
O quadrante de perguntas, criado por Phil Cam, é uma ferramenta particularmente útil para pensar sobre as perguntas que fazemos e sobre os diferentes tipos de respostas que essas perguntas convocam.
Desta vez, a ferramenta foi partilhada no âmbito de um projeto de continuidade desenvolvido em parceria com a Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Poeta José Fanha, numa turma do 9.º ano. O objetivo era simples, mas desafiante: aprender a construir melhores perguntas.
O ponto de partida para o trabalho foi o livro Coisas que acontecem, de Inês Barata Raposo e Susa Monteiro (Bruaá Editora). Os exemplos utilizados para apresentar a ferramenta nasceram da própria narrativa e, depois de explorarmos o seu potencial, o grupo escolheu um tema do seu interesse para experimentar a construção de perguntas nos diferentes quadrantes.
Os quatro quadrantes
Quadrante superior esquerdo
Perguntas de compreensão, cujas respostas “estão lá” — no texto, na imagem, no diálogo, no filme ou noutro suporte — e tendem a ser consensuais.
Quadrante inferior esquerdo
Perguntas factuais, cuja resposta depende do conhecimento especializado e para as quais também se esperam respostas consensuais.
Quadrante superior direito
Perguntas que abrem possibilidades, exploram hipóteses e convidam à procura de respostas razoáveis.
Quadrante inferior direito
Perguntas que dão origem à investigação conjunta e ao diálogo filosófico, procurando igualmente respostas razoáveis, em vez de respostas únicas.
(figura: Splitter, L.J., 2016. The dispositional ingredients at the heart of questioning and inquiry. Journal of Philosophy in Schools, 3(2), pp.18–39. DOI: http://doi.org/10.21913/jps.v3i2.1348)
Sobre a razoabilidade das respostas ou a observação habitual de que “a filosofia não tem respostas certas ou erradas”, fica o convite para ler ou voltar a ler este artigo.
joana rita

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