perguntas.

    No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. Como fazer perguntas simples? O que fazer para tornar as perguntas mais claras?

     

    Nesta oficina vamos praticar a pergunta, exercitando o pensamento crítico e o pensamento criativo, bem como o pensamento colaborativo.

     

    A quem se destina? A entrada é permitida a quem quer perguntar.

     

     Tópicos:

    • O que é uma pergunta?
    • Como perguntar de forma simples?
    • O que torna uma pergunta clara e distinta?
    • O que pergunta uma pergunta?

     

     Autores de referência:  René Descartes, Platão, Edward de Bono, Robert Fisher

      Duração: 10h (6h síncronas + 4h assíncronas) 

     Funcionamento da oficina:  Haverá sessões online, via zoom e síncronas, para a parte mais teórica da formação e para permitir o pensamento colaborativo e trabalho em grupo.

    Também vamos trabalhar colaborativamente através da Google drive, havendo acompanhamento de trabalho através da Google classroom.

     

     Sobre a formadora:

    Joana Rita Sousa é filósofa, formadora e mestre em filosofia para crianças. Trabalha na área da filosofia aplicada desde 2008.

     

     Calendário: 

    1.ª sessão síncrona 2h – 19 de Outubro, segunda, 18h30/20h30

    2.ª sessão assíncrona 2h

    3.ª sessão síncrona 2h – 2 de Novembro, segunda, 18h30/20h30

    4.ª sessão assíncrona 2h

    5.ª sessão síncrona 2h – 16 de Novembro, segunda, 18h30/20h30

     

    Inscrições e informações disponíveis junto da Bertrand Livreiros.

     

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    no próximo dia 5 de Outubro são lançadas novas obras editadas pelo NEFI. este lançamento está inserido no X Colóquio Internacional de Filosofia e Educação [online] que acontece entre os dias 5 e 9 de Outubro. 

    consulte a programação completa AQUI. 

     

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    no início do mês de Setembro, os membros do #ClubeDePerguntas receberam, via e-mail, um desafio para praticar o perguntar.

    foram convidados a criar um quantos queres.

    quem se lembra do quantos queres? é um objecto do qual gosto muito, pois implica um lado lúdico, a construção de um objecto que podemos fazer a partir de uma simples folha de papel e também implica imaginação, na forma como o decoramos.

     

    depois de fazer o quantos queres, o convite era o de preencher o interior com oito conceitos: 

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    o passo 3 consistia em brincar com o quantos queres para obter duas palavras. tendo as duas palavras escolhidas, aleatoriamente, partimos para as perguntas.

    no desafio de setembro houve quem trabalhasse perguntas para cada uma das palavras e quem tentasse fazer perguntas conjungando as duas palavras.

    não há uma única maneira de resolver os desafios e conto com a forma de cada um dos membros em agarrar o desafio. 

     

    todos os meses haverá um desafio diferente. a subscrição do #ClubeDePerguntas é mensal e implica um investimento de 10€. pode inscrever-se aqui no formulário.

    vamos a isto? 

     

     

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    Copy of Horários disponíveis para tutorias de

     

    O que são as tutorias de filosofia? 

    📌 Trata-de de um trabalho de aprofundamento a partir dos conteúdos dos programas do 10.º e 11.º com base nos diálogos filosóficos. 

     

    O trabalho é individual?

    📌 Sim, a tutoria funciona num regime one-to-one (aluno e professora), em horário a acordar.

     

    Qual é a diferença da tutoria para as explicações? 

    📌 A base da tutoria colhe da metodologia e da estrutura da filosofia para crianças e jovens. Ao mesmo tempo que aprendemos os conteúdos programáticos, colocámos em prática competências do pensamento crítico e do pensamento criativo. O trabalho é ajustado e pensado “à medida” de cada aluno. A prática do pensamento crítico é algo que irá ajudar o seu filho ou a sua filha noutras áreas disciplinares, não somente na filosofia. 

     

    Como faço para inscrever o/a meu/minha filho/a?

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    estas acções estavam pensadas para aquele distante mês de março durante o qual o mundo mudou. parece que já foi há muito, muito tempo!

    em ambiente clean & safe, a Malaposta acolhe as oficinas de filosofia para famílias e um café filosófico, nos dias 10 e 11 de outubro, respectivamente. 

    para mais informações, visite o website da Malaposta.

     

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    para ler, na íntegra, AQUI.

     

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    O que é? 

    A Roda de Diálogos Filosóficos pretende criar um espaço e tempo [online] para que os facilitadores na área da filosofia para crianças e jovens / filosofia com crianças e jovens / filosofia com comunidades possam ter a experiência da orientação de uma oficina de filosofia, num ambiente seguro.

    De forma mais simples: são simulações de oficinas que podemos vir a desenvolver junto das nossas comunidades (de investigação filosófica). 

    Como funciona? 
    Em cada Roda de Diálogos Filosóficos há um facilitador, há participantes e há observadores (se o facilitador assim o entender). Estes papéis rodam entre aqueles/as que quiserem juntar-se à Roda. 

     

    Quando inicia?

    Em Outubro. Durante os meses de Agosto  e de Setembro estou a recolher os e-mails dos interessados para escolhermos as datas possíveis para andarmos à Roda (no Diálogo!).

    A Roda de Diálogos Filosóficos é uma iniciativa da Joana Rita Sousa (filocriatividade).

    A participação é gratuita. 

     

    Se pretende participar na Roda dos Diálogos Filosóficos preencha o formulário.

     

     

     
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    não é a primeira vez que converso com pessoas através do google doc – é algo que já aconteceu a propósito de outros temas: no shifter conversei com o Pedro Rebelo sobre fake news e influenciadores; com o Pedro Ramos conversei sobre produtividade e preguiça

    com o Luís Cristóvão tive a oportunidade de falar sobre futebol e filosofia. 

     

    depois de conhecer o trabalho da Ana Sofia Nunes, mediadora cultural, surgiram-me algumas perguntas e foi assim que surgiu esta conversa, à distância. 

     

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    [Joana] Ana, estou curiosa para saber o que faz, em concreto uma mediadora cultural. Podes ajudar-me?

     

    [Ana] A minha noção de mediação cultural abrange várias coisas. Boa parte do meu trabalho é estudar história e objetos. Eu sou mediadora cultural em museus, o que implica que eu conheça a história dos museus onde trabalho bem como as suas coleções/exposições. A minha função central é dar a conhecer às pessoas que conteúdos são esses, de forma pedagógica, em que podemos partir de um objeto ou de uma exposição e criar várias narrativas, algumas delas revisitando assuntos na nossa sociedade atual. Ser mediador cultural é ser reflexivo, questionador, instigador…desempenhar um papel transformador ao nível educativo, cívico. O mediador cultural estabelece, mesmo que momentaneamente, uma relação com as pessoas com quem está, sejam crianças ou adultos. Importa tornar a participação das pessoas na visita/atividade relevante, mediando assim a construção de um significado tanto em relação ao museu em si, como em relação às narrativas que o objeto/exposição proporcionou. Tudo isto é realizado com base numa linguagem clara para que seja acessível a todos, independentemente da sua bagagem cultural ou académica.

     

    [Joana] Temos em comum esta questão de apresentar algo que pode ser distante ao público, de forma acessível, clara e simples. Já pensei em apresentar-me como uma mediadora filosófica. Para ti tem algum sentido? Ou é um abuso face à noção de mediador? 

     

    [Ana] Visto que tu estudas a filosofia e a tornas acessível a outras pessoas, e que também o fazes com objetivos pedagógicos, não considero que seja um abuso de todo. Mediar, no sentido do significado da palavra, é criar pontes, ligações. Ser mediador é, para mim, ser mais que um facilitador, na medida em que a pedagogia e a educação estão sempre presentes. Revês-te nesta descrição?

     

    [Joana] Sabes, a palavra facilitador é aquela que se usa, de forma mais comum, para descrever a pessoa que “ministra” ou que “orienta” as oficinas de filosofia para crianças e jovens. Na minha dissertação de mestrado apresento uma proposta diferente, brincando com o fácil (presente na palavra facilitador) e o difícil. Sugiro que se nomeie dificultador ao (outrora) facilitador. É um bocadinho provocador, mas eu sustentei a coisa com jogo de cintura académico! Agora que penso na palavra mediador, tal como a descreves, começo a perceber que poderá ser uma alternativa muito clara para dar a conhecer o que fazemos. Vou pensar nessa possível adopção. Obrigada por me ajudares a pensar nisto! 

     

    [Ana] Pelo que percebi, nas tuas sessões, tu respondes com perguntas às perguntas que foram feitas certo? Acontece-me com alguma frequência nas visitas que faço, quer com crianças quer com adultos, os participantes procurarem respostas definitivas a algumas perguntas que têm. Noto que todos procuram uma verdade absoluta e nem sempre isso é possível. A História, enquanto área do conhecimento, tem-nos possibilitado conhecer melhor o passado mas conforme a tecnologia avança ou outras pesquisas se realizam, novas descobertas são feitas. É por isso que faço questão de frisar, nas minhas visitas, que “de acordo com as investigações feitas, o acontecimento “y” passou-se assim”, o que não significa que daqui a uns anos se descubram coisas que mudem completamente a narrativa…até porque, conforme se mudam as perspetivas, também as narrativas mudam.

     

    [Joana] A filosofia para crianças e jovens tem a pergunta como base e é comum esse gesto de devolver a pergunta à criança que a faz. É importante dar espaço e tempo para as perguntas das crianças e também fazer espelho das suas perguntas. O que é que a pergunta da Mariana está a perguntar? O que pretende saber? Precisamos esclarecer algo na pergunta antes de investigar a sua resposta? É muito neste sentido que acontece o tal “responder à pergunta com perguntas” de que falas. 

     

    [Ana] Quais foram as questões mais constrangedoras com as quais te deparaste nas oficinas de filosofia com crianças?

     

    [Joana] Há temas ou situações que trazem constrangimento – sobretudo para nós, adultos. Lembro-me de perguntas que surgem espontaneamente e que tratam de temas densos como a vida para lá da morte ou da existência (ou inexistência) de deus. As crianças perguntam mesmo por estas coisas e muitas vezes isto surge no seguimento de um diálogo que não o fazia prever. Como é que lido com estes temas? Bom, trato-os como trato os outros, assumindo que é a curiosidade da criança que a está a conduzir. Não estou ali para dar respostas, muitas vezes apresento possibilidades de respostas que depois temos (eu e as crianças) de investigar, de questionar e avaliar. Lembro-me de um dia ter chegado a uma escola e as crianças estarem assustadas com uma figura, a “maria sangrenta”, uma figura imaginária e, pelos vistos, assustadora que estava nos espelhos. A oficina desse dia serviu para que me explicassem o que era e qual a razão para ter medo disso. Nesse dia distinguimos ou trabalhámos o tema da realidade versus fantasia. Resultado? A maria sangrenta, deus, o pai natal e as fadas foram “arrumadas” na gaveta das coisas que são fantasia. Agora imagina a criançada a chegar a casa e a questionar os pais se deus e as fadas são da mesma “família” – será sempre mais constrangedor para os adultos, que têm mais ideias feitas sobre as coisas. 

     

    [Ana] Tens trabalhado com educadores e professores em ações de formação. Consideras que há um interesse crescente na filosofia para crianças ou ainda é muito subtil?

     

    [Joana] A formação para educadores e professores  foi algo que comecei a fazer ao mesmo tempo que estava no terreno a desenvolver oficinas para crianças e jovens. O meu projecto sempre teve um cariz itinerante e muitas vezes aproveitava a viagem para trabalhar com estes dois públicos: professores e educadores (e outros agentes educativos) e com as crianças e jovens. Foi nesses moldes que viajei até ao Faial, ao Funchal, a Maputo, a Braga, a Faro, a Águeda – isto só para nomear alguns espaços onde já trabalhei. A riqueza da itinerância é a possibilidade de conhecer e trabalhar em contextos diversos.

    Noto que há interesse; o crescimento tem flutuado ao longo destes 12 anos, pelas mais diversas razões (económicas, por exemplo). Os adultos que me procuram para formação estão verdadeiramente interessados e querem mesmo aprender e fazer um trabalho sério. Esta é uma boa premissa para trabalhar, mesmo que não sejam muitas as pessoas nesta sintonia. Menos é mais, pois é importante a seriedade do trabalho. 

    E agora pergunto eu: qual é interesse, que movimento há de procura em torno da mediação cultural? 

     

    [Ana] A mediação cultural é uma área que tem vindo a crescer em Portugal no sentido em que nos anos 80 houve um crescente boom no que respeita à criação de serviços educativos nas instituições culturais. Há quem não concorde com a designação “serviço educativo” mas é a que encontras maioritamente. Estes serviços foram pensados para trabalhar a parte educativa daquilo que são os conteúdos das instituições, o seu objeto de estudo. A procura da mediação justifica-se no sentido em que mediar uma exposição/coleção/objeto não é fazer uma visita guiada como muitas vezes observas em tours, nem colocar as crianças fazer trabalhos de expressão plástica sem sentido, só porque sim. A mediação cultural implica algo mais profundo como referi anteriormente. O movimento de procura de bons mediadores tem crescido da mesma forma que algumas instituições culturais estão cada vez mais conscientes do seu papel na sociedade civil. 

    [Joana] Uma curiosidade: qual foi o “objecto” mais difícil de mediar junto do público infanto-juvenil? 

     

    [Ana] Não foi propriamente um objeto, foi uma exposição chamada “Convivência(s). Lisboa Plural” do Museu de Lisboa. Foi difícil no sentido que eram abordados três assuntos dados a polémica: convivências religiosas, escravatura e relações entre estrangeiros. Embora toda a exposição fosse “um poço de assuntos controversos”, a parte do rapto e venda de pessoas escravizadas foi aquela em dei por mim a pensar como é que iria abordar os assuntos tendo em conta que alguns dos participantes tinham origem africana. Por vezes não sei quem fica mais constrangido, se eles se eu. Não queria de modo algum que o assunto os fizesse sentir inferiores; por outro lado, não posso deixar de falar das coisas, muito mais tendo em conta o nosso recente passado colonial que ainda está tão enraizado nas coisas banais do nosso dia a dia. Estes assuntos têm mesmo de ser abordados, assumidos, para que se possa dar um passo em frente, percebes o que quero dizer? 

     

    [Joana] Sim, percebo a pertinência dos temas. E agora uma curiosidade: qual é o teu processo de apropriação, de estudo, dos espaços que vais mediar? 

     

    [Ana] Descrevo-te o cenário: em cima da mesa ficam livros, cadernos de estudo onde faço apontamentos e esquemas, faço pesquisas na internet, vejo documentários… e várias visitas à exposição em causa. Sempre que me surgem dúvidas aponto e depois também acabo por me esclarecer com colegas que dominam mais aquele assunto bem como com os coordenadores/diretores. São várias horas de estudo para estruturar uma narrativa que depois varia consoante as perguntas ou interesses dos participantes. Se sei antecipadamente que vou fazer uma visita a estudantes de design foco o meu estudo nessa área tendo em conta aquilo que a exposição me dá. Outras vezes são os próprios professores que me pedem para abordar determinado tema/facto. Tenho sempre um fio condutor mas não há duas visitas iguais. Também é por isso que estou sempre a aprender coisas novas, pois os participantes também trazem consigo as suas vivências, os seus saberes.

     

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    Quem é a Ana?

    A Ana Sofia Nunes é mediadora cultural e da leitura/educadora. Acredita no poder da Educação, da Cultura e das Artes nas suas várias vertentes enquanto pilares transformadores da sociedade: uma sociedade mais justa, humanista e igualitária, composta por cidadãos com capacidade de pensamento crítico.  Podem conhecer melhor o seu trabalho no website, no instagram e no facebook.