No passado dia 5 de Julho realizou-se mais uma oficina de filosofia, para famílias, no MUZEU — pensamento e arte contemporânea dst. Desta vez, a pergunta orientadora foi: Temos todos de gostar do mesmo?

Observar, com vagar
A oficina começou no segundo piso do museu, diante de obras da colecção. Antes de falarmos sobre gostos, dedicámos algum tempo a observar. O desafio era simples e exigente: observar com atenção, reparar em pormenores e perceber o que cada obra despertava em nós.
Gostamos? Não gostamos? Como criamos o gosto?
No chão da Assembleia, o diálogo permitiu-nos pensar se o gosto é apenas uma preferência individual ou se também influenciado é pelas experiências que vivemos, pelas pessoas com quem convivemos, pela cultura em que crescemos e até pela disposição com que encontramos uma determinada obra, uma canção ou um alimento.
Filosofia nos museus: parar para observar
A educadora de museus Claire Bown tem defendido a importância do slow looking como uma forma de contrariar a tendência para ver muito e observar pouco. Quando desaceleramos o olhar, damos tempo para que a curiosidade, a imaginação e o pensamento se desenvolvam.
Também o gosto precisa desse tempo, do tempo de permanecer diante de uma obra, de suspender julgamentos imediatos e de descobrir que nem sempre gostamos — ou deixamos de gostar — à primeira vista.
joana rita

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