por estas razões (e por outras) abracei recentemente um projecto que visa proporcionar momentos de filosofia aplicada a populações «em risco». tratam-se de crianças e de jovens «em risco». coloco as aspas porque, em última instância, todos nós estamos em risco e a vida, em si, constitui-se como um risco.
e têm sido dias de descoberta de perspectivas diferentes face à vida. há mais coisas no céu e na terra do que roubar bolachas no Pingo Doce. ou comprar garrafas de vodka. há uma equipa de futsal com objectivos bem definidos. há ideias e pensamento próprios. e há o espanto perante o «aqui não há respostas certas à partida, cada um diz aquilo que pensa e depois, em conjunto, percebemos se a ideia faz sentido ou não».
são dias de curso bem diferentes do habitual. são cursos de filosofia de alto risco, pois não há maior risco do que aquele que consiste em dizer o que se pensa. e estes jovens «em risco» assumem-no, dia após dia, nos cursos
a ter lugar na Távola Redonda.



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