filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância
🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica. Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades. Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc). Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools. Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025).
Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C. Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»
O Dia Muncial da Filosofia comemora-se sempre na terceira quinta-feira do mês de Novembro. Estou a tentar recolher eventos ou actividades que se destinam a celebrar este dia para partilhar AQUI.
Se faz parte ou tem conhecimento de algum evento dedicado a esta comemoração, pf envie-me um link para incluir na colecção do wakelet.
Pode contactar-me via e-mail joanaritasousa @ filocriatividade ponto pt
A book where we could look up the various types of questions that exist and what their meaning?
This is the idea that will guide the #ClubeDePerguntas (#QuestionClub) during the months of October and November. The thing is, the people who are part of the Club are adults, and I’m very curious to know what children think about this topic.
Moreover, this dictionary (which doesn’t yet exist) aims to include contributions from people of different ages. For this reason, I’m launching this “call for questions” to gather ideas from children and young people.
What do we need to create the Dictionary of Questions (which doesn’t yet exist)?
We need to identify the type of question. For example, a “Silly Question.” Then we need the meaning or meanings of that question.
Example of meanings for a silly question:
– It’s a question that makes our head spin, as we search for the answer;
– It’s a question that doesn’t quite fit with the conversation we’re having.
I will collect your question suggestions and then organize them alphabetically, as if it were a “real” dictionary.
O lugar do humano é o contraditório, como bem descobriu Sócrates: possuir uma sabedoria perfeita e acabada é coisa para os Deuses. Os humanos podem, no máximo, refletir sobre suas contradições, eliminar algumas delas e acordar todos os dias dizendo a si mesmo, como Sócrates, que toda a sua sabedoria é pouco ou nada se comparada à sabedoria divina. Haverá doutrina que torne o humano mais compreensivo em relação aos que erram? Creio que não, pois ela inclui a nós todos entre os que erram. (Aldo Dinucci)
Podemos ler na página de instagram da terapeuta da fala pediátrica Débora Carpinteiro:
Terapia da Fala rima com • criatividade • estimulação • aprendizagem.
Os cartões com escolhas “Eu penso Eu escolho” revelam ser tudo isso e são assim excelentes aliados nas minhas consultas.
O jogo potencia a capacidade de reflexão, pensamento crítico, capacidade inferencial, pragmática e muito, muito mais. Que se traduz numa linguagem mais refletida e ajustada tendo em conta os marcos de desenvolvimento.
O baralho Eu penso, eu escolho foi editado pela The Happy Gang e conta com a minha consultoria na área da filosofia e filosofia para/com crianças.
Sou uma consumidora ávida de podcasts e de outros recursos que me inspiram na minha prática da filosofia para/com crianças e jovens e que me permitem ampliar o pensamento.
Procuro ler artigos ou livros, escutar podcasts ou ver documentários que me levem para fora de pé da minha área de trabalho e de especialização.
Não sei se faço um verdadeiro esforço ou se é simplesmente a curiosidade e a disponibilidade a guiar-me. Talvez seja a minha forma de me encontrar com a serendipidade ou de deixar que o meu cérebro faça associações inesperadas e brinque com as ideias.
Hoje partilho consigo alguns recursos que podem ser úteis para as aulas de história, de ciências, de literatura e de filosofia… também de português. Bom, o melhor é ler as sugestões e ver o que se adequa aos conteúdos que tem para dar, ao grupo de crianças e jovens com os quais vai trabalhar.
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Fricção Científica:um podcast da Antena 3 que divulga muitos estudos sobre os mais variados temas. Vale a pena acompanhar a Isilda Sanches neste conteúdo de divulgação científica.
Vamos todos morrer: diariamente Hugo van der Ding celebra o aniversário da morte de uma figura mais ou menos pública. Em cada um dos episódios não só ficamos a conhecer as pessoas falecidas, mas também curiosidades sobre a sua vida, a sociedade e a cultura na qual estavam inseridas.
A Conspiração: um documentário sobre os movimentos, as ideias, as vontades, os receios, a coragem e o medo do processo que resultou no 25 de Abril de 1974. Realização de António-Pedro Vasconcelos, disponível na RTP Play.
Deus Cérebro: quatro episódios para descobrir como funciona o nosso cérebro. O 1.º episódio desmistifica a ideia da razão e da emoção como tendo lugares distintos no nosso corpo. Spoiler Alert: acontece TUDO no cérebro. Disponível na RTP Play.
RTP Ensina: aqui encontra inúmeros recursos agrupados por temas (cidadania, português, história, filosofia… entre outros).
Tanto Mundo: um podcast sobre lugares, com José Luís Peixoto e Noémia Gonçalves. Um excelente recurso para viajar através da escuta.
Isto Não É Filosofia: Vitor e Evelyn Lima partilham neste canal YouTube inúmeras aulas sobre história da filosofia, bem como sobre os problemas dos quais a filosofia se ocupa.
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Tem outras sugestões? Pf partilhe nos comentários!
Sexual exploitation and sexual abuse of children can happen at home, in school, during extra curricula activities, in the street, over the phone, through a webcam or online in general. In most cases it is inflicted by someone the child knows, in their circle of trust and causes lifelong damage to the child’s physical and mental health. The vast majority of cases are not reported to the police. (INFO AQUI)
A Imogen Duthie está à procura de pequenos tesouros para ilustrar e documentar no seu website, Portrait of a Plaything.
Podemos ler na sua página de instagram: “I am asking people I know to send me pictures of their own little treasures that they have collected/accumulated over the years. I would be delighted if some of you decide to participate. It will be a big project, and will take a good while to get going – a slow burner, but I think worth it!”
Se tem aí por casa objectos que são pequenos tesouros, que fazem parte da sua vida, considere participar neste projecto. É um projecto que sublinha a importância dos objectos na nossa identidade, na autobiografia de cada pessoa.
Enquadramento: precisava explorar a ideia do argumento, de como este pode ser vazio, por estarmos demasiado preocupados com a forma como apresentamos as ideias, com a nossa performance, quando estamos a defender as ideias.
Lembrei-me de um momento recente no The Voice Portugal no qual Fernando Daniel faz algo incrível na forma e “vazio no conteúdo”: canta, lindamente, numa letra que inventa na hora, enquanto toma duche. Para perceber o contexto pode rever o ep. 1 da temporada 12 do The Voice Portugal na RTP Play.
No vídeo da música Casa vemos o Fernando Daniel consciente de cada palavra que diz, cuidadoso com a sua performance (note que há uma narrativa criada no vídeo). Defende a sua música tanto no conteúdo como na forma, pois cada palavra é dita com cuidado e atenção ao seu significado:
Eis o Fernando Daniel em modo performance “irrepreensível”, mas que não tem conteúdo. Por isto quer dizer que não está cantar a letra da música, “apenas” a entoar no sítio certo, a dar as notas como se soubesse o que está a dizer. Se não conhecessemos a música, diríamos que estava tudo bem.
É comum acontecer isto com os argumentos: as pessoas defendem-nos de modo tão performático que nos fazem acreditar que a pessoa até sabe do que está a falar. É assim que muitos comentadores vingam em áreas que não são da sua especialidade, por exemplo.
Isto serve para deixar uma recomendação para quem quer pensar criticamente: é preciso ter cuidado com a performance e, acima de tudo, prestar atenção ao conteúdo.
Ah, e vejam o The Voice Portugal. É entretenimento em bom e uma boa forma de não pensar em nada.
Ups, no meu caso parece que não resulta, pois até no The Voice encontro ligações com o pensamento crítico.
E se houvesse um dicionário de perguntas? Um livro no qual podemos consultar os vários tipos de perguntas que existem e o que significam?
Esta é a ideia que vai nortear o #ClubeDePerguntas durante os meses de Outubro e de Novembro. Acontece que as pessoas que fazem parte do Clube são adultas e eu tenho muita curiosidade em saber o que pensam as crianças sobre este assunto.
Além disso, este dicionário (que ainda não existe) pretende ter contributos de pessoas de diferentes idades. Por esse motivo, lancei esta “chamada de perguntas” para poder recolher as ideias de crianças e jovens.
Gostaria de participar com a sua família ou com a sua turma? Contacte-me via e-mail joanaritasousa @ filocriatividade ponto pt
A3.ª Semana Cultural nos Cemitérios de Lisboaacolhe, pela primeira vez, oficinas de filosofia para famílias na sua programação.
“A morte é uma temática que é abordada várias vezes nas oficinas, por parte das crianças e dos jovens, mesmo quando esse não é o tema principal do diálogo. Por esse motivo, pensei em propor oficinas vitais para pensar neste assunto fatal.”Quem o diz é Joana Rita Sousa, filósofa e perguntóloga. Dinamiza oficinas de diálogo desde 2008, nos mais diversos contextos: bibliotecas escolares e municipais, ginásios, museus, escolas de floresta e, agora, num cemitério:
“O encontro com a equipa dos Cemitérios de Lisboa foi bastante feliz e a disponibilidade para acolher as oficinas foi imediata. Agrada-me muito que a oficina inaugural do cicloOficinas Vitais sobre Assuntos Fataisaconteça durante a 3.ª Semana Cultural dos Cemitérios com um programa tão diverso e… vital!”
As oficinas de filosofia #filocriatividade visam proporcionar momentos de diálogo e de escuta. Partem de temas quotidianos para pensar filosoficamente, de forma colaborativa, arriscando perguntas e respostas. Tal como afirma Joana Rita Sousa, “Um dos comentários mais comuns que recebo das crianças é a experiência da liberdade para pensar durante uma oficina. Procuro criar um ambiente onde testar ideias seja possível, sem nos precipitarmos para uma resposta rápida e de fácil consumo. Numa oficina não há pressa em chegar aqui ou ali, procuramos focar-nos no caminho, no processo, em descobrir o pensamento através do diálogo.”
A oficina agendada para o dia 13 de Outubro, domingo, às 11h, no Cemitério dos Prazeres (Lisboa) já esgotou, mas há nova data: 20 de Outubro.
Estão convidadas as famílias com crianças entre os 7 e os 11 anos.
🟡 estou muito contente com a possibilidade de desenvolver este curso “só” sobre perguntas, com acreditação junto do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC).
🟣 obrigada à Casa do Professor por ser a “casa” deste e de outros cursos nas áreas da filosofia para/com crianças e jovens e pensamento crítico.
as informações sobre o curso serão divulgadas em breve.
Numa oficina de filosofia com crianças, falar de coisas que existem e coisas que não existem conduz-nos à perguntar “como é que sabes que existe?” ou “como é que sabes que não existe?”. Frequentemente ver ou já ter visto surge como um critério para deliberar sobre a prova da existência de algo.
Depois surgem outras perguntas: viste mesmo? Viste através de uma fotografia? Viste num filme? Viste num livro? Alguém viu e contou-te?
A visão é um sentido que nos orienta até na linguagem. Quando queremos saber se alguém está a acompanhar uma conversa, dizemos: estás a ver aquilo que te digo? Falamos da nossa visão do mundo quando queremos dizer qual é o nosso entendimento do mundo. Na Alegoria da Caverna, de Platão, os prisioneiros estão condenados a ver sombras, ou seja, limitados a conhecer um mundo que é só uma sombra do mundo que não conseguem ver enquanto estão na caverna.
É comum surgirem problemas com o próprio critério, ver ou ter visto. Será que é suficiente para afirmar a existência de algo?
O amor vê-se? O amor existe? O agora vê-se? O agora existe?
O livro As Coisas Invisíveis convida-nos a pensar sobre essas coisas das quais falamos e que não vemos. O medo, o eco, o pivete, o caos, a matemática (queria tanto juntar a esta lista a filosofia!), os risos, a estranheza.
As pessoas leitoras são convidadas a viajar pelos seus sentidos e a usar uns óculos especiais para ver coisas invisíveis. Coisas como a melancolia, a coragem, a empatia, a depressão, a raiva, o amor, o riso ou a esperança.
Ainda que o livro não distinga entre emoções e sentimentos, a sua leitura contribui para abrir o diálogo sobre essas temáticas:
“A fundamental difference between feelings and emotions is that feelings are experienced consciously, while emotions manifest either consciously or subconsciously. Some people may spend years, or even a lifetime, not understanding the depths of their emotions.” The Difference Between Feelings and Emotions
Perguntar a alguém “o que estás a sentir?” é uma pergunta gigante. Não é fácil falar daquilo que sentimos, pois nem sempre é óbvio se é alegria ou se é surpresa. Não saber não é motivo para não falar. Aliás, arrisco dizer que quanto mais se fala, mais consciência temos sobre aquilo que sentimos.
O livro As Coisas Invisíveis brinda-nos com ilustrações muito apelativas e divertidas. Ao ver as (visíveis) ilustrações do susto ou da comichão, dou por mim a perguntar: se desenharmos um susto, o susto ganha outro tipo de existência? Ou será que existe mais? Será que se torna real?
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Perguntas que a leitura do livro me provocou:
Ver é conhecer?
Ver com clareza é melhor do que ver às escuras?
Ver às escuras permite-nos imaginar?
Imaginar é ver?
É bom estar perdido num livro?
Porque fugimos do aborrecimento?
Dizer o que sentimos permite-nos compreender o que sentimos?
Recomeçamos, não nos rendemos – exposição de ilustração e de fotografia da autoria de Afonso Cruz foi o mote para uma oficina #filocriatividade.
Recomeçamos, não nos rendemos – e por isso perguntamos.
Durante 1h30, pais, mães, filhos e filhas tiveram oportunidade de #pararpensarescutardialogar a partir das ilustrações do livro A Cruzada das Crianças.
Agradeço à Fábrica das Histórias Casa Jaime Umbelino (Torres Vedras) pelo convite para pensar esta oficina a partir da exposição, permitindo-me cruzar a mediação cultural e a mediação filosófica.
A Alfarroba publicou recentemente o livro Quando as coisas desacontecem, de Alessandra Roscoe e Odilon Moraes. O título captou a minha atenção, pois um dos meus livros preferidos de sempre é o Coisas que acontecem, de Inês Barata Raposo e Susa Monteiro (bruáa). Quando o encontrei na Festa do Livro em Belém não resisti e trouxe um exemplar comigo.
O verbo acontecer é fascinante. Usamos para indicar uma situação que foi provocada por uma certa acção ou para nos referirmos a um processo. Por vezes dou por mim a dizer “entretanto a vida aconteceu”, como se fosse um processo que decorre fora de mim, um processo sobre o qual eu não tenho mão.
Outra expressão bonita é o “aconteceu-lhe um filho”. Também já ouvi um “aconteceu-me um livro”.
E quando usamos a expressão “vamos fazer acontecer”? O que queremos dizer com isso? Estaremos a assumir mão num determinado processo?
Regressemos ao livro de Roscoe e Moraes no qual encontramos esta citação:
“É preciso prezar a coragem das sementes. Apodrecer para inaugurar o futuro.” (Bartolomeu Campos de Queirós)
O livro convida à observação e à escuta da natureza. O vai e vem das ondas é o elemento que provoca a pergunta na Gabriela: “O que acontece às coisas quando elas desacontecem?” A semente desacontece para se transformar num fruto. A pergunta desacontece para dar lugar à resposta. O silêncio desacontece para dar lugar à música. A vida desacontece para se transformar na morte.
Quando as coisas desacontecem é um livro perguntador, um trampolim para que perguntas aconteçam (e desaconteçam).
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Livros que dialogam com este livro:
🟨 Coisas que acontecem, de Inês Barata Raposo e Susa Monteiro;