filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

🟧 subscreva a newsletter

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    Screenshot 2023-10-12 at 11.08.09.png

     

    A Filosofia, no questionar sobre o mundo e a existência humana que a define, tem uma variedade de caminhos e aplicações possíveis.
    Este programa procura mostrar essa variedade e a relevância da Filosofia ao dar conta de 10 projetos de investigação nesta área. Cada episódio descreve um projeto de investigação filosófica através de uma conversa com um dos seus investigadores responsáveis, estando representadas cada uma das unidades de investigação que trabalham em Filosofia em Portugal.

     

    O programa Isto É Filosofia tem a autoria de Inês Pereira Rodrigues e conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF).  Oiça aqui, de Outubro a Dezembro 2023. 

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    joana_wks_flai2.jpg

     

    “The most interesting aspect of jiu-jitsu is… of course the techniques are great…but the sensibility of the opponent, sense of touch, the weight, the momentum, the transition from one movement to another. That’s the amazing thing about it. You must allow yourself to go as on auto pilot. You don’t know exactly where you’re going until the movement happened because you can not anticipate what is going to happen. You must allow yourself to be in a zero point; a neutral point. Be relaxed and connected with the variations. Flow with the go.” Rickson Gracie – “Choke”

     

    O meu amigo Vitor Lima partilhou um vídeo com este documentário, Choke, no qual podemos ouvir esta intervenção de Rickson Gracie sobre jiu-jitsu. 

    Ao ouvir o podcast Coisa que não edifica nem destrói sobre timing no humor lembrei-me desse vídeo e dessa partilha do Vitor. 

    Num diálogo filosófico há um grande desafio para quem está a facilitar: fazer a pergunta certa no momento certo. Quem diz a pergunta, diz a partilha de uma ideia, por exemplo.Outro desafio: não ter pressa para preencher silêncios. 

    Num combate, a entrega ao adversário exige não saber o que vai acontecer, não saber que movimento fará a outra pessoa. No diálogo filosófico tenho de estar disponível para essa incerteza e confiar em mim e no grupo para desenrolarmos o diálogo. (Nota: não vejo o diálogo filosófico como um combate, nem as pessoas participantes como adversárias). 

    No humor o timing é crucial para que o público produza o som da gargalhada. No podcaste referido, Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis e José Diogo Quintela reflectem sobre o que é o timing e sobre as suas variáveis. A dado momento Miguel Góis refere elementos que são comuns ao diálogo filosófico: a gestão do silêncio, a ausência de ansiedade, a entrega e a confiança em si (nas técnicas que dispõe e nos treinos realizados, tal como no jiu-jitsu) e a ideia de que quem lidera é o público (entenda-se, quem lidera são as pessoas que participam no diálogo). 

    Confiar no grupo com o qual estamos a trabalhar é fundamental para que um diálogo seja “bem sucedido”. A auto-confiança da pessoa facilitadora também me parece fundamental e daí que insista tanto no treino e na preparação que dará lugar ao improviso. 

    Talvez venha a desenvolver este tema no futuro, mas por agora partilho estas notas e convido-o/a a pensar sobre a forma como gere os silêncios e a confiança no âmbito do diálogo filosófico.

     

    [mais uma ideia para pensar]

    A partir do minuto 37 o professor António de Castro Caeiro enfatiza a ideia do jazz e do improviso com aquilo que surge no momento, falando de “dar aulas” como uma performance. 

     

    ______

    sugestões de leitura:

    a facilitadora silenciosa (jana mohr lone)

    jazzing philosophy (marina santi)

    ______

    subscreva a newsletter #filocriatividade

    ______

    compre os seus livros na wook e colabore com a filocriatividade, usando este link afiliados

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    Screenshot 2023-10-05 at 09.44.29.png

     

    The University of Padova celebrates Matthew Lipman’s Centenary and 20 Years of P4C education and practice in the academics of Community of Inquiry on 7-8-9 the October. (via ICPIC

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    janelas-de-fuga_-500x500.webp

    Dando continuidade ao trabalho da primeira obra publicada no âmbito do Mestrado em Filosofia para Crianças da Universidade dos Açores (Costa Carvalho; Vieira, 2022), encontramo‑nos novamente a (ar)riscar. Desta feita, para reafirmar os estudos filosóficos como espaço e tempo da infância: no sentido de se dedicarem à infância (enquanto foco de estudo), mas também no sentido de pertencerem à infância (enquanto lugar para uma relação infantil com o mundo). A primeira parte do nosso livro compõe-se de um artigo originalmente intitulado “The philosopher as teacher: philosophy and the young child”, publicado na revista Metaphilosophy, em 1979, e agora pela primeira vez traduzido para língua portuguesa. A importância dos estudos filosóficos de Gareth Matthews sobre a infância é hoje consensualmente reconhecida e consideramos que a abertura do presente volume seria uma excelente oportunidade para dar a conhecer a um público mais alargado esta importante peça do seu corpus textual.
    A partir das inspirações e arejamentos que encontramos à janela com Gareth Matthews, a segunda parte do livro faz‑se das vozes de outros infantes: antigos alunos do Mestrado em Filosofia para Crianças que, tendo terminado as suas dissertações, escreveram capítulos ilustrativos das investigações que realizaram nesses percursos. (Coordenação: Magda Costa Carvalho e Rui Sampaio da Silva)

     

    Tive a oportunidade de contribuir para este livro com o artigo “Estamos sozinhos!” – quando a dificultadora é só mais uma pessoa na roda que me permitiu (re)visitar, (re)ver, (re)escrever e (re)pensar o trabalho desenvolvido na dissertação de mestrado.

    Queres saber? Pergunta. é o título da dissertação que defendi a 9 de Outubro de 2019, tendo sido a primeira dissertação a ser defendida no mestrado de Filosofia para Crianças, na Universidade dos Açores. 

     

    O livro encontra-se à venda AQUI.

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

     

    Design sem nome (5).png

     

    Adversity is the best teacher in the world. (Simon Sinek)

     

    Na p. 21 do livro O Obsctáculo é o Caminho, Holyday diz-nos que “ultrapassar obstáculos é uma disciplina composta por três passos críticos.” Neste livro, Holiday convida-nos a entender  a aplicação dos princípios estoicos no sentido de transformar desafios em oportunidades.

    O autor usa exemplos históricos para ilustrar como figuras conhecidas da esfera pública superaram obstáculos. Ryan Holyday tem a habilidade de fazer a ponte entre a filosofia estóica e as vidas de pessoas que conhecemos da esfera pública, como Steve Jobs ou Margaret Thatcher.

    O processo é simples, diz o autor, e nada fácil. Os três passos são a percepção (a forma como encaramos os problemas), a acção (aquilo que fazemos ecomo fazemos para descontruir os problemas e considerá-los como oportunidades) e a vontade (essencial para que possamos lidar e dominar as dificuldades). 

    O Obstáculo é o Caminho foi o seu primeiro livro publicado em 2014, ao qual se seguiu Ego is the enemy, The Daily Stoic (Estóico todos os dias) e Stillness is the key, entre outros títulos.

     

    Filosofia estóica e autoajuda

    Uma das perguntas comuns sobre o estoicismo relaciona-se com a autoajuda.

    Para responder a esta pergunto, convido o Professor Vitor Lima (INÉF – Isto Não é Filosofia) a juntar-se a nós:

     

     

    Ryan Holyday está em linha com o início do vídeo de Vitor Lima: o estoicismo tem vindo a ser amplamente divulgado por pessoas empreendedoras e que estão de alguma forma ligadas ao mundo do marketing, das vendas e por aí fora.

    O estoicismo não advoga a autoajuda. “Se fizeres a tua parte, o mundo vai conspirar a teu favor” – esta ideia bastante comum nos discursos de autoajuda, defende que a pessoa principal responsável pela minha vida sou eu. Porém, eu não controlo todas as variáveis que contribuem para o meu sucesso ou para a minha felicidade. O estoicismo não defende isto, mas sim que a pessoa principal responsável pela minha vida não sou eu. O que eu tenho de fazer é encontrar o meu lugar no mundo e aceitar esse lugar. 

    Outra ideia comum da autoajuda é a do sucesso: a vida bem sucedida é fundamental. O estoicismo alerta-nos para a possibilidade dos propósitos que definirmos para nós mesmos não se realizarem necessariamente. Ter esta ideia clara na nossa mente ajuda-nos a evitar frustração.

    A noção actual  de felicidade centra-se na ideia de prazer, alegria ou contentamento. Os estóicos desconfiavam dessa linha de pensamento que tende para confundir a felicidade com a alegria. 

     

    Recomendo muito a leitura dos textos dos estóicos, porém reconheço que há outras portas de entrada para as filosofias da antiguidade. O trabalho de Ryan Holyday é uma dessas portas de entrada. 

     

    O estoicismo pode ajudar-nos a viver melhor?

    Sim, pode. O estoicismo é uma filosofia que poderá ajudar as mais diversas pessoas a lidar com a adversidade e a viver melhor hoje do que ontem. 

    Um exemplo desse entendimento do estoicismo é o projecto BOÉCIO, orientado por José Barrientos Rastrojo e um conjunto de pessoas espalhadas em vários países do mundo (Espanha, México, Brasil e Colombia). 

     

    A filosofia pode ajudar-nos a viver melhor? 

    Sim, pode. Defendo que a filosofia pode ajudar-nos a viver melhor, sendo que na ideia “viver melhor” implico o pensar com mais clareza no sentido de percepcionar o mundo que nos surge de forma opaca com mais clareza (*).

     

    E as mulheres estóicas? 

    As histórias da Filosofia, bem como as introduções à Filosofia, pecam pela ausência das vozes das mulheres filósofas. Assim, resolvi perguntar: houve mulheres estóicas? Procurei resposta junto do projecto Uma Filósofa por Mês (Germina) e do livro Filósofas (de Fabiana Lessa e Natasha…). 

    No blog Germina há referência a mulheres pitagóricas, mas não a mulheres estóicas. 

    Fiquei pensando então se não seria importante, além de darmos voz às pitagóricas, também falarmos sobre os silêncios que se criam em torno das mulheres, do silenciamento que resultou na sua exclusão da história da Filosofia. (Maurício Rasia Cossio, Mulheres Silenciadas, In Germina).

     

    *

     

    Estóico todos os dias (tradução de João Carlos Silva) e O Obstáculo é o Caminho (tradução de Maria Saraiva) são duas obras publicadas na editora Lua de Papel (Leya). 

     

    *

    Aula sobre estoicismo e epicurismo (INÉF).

    Manual do Estoicismo (INÉF).

     

    (*) A ideia de filosofia como uma obsessão pela transparência está presente na obra O que é a filosofia?, de António de Castro Caeiro.

     

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    Screenshot 2023-10-03 at 19.18.46.png

    Es inevitable que noticias como esta reaviven dialécticas recurrentes. Unas, para proteger la sensibilidad del menor, abogarán por enfoques dulcificados, sobre todo cuando en escena se muestra violencia o sexo. Otras subrayarán la deriva puritana y cancelatoria de la nueva moral pública. Para Disney sin duda es tan solo un cálculo de equilibrio que pondere el efecto perverso de estos debates morales sobre la taquilla. Algo ha cambiado en el termómetro social como para que las mayors se plieguen a estos cambios de estilismo ético.

    Desde temprana edad, los menores se acostumbran a ver escenas de violencia y sexo. Esta sobre exposición hiperbólica y deformante de la realidad cotidiana quizá sea en parte la causante de un cambio en los criterios morales de algunos adultos, que viran su inicial tolerancia hacia demandas de control y censura.

    Desde la mirada del que escribe, defiendo el valor de la educación como la mejor medicina contra la crueldad y la ignorancia. Prohibir oculta, pero no elimina las distopías sociales. Más bien las relega al ámbito de lo privado, manteniendo intactos los mecanismos que las provocan. Hablar, confrontar nuestras contradicciones ante la mirada del otro, es un antídoto más eficaz que cancelar artificialmente.

    Decía Aristóteles que el arte es terapéutico, ya que crea un espejo donde mirarse nuestra alma. Si rompemos ese espejo eliminamos con ello la oportunidad de exorcizar miedos y deseos.

    Ramón Besonías (via facebook)

     

    imagem: El Mundo

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    385394250_10228361389752149_7208269106233927590_n.

    A Biblioteca Municipal da Ericeira acolhe de Setembro a Novembro a Comunidade de Leitura e Diálogo.

    O primeiro encontro aconteceu no dia 29 de Setembro e foi dedicado à partilha dos pilares da Comunidade, do funcionamento da mesma e, acima de tudo, para nos conhecermos. 

    Em cada encontro há um tema e cada pessoa pode trazer um livro lido ou que esteja a ler e que se enquadre na temática proposta. Desta forma vamos criar momentos de diálogo entre os livros. 

     

    A ideia passa por criar uma Comunidade da qual participem as mesmas pessoas. Havendo vagas poderão sempre juntar-se pessoas novas (o ideal é informar-se junto da biblioteca sobre a questão das datas, das vagas e das inscrições). 

     

    + nformações no site da Câmara Municipal de Mafra

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    Judy Willis, neurocientista e professora, defende que devemos proporcionar pausa de 3 a 5 minutos aos jovens após 20 a 30 minutos de trabalho em sala.

    Willis chama essas pausas de Brain Breaks e define-as como mudanças planeadas nas actividades de aprendizagem e que visam movimentar diferentes redes do cérebro. É assim possível recuperar o foco, criar momentos de leveza e de humor, bem como trabalhar a memória. 

    Não são só as crianças ou os jovens que beneficiam destas pausas: creio que nós, as pessoas adultas na sala de aula, também sentimos o mesmo efeito.

    Surge a pergunta: que tipo de actividades propor nesses 3 a 5 minutos?

    Eis algumas sugestões que poderá adaptar de acordo com o seu grupo. 

    Movimento corporal

    Fazer uma pausa que permita algum movimento na sala: levantar-se do lugar e trocar de lugar com alguém.

    Outra sugestão passa por fazer um passeio silencioso pela escola, um passeio “à ninja”: vamos sair da sala, dar uma volta e regreessar sem que ninguém dê por nós. Em cada passeio podemos melhorar o nosso lado ninja.

    Animar a sala

    Willis sugere ler um pedaço de um texto em voz alta ou ouvir música durante esses 3 a 5 minutos de pausa.

    Sugiro que as crianças sejam envolvidas nesse processo: pedir uma pessoa voluntária para a leitura em voz alta e/ou para escolher a música.

    Desafios de Mímica

    Os 52 desafios de mímica à grande e à portuguesa são uma fonte de movimento e de imaginação. Aproveite uma das pausas para tirar um desafio do pote e permitir que a sua sala se deixe envolver pelo jogo. 

    Desenhar

    Podemos ter uma folha A3 para desenhar, de forma livre, neste tempo de pausa. A folha pode ir passando de pessoa para pessoa de forma a criar um desenho colaborativo. Que desenho teremos no final do dia?

    *

    Julgo que estas actividades também podem fortalecer as relações de confiança entre as professoras e os professores e as crianças e os jovens. Exige confiança e responsabilidade partilhada.

    Talvez no princípio possa haver algum caos ou dificuldade em cumprir com o tempo. Recomendo que partilhe com a turma a responsabilidade de cumprir os tempos da pausa, com a ajuda de suportes visuais para indicar o início e o fim da pausa. Não tenha receio de experimentar diferentes actividades, de usar estas ou de inventar outras. 

    Tem outras sugestões para estas pausas? Partilhe nos comentários. 

    ___

    Para saber mais:

    Judy Willis / Paige Tutt – Edutopia

    Entre a pressão e a produtividade: a pausa

    3 sugestões para estudar melhor

    qual a ligação entre mente, cérebro e educação? (recomendo a leitura do ensaio de Joana Rato intitulado Mente, Cérebro e Educação, publicado na FFMS)

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    383832013_853367379923470_8811527590744631621_n.jp

     

    A Apf – Associação de Professores de Filosofia e a SPF – Sociedade Portuguesa de Filosofia – organizam o Encontro Nacional de Professores de Filosofia 2023, a decorrer por videoconferência, na plataforma Zoom, nos dias 14 e 21 de outubro, subordinado à questão O que pode ser a Filosofia no ensino secundário?.

    conheça o programa.

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

     

    4b163c_a3d4c8d02c45430cbc9846e3623ea052~mv2.webp

     

    “Estamos acostumados a uma educação ética e a uma literatura cada vez mais a serviço de uma suposta ‘educação de valores’: no lugar de convidar à reflexão, reproduz-se uma versão moderna dos dez mandamentos ‒ deves ser tolerante, deves ser empático, deves reciclar etc.” (Ellen Duthie em entrevista ao Lugar de Ler

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    folio 2023.png

    💥 é com muito gosto que regresso ao FOLIO, o Festival Literário Internacional de Óbidos, para filosofar com crianças, jovens e pessoas adultas:

    14 de Outubro // Seminário Internacional Riscos da Educação

    15 de Outubro // oficina para famílias

    16 de Outubro // oficina para a comunidade escolar 

     

    o programa está disponível AQUI.

    ___

    🎖️ a #filocriatividade tem o reconhecimento da Chaire UNESCO Pratiques de la Philosophie avec les enfants. 

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    setembro 2023.png

    [a(s) pergunta(s)]

    O livro O que é a filosofia? acompanhou-me na viagem que fiz ao FLO, Festival Literário de Ovar. Nesse evento tive a oportunidade de dinamizar uma oficina de 3h sobre #LivrosPerguntadores e onde partimos desta ideia do professor António de Castro Caeiro, o autor do livro: 

     

    Uma boa pergunta, antecipamos já, abre caminho a uma boa resposta.

    E a resposta está em tensão com a pergunta – uma não existe sem a outra (…).

    – p. 11

     

    [as respostas]

    A filosofia permite-me praticar o ofício das perguntas. A pessoa que filosofa é uma pessoa que procura e faz uso da pergunta para realizar essa busca. Perguntamos para ter respostas. Em bom rigor, a filosofia não se limita a perguntar; a filosofia procura respostas. Cada uma das pessoas que se dedicou à filosofia apresentou perguntas e possibilidades de respostas nas suas obras, nos textos, nos discursos que nos chegam, por vezes, através de terceiros. 

     

    Filosofar é uma possibilidade que viver, estarmos vivos, existirmos, sermos, traz consigo. – p. 29.

     

    [a obsessão pela transparência]

    Este livro traz consigo uma leitura etimológica da palavra filosofia que para mim foi transformadora. A pessoa que filosofa é uma pessoa obcecada pela transparência. A ideia do amor pela sabedoria é bem mais fofa e até pode resultar melhor em termos de marketing. Porém, a filosofia não tem um compromisso com o marketing, mas sim com a verdade.

    Neste sentido, a ideia de encarar a actividade filosófica como um trabalho (diário) de resolução da opacidade na qual a realidade nos aparece embrulhada parece-me dizer melhor o que é a filosofia. Mesmo que a palavra obsessão possa não ser aquela que funciona melhor em termos de marketing. 

     

    [a quem se destina o livro?]

    O livro O que é a filosofia? é fruto de um curso que o professor António de Castro Caeiro ministrou no CCB e que está disponível em podcast. Ouvi esses episódios várias vezes, já li o livro e creio que é seguro afirmar que o livro é uma versão revista e aumentada desse curso. 

    Tal como acontece no podcast, o livro apresenta-se com uma linguagem simultaneamente rigorosa e acessível. Não é preciso ter cursado filosofia para nos atirarmos à leitura deste livro; basta sermos pessoas comprometidas com o querer saber. 

    Platão, Aristóteles, Agostinho, Kant, Wittgenstein e Heidegger são os filósofos convidados do professor António de Castro Caeiro para responder à pergunta O que é a filosofia?. São filósofos com os quais tive oportunidade de privar na minha licenciatura aos quais regresso de vez em quando para voltar a pensar na sua companhia. Regressar à sua companhia sob o olhar do professor António de Castro Caeiro é mais uma oportunidade para aprender, para perguntar e para responder. 

     

    ___

    para conhecer o professor António de Castro Caeiro: 45 graus, Um chão comum, Carne Esperta

    ___

    compre o livro O que é a filosofia? usando o meu link afiliados da wook

    ___

    lançamento do livro no CCB (a 21 de Setembro)

     

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    midgley-mary.jpg

     

    (…) Tudo isto nos dá mais um exemplo da forma subtil como os nossos pensamentos dependem de uma massa de princípios e imagens não-declarados, de um modo idêntico ao que a nossa vida física depende de ocultas massas móveis debaixo de nós, de que nada sabemos.

    Não reparamos neste cenário até as coisas começarem a correr mal – até, por assim dizer, o cheiro que vem de lá debaixo começar a ser tão mau que somos forçados a levantar as tábuas do soalho e fazer alguma coisa. 

    (…) a filosofia se compreende melhor como uma forma de canalização. É a forma através da qual servimos a profunda infraestrutura das nossas vidas – os padrões que foram tomados como garantidos porque não foram verdadeiramente questionados. Esta actividade crítica é, ao mesmo tempo, mais profunda e mais ousada do que apenas mapear a estrutura do pensamento e da linguagem contemporâneos (…)

    Para que serve a filosofia?, p. 79

     

    [se pretende comprar este livro considere fazê-lo na wook, entrando na livraria online através do meu link afiliados. desta forma está a apoiar a filocriatividade e os conteúdos que aqui partilho. obrigada.]

  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    377827892_880305326858464_4460112273684322013_n.jp

    📚 no próximo domingo, dia 24, há Clube de Leitura na Casa da Marioneta, em Agualva.

     

    📚estes são os livros recomendados para o encontro:

     

    📚 Quem está? / Ana Rita Domingos / Cinara Saiónára

    📚 Aqui é um bom lugar / Ana Pessoa / Joana Estrela

    📚 Estóico todos os dias / Ryan Holiday / Stephen Hanselman

     

    📚 lembro que qualquer livro é bem-vindo ao Clube para troca e partilha.

     

    ⏰ horário: das 16h às 17h15

     

    informações junto da Casa da Marioneta

     
  • 🟦 subscreva a newsletter no substack | 🟣 contacte-me através deste formulário

    joana rita #filocriatividade

    ___

    WhatsApp Image 2023-09-11 at 20.55.27.jpeg

    1092 km: entre Ericeira, Serpa e Ovar

    Pela primeira vez rumei até Serpa onde fui recebida pela Vânia Beliz nas VIII Jornadas da Educação. Tive a oportunidade de dinamizar uma oficina de 3h para a comunidade educativo sobre diálogo, pensamento crítico e pensamento criativo. 

    Em Ovar participei nas Jornadas Literárias do Festival Literário de Ovar (FLO). A oficina tratous de livros e de perguntas, bem como de #livrosperguntadores. Agradeço ao Carlos Nuno Granja, ao José Saro e a toda a equipa FLO pelo convite e pelo acolhimento. 

     

    próximas paragens: Agualva e Lisboa

    Em breve regresso à Casa da Marioneta de Sintra bem como ao Goethe Institut (Lisboa) na companhia de livros e de perguntas. Para estar a par da agenda, convido-a/o a espreitar este link onde encontra os pormenores sobre as próximas actividades #filocriatividade. 

     

    ______

    📝 para agendar uma oficina de filosofia / formação / café filosófico (…) entre em contacto através deste formulário.

    ______

    subscreva a newsletter #filocriatividade AQUI.

    ______

    apoie a filocriatividade comprando livros na wook através deste link afiliados ou através da plataforma buy me a coffee