filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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eu e a Júlia Martins (da equipa PNL2027) encontrámo-nos num Google doc para pensar colaborativamente a partir da Recomendação n. º2, de julho de 2021 sobre A voz das crianças e dos jovens na educação escolar. a reflexão pode ser lida AQUI.

 

[Joana] O documento é muito assertivo na defesa da voz das crianças e dos jovens. Podemos ler: “Efetivamente, exige-se um novo papel à escola atual: mais do que a transmissão de saberes, que hoje estão à distância de um clique, espera-se que possa promover a partilha, a problematização e a estruturação dos conhecimentos.” Afirmações destas fazem-me pensar no papel do professor e até no desaparecimento desta figura. O que seria da escola se em vez de professores tivéssemos figuras como tutores ou até curadores?

[Júlia] Seria uma escola diferente. De certeza! Gosto da ideia de uma escola com curadores. A curadoria não é uma tarefa fácil, pelo contrário, exige dedicação, carinho e muita paixão. O curador cuida da aprendizagem, isto é: suscita experiências, cria cenários de aprendizagem, proporciona a problematização, a argumentação e a conceptualização. Induz “a participação dialógica”, a partilha e uma comunicação efectiva, mas também cuida da escuta e dos afetos. Sabemos que estas não são práticas habituais na vida da escola. No documento, em análise, lê-se: “[…] parece existir uma dificuldade de os/as professores/as repartirem com as crianças e os jovens o seu poder de decisão no trabalho de gestão e de desenvolvimento do currículo […] “a questão que se coloca é: como superamos esta dificuldade? Pela implementação de novas metodologias? Poderá a filosofia dar algum contributo?

 

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