filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

🟧 subscreva a newsletter

kelly-sikkema--1_RZL8BGBM-unsplash.jpg

📷 Kelly Sikkema / Unsplash

 

Errar é humano, diz o ditado. Sim, errar é tão humano que faz parte do processo de aprendizado e pode conduzir a descobertas incríveis. Costumo dividir o erro em 5 categorias:

_Erro prejudicial

_Erro como acerto

_Erro como ainda não acerto

_Erro como perambular sem rumo

_Erro como caminho para o imprevisível

 

Neste texto, quero me concentrar no último, que nada mais é que uma versão do anterior.

Outro nome possível para ele é serendipidade. Trata-se de uma descoberta proveitosa, feita por acaso, enquanto se buscam outros resultados.

A palavra “serendipidade” se origina da palavra inglesa “serendipity”, criada pelo escritor britânico Horace Walpole, em 1754. A partir do conto infantil de origem persa, “Os três príncipes de Serendip”. Os personagens principais fazem descobertas inesperadas, cujos resultados não estavam buscando. A história simboliza a mente aberta para as múltiplas possibilidades que se abrem ao errarmos.

Há vários exemplos de serendipidade.

O biólogo escocês Sir Alexander Fleming fazia testes com a bactéria Staphylococcus quando percebeu que um dos pratos foi contaminado por mofo. Em vez de recomeçar do zero, ele decidiu ver o que aconteceria. E percebeu que a bactéria não crescia onde o mofo, identificado como Penicillium, havia se desenvolvido. A substância produzida por ele deu origem a penicilina, até hoje um antibiótico utilizado para tratar diversas doenças infecciosas.

O químico russo Constantin Fahlberg trabalhava junto a Ira Remsen, um dos químicos norte-americanos mais famosos do século XIX, no laboratório da Universidade Johns Hopkins. Após um dia intenso de trabalho mexendo com derivados de alcatrão da hulha, fósforo e amônia, Fahlberg se esqueceu de lavar as mãos. Após a refeição, percebeu que seus dedos possuíam um sabor doce. O ano era 1878 e estava descoberto o primeiro adoçante químico.

Descobertas científicas de alto impacto – quem diria? – foram encontradas devido a erros.

E você, qual foi a última vez que errou?

 

Vitor Lima, professor de Filosofia e cofundador do INÉF (Isto Não É Filosofia

semanalmente o INÉF partilha reflexões com as pessoas subscritoras da sua newsletter – pode subscrever AQUI 

Posted in

Uma resposta a “O erro como porta para o inesperado”

  1. Avatar de primaluce

    Escrevi há dias sobre Horace Walpole {https://primaluce.blogs.sapo.pt/vindo-do-facebook-para-nao-se-perder-554681}, recuperando informações que recolhi a partir de 2001-02 ao fazer um Mestrado na FLUL. O meu objectivo era estudar o Palácio de Monserrate (Sintra), a orientadora «achava» – e essa questão veio a ser incrivelmente enriquecedora do meu trabalho… – que como arquitecta, eu deveria percorrer “A Questão das Origens do Gótico”. Na verdade, pela minha dificuldade em diferenciar (em português mas principalmente em inglês) algumas querelas teológicas acabei a esquematizá-las, com o uso de imagens. E com isso – surpreendentemente – sim a descobrir o que deverão ter sido, muito provável, as origens do Estilo Gótico. Parabéns por este seu escrito, eu continuo/continuarei a escrever e a perseverar, face a um Ensino Superior (FLUL, IHA, Vítor Serrão) que esconde trabalhos, que, como o que fiz, são seminais: Ao trazerem consigo uma transversalidade que da Arte (artes visuais), toca a Linguística, as Neurociências, a Psicologia, a Antropologia, … etc.CumprimentosGlória Azevedo Coutinho

Deixe um comentário