filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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No passado dia 5 de Julho realizou-se mais uma oficina de filosofia, para famílias, no MUZEU — pensamento e arte contemporânea dst. Desta vez, a pergunta orientadora foi: Temos todos de gostar do mesmo?

Observar, com vagar

A oficina começou no segundo piso do museu, diante de obras da colecção. Antes de falarmos sobre gostos, dedicámos algum tempo a observar. O desafio era simples e exigente: observar com atenção, reparar em pormenores e perceber o que cada obra despertava em nós.

Gostamos? Não gostamos? Como criamos o gosto?

No chão da Assembleia, o diálogo permitiu-nos pensar se o gosto é apenas uma preferência individual ou se também influenciado é pelas experiências que vivemos, pelas pessoas com quem convivemos, pela cultura em que crescemos e até pela disposição com que encontramos uma determinada obra, uma canção ou um alimento.

Filosofia nos museus: parar para observar

A educadora de museus Claire Bown tem defendido a importância do slow looking como uma forma de contrariar a tendência para ver muito e observar pouco. Quando desaceleramos o olhar, damos tempo para que a curiosidade, a imaginação e o pensamento se desenvolvam.

Também o gosto precisa desse tempo, do tempo de permanecer diante de uma obra, de suspender julgamentos imediatos e de descobrir que nem sempre gostamos — ou deixamos de gostar — à primeira vista.

joana rita

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