filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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    A propósito da consultoria que realizei com a companhia Passos e Compassos, li e pesquisei sobre o tema do tempo. A bibliografia consultada foi diversa, desde literatura infantil ao ensaio filosófico. 

    A dado momento, a memória surgiu como ponto de apoio para a pesquisa e para o diálogo com a equipa. Tropecei no vídeo disponibilizado no YouTube, Qué nos enseña la neurociencia sobre la memoria, com Rodrigo Quian Quiroga, neurocientista.

    No final, Rodrigo fala na forma como o foco das perguntas da filosofia mudou muito nos últimos anos, e como o diálogo entre a neurociência e a filosofia permite outro tipo de perguntas.

    Vale a pena escutar.

     

     

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    coleiras museu artigo expresso

     

    O livro é antigo e habita há muito, muito tempo uma das estantes cá de casa. Chama-se Viagem a Portugal e foi escrito por José Saramago. Esteve esquecido durante algum tempo e confesso que foi a série documental exibida pela RTP, com Fábio Porchat, que me fez voltar a olhar para aquelas páginas.

     

    O título do livro não omite o seu propósito: pretende-se viajar por Portugal, pelo Portugal continental, diga-se. Nessa viagem, ao chegar a Carvalhal de Óbidos, o escritor português descreve uma torre, a torre dos Lafetás, uma família de pessoas bastante ricas com negócios em vários pontos do mundo:

     

    Na torre que aqui está foi em tempos encontrada uma coleira com uns dizeres gravados, os quais assim rezavam: “Este preto he de Agostinho de Lafetá do Carvalhal de Óbidos.” O viajante não sabe mais nada do escravo preto, a quem a coleira só deve ter sido tirada depois que morreu.

     

    Saramago sublinha a desumanização deste objecto ao referir que nem sequer tem o nome da pessoa escravizada: “Como se sabe, um escravo não tem nome. Por isso, quando morre, não deixa nada. Só a coleira, que ficava pronta a servir a outro escravo.” (p. 169)

     

    Nesta mesma página, o escritor indica que tem conhecimento de que essa coleira está em Lisboa, no Museu de Arqueologia e de Etnografia, assumindo o compromisso de visitar esse espaço para ver essa tal coleira. E assim acontece:

     

    Cá está a coleira. (…) Este objecto, se é preciso dar-lhe um preço, vale milhões de contos, tanto como os Jerónimos aqui ao lado, a Torre de Belém, o palácio do presidente, os coches por junto e atacado, provavelmente toda a cidade de Lisboa. Esta coleira, é mesmo uma coleira, repare-se bem, andou no pescoço dum homem, chupou-lhe o suor, e talvez algum sanguel de chibata que devir ir ao lombo e errou o caminho. Agradece o viajante muito do seu coração a quem recolheu e não destruiu a prova de um grande crime.

     

    Durante anos, a única referência a este objecto encontrava-se neste livro de Saramago. Havia visitantes que chegavam ao Museu e perguntavam pela coleira, indicando o livro como referência. O objecto esteve desaparecido e foi recentemente encontrado:

    As duas coleiras usadas por escravos de proprietários portugueses continentais, peças raras que estiveram desaparecidas cerca de seis décadas e foram reencontradas recentemente, estão desde a tarde deste sábado expostas no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, no âmbito da exposição “Um Museu. Tantas Coleções!” (Expresso, 2017)

     

    Estes objectos foram referidos na formação que frequentei na Gulbenkian, intitulada Histórias Difíceis, Legados Difíceis. Esta formação disponibilizada pela Fundação Calouste Gulbenkian aconteceu pelo segundo ano consecutivo e foi muito importante para mim frequentá-la. Espero que se continue no próximo ano e recomendo todas as pessoas que trabalham na área da educação a inscrever-se.

     

    fotografia: Jornal Expresso

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    Um livro que nos faz parar, pensar, escutar e dialogar, competências tão importantes para nos compreendermos e compreendermos o mundo que nos rodeia. São questões que nos levam a refletir enquanto adultos e ao mesmo tempo um desafio ao desenvolvimento do pensamento crítico das crianças. (RN, via wook)

     

    Trata-se de um livro com um tema de fundo da máxima atualidade, tratado com enorme sabedoria e sentido prático para a ligação com o público – com propostas de tarefas de implicação do saber na vida do dia a dia.
    Escrito com mestria, aborda conceitos densos de forma clara e de fácil apropriação para leitores adultos preparando-se para interagir com crianças e adolescentes (e outras pessoas, tantas pessoas crescidas que ganhariam com a leitura deste material)! Parabéns! Parabéns à autora e à Editora. Muito Muito Bom. (Maria Jorge Ferro, via Presença)

     

    Um excelente instrumento para aplicar sempre que se quiser promover a Paz no Mundo. Porque só através do diálogo aberto, profundo e esclarecido alcançaremos um entendimento alicerçado nos valores do respeito e da dignidade. Posto isto, não digam que a Filosofia não serve para nada. É falso. Obrigada, Joana Rita Sousa, pela sua Filocriatividade! (Maria José Pessoa, via Presença)

     

    O nosso quotidiano pode ser avassalador, não só porque o ritmo de vida parece não parar de acelerar, mas também porque somos alvo de uma avalanche diária de informação e desinformação que nos atordoa. Não são só os adultos que sofrem com este fenómeno; as crianças e os jovens também lhe estão sujeitas. Sabemos que cognitivamente é impossível dar atenção a tudo, mas é fundamental dar atenção ao que importa. Apender a pensar criticamente sobre a realidade é saber separar o trigo do joio. Quanto mais cedo se começa, melhor. E quem dominar esta arte, não só estará em vantagem, como poderá contribuir para uma sociedade melhor.  (via Bula Literária, Bertrand) 

     

    Poderá adquirir o livro nas mais diversas livrarias, de Norte a Sul do país e ilhas; o livro também disponível online na Presença, na Bertrand, na Wook, na FNAC e na Note

    Boas leituras!

     

     

     

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    A SOPHIA Network abriu a chamada para anfitriões da próxima reunião anual, em 2026. Este encontro já aconteceu em Portugal em 2007 (Porto) e em 2017 (Aveiro).

    A informação encontra-se  disponível no website

     

     

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    Tive a oportunidade de fazer consultoria à The Happy Gang para o baralho Eu penso, eu escolho, que está disponível de novo, na sua 3.ª edição.

    O baralho contém um pequeno livro com sugestões de jogos para fazer em família e na escola e ainda um QR code com sugestões de leitura e de escuta em torno da temática da Filosofia para/com Crianças e Jovens.

     

    O que diz quem já experimentou o jogo?

    Adorei o jogo!!! Estou ansiosa por começar a usá-lo!! Parabéns pela criatividade! Está excelente :) (Rita Pereira)

     

    O jogo potencia a capacidade de reflexão, pensamento crítico, capacidade inferencial, pragmática e muito, muito mais. Que se traduz numa linguagem mais refletida e ajustada tendo em conta os marcos de desenvolvimento. (Débora Carpinteiro)

     

    À venda em diversos pontos do país e também na Bertrand online.

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    O Instituto Superior Técnico tem organizado encontros entre a infância e a ciência intitulados Explica-me como se tivesse 5 anos. A 3.ª temporada está lançada e é possível às turmas do 1.º ciclo inscreverem-se para participar, preenchendo este formulário.

    Quando explicamos e comunicamos a ciência de forma simples e acessível, todas as pessoas “ganham”: crianças, jovens e pessoas adultas!

    Aproveito para partilhar um dos episódios disponibilizado no canal YouTube do projecto, sobre pensamento e máquinas, com Arlindo Oliveira:

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    Para inspirar quem estuda e quem ensina Filosofia, aqui ficam 5 aulas abertas disponíveis no canal YouTube da Escola Isto Não É Filosofia:

    🟩 erro que 90% dos professores de Filosofia cometem 

    🟡 Como articular pensamentos e expressar ideias? 

    🟧 O porquê de você não conseguir fazer perguntas

    🔴 O que fazer quando não entender um filósofo, com Clóvis de Barros Filho

    🟪 Não precisa ser erudito para ler um clássico

     

     

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    ACD (6h, online) para educadores/as, professores/as e também pais, mães e mediadores/as.

    21 e 28 de Outubro, 19h às 22h, online

    Informações detalhadas junto do CFAMM, através deste link

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    2.ª edição: O papel da pergunta no desenvolvimento do pensamento crítico /online (25h)

    CCPFC/ACC-129323/24 – acolhimento da Casa do Professor

    – início a 9 de Outubro de 2025; informações AQUI.

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    O Princípio da Inquietação é mais do que um podcast, é um antídoto contra o nevoeiro, um limpa-para-brisas, um elixir, o ponto de ignição. Pensar é o atributo que nos distingue dos restantes animais, ou pelo menos é o que nós humanos pensamos. Será mesmo assim? Neste podcast é através da Filosofia que se procurará compreender o mundo, entender os outros, aprofundar as possibilidades do pensamento do próprio sujeito que se interroga, que se espanta.

     

    Para escutar AQUI.

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    On Philosophy Autumn 2025-04.png

    Eventos gratuitos/free events.

    Mais informação/more information AQUI/HERE.

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    ye-jinghan-T5roX1jajzU-unsplash.jpg

     

    BOECIO epistolar é um projecto que leva a filosofia para as comunidades de pessoas privadas de liberdade. Neste momento, o projecto marca presença em Espanha, Brasil, Colombia e México. Para saber mais sobre este projecto, recomendo a leitura do livro de Jose Barrientos-Rastrojo, Filosofía para Privados de Libertad

    Do Brasil já nos chegaram notícias de uma pessoa que passou pela experiência do Boécio e que escreveu um artigo científico intitulado “Acon­selhamento Filosófico no Cárcere: A Educação Es­tóica como Chave para a Liberdade”,  publi­cado em edição especial da revista Biblioteca Digi­tal de Periódicos, mantida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

    Voltei a pensar no projecto Boécio ao tropeçar neste artigo de Jay Miller, publicado no The Guardian, com o título: ‘You want to talk about a world of lies?’ Teaching philosophy in prison” e do qual destaco esta passagem:

    (…) Suppose the virtues of doing philosophy in prisons are plentiful and the benefits are real. Still, the question remains whether and to what extent the benefit is mutual. Assuming philosophy can and does do great things for the prison population, we might also ask: what can philosophy in prisons do for philosophy?

    To clarify – the question here is not so much, “What do I, the philosopher, get out of it?” Of course, I do think philosophers can and do learn a great deal from the striking insights that incarcerated students regularly offer. But if we’re discussing the value of teaching philosophy – that is, helping students to think critically about the present – much is to be gained by putting students in prisons. And the students agree.

     

    Boas leituras!

     

    Foto de Ye Jinghan na Unsplash

     

     

     

     

     

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    agora

    Três dias de conversas e actividades, em que leitura, escrita, imaginação, criatividade, partilha, arte, cultura, espírito crítico e participação são as palavras de ordem. É esta a premissa do novo festival literário da cidade, o AGORA, criado a pensar especialmente nas crianças e jovens. A abertura está marcada para 25 de Setembro, às 17.00, na Biblioteca do Palácio das Galveias, mas a programação – que se prolonga até dia 27 e ainda não está completamente fechada – estende-se à Assembleia da República, ao Centro de Arte Moderna da Gulbenkian e à Comuna. (via TimeOut)

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    Momento de auto-reflexão: já fez alguma destas coisas enquanto deveria estar a escutar? Já fez alguma delas enquanto está a escutar as crianças e/ou os jovens?

    Ruídos falsos

    “han han” “pois, pois”: Com os seus ruídos encorajadores e linguagem corporal, pode parecer que está a ouvir – mas a sua mente está noutro lugar.

    Pressupostos

    Em vez de ouvir o que a pessoa que está a falar lhe está a tentar dizer, faz suposições sobre o que ela disse, com base em coisas como a sua aparência ou o que disse na semana passada.

    Pois, mas…

    Não importa o que a pessoa diga – vai inventar um contra-argumento!

    Já posso falar?

    Em vez de se concentrar conscientemente na pessoa que está a falar e de garantir que a compreendeu, dedica o seu tempo a preparar o seu próprio ponto de vista.

    Precisa de…

    Tem uma resposta para tudo. Independentemente de a pessoa ter perguntado ou não, e independentemente de ter todos os factos, vai em frente e oferece os seus conselhos e soluções.

    Provavelmente consegue pensar em mais algumas armadilhas da escuta para acrescentar a esta lista. Converse com os seus alunos e com as suas alunas sobre o valor de uma boa escuta e peça-lhes que façam a sua própria autorreflexão.

    Já reparou em alguém que age de acordo com os comportamentos acima descritos? Como se sentiu? Já fez isto a outra pessoa? Em que situação? Será que conseguiria escutar melhor da próxima vez?

    Publicado no blog de Topsy Page / tradução e adaptação para português de joana rita sousa

    Imagem de Franco Antonio Giovanella / via unsplash

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    O segredo para ter um filho filósofo é deixá-lo fazer todas as perguntas? “O segredo é levar as suas perguntas a sério. Deixe-os saber que se preocupa com a sua curiosidade – e que se preocupa com o que eles pensam”, responde, acrescentando que “todos os miúdos são filósofos porque estão confusos com o mundo e estão a tentar compreendê-lo.

    Scott Hershovitz em entrevista ao Público (1 de Junho 2023) 

    – artigo completo AQUI

     

    Conheça o livro de Scott Hershovitz, Como educar um filósofo, neste artigo publicado aqui mesmo no blog.

    Foto de Matt Walsh na Unsplash

     

     

    Em breve vou fazer um curso de 25h “só” sobre perguntas. Tem interesse? Contacte-me através deste formulário!