filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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conheci a Gina Cláudia Lemos num encontro relacionado com a filosofia para crianças. ficou o contacto diário, via facebook. 

há dias, a Gina partilhou este post, que copiei e colei do seu mural – pedindo autorização para o efeito.

acontece que a Gina esteve presente num dos fóruns promovidos pelo aQeduto , entidade cuja existência eu desconhecia. aqui ficam os dados para reflexão, para parar para pensar. 

 

1. Os alunos sabem menos? Não. Entre 2000 e 2012, os alunos portugueses aumentaram os resultados médios a Matemática em cerca de 8% (de 450 pontos para 490 pontos), apesar da recessão económica. Em Portugal, existem menos alunos muito fracos e mais alunos de excelência.

2. Chumbar é uma segunda oportunidade para aprender? Não. Esta prática não contribui para que os alunos quem chumbam alcancem o mesmo nível de aprendizagem que os colegas que frequentavam o 9.º ano, mas que nunca chumbaram. Chumbar está fortemente associado ao Estatuto Socioeconómico e Cultural (ESCS) das famílias.

3. Os pais estão mais escolarizados? Sim. O nível de escolaridade das mães aumentou, principalmente nos níveis mais baixos. Contudo, o impacto da escolaridade nos resultados é mais evidente quando combinado com o estatuto profissional. 

4. A frequência no pré-escolar tem impacto nas aprendizagens? Sim. Os alunos que frequentaram o pré-escolar obtêm, em média, um score PISA a Matemática mais elevado e apresentam uma probabilidade mais baixa de chumbar. 

5. A escola está parada no tempo? Não. A percentagem de escolas que, apesar de inseridas em meios desfavorecidos, consegue resultados médios a Matemática superiores a 500 pontos aumentou de 19% para 34%.

6. O ambiente escolar está difícil? Sim é não. Portugal é um dos países onde os alunos reportam maior nível de felicidade e one o relacionamento com oa professores parece ser muito favorável. A falta de disciplina parece ser o maior problema aos olhos dos diretores.

7. Escolas públicas e privadas: servem populações diferentes? Sim. Portugal é o país onde a escola pública serve uma maior heterogeneidade de classes sociais. Por outro lado, a escola privada é só para alunos de classes sociais elevadas.

8. Oa alunos são irresponsáveis e mal-agradecidos? Não. A maior parte dos alunos considera que o sucesso depende essencialmente do seu próprio esforço e que os professores os ajudam bastante.

9. Rapazes melhores a Matemática e raparigas a Leitura? Não é tanto assim. Em geral, os alunos de 15 anos tendem a ter desempenhos muito semelhantes nos três domínios do PISA. Existe uma tendência para as raparigas serem bastante melhores a Leitura e os rapazes ligeiramente melhores a Matemática.

10. Os professores descartam responsabilidades? Não. Os professores sentem-se satisfeitos e respeitados quando consideram que ajudam a aprender, conseguem estabelecer uma boa relação com os alunos e mantêm a disciplina em sala de aula.

11. Afinal, por que melhoraram os resultados? Por uma combinação de fatores. Entre 2003 e 2012, Portugal melhorou em 5% os resultados a Matemática, devido a múltiplos contributos, destacando-se o efeito positivo do trabalho das escolas. Uma maior percentagem de escolas inseridas em meios socioeconómicos desfavorecidos consegue ter mais alunos com bons desempenhos.

 

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