filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    Parar para pensar – e para criar, DENTRO da caixa. Eis o desafio desta oficina, durante a qual os participantes terão oportunidade de dar largas à criatividade. Esta entende-se como algo que pode ser aplicado no quotidiano. O curso pretende dar ferramentas para que a prática da criatividade faça parte dos seus dias. Vamos a isso?

    Autores de referência: Tony Buzan, Robert Fisher, Immanuel Kant e Edward de Bono.

    TÓPICOS
    a) Caixa? Mas qual caixa?
    b) Mapear o pensamento
    c) Técnicas de criatividade para o dia-a-dia
    d) O diálogo como ferramenta de criatividade

    Destinatários: adultos motivados para aprender e colocar a criatividade em prática

    ONLINE | dias 19 maio e 21 maio, das 18:30h às 21:30h | 25,00€ 

    Com Joana Rita Sousa, formadora na área da criatividade, consultora na área da estratégia digital, filósofa e colecionadora de perguntas.

    Inscrições: bit.ly/oficina-criatividade-

     

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    1) quem quiser participar no #filopenpal, só tem de enviar-me o e-mail. 

    2) definimos durante quantas semanas vamos manter o desafio activo

    3) criamos uma pasta na google drive

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    4) combinamos o dia para o 1.º desafio

    5) filosofamos, colaborativamente e em segurança, cada um em sua casa!

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    aceita o desafio?

    para saber mais sobre a subscrição do #filopenpal, contacte-me via e-mail: joana@filosofiaparacriancas.pt 

     

     

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    joana rita #filocriatividade

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    É a segunda vez que a Tatiana Marques “invade” este blog. Sendo um blog dedicado à filosofia e à filosofia para crianças e jovens, é aberto aos tópicos da educação. 

    Uma das coisas que a filosofia para crianças me ensinou foi a questão da sensibilidade ao contexto. É nesse sentido que este texto ganha aqui o seu lugar. 

     

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    Como mãe tenho assistido a uma série maravilhosa, todos os dias da semana, das 8:25 às 15:50, não na Netflix mas na Real Life. Esta série chama-se ”Ensino online”.

    O enredo no início foi assustador, imprevisível, no ano 2020, onde uma pandemia virou o mundo ao contrário. O clímax da série foi quando foi definido o término do ano letivo, o qual exigia uma solução. A meio da segunda temporada, o desenvolvimento da narrativa começa a ter contornos de uma luz ao fundo do túnel e começa-se a ir em direção a um bom porto.

    Os coprotagonistas são as nossas crianças e jovens que já não têm a motivação de se levantarem, tomarem um pequeno-almoço saudável, lavarem-se, vestirem-se e irem para a escola se não for o professor a impeli-los mais do que nunca. Os pais já não os conduzem em direção à escola, no sentido físico, dentro de um carro. Mas no sentido moral, mesmo que com algum trânsito, quero acreditar que todos os Encarregados de Educação levam os seus filhos à escola dentro do seu coração. E estamos agradecidos mais do que nunca pela inspiração que os protagonistas desta história – os PROFESSORES têm sido ao conseguirem encaminhar as nossas crianças em direção da secretária, onde passam grande parte do seu dia sentados, virados para um ecrã pequeno e não têm os colegas para descomprimir com um olhar, uma piada ou o recreio para correr, brincar e respirar. Esta personagem principal costumava ser ator dentro de uma sala de aula, em que a sua plateia são mentes muitas vezes ainda inocentes, ávidas para aprender, que gostam de ter o seu mestre de carne e osso em cima do palco. Agora esse ator está numa tela, à distância, com o som muitas vezes destorcido e com uma assistência completamente esgotada (em todos os sentidos). Este novo público, que inclui figurantes, pode fazer todos os julgamentos possíveis porque não está na pele do herói que é o professor.

    Quero acreditar que estes figurantes se irão tornar em personagens coadjuvantes, e juntos ajudar a fazer da escola em casa um modelo compatível de ensino.

    Até os heróis têm de sair da sua zona de conforto e reinventarem-se perante as adversidades. Vestiram a capa e agarraram-se a novas plataformas para voarem. Aprenderam da noite para o dia novas formas de comunicação, que mais parecem canções para os nossos ouvidos. E descobriram estratégias mais apelativas, construindo asas para levarem os coprotagonistas a voarem consigo também.

    Quando os atores saem de cena, tiram a máscara e aí choram. Choram de frustração, choram pelas dificuldades e exigências. Mas choram sobretudo por não ter a razão de ser de toda a sua vocação perto de si. Há uma linha que os separa, neste caso um ecrã.

    Já para nem falar que o protagonista desta história ainda tem de lidar com o antagonista. Os professores embora seres excecionais são pessoas comuns que também têm medo do tão afamado Covid-19, têm receio de ficar doentes por si e pelos seus. Este herói que veste a capa todos os dias agora não pode ficar doente. Agora não tem de acordar tão cedo, percorrer uma longa distância, beber o café à pressa e picar o ponto. Mas tem de ter sempre bateria, Wi-Fi, boa luz, voz afinada e energia para se fazer ouvir e ver num quadradinho. Este herói também tem família que se encontra confinada no mesmo espaço onde é agora a escola. A sua família inclui bebés que choram, gatinham sobre os fios do único meio de ligação ou ficam sentados numa cadeirinha tempo demasiado também. A sua família pode incluir dois ou três filhos que precisam igualmente da sua atenção. Inclui jovens que decidem ter música aos altos berros a meio de um Live. Inclui membros familiares que têm lombrigas e a cada meia hora estão a pedir comida. Inclui cônjuges que não entendem porque é que os educadores têm de cantar tanto e falar de forma tão expressiva. Este protagonista também tem pais e sofre por não os poder abraçar. Já para nem falar da casa que não se arruma sozinha, a comida que se tem de fazer pois não podemos almoçar pão ou cereais todos os dias e a roupa pronta para o Take 2.

    Faz-se história nesta série e o desfecho acredito que vá ser feliz.

    Aplaudo de pé a interpretação destes protagonistas mais desvalorizados deste país.

    E neste Dia do Trabalhador, estimados professores dos meus filhos, e de todos os filhos deste país, aproveitem bem este feriado mais do que merecido para se congratularem e acreditarem que se não fosse o vosso trabalho este país parava.

    E não parou mesmo.

    Obrigada.

     

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    o que é o filopenpal?

     

    este é um desafio que consistia no “vai e vem” de cartas entre uma filósofa (eu) e uma criança (ou um jovem ou um adulto).

     

    acontecia com o intuito de recuperar o encanto de receber uma carta, via CTT, em papel, com perguntas e interrogações que iam construindo um caminho de pensamento.

     

     

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    resolvi reinventar o projecto, para suprimir algum desconforto que possa surgir quanto à recepção, em casa, de cartas (tendo em conta o contexto #covid19pt).

    assim, mantemos o “vai e vem” da filosofia  e usamos o e-mail e a google drive para levar a filosofia a sua casa. 

     

    a quem se destina? 

     

    este projecto está pensado para crianças e jovens (as crianças e os jovens poderão precisar de apoio dos pais ou familiares para o acesso ao e-mail e google drive), mas também para os adultos que querem praticar o parar para pensar.

     

    todos os desafios filosóficos #filopenpal são pensados “à medida” de quem quer participar. 

     

     

    *

     

    se quiser saber mais sobre o #filopenpal e as condições de susbcrição, contacte-me: joana@filosofiaparacriancas.pt 
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    uma aldeia de seu nome Filosofia

    [para falar de Kant, recupero esta crónica que escrevi, em tempos, sobre as minhas aventuras numa aldeia chamada Filosofia]

     

    Há dias deparei-me com uma cena que, não sendo inédita para mim, não deixa de me causar asco. Um senhor, sentado no interior do seu carro, estacionado, saca de uma pastilha do interior de uma caixa. Abre a porta do carro e lança a caixa no chão. Eu passava e ia, curiosamente, em direcção ao ecoponto. Parei, peguei na caixa e bati no vidro: desculpe, deixou cair isto. Ele, espantado, abriu a porta e disse um ah sim, obrigado.

    Ambos assumimos o papel de poetas (não é o poeta o maior fingidor?): ele fingiu que tinha deixado cair uma caixa (vazia) de pastilhas para o chão e eu fingi que estava convencida de que tudo não passou de uma distracção.

    Quem me conhece sabe que o meu carro anda sempre com lixo. Note-se, somente lixo imperecível, como as caixas de pastilhas vazias. Quem não me conhece fica, desde já, avisado. E muitos tentam explicar isso como «ah e tal as mulheres e os carros». Pois desenganem-se. O género não é para aqui chamado. Esta postura radica no ensinamento que o vizinho da rua de baixo partilhou comigo, em tempos: age como se a máxima da tua acção devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal. Neste caso, age como se não quisesses ver o mundo transformado numa grande lixeira. No limite, circunscreves essa lixeira ao teu carro. E não a partilhas com a humanidade.

    Esse meu vizinho, Kant, partilhou comigo alguns dos seus escritos sobre ética. Disse-lhe que Fundamentação da Metafísica dos Costumes seria um título um pouco longo e que provavelmente não teria possibilidade de competir, nas livrarias, com títulos como Sei lá, Anjos e demónios e Férias em Saint Tropez. Assim não vais vender nada, Immanuel, confessei, enquanto bebíamos um chá verde.

    O Kant é um bom rapaz: metódico, racional, crítico. Uma vez vi-o sorrir: ele apanhou-me no largo da igreja, aqui, na aldeia, a saltar à corda com o Pitágoras. Riu-se porque o Pitágoras se enganou a contar. Mas desses saltos falamos num outro dia. Tenho um banquete daqui a nada, com um vizinho que se mudou agora para a rua de cima. Chama-se Sócrates. E ainda tenho que passar no supermercado para escolher um vinho. Até à próxima, malta.

     

     

    sugestões de leitura:

    obras de Immanuel Kant, publicadas em português: Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Crítica da Razão Prática, Crítica da Razão Pura e Crítica da Faculdade do Juízo.

    – numa linha académica, o professor Leonel Ribeiro dos Santos é um dos investigadores portugueses que se dedicou muito ao estudo de Kant.

    – recomendo a leitura da obra Janelas para a Filosofia, de Aires Almeida e Desidério Murcho.

     

    o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 

     

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    em 2015, numa oficina de filosofia, surgiu esta pergunta.

    a resposta que se seguiu foi:

    “vem para as aulas de filosofia.

    ou para uma escola de perguntas.” 

     

     

     

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    » 4 maio – Será que o distanciamento social nos aproxima?
    » 25 maio – Por que nos sentimos presos dentro da nossa própria casa?
    » 8 junho – Como saber quais são as perguntas importantes?
    » 22 junho – Como encontrar conforto na incerteza?

    das 18:30h às 20:00h, através da plataforma Zoom.
    valor de participação: 5,00€
    inscreva-se aqui: bit.ly/cafés-filosóficos

     

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    em Maio continuamos com a #FilosofiaAoVivo. eis os filósofos que vamos conhecer:

     

    8 de Maio: Santa Teresa d’Ávila

    15 de Maio: Agostinho da Silva

    22 de Maio: Friedrich Nietzsche

    29 de Maio: Pitagóricas 

     

    a #FilosofiaAoVivo acontece às 12h30, em directo no instagram e no twitter

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    na próxima quinta há #FilosofiaAoVivo na companhia do querido Immanuel Kant, o nosso filósofo rigoroso e metódico com quem gostei muito de trabalhar na minha dissertação de mestrado em filosofia para crianças e jovens.

     

    encontramo-nos no instagram ou no twitter, às 12h30.

    sigam e acompanhem nas redes sociais através da hashtag #FilosofiaAoVivo

     

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    há quem lhe chame explicações, eu prefiro chamar-lhe tutoria. trata-se de um acompanhamento one-to-one onde o propósito é o de praticar o pensamento crítico e criativo, partindo e seguindo os conteúdos escolares.

    para muitos, o primeiro contacto com a filosofia começa no 10.º ano – as tutorias servem para permitir que este encontro seja um verdadeiro diálogo, pleno de perguntas e com foco nos textos dos autores. 

    e com isto nos preparamos, não só para a filosofia, mas também para as outras disciplinas. afinal, o pensamento crítico e o pensamento criativo são ferramentas úteis em tantas dimensões da nossa vida, presente e futura.

    se procura apoio escolar na disciplina de filosofia, em formato online, contacte-me.

    joana@filosofiaparacriancas.pt 

     

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    Our key aims are to bring people and ideas together, to promote a curriculum, to incite projects, to develop standards, to work with similar organisations and to advance doing philosophy with children. So, we do hope you can join us online to carry that on in spite of the restrictions.

    To register for the event and gain access to all of the live workshops as well as discussion groups, please register

     

    THE LOCATION

    This year we are inviting you to enjoy the luxury of your own home as we bring SOPHIA to you. The dates will stay the same as planned the 11th and 12th of July thought the timetable and the theme will be different as the Romania meeting will be carried over into 2021.

     

    THEME: PHILOSOPHISING IN LOCKDOWN

    This theme calls for workshops on doing philosophy with children online, or other ways of reaching out to young people during these interesting times. Have you been running online dialogues, or using other ways of helping children think through philosophical questions at home? Perhaps you have sessions that have meaning right now, or that could help people through feelings of isolation. Or should we be looking to the original Greek meaning of Schole: leisure or free time? How can we use this lockdown to develop ourselves and our communities for the future?

     

    CONTENT AND TIMETABLE

    The meeting will be hosted online over the weekend of July the 11th and 12th, 2020. We are aiming for 2 half days and we are able to run presentations, workshops, discussion groups and hopefully an evening online drinks event on Saturday. The final timetable will be confirmed in June and sent to everyone who paid membership and the ticket.

     

    CALL FOR PAPERS

    The call for papers deadline is 30th April.

    All submissions will receive a response by Friday May the 8th.

    All submissions must be sent to steve@philosophy-foundation.org

     

    More INFO at Sophia’s Network website.

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    Hipácia (ou Hipátia) de Alexandria 

    nascida em 370, Hipácia (ou Hipátia) foi uma mulher respeitada na comunidade da Academia, em Alexandria. filha de Téon de Alexandria, Hipácia desde cedo mostrou interesse pela astronomia, pela matemática, pela filosofia e pela medicina. 

    Além de filósofa, Hypatia se dedicava a matemática e astronomia. Na realidade, tanto seu pai quanto ela própria são mais conhecidos por seus trabalhos na área matemática. Hesiodo assinala trabalhos dela nessa área, os quais não chegaram até nossos dias. Nas cartas de Sinesius é possível perceber que ele estudou com Hypatia tanto matemática quanto astronomia, além de filosofia. Através das cartas de Sinesius também constatamos que ela tinha facilidade em manusear instrumentos científicos como o astrolábio e o hidroscópio. Ademais, não sabemos muito mais sobre a atuação de Hypatia na área matemática. Haja vista os comentários de Theon a Ptolomeu e Euclides é provável que ela tenha aprendido com seu pai a geometria euclidiana. Através do Suda sabemos que Hypatia escreveu um trabalho sobre os cones de Apolônio e a aritmética de Diophantus. (Juliana Abreu)

     

    a filosofia seria algo natural na sua vida, por questões familiares. era adepta da máxima “corpo são em mente sã”. consta que terá frequentado a Academia Neoplatónica, em Atenas. 

    terá sido assassinada por uma multidão de cristãos, em 415. Alexandria foi acusada por exacerbar um conflito entre duas figuras proeminentes de Alexandria: o governador Orestes e o bispo de Alexandria (Cirilo). Hipácia era um alvo a abater, por viver num momento de transição entre o paganismo e o cristianismo. 

    a sua morte marca uma ruptura na vida intelectual de Alexandria. Hipácia era considerada uma solucionadora de problemas e os matemáticos recorriam frequentemente a Hipácia solicitando ajuda nas suas questões. 

    “Obteve tais conhecimentos em literatura e ciência, que sobrepassou muito todos os filósofos de sua época. Explicava os princípios da filosofia aos ouvintes, muitos dos quais vinham de longe para receber sua instrução” (in BBC)

     

    a vida na praça pública 

    um dos seus alunos, Sinésio de Cirene, dá-nos conta que Hipácia era uma mulher que assumia um papel activo no espaço público da cidade. talvez por isso tenha sido considerada um alvo a abater por parte dos cristãos que pretenderiam atingir Orestes, o governador da cidade, com quem Hipácia teria relações de, arriscamos a dizer, consultora ou conselheira.

     

    o papel das mulheres na antiguidade: o problema das fontes 

    a questão das fontes é fundamental quando pretendemos apurar o papel das mulheres na vida académica ou intelectual, no período do antiguidade. muitas vezes o que nos chega são relatos de alguém que falava da figura X ou Y, da mulher X ou Y e não os textos ou o discurso “directo” dessas figuras. no estudo de filósofas como Hipácia, há, por vezes, discursos que se contradizem e que nos levam a duvidar do que dizem os autores. vamos encontrando várias peças de um puzzle que dificilmente ficará completo. 

    de Hipácia não nos chegaram obras. sabemos que trabalhou em colaboração com o seu pai Téon nalgumas obras. 

    a edição da obra Almagesto, do astrónomo e geógrafo Ptolomeu, é da responsabilidade de Hipácia, a jovem casta e celibatária que aparece no último episódio da última temporada da série The Good Place. já que falo nesta série, fica aqui a minha recomendação para que a vejam, ali mesmo na netflix. 

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    no livro Filósofas – A presença das mulheres na Filosofia, Hipácia é uma das mulheres a quem é dedicado um capítulo. 

     

    Ainda que Hypatia tenha sido, como os relatos e as fontes sobre ela revelam, uma brilhante matemática, filósofa e astrônoma – e é desta maneira que deveríamos nos referir a Hypatia –, foi uma morte trágica e talvez em vão que imortalizou seu nome, o que não nos autoriza a criar e inventar uma Hypatia que não existiu e afirmar que essa criação tenha existido. (Juliana Abreu) 

     

    sugestões de leitura:

    – Hipácia de Alexandria, Enciclopédia Logos

    BBC

    Ancient History Enciclopedia 

    Filósofas – A presença das mulheres na Filosofia

    o audio deste episódio está disponível no twitter, basta clicar AQUI. e não é preciso ter conta no twitter para ouvir! 

     

     

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    Será que o distanciamento social nos aproxima?

    Os nossos CAFÉS FILOSÓFICOS estão de regresso – mas agora ONLINE.
    O próximo realiza-se já no próximo dia 27 de abril, das 18:30h às 20:00h, através da plataforma Zoom.
    Vamos levar a filosofia para junto das pessoas que estão em casa.

    Tudo começa com uma pergunta, seguida de uma proposta de exercício de pensamento crítico.
    É natural que, ao princípio, os participantes sintam algum desconforto, tal como acontece no primeiro dia do ginásio; só que aqui são os músculos do pensamento que vão sentir-se incomodados. Só com a persistência e a insistência será possível superar este desconforto, focando no objectivo final: um pensamento flexível, resistente, adaptável, capaz de traduzir ideias em palavras, de defender uma posição e/ou de mudar de ideias.

     

    Para pessoas que, independentemente dos seus conhecimentos no âmbito da filosofia, aceitam o desafio para praticar o parar para pensar.

    Com Joana Rita Sousa, filósofa // Filocriatividade – Filosofia e Criatividade
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    Valor de inscrição: 5,00€
    Inscrições: bit.ly/cafés-filosóficos

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    ontem vi esta publicação no facebook, na página Philosophie pour enfants/Philosophy for Children e resolvi partilhar por aqui, com quem procura enquadramento para a #covid19pt, no âmbito da filosofia para crianças (e, permitam-me acrescentar, para jovens, para adultos e por aí fora). 

    esta página pertence ao investigador e facilitador de filosofia para crianças, Michel Sasseville, cuja obra “Penser ensemble à l’école” recomendo.

     

     

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    A compressão provocada pela Covid-19 começa a aliviar. Deixo aqui um pequeno contributo com “pistas” para pensar o Pós-Covid. Cada uma delas merecia um tratado. Não é este o lugar para isso. Nem tarefa para uma só pessoa.

    O Pós Covid-19
    É fácil garantir que o mundo não será o mesmo no Pós Covid-19, porque o mundo nunca é o mesmo, é sempre outro. Mais ainda quando é sujeito a um terramoto como o actual. Por isso mesmo, é previsível que, após o Covid-19, o novo normal não será a repetição do normal anterior. São generalidades que pouco ou nada dizem. Não nos dizem, por exemplo, se o novo normal será perto ou distante do velho normal. Por tudo isso, mesmo sabendo nós pouco e reconhecendo que se trata apenas de uma exploração através do pensamento, fica aqui um pequeno contributo com pistas para o exercício de tentar responder à questão…

    Que efeitos terá a Covid-19 no mundo?

    A reorganização dos sistemas de produção, comércio e consumo e resultado das novas dinâmicas empresariais (falências, endividamentos, novos agentes, novos produtos…)
    Os impactos no sistema financeiro global e nos agentes sectoriais, incluindo os bancos
    Complexidade do mundo e a interligação das nossas relações
    A evidência da nossa dependência individual: física, emocional…
    A importância visível da ciência
    A importância da política e dos políticos
    A fragilidade da política populista – depende dos resultados
    A fragilidade da democracia – depende dos descontentes e da sua susceptibilidade à mobilização populista
    A importância da “participação” dos cidadãos
    A fragilidade do nosso modelo ou estilo de vida
    A fragilidade ou dependência do sistema económico (ele não é tudo)
    O valor da prevenção, do controlo dos processos sociais
    A importância do SNS
    A relevância social dos comportamentos individuais
    A redescoberta (?) do social no bem-estar individual
    A importância da prospectiva e da gestão do futuro
    A reavaliação pessoal e colectiva do essencial e do acessório
    Os efeitos – no trabalho, nas compras, na informação, no entretenimento – das novas competências digitais e dos hábitos adquiridos no mundo digital
    A revelação da importância da matemática como ferramenta decisiva no conhecimento, decisão, acção e avaliação dos processos
    O novo papel da China e dos EUA, bem como da Europa
    Os efeitos políticos na liderança dos EUA e do Brasil, por exemplo, que não serão indiferentes à evolução da pandemia nos respectivos países
    A percepção da fragilidade do nosso estilo ou modo de vida
    A fragilidade das cidades e as possibilidades do mundo rural como alternativa
    A experiência vivida da responsabilidade individual no bem-estar colectivo
    A classificação (até à disseminação da vacina) dos mais velhos como grupo de risco
    O novo golpe na Providência, no Destino, e o reforço do poder da acção eficaz
    A experiência vivida da importância dos afectos, do toque físico, do contacto presencial e do seu inverso, a solidão
    A revelação de que somos presas fáceis do medo e de que só estamos disponíveis para mudar sob a força do medo
    A reafirmação do poder da Natureza sobre o curso dos acontecimentos
    A evidência experimentada entre o desejo e a realidade e a importância de ter em conta a realidade para conseguir conquistar o desejado
    A experiência do tempo longo, distendido, mas também do valor do movimento e da agitação
    A redescoberta da importância de fazer parte, estar incluído, ser tido em conta
    A revalorização do papel objectivo e da importância da comunidade
    A evidência de que Wuhan é aqui ao lado e a reorganização da percepção do espaço global
    O alerta agora talvez percebido para outros contágios: esta pandemia não é a última nem a mais perigosa; há outras epidemias que merecem atenção (da vinha, do pinheiro, da oliveira…)
    A revalorização do gesto simbólico (o papa sozinho na Praça de S. Pedro ou as palmas no hospital à saída de um recuperado…)
    A forma como os líderes e as organizações vão reagir às avaliações das medidas adoptadas, que nunca são perfeitas nem indiscutíveis
    A nova normalidade não existe como um dado prévio, mas existirá como resultado da acção das várias forças intervenientes. E já sabemos quais são as principais forças capazes de dar forma ao futuro: o conhecimento, a organização e o dinheiro.

     

    – o Alves Jana partilhou esta reflexão no facebook. pedi-lhe para publicar aqui, pois considero que pode ser um bom ponto de partida para muitos de nós reflectirmos sobre esse mundo novo que aí vem (que já está no meio de nós?).