filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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Vi a Animais de Rua a anunciar a Masterclass Online “Como compreender e lidar com as expressões do Luto pela Perda de um Animal de Estimação” e foi assim que conheci o trabalho da Dra. Maria Estrela, que através do linkedin.

A morte de um animal de estimação é, frequentemente, o primeiro contacto próximo de uma criança com a morte. Pensei: talvez a Dra. Maria Estrela possa contribuir para o blog com um texto sobre o tema. E aqui estamos! Agradeço a disponibilidade da Dra. Maria Estrela.

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Perder um animal de estimação pode ser muito difícil para crianças e adolescentes, mas muitas vezes essa dor é pouco valorizada. Para muitas crianças, é a primeira experiência de perda e pode ser uma oportunidade importante para aprender a lidar com emoções.

Um estudo da Universidade de Harvard (2020) mostrou que a morte de um animal pode aumentar o sofrimento emocional, especialmente em crianças mais novas ou em situações de maior vulnerabilidade. Os animais funcionam como figuras de ligação, trazendo conforto e segurança, e a sua perda pode provocar reações de luto parecidas com outras perdas significativas.

Falar com honestidade

  • Evite dizer “foi dormir” ou “foi embora”, porque isso pode gerar medo ou confusão.
  • Responda com clareza e simplicidade; dizer “não sei” é aceitável.
  • Não invente histórias (“foi viajar”, “fugiu”), pois isso pode comprometer a confiança da criança.

Como entendem a morte

  • Até 5 anos: podem pensar que a morte é temporária e perguntar várias vezes se o animal vai voltar.
  • 5 a 9 anos: já percebem que é definitiva, mas podem ter dificuldade em entender os sentimentos que surgem. 
  • A partir dos 10 anos e na adolescência: entendem que a morte é definitiva, mas viver o luto nesta fase, já cheia de desafios emocionais, pode ser bastante complicado, muitas vezes causando tristeza intensa, irritabilidade ou afastamento.

Sinais de que estão a sofrer

  • Voltar a comportamentos mais infantis
  • Alterações do sono ou cansaço
  • Dificuldade de concentração ou irritabilidade
  • Isolamento social
  • Medo de novas perdas

Estas reações são normais e podem durar algumas semanas.

Como apoiar

  • Reconheça a perda e valide os sentimentos (“é normal sentires-te assim”).
  • Crie um espaço seguro para falar ou expressar emoções através de desenho, escrita ou outras atividades.
  • Mantenha rotinas e estrutura.
  • Ajuste expectativas temporariamente, se notar impacto no comportamento ou rendimento.
  • Faça pequenos rituais de despedida: desenhar o animal, escrever uma carta, plantar algo em memória ou criar pequenos objetos simbólicos. Estes gestos ajudam a processar a perda.
  • Observe continuamente o comportamento e o bem-estar.
  • Evite substituir o animal imediatamente, deixando que o luto aconteça de forma natural.

Quando procurar ajuda

Procure apoio profissional (psicólogo, pediatra ou psiquiatra) se:

  • O sofrimento atrapalha o dia a dia da criança ou adolescente.
  • Persistem alterações no comportamento, humor ou rendimento escolar.
  • A criança ou jovem deixa de participar em atividades habituais.
  • Surgem sinais fortes de ansiedade, culpa ou isolamento prolongado.

O luto por um animal de estimação é real e legítimo. O papel do adulto é criar um espaço seguro, apoiar a expressão das emoções e ajudar a criança ou jovem a compreender a perda. Pequenos gestos de atenção, validação e rituais simbólicos podem ter um efeito duradouro no seu desenvolvimento emocional.

Maria Estrela Felício – Médica Veterinária (BR), especializada no apoio ao luto pela perda de um animal de estimação

E-mail apoioaolutopet@gmail.com / Linkedin

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