
Steven S. Gouveia marcou presença no programa de Diana Duarte, A Minha Geração.
esta conversa é uma óptima porta de entrada para conhecer a obra do Steven, o Homo Ignarus.
filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância
Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»
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joana rita #filocriatividade
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Steven S. Gouveia marcou presença no programa de Diana Duarte, A Minha Geração.
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razão #1
👉 formação académica e não académica: sou licenciada em Filosofia e mestre em Filosofia para Crianças.
👉 desde 2006 que tenho vindo a enriquecer a minha formação junto das mais diversas entidades: Institut de Pratiques Philosophiques, SAPERE, Centro de Filosofia para Niños, Isto Não é Filosofia, Dialogue Works, Wonder Ponder, Academia do Diálogo, FCSH da Universidade Nova de Lisboa, The Philosophy Foundation, PLATO, Philosophy Counseling and Consulting.
razão #2
👉 experiência: desenvolvimento de oficinas de filosofia para / com crianças e jovens desde 2008, em Portugal (continente e ilhas), em Moçambique, no Brasil, na Roménia e em São Tomé e Príncipe.
👉 sou formadora (CCP – Certificado de Competências Pedagógicas) acreditada pelo CCPFC (Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua) e tenho experiência nos formatos presenciais e online.
razão #3
👉 formação em díalogo: as minhas formações são fundamentalmente práticas. aprendemos sobre pensamento crítico praticando o pensamento crítico; aprendemos sobre pensamento criativo praticando o pensamento criativo – e por aí vai.
razão #4
👉 recursos: durante as minhas formações partilho vários recursos que já foram trabalhados em ambiente de diálogo filosófico.
razão #5
👉 a curadoria bibliográfica: de forma a permitir que cada pessoa formanda explore e aprofunde as temáticas, cada formação é acompanhada por uma curadoria de artigos, livros ou links.
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📍 fazer formação é um investimento de tempo e de dinheiro. para mim é essencial investir na minha própria formação para que possa proporcionar a melhor experiência e os melhores conteúdos.
se já fez uma formação comigo, muito obrigada! ❤️
se está a considerar fazer uma formação comigo convido-a/o a espreitar a agenda #filocriatividade para que possa estar a par das próximas datas.
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(4.ª edição)
10, 17 e 24 de fevereiro; 3 de março (das 19h às 21h) / online
com Joana Rita Sousa
A filosofia para crianças é um programa criado por M. Lipman e que visa introduzir a prática do diálogo filosófico junto dos mais novos.
Nestas oficinas pretendemos compreender a proposta de Lipman, bem como outras propostas que apresentam o diálogo como o espaço fértil para a prática do pensar com os outros.
Descrição:
A presente formação pretende dar a conhecer a estrutura do programa de filosofia para crianças de Lipman, com foco na importância do diálogo. De que forma o diálogo é um trampolim para o pensamento autónomo?
Ainda que o título refira “sala de aula”, os conteúdos desta formação serão certamente úteis para as famílias que pretendem criar e provocar espaços de diálogo nos mais variados momentos.
A quem se destina?
Pais, educadores, professores, professores bibliotecários e agentes educativos.
Tópicos:
– O que é a filosofia para crianças?
– O programa de Lipman
– O papel do diálogo
– O pensamento colaborativo em sala de aula
informações neste link – parceria Bertrand Livreiros
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[sugestão para o diálogo em família ou na escola]
Observa a imagem que está ali em cima 👆
O que vês na imagem?
Como descreverias a imagem a outra pessoa?
Imagina que estás a contar o que estás a ver a uma pessoa que não está a ver a imagem: como irias dizer a essa pessoa o que estás a ver?
O que vês na imagem é bonito?
Tem sentido dizer que há fruta bonita e que há fruta feia?
A fruta feia sabe pior do que a fruta bonita?
Gostas de limões?
Gostarias de comer limões iguais ao da imagem? Porquê?
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O Clube de Leitura #LERePENSARcom convida à leitura e à reflexão a partir de textos filosoficamente provocadores.
Haverá um livro escolhido pela mediadora (em Fevereiro: A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery), porém cada participante poderá fazer uma leitura à sua escolha. Desta forma acolhemos pessoas leitoras que pretendam praticar o pensamento crítico e criativo a partir de um livro da sua eleição.
O que fazemos no Clube?
Nos encontros do Clube serão partilhadas sugestões de orientação de leitura e exercícios de pensamento crítico, havendo também tempo e espaço para que cada membro do Clube apresente as suas reflexões a partir das leituras que faz.
Qual é o plano de encontros?
Mensalmente há um momento inicial para partilha dos livros que vamos ler e para que a mediadora da leitura, Joana Rita Sousa, possa dar algumas sugestões de orientação de leitura. Este momento acontece de forma assíncrona, via google classroom.
No final do mês reunimos via zoom de forma síncrona para partilha das nossas leituras.
Entre um momento e o outro há possibilidade de partilha e acompanhamento de leituras via google classroom.
Sobre a formadora: Joana Rita Sousa é filósofa, perguntóloga e mestre em filosofia para crianças. É formadora, mentora e consultora na área da filosofia para / com crianças e jovens desde 2008. Mediadora da leitura e do diálogo.
a edição #1 acontece no mês de Fevereiro. inscreva-se AQUI.
📷 Tom Hermans / Unsplash
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🎧 não é a primeira vez que recomendo podcasts ou canais de youtube aqui no blog. o artigo 5 podcasts & canais de youtube para aprender filosofia é um dos mais procurados.
👉 uma vez que o leque de podcasts que vou conhecendo se vai alargando, é hora de recomendar outros conteúdos para quem gosta de aprender e pretende ampliar o seu repertório.
este podcast é da responsabilidade do professor Clóvis de Barros Filho. semanalmente, Clóvis traz convites para pensar sobre temas como divergência de opiniões, afectos, sociedade, entre outros tópicos. o estilo de Clóvis é inconfundível e anima qualquer diálogo filosófico.
para ouvir e seguir no spotify.
Adam Grant escreveu o livro Pensar Melhor, livro que me tem acompanhado nos últimos tempos. neste podcast, o psicólogo organizacional convida pessoas para falar de temas diversos para nos ajudar a voltar a pensar – sobre os temas, sobre as nossas convicções, sobre os nossos argumentos. aqui fica o link para o spotify.
é conhecido o meu carinho pelo projecto uma filósofa por mês e por isso este podcast tem mesmo de fazer parte desta lista. para quem saber mais sobre mulheres filósofas, quem são e qual o seu contributo para o pensamento filosófico.
o podcast [in] pertinente aborda temas como a economia, sociedade, política e ciência. para cada tema há uma dupla que dialoga sobre uma determinada pergunta. vale muito a pena escutar para praticar o que o Adam Grant recomenda: voltar a pensar nas coisas que eu (pensava que) sabia.
Carla Quevedo e Matilde Torres Pereira convidam mulheres para falar da sua (in)existência em certos lugares da sociedade. a par do podcast um género de conversa, é um dos meus preferidos para conhecer diferentes percursos de diferentes mulheres.
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por curiosidade fui espreitar as estatísticas do blog , bem como os artigos com mais favoritos.
eis o top 6:
(1) coisas que acontecem nas salas de aula – um relato de um trabalho de continuidade em regime de AEC (em 2017);
(2) o erro como porta para o inesperado – um contributo do professor Vitor Lima, do INÉF;
(3) o que pode fazer uma pergunta?;
(4) a palavra NÃO – uma reflexão que fiz a propósito de uma conversa com a Rita do Kit Literário;
(5) para o desenvolvimento do pensamento crítico – um texto de Oscar Brenifier e Viktoria Chernenko;
(6) 7 razões + 1 para amar a filosofia.
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aproveito para perguntar:
qual o seu artigo preferido aqui do blog?
o conteúdo que partilho por aqui é útil?
conte-me nos comentários. ajude-me a pensar e a criar conteúdo significativo para a comunidade que visita o blog.
📷 Jess Bailey / Unsplash
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🎈 na última visita que fiz à sala do balão mágico o L. tinha levado consigo o livro “Não Abras Este Livro”, de Andy Lee. no ano lectivo passado algumas das crianças que estão agora nesta sala trabalharam este livro comigo. portanto, voltámos a falar sobre uma pergunta que nos ocupou: devemos abrir um livro que diz que é para não abrir?
🎈 quando trocámos ideias sobre esta pergunta surgiu um questionamento pertinente: para que serve um livro se não o abrimos? será que é mesmo um livro, uma vez que diz que não é para abrir?
🎈 de maneira a dar continuidade à investigação à volta do objecto livro (o que é um livro?, como sabemos que isto é um livro?) fiz-me acompanhar de objectos diferentes e que têm qualquer coisa de livro: um livro em braille, um livro com um buraco, um livro pop up, um livro negro, um livro em harmónio (ou será que se diz acordeão?).
🎈 para meu espanto a conversa aconteceu logo quando retirei o meu bloco de apontamentos da mochila e que tem uma fita cola com caveiras na 1.ª página e que levantou a pergunta: será que isso é um livro de piratas?
🎈 à medida que “saltavam” objectos da mochila procurámos perceber o que fazia de um livro um livro. se escrevo naquelas folhas, como estava a fazer no bloco de apontamentos, é um livro? se tem muitas folhas em branco, é um livro? se tem uma só folha muito grande, é um livro? se tem um enorme buraco no meio, é um livro? se tem folhas em branco com bolinhas brancas (braille), é um livro?
🎈 o diálogo foi animado, procurámos identificar aquilo que é comum nos livros, explorando diferentes maneiras de ler e livros que “funcionam” de maneira diferente.
🎈 houve lugar para uma mudança de ideias “agora acho que é um livro e não um caderno como há bocado”.
🎈 um dos livros mais curiosos e que provocou o silêncio no grupo foi o livro em braille. acontece que a educadora da sala teve uma colega cega que lia e escrevia em braille e estivemos a ouvir a sua experiência.
🎈 além da língua gestual portuguesa que faz parte das nossas oficinas, naquele dia conversámos um bocadinho sobre braille.
até já, sala do balão mágico 🎈
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às segundas, das 18h30 às 20h – inscrições AQUI
16 de Janeiro – Tema livre (as pessoas participantes vão decidir o tema)
30 de Janeiro – Eu penso, eu escolho
13 de Fevereiro – As perguntas medem-se aos palmos?
27 de Fevereiro – A arte de fazer perguntas
13 de Março – O tempo e o que fazemos dele
27 de Março – A importância do trabalho
10 de Abril – Clareza de pensamento
8 de Maio – Tema livre (as pessoas participantes vão decidir o tema)
22 de Maio – Verdade e mentira
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[este é um postal cantado, basta clicar na imagem.]
desejo que esta época seja feliz
e que possamos
vivê-la com saúde
e em comunidade.
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🎄 espreite a agenda e participe numa das minhas próximas actividades
🎄 contribua com um café!
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numa das últimas visitas ao jardim de infância estivemos a investigar o que é um livro: os livros precisam de palavras? pode haver livros só com ilustração? como é que uma pessoa que não sabe ler (palavras e frases) pode ler um livro?
para nos ajudar na investigação levei comigo livros (será?) bastante diferentes: só com ilustração, com ilustração e palavras, só com palavras, em braille, um livro negro (sim, o livro negro das cores) e estivemos a explorar cada um dos objectos.
uns dias depois encontrei uma publicação do CRID – Centro de Recursos para a Inclusão Digital com este livro: Comboio de Lata.
o livro é maravilhoso, pois contém pictogramas, braille, lgp e ilustrações das crianças do jardim de infância. mais ainda: a autoria da história é da Universidade Sénior da Marinha Grande. apresenta um QR code que nos permite aceder à versão lgp e audiolivro.
que belo exemplo de trabalho colaborativo e inclusivo. fiquei rendida. ![]()
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no último café filosófico (online) da temporada 2022 trabalhámos “o que é um argumento?”:
“Razões sustentando uma conclusão. (…) Nos manuais de lógica, os argumentos, em especial os argumentos dedutivos (…) são muito limpos, com as premissas claramente distintas da conclusão e a conclusão indicada pela palavra “logo”. Na vida real é improvável que a estrutura dos argumentos seja tão fácil de identificar.”
(Nigel Warburton, Pensar de A a Z, pp. 199-200)
se quiser explorar o que é um argumento e praticar um pouco o processo de identificação do mesmo, aqui fica um exercício que poderá fazer (✌🏼 e eu posso dar feedback).
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O diálogo em sala de aula é um exercício colectivo que consiste em aprofundar uma determinada questão em comum, propondo respostas em forma de hipótese, desenvolvendo essas respostas, modificando-as através de um conjunto de perguntas pertinentes e comparando essas diferentes respostas com o fim de extrair as consequências principais do confronto entre as distintas hipóteses.
O trabalho que os alunos deverão desenvolver fundamenta-se nos seguintes pontos:
📍 aprofundar uma determinada questão;
📍 conceber uma série de ideias;
📍 articulá-las com clareza e precisão,
📍 fazer perguntas complementares e respondê-las;
📍 ouvir o outro;
📍 verificar a presença de uma relação lógica ou conceitual entre as ideias e,
📍 finalmente, sintetizar ou analisar o resultado global do trabalho.
Levantar a mão para pedir para falar. Isso permitirá que o/a professor/a distribua a palavra e não fale sempre a mesma pessoa, para que se ouçam as palavras das mais tímidas e lentas. Nesta linha, há que procurar dar a palavra a quem ainda não interveio, para garantir a participação de todas as pessoas, em particular das que têm mais dificuldade.
Não levantar a mão enquanto alguém está a falar. Desta forma, evita que a sua mente se ocupe com o que vai ser dito em vez de ouvir quem está a falar. Isto deverá ser complementado com o convite frequente do/a professor/a para levantar a mão assim que o aluno terminar de falar.
Trabalhe a clareza e a concisão. Diante de uma resposta longa e confusa, é pertinente solicitar um trabalho de síntese e clareza. Neste procedimento ganha quem faz esse exercício e os demais recebem ideias claras sobre as quais construir outras.
Peça para repetir a ideia da pessoas que estava a falar. O/a professor/a pode contribuir para que o que a/o aluna/o disse seja compreendida/o por todos os participantes do grupo, através do exercício de verificação da transmissão da informação, perguntando aos demais o que entenderam e, se necessário, propondo ao remetente que esclareça.
É comum um aluno reagir fortemente a uma ideia com a observação “não gosto”, a ponto de nem mesmo a querer ouvir. Quando o professor detecta essa reação muito carregada de emoção, pode pedir à/ao aluna/o que reformule a ideia que quer criticar. Isso fará com que percebea se foi capaz de ouvir a ideia ou se apenas deseja rejeitá-la. Pode pedir que use esta fórmula: “Não concordo com o José quando ele diz “…”, porque….”
A fórmula também pode ser usada para “Concordo…” para oferecer um motivo diferente para apoiar essa ideia.
Falar apenas um de cada vez. Enquanto alguém fala, os outros ficarão em silêncio, aquele que intervém dirigir-se-á a todo o grupo (e não tanto à/ao professor/a), pois todos os presentes constituem o espaço de reflexão.
Não tenha expectativas sobre a resposta. Estaremos abertos a qualquer resposta, caso contrário não ouviremos as palavras emitidas, mas sim as que gostaríamos de ouvir.
Peça ideias diferentes. Quando já tiver uma série de ideias, peça à pessoa que pode contribuir com uma nova ideia para falar.
Apontar ideias repetidas. O/a professor/a perguntará ao grupo se a ideia recém-contribuída é nova ou se já foi apresentada anteriormente. Verifique se realmente não adiciona nada de novo.
Convide os alunos a fazerem perguntas. A pergunta surge do espanto, do mal-entendido ou do espírito crítico. O/a professor/a não deve ser o único a formular perguntas.
Redirecione o diálogo. A criação de ideias também deve ser relevante e focada no assunto. Se o diálogo se perder ou divagar, é necessário reorientar. Para isso podemos perguntar se alguém pode fazer um resumo das ideias mais importantes discutidas até aquele momento.
Se as intervenções não têm ligação entre si, se estamos apenas a presenciar uma justaposição de exposições, há que procurar a relação entre as ideias, sejam elas afinadas ou contraditórias.
Mudar de opinião. Apoiar a mudança de opinião articulando o motivo pelo qual isso aconteceu permite-nos entender que o nosso pensamento pode ser flexível e seguir a razão.
O hábito de dar razões. Oferecer razões nas respostas deve ser uma constante, é assim que tornamos visíveis crenças latentes, ideias que operam no nosso modo de viver, sem que estejamos plenamente conscientes.
O hábito de problematizar. Qualquer ideia é susceptível de ser questionada, é deste modo que vemos a força ou a fragilidade das nossas ideias.
Diferencie posicionamento e argumento. É útil lidar com essa diferença para avaliar uma resposta. A resposta a uma pergunta fechada terá que conter uma posição (sim ou não), mas também terá que apresentar um argumento que será a razão que sustenta aquela posição. Numa uma pergunta aberta, começamos a responder com uma hipótese (que serve de posição) que será ilustrada com outras ideias (argumentos) que a sustentam e mostram sua validade.
Diferencie a crítica interna da crítica externa. Crítica interna consiste em verificar a clareza, a pertinência, a coerência… da própria resposta e também a sua pertinência em relação à pergunta. Crítica Externa consiste em questionar os pressupostos que fundamentam a resposta ou a objecção a ideias de uma outra perspectiva, de um outro sistema de valores ou de um outro paradigma de pensamento.
Pense em dilemas. Frequentemente a realidade apresenta-nos situações nas quais os valores que gostaríamos de respeitar se sobrepõem ou se contradizem. Precisamos discriminar as razões para tomar uma decisão. Diante de um dilema, a nossa capacidade reflexiva e a nossa paciência para lidar com questões problemáticas são colocadas à prova.
Perder o medo do erro ou da incapacidade. A pergunta é sempre um desafio e é assim que deve ser colocada, não como algo que deva ter uma resposta garantida. Mesmo para o/a professor/a, o facto de não ter a resposta nada mais é do que um momento no qual o pensamento começa e que dará frutos em tempo próprio, talvez não imediatamente.
Interessar-se pelos outros participantes e pelas suas ideias. Preste atenção às ideias que são novas ou mesmo estranhas, evitando descartá-las sem as examinar primeiro. A melhor forma de respeito não é simplesmente aceitar as ideias do outro, mas sim dialogar com essas ideias.
Ter consciência das emoções. Tornar-se observador das próprias reacções, das emoções que o facto de ter que falar e expressar ideias ou ouvir as dos outros nos desperta. A consciência é, em si, um regulador das emoções.
A colaboração. O diálogo não é uma luta de ideias ou um momento “para ver quem consegue mais”. O diálogo é uma investigação sobre uma questão. Certas funções podem ser delegadas a alguns alunos (de forma rotativa) por exemplo o “detector de não resposta” (dito de forma bem-humorada sobre as respostas que se desviam de modo evidente daquilo que é perguntado). Ou o “detector de objecções que não objecta” (quando queremos contradizer uma ideia, mas aquilo que apresentamos não funciona como uma contraposição).
O consenso. Registadas as divergências e não havendo unanimidade, o voto maioritário poderá ser utilizado para decidir sobre a conclusão a ser oferecida.
A melhor hipótese. Devemos aceitar qualquer hipótese que tenhamos até termos uma melhor, a menos que possamos mostrar que não faz sentido.
O valor da palavra. Tomamos a palavra de quem expõe a ideia na medida em que essa palavra é emitida. Se, diante da reação de seus colegas, o orador considerar que pode melhorar o seu discurso, a melhoria será bem-vinda. A clareza das ideias é transposta para a clareza da palavra.
Avaliar o trabalho de pensamento realizado antes da conclusão.
Sintetizar as ideias que surgiram.
Tirar conclusões.
Avaliar o que aconteceu: se houve problemas na discussão e se foram resolvidos.
Fazer uma lista daquilo que foi aprendido.
(*) texto original: GUÍA BREVE PARA EL DIÁLOGO FILOSÓFICO EN CLASE, Oscar Brenifier e Mercedes García Márquez, Fevereiro 2020 (publicado no blog Taller de Prácticas Filosóficas) – tradução de Joana Rita (Dezembro 2022)