“O que achas de usar quadrinhos e super heróis para filosofar?”
(pergunta que o Leandro me fez no instagram)
honestamente, podemos filosofar (praticar o diálogo filosófico) a partir de muitos e variados recursos.
há livros escritos especificamente para o trabalho da filosofia para crianças (Lipman e Sharp foram os pioneiros). Karin Murris foi uma das primeiras pessoas a usar livros ilustrados (picture books) no ambiente da filosofia para crianças.actualmente, o facilitador (ou dificultador como prefiro chamar-lhe) pode fazer uso de recursos (a que chamo de provocações), tão variados como:
– livros infantis;
– artigos do jornal;
– filmes ou excertos de filmes;
– uma pergunta;
– fotografias;
– uma afirmação;
– um objecto.
mais importante do que o motivo que nos leva a dialogar, é a forma como se orienta esse diálogo e é aí que a preparação do dificultador é essencial e faz toda a diferença.
no início da prática é natural que o dificultador queira levar para a oficina de filosofia o material já validado pela comunidade. a pouco e pouco poderá ousar e usar a sua imaginação e, quem sabe, desenvolver os seus próprios materiais.


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