filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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o Tomás Magalhães Carneiro foi das primeiras pessoas com quem me cruzei nestas lides da filosofia para crianças/filosofia aplicada. tem feito um trabalho extraordinário, que vou acompanhando através do seu blog e das redes sociais.

é comum eu enviar-lhe e-mails com dúvidas, com partilhas e com avisos: “Tomás, vou roubar-te esta ideia”. 

assim aconteceu com os diários da filosofia (ou cadernos da filosofia), cujo recurso conheci no IV sentir pensamentos | pensar sentidos, que organizei com a Celeste Machado na universidade do minho, em 2014,

 

desde então, os meus alunos têm que ter um caderno, só para a filosofia. e há duas regras para o utilizar: a primeira, é escrever a data do dia das aulas. a segunda passa por “fazeres o que quiseres”. como assim?, perguntam os meninos.

sim, podes fazer o que TU quiseres no teu caderno. desenhar, copiar o que se faz no quadro, copiar só uma parte ou registar a aula à tua maneira. – é esta a minha resposta. “então e posso não fazer nada?”. sim, respondo, podes não fazer nada no caderno. tu és responsável por esse espaço que tens, podes mesmo fazer o que quiseres.

 

há uma estranheza perante tamanha liberdade. e um gosto, um prazer em escolher o que vão deixar registado no caderno.

 

além disso, o caderno cria rotinas no início e no fim da aula (alguém distribui, alguém recolhe). e torna, de certa forma “física” uma actividade que é abstracta e acontece no mundo dos pensamentos. 

 

 

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