filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    29 de junho – quem sou eu? 
    06 de julho – verdade ou consequência 
    13 de julho – qual é a pergunta mais importante do mundo?
    20 de julho – o que é ser tratado como uma pessoa?
    27 de julho – devemos dizer sempre a verdade?
    3 de agosto – o que é que acontece a seguir?
    10 de agosto – o que são os sentimentos? 

    facilitadora: Joana Rita Sousa | filocriatiVIDAde 

    para crianças entre os 4 e os 10 anos 

    inscrição: 
    7,50eur / criança
    12,50eur / criança + acompanhante (pai, mãe, avó, avô, tio…) 

    [oficinas incluídas no evento Pés a Caminho, da Cócegas nos Pés FUN – Animação Infantil ]

    info: geral@cocegasnospes.com

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    de vez em quando chegam-me pedidos para formação/consultoria personalizada. 

    e nessas situações tudo é acordado com o formando: desde os objectivos que pretendemos atingir, aos conteúdos, ao tempo de trabalho

     

    este trabalho inclui formação presencial e/ou via skype, bem como a possibilidade de observação de oficinas de filosofia com as crianças e jovens

     

    para mais informações: joanarssousa@gmail.com 

     

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    “Gostei de falar na aula porque assim a aula não se torna seca”

    “Aprendi que é bom a filosofia, pois aprendo muitas coisas”

    “Aprendi que devemos ter paciência”

    “Sinto que sei mais, mas não sei dizer porquê”

    “Aprendi que a filosofia devia-se chamar porquê, porque é só porquês”

    “Não gostei de quase nada porque é só resolver problemas”

    “Aprendi que descobrir algo novo é muito bom, pois podemos aprender e explorar coisas novas”

    “Sinto que estar com os meus amigos e com a professora é bom, porque com eles posso contar para aprofundar os problemas”

    “Não gostei de não termos resolvido os problemas todos”

    “Sinto que as aulas de filosofia servem para pensar no porquê das coisas e fazer perguntas. É um momento de sossego”

    “Gostei de falar porque participei na aula”

     

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     no espaço atmosfera M, na Rua Castilho, 5 em Lisboa

    facilitadora: Joana Rita Sousa 

    – oficina aberta a pais* e filhos (crianças entre os 4 e os 10 anos de idades)

    15h-15h50 – crianças dos 4 aos 6 anos
    16h-16h50 – crianças dos 7 aos 10 anos 


    mais informações: atmosferam.lisboa@montepio.pt 

    grátis para associados Montepio
    2,5 € para não associados 

    *ou avô, tio, padrinho, irmão mais velho :)

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    “Gostei a partir de que fomos para a biblioteca, porque é um sítio diferente. Mas as vezes não corre bem”

    “Aprendi que podemos resolver os problemas, mas às vezes não os resolvemos.”

    “Aprendi a resolver mistérios, porque nunca tinha resolvido nenhum”

    “Gosto do estilo da Joana, porque é fixe. Gostei das aulas todas, são incríveis!

    “Aprendi que os filósofos são sinceros e amigáveis”

    “Gostei de fazer a ficha porque consigo ver como é que me sinto”

    “Aprendi que a Joana gosta de nós e não gosta de gritar connosco. Porque são relações de professores e que ninguém gosta de gritar com ninguém”

    “Aprendi que é importante ouvir os outros”

    “Gostei de aprender coisas novas, porque aprendi coisas novas que eu não sabia”

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    vamos desafiar os mais pequenos a pensar “e se…?”

     

    ah! e as pessoas crescidas também podem vir fazer cócegas na filosofia​ ;)

     

    + informações: geral@cocegasnospes.com ou no facebook 

     

     

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    reparei que o trabalho de uma das formandas não estava no moodle. o prazo de entrega acordado já tinha passado.

    enviei e-mail a perguntar se tinha havido alguma dificuldade. a resposta? a resposta dá direito a 20 valores.

     

    “Não te preocupes, aprendi muito na formação, foi muito interessante e um grande desafio para o meu raciocínio… Estava a precisar de pensar, aprender coisas novas (…) não preciso de mais nada. A avaliação não é um fator que me interesse muito, visto que não vou aplicar este método com crianças e porque o que me interessa foi o que eu tirei da formação.”

     

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    “Gostei de aprender a fazer diálogos, porque é divertido”

    “Não gostei do barulho e do meu comportamento, porque assim não posso ouvir nada”

    “Aprendi que a filosofia é só perguntas e mais perguntas”

    “Aprendi que a filosofia é pensar e resolver”

    “Gostei de fazer a ficha de avaliação”

    “Gostei de ter um diário, porque é giro”

    “Sinto que a turma tem de melhorar, porque se portam mal”

     

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    Em termos pessoais e como mãe, uma vez que tenho uma filha que tem Filosofia para Crianças desde o Jardim de Infância, considero importante que haja um programa que cultive o desenvolvimento das habilidades do pensar através da discussão de temas e desenvolvimento de valores. É gratificante perceber que naturalmente certos temas foram sendo discutidos e pensados nessas aulas e que depois no meu quotidiano, a minha filha os trazia para casa para voltar a questioná-los ou impor as suas ideias, já como “pessoa que pensa por si mesma” e com opinião própria.

    Concluída esta formação, que considerei gratificante e pertinente, impõe-se um desafio para a minha intervenção junto dos meus alunos especiais: encontrar os recursos e estímulos mais adequados para promover e desenvolver o “trabalho do pensar”.

     

     

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    “Sinto que foi muito fixe, porque foi divertido”

    “Não gostei de fazer perguntas, porque é uma seca”

    “Gostei de fazer as fichas porque são divertidas”

    “Gostei de fazer silêncio e das perguntas”

    “Aprendi que podemos aprender mais coisas, porque é divertido”

    “Aprendi que é divertido procurar as perguntas”

    “Aprendi que há diferenças mesmo que as coisas sejam iguais”

    “Aprendi que fazer uma ficha de avaliação é divertido”

    “A filosofia é fixe”

    “Sinto que estou em casa”

    “Sinto que eu não aprendi nada”

     

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    hoje foi dia de preparar uma pequena exposição com os TPP (trabalhos para pensar) de duas turmas do 1º ciclo com quem tive o privilégio de filosofar neste ano lectivo

    e eles lembravam-se de tanta coisa, só de olhar para os registos que fizémos, em desenho, em perguntas que se guardavam num baralho de cartas… 

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    Oficinas de filosofia para crianças

    10h30 – 11h30 – crianças dos 4 aos 6 anos
    11h30 – 12h30 – crianças dos 7 aos 10 anos

    Facilitadora:
    Joana Rita Sousa | filocriatiVIDAde 

    Local:
    Cócegas nos Pés 
    Rua Abel Salazar, nº 37 A, em Telheiras 

    Inscrição: 7,50 eur (criança) / 12,50 eur (adulto e criança) 

    Pf enviar e-mail para geral@cocegasnospes.com com os seguintes dados: 

    – nome da criança e data de nascimento; 
    – contacto telefónico do pai/mãe/avó (…).

    A inscrição é válida após recepção de e-mail de confirmação.

    Todos os participantes deverão levar consigo meias anti derrapantes: vamos sentar-nos no chão, em almofadas. 

    * A Cócegas nos Pés reserva o direito de cancelar o Evento e avisará quem estiver inscrito da nova data.

    www.cocegasnospes.com * geral@cocegasnospes.com * 93 425 73 56

     

     

     
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    em vários momentos do ano lectivo, os meninos são chamados a dizer o que gostaram, o que não gostaram, o que aprenderam e o que sentiram perante as aulas de filosofia

     

    e eles são os melhores observadores e avaliadores do meu trabalho 

     

    “Sinto que aprendi muita coisa”

    “Aprendi que posso viajar no mundo da filosofia para aprender mais sobre perguntas”

    “Gostei de dizer a minha opinião, porque posso dizer o que pensei”

    “Aprendi que dizer porquê é difícil, porque é difícil justificar uma opinião”

    “Sinto que posso tornar uma aula de perguntas numa aula divertida, porque adorei experimentar estas aulas”

    “Não gostei de ser contrariada”

    “Sei que aprendi, mas não consigo dizer o quê”

    “Gostei de fazer a ficha de auto-avaliação, porque assim a Joana fica a saber o que sinto”

     

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    O acidente é uma coisa que, por definição, acontece de forma imprevisível. É uma «casualidade não essencial». Um «sucesso imprevisto». Há dias, a caminho da aldeia, tive um acidente de viação. Sem dúvida que este acontecimento constituía algo que para mim era «não essencial». Quando dei por mim tinha a traseira do carro em muito mau estado e uma dor na cervical. Nestas alturas é esperado que telefonemos para a polícia (sim, e o número?), que se trate de papéis do seguro com a descrição pormenorizada do acidente (hora, velocidade, isto, aquilo). Pedem-nos um esforço de memória que, perante o cenário de «casualidade não essencial», se afigura como difícil.

    Já em casa, recebi a visita do Santo Agostinho. Sabem como é, nas aldeias as notícias correm depressa, sobretudo as más. Encontrou-me de volta dos papéis do seguro. Trazia um saco de pêras, bem verdes (como eu gosto). Agostinho de Hipona, fizeste uma visita ao quintal alheio?, perguntei-lhe, com um largo sorriso.

    Joana, não brinques comigo, respondeu-me, sabes bem que os meus tempos de chinchada (*) já acabaram há muito. Além disso, tratei de plantar várias árvores de fruto, para não cair em tentação. Amén, respondi-lhe.

    Contei-lhe da experiência do acidente e da necessidade de ter que prestar declarações sobre aquele: Agostinho, perguntam-me a que horas, a que velocidade ia, isto e aquilo. E o que me está mais fresco na memória é o caminho para o hospital e a estadia na sala de trauma e na sala de observação. E tudo me pareceu uma eternidade. Acho que o acidente foram segundos, mas até regressar a casa demorei um dia, ainda que tenham passado apenas três horas.

    O tempo, dizia ele, o tempo. O tempo não existe per se, Joana, disse-me, pensativo. Eu sei, Agostinho, mas não posso propriamente responder isso perante a companhia de seguros, respondi.

    Se não tiver que explicar o que é o tempo, sei o que é. Se me perguntas o que é, não sei dizer, disse-me Agostinho. E eu olhava para ele e para o documento do seguro. Agostinho, não estás a ajudar. E desabafei: é tão difícil descrever o momento do acidente, parece que não houve nada antes, apenas o embate, parece que foi a partir daí que tudo começou, sabes?

    Agostinho sorriu e disse, isso faz-me lembrar aquela pergunta que tantas vezes me fazem « o que fazia deus antes de criar o mundo?». A verdade é que não há tempo sem mundo e sem mundo não há mudança e sem mudança não há tempo. Assim, o tempo e o mundo só podem ter surgido ao mesmo tempo. Assim aconteceu com o teu acidente, ele só surgiu com o embate, pelo que antes disso ele não existia.

    Agostinho, continuas a não ajudar. O que me dizes a um chá?, perguntei enquanto me dirigia à cozinha.

    Passámos o resto da tarde a beber chá e a conversar. Agostinho é um homem trabalhador e muito dedicado. Tem um apurado sentido de humor e é sempre um prazer tê-lo cá por casa. Mas não quando tenho que preencher participações de seguro.

     

     

    (*) chinchada é um termo que designa o acto de apanhar fruta das árvores alheias, para comer. Na minha aldeia, diz-se que a fruta acabada de colher é a mais saborosa.