filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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“O melhor lugar para se começar a exploração da beleza do dia-a-dia é o jardim, onde o lazer,

a aprendizagem e a beleza confluem numa experiência do lar que é libertadora.”

Beleza: Uma Muito Breve Introdução, do professor Roger Scrutoné um livro que, ao longo de nove capítulos, convida o leitor a compreender o conceito de beleza a partir de objetos concretos, de ideias, de obras de arte, obras criadas pela natureza, e/ou pelos seres humanos. Este é o ponto de partida, mas, pouco a pouco, há um fundamento, um argumento que recorre ao pensamento e às obras de diferentes filósofos, de épocas distintas.

Platão viu a beleza como o objeto do desejo e uma porta de entrada no transcendental. S. Tomás de Aquino viu-a como uma dádiva de Deus. Proust encontrou beleza na palavra escrita. Kant refletiu sobre os juízos de gosto. Schiller envolveu a arte e o divertimento e alertou-nos que nem sempre o resultado é belo. Manet encontrou beleza no corpo desinibido. Em Tchaikovsky a beleza vive na música, como por exemplo, na Sexta Sinfonia. Bergman captou o belo através da lente e na arte de filmar. Collingwood alertou-nos que a beleza existe nas formas, na harmonia das linhas e cores. Marcel Duchamp abalou o meio artístico com a sua “A Fonte” e obrigou-nos a questionar, de novo, o que é a arte?

A arte poderá ser emoção, comunicação, sensualidade, arrebatadora, perigosa, perturbante, sagrada, mas também profana e imoral.

Não estamos perante uma obra para especialistas, com uma linguagem hermética, própria dos filósofos, pelo contrário. Este é um livro para os apaixonados pelas questões estéticas, pelo exercício do questionar e da reflexão. Para todos os apreciam aprofundar perspetivas, partilhar ideias e dialogar, mas também para os que encontram beleza no cruzamento de diferentes tipos de arte e manifestações culturais. Experienciar o belo é uma vivência humana ímpar. Uma emoção singular.

As interrogações são fortes, presentes, muito presentes ao longo do livro. As respostas vagas, imprecisas e ausentes. No último capítulo o autor esclarece:” (…) terá notado que eu não disse o que a beleza é.”  

Roger Scruton reforça a ideia de que a beleza está na nossa vida. Todos desejamos coisas belas. A beleza é uma dimensão do ser, «a beleza está nos olhos daquele que contempla».

O filósofo e ensaísta, por fim, esclarece: “A minha resposta é simplesmente esta: tudo o que disse sobre a experiência de beleza implica que ela tem uma fundação racional. Desafia-nos a encontrar significado no seu objeto, a fazer comparações críticas e a examinar as nossas próprias vidas e emoções à luz do que encontramos.”

Uma das questões que encontramos ao longo desta leitura é:

Afinal, o que acontece, em nós, quando somos confrontados pela beleza?

Júlia Martins

Beleza: uma muito breve introdução, de Roger Scruton

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