filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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o que é o quadrante das perguntas?

trata-se de uma ferramenta criada por Phil Cam e que nos permite gerar perguntas:

o quadrante é apresentado no livro 20 Thinking Tools: Collaborative Inquiry for the Classroom, em 2006. 

no seu livro Creative Dialogue, Robert Fisher refere-se a esta ferramenta de pensamento, nas pp. 43-44:

Teachers report that the use of this tool improves the quality of critical thinking in your classroom. When the children have raised questions about the stimulus, they can use the Question Quadrant to identify which are the open-ended philosophical question.

as perguntas factuais são fechadas (requerem uma resposta) e as perguntas de conversação ou diálogo são abertas (têm várias respostas possíveis).

Peter Worley (The Philosophy Foundation) considera que as perguntas com maior potencial para o diálogo são aquelas que são conceptualmente abertas e gramaticalmente fechadas. numa conferência intitulada “How to corrupt youth” (online, 25.06.2020), Worley defendeu que os adultos e as crianças fazem os mesmos movimentos de pensamento, ainda que com níveis de sofisticação diferentes.

quando se refere à qualidade das perguntas que se perguntam, Worley sublinha que uma pergunta confusa e pouco planeada afasta os interlocutores da resposta.

perguntar é algo que se pode treinar e o quadrante das perguntas permite-nos realizar esse treino. 

o Tomás Magalhães Carneiro enquadra o quadrante das perguntas na sua prática “espremedores de perguntas”. 

a versão de Laurance Splitter

em 2016, Laurance Splitter recupera  o quadrante das perguntas e reflecte sobre o mesmo. 

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voltar a pensar nas perguntas já feitas 

esta ferramenta, o quadrante das perguntas,  permite-nos também “arrumar” as perguntas nessas quatro “gavetas” possíveis, num exercício de meta-pensamento, que nos leva a olhar para as nossas perguntas de uma outra forma. ou seja, podemos pegar em perguntas já elencadas pelo grupo (de crianças ou de adultos) e fazer o exercício, que consiste em arrumar essas perguntas no quadrante respectivo. 

sugestões de leitura:

– Inquiry within: Idea into practice

– The Philosophy Man: what makes a question philosophical?

Philosophy in Education   

– de Robert Fisher: Creative Dialogue

– de Peter Worley: 100 ideas for primary teachers 

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