filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    um conjunto de facilitadores e investigadores na área da filosofia para crianças e jovens criou este documento que poderá ser muito útil em tempos “cóvidianos”. 

    o propósito do documento é bastante claro na primeira página; nunca é demais lembrar que é importante sabermos quais são as regras WHO/DGS nos espaços onde vamos trabalhar. 

    a partir deste documento, podemos adaptar algumas das ideias à realidade que encontrarmos no regresso às aulas e/ou aos contextos onde habitualmente levamos a cabo as oficinas de filosofia. 

     

     

     

     

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    The believing and doubting game was invented by Peter Elbow (‘Writing Without Teachers’, Oxford University Press, 1974). I’ve used it many times in an adapted way for P4C and in other educational contexts.

    IN GROUP DIALOGUE

    1. A view is advanced by pupils or the teacher. First, all members of a group work together to support the view. They try to come up with the best justifications they can. The are ‘believers’. Then they all switch perspective and turn into ‘doubters’. They try to list the best reasons to doubt the view in question.

    2. After the whole group has worked together, individuals can then consider the points raised and seek clarification and understanding by asking questions. Then put forward their own judgements and give
    reasons. Those reasons often involve an explanation of which justifications, doubts and criticisms were most important to them.

    ADVANTAGES

    1. Finding a worthy rival. Many facilitators of group dialogue will say: “Imagine what someone who disagreed with you might say”. This is a good move but rarely one that is taken seriously enough. It’s a worthwhile challenge to make the best argument you can against your own. The believers and doubters game is a structured activity to make sure rival ideas are explored.

    2. Delaying the influence on the outcome of the most dominant, respected or articulate members on the group. Those members begin by putting their influence and abilities to use trying to support arguments other than their own.

    3. Taking the pressure off one member of the group who is might otherwise be arguing alone for a point of view.

    The believing and doubting game is a simple and effective activity that can be used for small-group breakouts or in whole-group discussions.

    IN READING

    When reading texts, students can be encouraged to read first as ‘believers’ (wanting to understand fully what a writer has to say) and then as ‘doubters’ (with their own flow of critical questions in response to the text).

    IN WRITING

    Writers can be encouraged to read their own writing as they would read texts written by others – first, by making their own arguments and perspectives as strong as possible and second, by doubting and
    questioning what they write in order to uncover weaknesses and imagine responses from other readers with different perspectives.

     

    Steve Williams

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    A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida. Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos: “Como se chama?”. Depois segue-se o “Como está?” e a conversa de circunstância que começa com perguntas.

    No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. Como fazer perguntas simples? O que fazer para tornar as perguntas mais claras?

     

    Nesta oficina vamos praticar a pergunta, exercitando o pensamento crítico e o pensamento criativo, bem como o pensamento colaborativo.

     

    A quem se destina? A entrada é permitida a quem quer perguntar.

     

     Tópicos:

    • O que é uma pergunta?
    • Como perguntar de forma simples?
    • O que torna uma pergunta clara e distinta?
    • O que pergunta uma pergunta?

     

     Autores de referência:  René Descartes, Platão, Edward de Bono, Robert Fisher

     Duração: 10h (sessões síncronas e assíncronas) 

     Funcionamento da oficina:  Haverá sessões online, via zoom e síncronas, para a parte mais teórica da formação e para permitir o pensamento colaborativo e trabalho em grupo.

    Também vamos trabalhar colaborativamente através da Google drive, havendo acompanhamento de trabalho através da Google classroom.

     

     Sobre a formadora:

    Joana Rita Sousa é filósofa, formadora e mestre em filosofia para crianças. Trabalha na área da filosofia aplicada desde 2008.

     

     Calendário: 

    1.ª sessão síncrona 2h – 17 de Agosto, quinta, 18h30/20h30

    2.ª sessão assíncrona 2h

    3.ª sessão síncrona 2h – 24 de Setembro, quinta, 18h30/20h30

    4.ª sessão assíncrona 2h

    5.ª sessão síncrona 2h – 1 de Outubro, quinta, 18h30/20h30

     

     

    Informações e inscrições junto da Bertrand Livreiros

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    Série de grande sucesso da Netflix, Dark nos surpreende com suas diversas reflexões acerca do modo como nos relacionamos com o tempo, com as nossas escolhas e percepções diante da vida. Ao longo da estória, as personagens se envolvem em diversas situações dilemáticas e conflitantes, nos levando a pensar sobre como nós agiríamos se pudéssemos modificar o passado, o presente e o futuro.

    Do ponto de vista filosófico, por exemplo, muitas questões podem ser observadas ao longo das três temporadas e filósofos como Zenão, Heráclito, Platão, Kant, Nietzsche e tantos outros, facilmente identificados. Desta forma, a série Dark apresenta-se como fonte fecunda de pensamento e indagação a respeito das leis da física e da natureza humana, partilhando teorias e ideias advindas de grandes pensadores como é o caso de Nietzsche e o seu conceito de eterno retorno. Mas, o que significa “eterno retorno”?

     

     

    …”Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer e cada suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente grande e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder novamente, tudo na mesma sequência e ordem – e assim também essa aranha e esse luar entre as árvores, e também esse instante e eu mesmo. A perene ampulheta do existir será sempre virada novamente – e você com ela, partícula de poeira! Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal em que respondereis: “Tu é um deus, e nunca ouvi nada mais divino!”

    – Nietzsche, Gaia Ciencia, §341

     

     

    Como se pode observar, Nietzsche nos convida a reavaliar a forma como nos posicionamos diante da vida e encaramos nossa existência, ou seja, aceitamos a vida como ela se apresenta, com suas dores e alegrias, ou vivemos em negação, fugindo de tudo? Desta forma, o conceito de eterno retorno nos serviria para repensarmos o modo como percebemos a vida, já que tal possibilidade, de repetição eterna dos acontecimentos, nos provocaria para tal reflexão.

    Mais do que uma metáfora para avaliarmos a nossa postura diante da vida, o conceito nietzschiano também pode ser interpretado como possibilidade cosmológica para descrever o funcionamento cíclico do universo. Tal perspectiva, se fundamenta na ideia de que o devir temporal seria infinito enquanto a matéria do universo seria finita, ou seja, em algum momento, seja o tempo que isso levar, tudo inevitavelmente teria que se repetir no universo, inclusive as nossas próprias existências. Neste sentido, o conceito de eterno retorno também compreenderia aspectos físicos da natureza, algo que pode ser verificado no movimento cíclico dos astros, das estações do ano e assim traduzidos por vida e morte, dia e noite e tudo mais que se repete na natureza.

    Na série, tanto seu aspecto metafórico, para se repensar posturas diante da vida, quanto sua dimensão cosmológica são explorados, nos colocando num verdadeiro labirinto que desafia o raciocínio lógico e mental. Desta forma, Dark caracteriza-se como excelente recurso para a compreensão de diferentes questões filosóficas, tais como: Somos realmente livres? Quais são os limites e as possibilidades de nossas ações? O que é possível para o homem conhecer? Quais são os impactos de nossas escolhas? Aceitamos a vida como ela é ou gastamos nosso tempo e energia tentando mudar tudo a nossa volta?

     

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    conheci o Leandro no instagram e após o seu LIVE sobre Dark e Nietzsche desafiei-o a escrever um artigo sobre o assunto para publicar aqui no blog. 

    obrigada, Leandro! 

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    tal como Hildegarda, Pizan não consta dos livros de referência da história da filosofia, como a enciclopédia Logos. porquê? o que é que uma mulher tem de fazer para constar na história da filosofia? quantas obras tem de escrever? que temas tem de abordar? que percurso académico tem de ter?

    ficam as perguntas que mobilizam as investigadoras e os investigadores do projecto Uma Filósofa por Mês, com quem tenho aprendido tanto.

     

    agora é tempo de dar a voz a Pizan.

    Christine de Pizan foi uma poetisa e filósofa, bem como uma acérrima defensora do papel das mulheres na sociedade. 

    nasceu em 1363, em Veneza e cedo passou a viver em França, em conjunto com a família (o pai trabalhou na corte francesa). o ambiente no qual cresceu e foi educada alimentou os seus interesses intelectuais. casou aos 15 anos e teve três filhos (um deles faleceu ainda em criança). quando se vê viúva e com dívidas começa a trabalhar como escritora de forma a sustentar-se e à família. 

    Esta filósofa medieval, uma das primeiras mulheres a viver de sua pena, é amplamente conhecida pelas feministas, mas escassamente trabalhada no campo disciplinar da filosofia. Imerecidamente, já que suas obras desenvolvem rica argumentação filosófica, política, utópica e educacional. Uma de suas principais obras, A Cidade das Damas, constitui uma impressionante coleção argumentativa em prol da autonomia e independência racional, cognitiva, moral e política das mulheres. (Uma Filósofa por Mês)

     

    neste contexto não seria comum uma mulher viver do seu trabalho da escrita, tal como refere Ana Rieger Schmidt:

    De modo geral, era muito incomum que mulheres desenvolvessem a prática da escrita na Idade Média fora dos contextos monásticos, onde a educação religiosa vinha acompanhada de certa instrução. Cabe notar que esse fato se reflete na iconografia da época, onde são raras as representações de mulheres autoras ou como autoridades intelectuais. Nesse sentido, as ilustrações de Pizan estudando entre os livros, escrevendo e discutindo com homens em nítida posição de autoridade são surpreendentes e pouco comuns (Cf. Renck, 2018). 

    Pizan era conhecedora de várias obras de referência da filosofia

    De fato, as evidências documentadas do seu conhecimento de obras filosóficas são vastas. Por exemplo, no Livre des faits et bonnes moeurs du sage Roy Charles V (1404), Christine escreve um espelho dos príncipes (espécie de guia moral para o soberano) em resposta ao  Livre du gouvernement des Princes de Gilles de Rome, onde encontramos referências à Ética à Nicômaco de Aristóteles (na tradução de Oresme). No Livre de l’advision Cristine (1405), Pizan se inspira na Consolação da Filosofia de Boécio, mostrando conhecimento detalhado do De trinitate de Agostinho e de diversas obras de Aristóteles, bem como longas citações do Comentário de Tomás de Aquino à Metafísica de Aristóteles, traduzidas provavelmente pela própria autora do latim (Dulac e Reno, 1995;  Mews, 2005).  

     

    A Cidade das Damas constitui-se como uma narrativa alegórica para defeda dos direitos das mulheres. nesta narrativa, Pizan é visitada por três senhoras, a Razão, a Rectidão e a Justiça, que em conjunto visam construir uma cidade para protecção das mulheres virtuosas que são injustamente caluniadas pelos homens. este texto procura aprofundar as evidências que permitem olhar a natureza feminina como sendo compatível com a prática da razão. 

    para Pizan, os homens e as mulheres partilham de uma mesma natureza e a diferença que se aponta, a inferioridade intelectual da qual são acusadas as mulheres têm como base algo que é circunstancial e não essencial. 

    tanto a mulher como o homem apresentam a possibilidade de seguir um caminho de prática das virtudes no campo social, intelectual ou espiritual. em 1405 Pizan escreve uma obra intitulada o Livro das Três Virtudes que se constitui como um manual prático de conduta moral dedicado às mulheres laicas provenientes das mais diversas classes sociais. 

    sublinhamos as palavras de Schmidt:

    A conclusão segundo a qual homens e mulheres compartilham da mesma natureza é condição necessária para Pizan mostrar que supostas diferenças no desenvolvimento intelectual de ambos os sexos não se devem a uma inferioridade natural, mas a uma razão circunstancial. Tais considerações nos permitem atribuir a Pizan uma tese que representa um antecedente feminista, a saber, a condição de submissão das mulheres pode ser explicada pela desigualdade de oportunidades e a certo condicionamento social. Ainda que o feminismo que encontramos em Pizan possa não ser imediatamente atraente para feministas modernas – na medida em que sua defesa das mulheres é baseada em valores tradicionais cristãos e pela ausência de uma crítica contundente à dominação masculina na sociedade medieval – a obra de Pizan é de modo geral celebrada pela crítica sem precedentes à misoginia nos meios intelectuais. 

    Através de seus argumentos e do recurso a uma variedade de aparatos retóricos que visam em última instância a edificação moral de seus leitores, Christine de Pizan encontra um modo de legitimar seu discurso filosófico. Suas motivações para engajar-se nos debates de seu tempo emanam de uma visão transformadora e emancipadora do que significa ser uma filósofa. 

     

    o texto A Cidade das Damas está disponível para leitura em português AQUI. trata-se de um trabalho de pesquisa de Luana Calado (Universidade Federal de Pernambuco).

     

     

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     entre o final de junho e agosto, aconteceram mais de 50h de formação (incluindo as actividades para miúdos e para graúdos) na escola de verão #filocri.

     muito obrigada a quem se inscreveu uma, duas e três vezes, de sorriso aberto e vontade em aprender pelo gosto de aprender.

     por agora a escola de verão #filocri manterá apenas a oficina do platão em funcionamento, pois estou a preparar uma acção de formação de 10h sobre a arte de fazer perguntas, bem como a terceira edição da pós-graduação em filosofia para crianças e jovens

     

    a escola de verão #filocri não conhece um ponto final, apenas um ponto e vírgula.

    fique atento aqui ao blog e à newsletter #filocri!

     

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    o livro é um objecto que estimo e que não dispenso. gosto particularmente do gesto de abrir o livro e ir descobrindo as suas páginas.

    e o cheiro dos livros?

    há mais alguém fascinado com o cheiro dos livros, por aí?

    depois do artigo 10 livros para trabalhar nas oficinas de filosofia (para crianças e jovens) surge a sequela, onde apresento um outro conjunto de 10 livros. garantidamente, continuarei a escrever sobre o tema e a fazer recomendações sobre os livros provocadores. 

     

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    • A Máquina dos Ses – Peter Worley, Edições 70

    o Peter Worley pertence à The Philosophy Foundation e tem bastante trabalho publicado na área da filosofia (para crianças e jovens). este é um dos seus livros que me acompanha na construção de jogos e de propostas para filosofar. já tinha a versão original e fiquei bastante contente com a decisão das Edições 70 em publicar a tradução portuguesa. 

     

    • A Contradição Humana – Afonso Cruz, editorial Caminho

    para mim, enquanto leitora, os livros do Afonso Cruz são sinónimo de provocação. enquanto facilitadora de oficinas de filosofia (para crianças e jovens), o sentimento é o mesmo. A Contradição Humana é um livro com várias histórias, que podem ser trabalhadas individualmente, pelo grande grupo. também podemos dividir o grande grupo em grupos mais pequenos e cada um trabalha uma história, para partilha posterior.

    as possibilidades de trabalho são várias e o processo pode ser uma verdadeira descoberta de contradições que nos fazem humanos (demasiado humanos?).

     

    • 29 histórias disparatadas – Ursula Wolfel e Neus Bruguera, Kalandraka

    foi o título que me chamou a atenção para este livro. histórias disparatadas parece-me provocador, em si mesmo. ao abrir o livro confirmei a minha intuição: que delícia de livro! não quero ser spoiler, por isso não vou contar os disparates das histórias. digo apenas que dão que pensar. 

     

    • A Grande Questão –  Wolf Erlbruch, Bruaá Editora

    o que mais gosto neste livro? não tem perguntas e chama-se “a grande questão”. é bom para fazer um exercício de “rewind”: que pergunta pode ter dado origem a esta resposta? qual é, afinal, a grande questão?

     

    • Uma Mesa é uma Mesa. Será? – Isabel Martins e Madalena Matoso, Planeta Tangerina

    este livro apresenta-nos uma diversidade de perspectivas sobre um objecto tão comum como uma mesa. afinal, o que é uma mesa? o que pode ser? 

     

    • O livro negro das cores – Menena Cottin e Rosana Faría, Bruaá Editora

    o título fala por si. a descoberta deste livro, por parte das crianças, é uma experiência que vale a pena. 

     

    • O Livro da Avó – Luís Silva, Edições Afrontamento

    não são muitos os livros infantis que eu conheço que falam da morte e o livro da avó consegue fazer isso de uma forma belíssima.

     

    • A história que acaba bem, a história que acaba assim-assim, a história que acaba mal – Marco Taylor

    o Marco Taylor provoca-nos a escolher o final de uma mesma história. dá mesmo muito que pensar este “acaba bem”, este “acaba mal” e o assim-assim. estou com muita vontade de trabalhar este livro (ou este 3 em 1) em oficina de filosofia. já estou a preparar oficinas nesse sentido.

     

    • O dia em que os lápis desistiram – Drew Daywalt e Oliver Jeffers, Orfeu Negro 

    há já alguns anos que este livro me acompanha. recordo-me de uma oficina de filosofia em que fizemos a leitura do livro, eu e uma turma de 2.º e 3.º anos do 1.º ciclo e a conversa durou várias semanas. o que aconteceria se os nossos lápis de cor desistissem? que razões apresentam eles para desistir: são razões válidas? 

     

    • O que vês, o que vejo – Inês Marques e Madalena Moniz

    este livro não será propriamente um livro, no sentido clássico do termo. encontrei-o por acaso, pois a edição foi limitada. trata-se de um livro que permite uma abordagem diferente da própria leitura e que ajuda a responder e a experienciar a pergunta: quantas formas há para ler um livro?

     

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     [para as famílias] sugestão de trabalho a partir de um livro:

    – leitura partilhada do livro: cada pessoa lê uma página do livro, por exemplo;

    – no momento seguinte, cada uma das pessoas da família constrói um mapa mental da história. os mind maps – tal como Tony Buzan os concebe – devem ter desenhos e símbolos, pelo que se recomenda a prática do “dar asas à imaginação”.

    nota: vão precisar de folhas lisas (A3 ou A4) e de lápis de cor ou canetas de feltro.

    depois de terem os mapas mentais individuais, podem partilhar com todos, para ver quantas perspectivas sobre a história existem. 

     

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     tem sugestões de livros infantis que sejam filosoficamente provocadores? partilhe nos comentários.

     aproveite para ler o artigo Como trabalhar perguntas filosóficas com o seu filho?

     

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    em Portugal ainda há muito material de Lipman por traduzir; arrisco mesmo a dizer: está quase tudo por fazer. 

    ainda que eu não seja uma lipmaniana de raiz e tenha começado o meu trabalho com outros recursos (como as imagens, os seis chapéus do pensamento, os livros infantis), reconheço que é importante conhecer o material de Lipman e de Sharp. 

    o currículo de filosofia para crianças de Lipman é composto pelas histórias (ou novelas) e o manual do professor. neste é possível encontrar muitas ideias para trabalhar em oficina, ou seja, mapas de trabalho.

    convém lembrar que o mapa não é o território e que essas propostas de trabalho presentes nos manuais de Lipman e de Sharp são isso mesmo: propostas. durante uma oficina de filosofia a imprevisibilidade dita o curso do diálogo e a qualidade filosófica deste vai depender, numa primeira fase,  em muito do trabalho do facilitador. com o tempo, a comunidade irá incorporar autonomia e responsabildiade nesse campo.

     

    hoje em dia é possível encontrar ideias e recursos em vários sítios da internet. reuni alguns dos meus websites preferidos para partilhar consigo. 

     

    SAPERE 

    recursos online e sugestões de actividades validadas pela equipa SAPERE.

     

    The Philosophy Man

    – Jason Buckley e Tom Bigglestone apresentam várias actividades para crianças, em diferentes faixas etárias. 

     

    Dialogue Works 

    – a equipa Dialogue Works é constituída por Roger Sutcliffe, Bob House e Nick Chandley. vale a pena conhecer (e praticar) as hometalks

     

    Tomás Magalhães Carneiro 

    – no seu blog, o Tomás apresenta várias possibilidades de trabalho em ambiente de diálogo filosófico

     

    The Philosophy Foundation 

    – Peter e Emma Worley partilham alguns recursos bastante úteis para quem pretende praticar a filosofia para crianças e jovens. 

     

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    SAFE P4C (#covid19pt)

    – um conjunto de facilitadores de P4C juntou-se para criar este documento com ideias para implementar o nosso trabalho em tempos de #covid19pt. pode fazer o download gratuito AQUI.

     

    JANA MOHR LONE – UNIVERSITY OF WASHINGTON 

    – o website do Centro de Filosofia para Crianças é muito rico em materiais e ideias para a prática da filosofia para crianças. a pensar nos pais, foi disponibilizado este documento para ajudar a responder à pergunta: How can parents and grandparents inspire philosophical conversations with your children and grandchildren?

     

    WONDER PONDER 

    – este é um dos websites mais acarinhados aqui no blog: a filosofia visual para crianças e jovens surpreende-nos a cada momento. vale MUITO a pena visitar este trabalho

     

    JANE YATES – PHILOSOPHER’S BACKPACK 

    – o website da Jane tem um conjunto de recursos que a Jane vai actualizando ao longo do tempo. sugiro que coloque este link nos favoritos. 

     

    THE PRINDLE INSTITUTE for ethics 

    neste website é possível encontrar sugestões de livros acompanhados de orientações para oficinas de filosofia a partir desses mesmos livros. 

     

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    aqui mesmo, neste blog, é possível encontrar sugestões de trabalho a partir dos relatos das oficinas que desenvolvo:

    jardim de infância

    oficina do platão (para crianças e jovens)

    também aqui é possível ler um conjunto de entrevistas com investigadores e facilitadores de todo o mundo sobre esta temática. 

     

    este artigo foi útil? tem sugestões? partilhe nos comentários!

     

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    A pergunta é a porta de entrada para tantas coisas na nossa vida. Quando conhecemos alguém pela primeira vez perguntamos: “Como se chama?”. Depois segue-se o “Como está?” e a conversa de circunstância que começa com perguntas.

    No quotidiano precisamos de perguntas para trabalhar, para estudar, para nos relacionarmos com os outros à nossa volta. Como fazer perguntas simples? O que fazer para tornar as perguntas mais claras?

     

    Nesta oficina vamos praticar a pergunta, exercitando o pensamento crítico e o pensamento criativo, bem como o pensamento colaborativo.

     

    A quem se destina? A entrada é permitida a quem quer perguntar.

     

     Tópicos:

    • O que é uma pergunta?
    • Como perguntar de forma simples?
    • O que torna uma pergunta clara e distinta?
    • O que pergunta uma pergunta?

     

     Autores de referência:  René Descartes, Platão, Edward de Bono, Robert Fisher

     Duração: 10h (sessões síncronas e assíncronas) 

     Funcionamento da oficina:  Haverá sessões online, via zoom e síncronas, para a parte mais teórica da formação e para permitir o pensamento colaborativo e trabalho em grupo.

    Também vamos trabalhar colaborativamente através da Google drive, havendo acompanhamento de trabalho através da Google classroom.

     

     Sobre a formadora:

    Joana Rita Sousa é filósofa, formadora e mestre em filosofia para crianças. Trabalha na área da filosofia aplicada desde 2008.

     

     Calendário: 

    1.ª sessão síncrona 2h – 28 de Agosto, sexta, 18h30/20h30

    2.ª sessão assíncrona 2h

    3.ª sessão síncrona 2h – 2 de Setembro, quarta, 18h30/20h30

    4.ª sessão assíncrona 2h

    5.ª sessão síncrona 2h – 8 de Setembro, terça, 18h30/20h30

     

     

    Informações e inscrições junto da Bertrand Livreiros

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    Hildegarda de Bingen

    Hildegarda de Bingen nasceu em 1098 e faleceu em 1179. alemã, cedo assumiu uma vida religiosa. aos 8 anos entra no mosteiro, onde recebe a sua educação e onde é acolhida por Jutta, alguém muito próximo da família.

    Hildegarda foi sempre uma criança doente e frágil (algo que reconhecemos também no percurso de Santa Teresa d’Ávila) e conheceu melhoras evidentes na sua saúde após ter tido uma visão que mudou a sua vida. este momento permitiu-lhe conhecer os caminhos do Senhor e foi partilhado através dos registos escritos e detalhados, cuja missão seria passar a mensagem de Deus.

    além de monja beneditina, Hildegarda foi poetisa, compositora, dramaturga; dedicou-se à medicina e à teologia. Hildegarda criou uma língua própria, a Língua Ignota. 

     

    o projecto Uma Filósofa por Mês e a Língua Ignota

    visitei a enciclopédia Logos, na edição que tenho comigo (de 1997) e não encontrei registos de Hildegarda. as minhas fontes de pesquisa foram o projecto Uma Filósofa por Mês do qual já falei aqui no blog.

    é curioso como uma mulher com um percurso tão distinto e único não tenha mais destaque na história da filosofia e não seja abordada, por exemplo, quando se trabalha a filosofia da linguagem. 

    no podcast Uma Filósofa por Mês, os investigadores Ilze Zirbel, Matheus Colares e Vinicius Arion fazem uma viagem pelo trabalho de Hildegarda,  reflectindo sobre a sua obra Língua Ignota. Hildegarda criou uma língua nova, com um alfabeto de 23 letras, 1011 palavras traduzidas para o latim, com um amplo vocabulário que incluía palavras relacionadas com a vida de mosteiro, mas também com a vida do quotidiano.

    a Língua Ignota é a Língua Desconhecida trazida pela simples humana Hildegarda

    durante o directo que fiz no instagram e no twitter tive oportunidade de reflectir um pouco sobre esta obra de Hildegarda. convido quem me está a ler este artigo a ouvir  essa mesma reflexão AQUI ou a ver AQUI

     

    (ilustração da autoria de Shayenne Alves)

     

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    os livros infantis e a filosofia

    os livros infantis são um recurso que levo comigo para as oficinas de filosofia, para crianças e jovens. 

    é comum usar os livros infantis no trabalho de bastidores, ou seja, são o suporte para me ajudar a criar jogos ou provocações filosóficas para os grupos com os quais vou trabalhar – e nem chego a partilhar o livro com a criançada. noutras ocasiões, é a leitura partilhada do livro que serve de ponto de partida para o diálogo.

    os livros filosoficamente provocadores foram abordados numa das acções da escola de verão #filocri.

    mais recentemente os alunos da Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens da UCP pediram-me algumas recomendações de livros. resolvi escrever este artigo, pois imagino que possa ser útil a várias pessoas. 

     

    nota: esta lista será sempre um pouco injusta e o mais certo é voltar a escrever sobre o assunto, sugerindo mais livros, num outro artigo.

     

    10 livros que são trampolins para diálogos sumarentos

     

    • Em que pensas tu? – Laurent Moreau – editora O Bichinho de Conto

    não fosse a #covid19pt e o trabalho iniciado a partir deste livro teria conhecido continuidade. dei conta de alguns momentos aqui mesmo neste blog.  

     

    • O que fazer com um problema? – Kobi Yamada e Mae Besom – editora Zero a Oito

    um dos livros que me acompanha na reflexão e preparação das oficinas, mas que ainda não levei para a sala, para partilhar com a criançada. 

     

    • Com o tempo – Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso – editora Planeta Tangerina

    partilhei aqui no blog um exercício com mapas mentais e que tem este livro como base. podem (re)visitar o artigo aqui mesmo.

     

    • Balbúrdia – Teresa Cortez – editora Pato Lógico

    este era o livro que estava a acompanhar o trabalho do ano lectivo 2019/2020 na sala dos 3/4 anos onde estava a trabalhar. a #covid19pt deixou-nos o trabalho da Balbúrdia a meio. 

     

    • Grande coisa – William Bee – editora Planeta Tangerina

    este é um dos livros que tem servido de apoio para a criação de jogos, de propostas para pensar com a pequenada. ainda não o levei para a sala – é egoísta da minha parte, não é? 

     

    • Museu do Pensamento – Joana Bértholo, Pedro Semeano e Susana Diniz – editora Caminho

    além de provocar o pensar, este livro provoca o pensar sobre o pensamento. estes momentos são fundamentais numa oficina de filosofia, pois é um elemento que distingue a conversa do diálogo

     

    • Agora! – Tracey Corderoy e Tim Warnes – editora Minutos de Leitura (dos mesmos autores, Porquê? e Não!)

    esta colecção é muito provocadora para os mais novos: os livros são grandes e têm ilustrações muito apelativas. depois há a empatia que se cria com o Rodrigo e as suas atribulações diárias, em família. o “Porquê” tem sido uma companhia constante no meu trabalho com grupos do jardim de infância. 

     

    • O Monstro das Cores – Annalennas – editora Nuvem de Letras

    confesso que gosto particularmente da versão pop up deste livro, que capta a atenção dos mais pequenos.

     

    • Se eu fosse… – Richard Zimler – Porto Editora

    este livro é inspirador para proporcionar uma momento para nos conhecermos e nos apresentarmos, em grupo. já faz parte da prateleira cá de casa há algum tempo e também tem lugar cativo na mochila que me acompanha nos trabalhos da filosofia.

     

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    • [alguns destes recursos não são livros (ou serão?), mas fica a recomendação] WonderPonder – Ellen Duthie e Daniela Martagón

    as caixas WonderPonder já me acompanham há algum tempo, nos mais diversos contextos: em sala do 1.º ciclo, no festival de filosofia de Abrantes e também nos diálogos filosóficos com os mais crescidos. as imagens são provocadoras e é difícil ficar indiferente. é difícil não fazer perguntas perante estas propostas de filosofia visual. 

     

    NOTA: na editora Dinalivro é possível encontrar uma colecção de Oscar Brenifier e Aurelien Débat dedicada à filosofia para crianças. o mesmo acontece na Edicare. 

     

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    “então… basta ter o livro certo para que o diálogo filosófico aconteça?”

    não, não basta ter o livro “certo”, nem o exercício filosófico validado pelos investigadores da área. até que o grupo com o qual trabalhamos se torne autónomo e maduro, o trabalho do facilitador é FUNDAMENTAL para que a prática da filosofia aconteça. 

     

    a meu ver, estas deverão ser as motivações de quem embarca na tarefa de facilitar ou orientar um diálogo filosófico:

    1) a necessidade de aprofundamento filosófico;

    2) a necessidade de manter o foco do diálogo e da investigação em curso;

    3) o conhecimento e a aplicação de ferramentas de questionamento, de forma a que sejam apropriadas pelos participantes; e

    4) a promoção de momentos em que os participantes pensem sobre o pensamento em si (o seu e o dos outros). 

    (Cf. Sousa, J., Queres saber? Pergunta. – dissertação de mestrado)

     

    *

    Como desenvolver o pensamento crítico das crianças

    livro e/ou ebook disponível online na Presença, Wook,  Bertrand e FNAC.

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    O que é a felicidade? O universo tem um fim? O que é a vida?

    Alguma vez investigou as grandes questões da vida com o seu filho ou a sua filha? A filosofia, que significa “o amor pela sabedoria”, faz estas perguntas há mais de 2500 anos. Desde os primeiros filósofos gregos até agora, a curiosidade dos seres humanos não parou de crescer. E quem é mais curioso do que uma criança? 

     

    A disposição natural das crianças para se espantar precisa ser cultivada e encorajada para que possa florescer. Ainda que haja professores fantásticos por aí que inspiram os seus alunos, no geral as escolas não são sempre o lugar fértil para a investigação e para o espanto, mas sim para a repetição e para o aborrecimento. Os professores apresentam as suas respostas prontas que precisam ser memorizadas. Frequentemente, é a necessidade de seguir um programa que se torna a prioridade sobre a necessidade de exploração e de espanto de uma criança. Mas há um lugar para esta prática, algures…

     

    Lembra-se da história do Robin Hood? Seria ele uma boa pessoa? Pode um ladrão ser uma boa pessoa? O que significa ser boa pessoa?

     

    Por ser um praticanete apaixonado da investigação filosófica com crianças, gostaria de partilhar algumas sugestões que ajudam a avançar quando se encontra perante as grandes questões e ideias que a sua criança partilha, em casa. 

    1. Encontre uma pergunta que queira investigar. Assim que tiver a pergunta definida, enquanto pai, pode fazer esta pergunta à noite, no momento de leitura de uma história, ou mesmo durante o juntar – mas lembre-se que é frequente as crianças identificarem estas perguntas por si mesmas. As perguntas podem ser inspiradas por livros, filmes ou situações da vida, mas no campo da filosofia, procuramos as perguntas que não têm respostas simples, mas que nos levam a aprofundar a compreensão de algumas grandes ideias – a justiça, o bem, a beleza e a coragem, para mencionar algumas. 

    2. Convide a criança a explorar e trabalhar a sua resposta. O que queres dizer quando dizes isto…? Podes dizer-me algo mais sobre o assunto? 

    3. Peça e investigue exemplos. Podes dar-me um exemplo de uma pessoa que é boa? É justo comer metade do bolo quando o vais partilhar com mais dois amigos? 

    4. Recue no processo e foque a criança na pergunta à qual estão a tentar responder. Então… (inserir a pergunta principal)?

    5. Peça argumentos e razões. Pergunte porquê. Podes dizer-me porquê? Porque é que pensas isso? Porque é que pensas que é assim? Porque é que é importante? 

    6. Faça de advogado do diabo. Tente discordar da criança de uma forma muito óbvia para testar o argumento e deixe que a criança prove que você está errado. 

    7. Pergunte à criança, como é que pode discordar de si mesma ou o que diria  uma pessoa que pensa o contrário. 

    Recentemente conversei com Jason Buckley (The Philosophy Man, UK) que partilhou comigo esta metáfora. Filosofar com os nossos filhos é um pouco como fazer de conta que estamos a lutar com eles. Nós queremos que eles sejam resistentes no processo de luta, mas não queremos que fiquem oprimidos. Adopte uma postura lúdica e tire o melhor partido das conversas mais profundas. As crianças são capazes de nos surpreender e no final quem será que aprende mais? 

    Se procura alguma inspiração para investigar algumas perguntas filosóficas visite a série YouTube Thinking together at home, onde eu e os meus dois filhos (de 5 e 10 anos) fazemos algumas perguntas a partir dos nossos livros infantis preferidos. Gostaria muito de saber o que pensa sobre as nossas conversas. 

     

    Lukasz Krzywon – How to ask your child philosophical questions?

    tradução de Joana Rita Sousa

    fotografia via unsplash 

     

     

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    Philip Cam é uma referência no que diz respeito ao trabalho de diálogo filosófico e há muito que tinha este livro na minha wish list.

    além de boas ideias para a minha prática, este será um dos textos a incluir nos próximos cursos #filocri, bem como na pós-graduação em filosofia para crianças e jovens, da UCP (já agora, a segunda fase de inscrições está em curso!) 

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    🔷 Jogos para pensar – criação de jogos para prática do pensamento crítico [2.ª edição]
    12 de Agosto, quarta, 18h às 20h [online]  [10€]

    🔵 Oficinas de filosofia – exemplos e práticas 
    13 de Agosto, quinta, 18h às 20h [online]  [10€]

    🔶 Idade dos porquês – 10 perguntas em torno da filosofia para crianças e jovens [3.ª edição]
    18 de Agosto, terça, 14h às 16h [online] [10€]

    📍 Era uma vez a filosofia – como reconhecer um livro filosoficamente provocador? [2.ª edição]
    18 de Agosto, terça, 18h às 20h [online] [10€]

     

     

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