
A curiosidade, a brincadeira e as conversas significativas são frustradas na escola, porque requerem liberdade. A psicóloga Susan Engel e colegas realizaram um estudo observacional de salas de aula do jardim de infância e do quinto ano dos Estados Unidos e descobriram que em nenhum dos dois anos as crianças expressavam muita curiosidade em relação a qualquer coisa que tivessem de estudar. quando as crianças faziam perguntas, era sobre regras e requisitos, como quanto tempo tinham para terminar uma tarefa, e não sobre o assunto em si. As perguntas sobre a matéria eram feitas quase exclusivamente pelos professores, e a tarefa dos alunos era adivinhar as respostas de que os professores estavam à procura. Quando os alunos pareciam mostrar uma centelha de interesse, o professor cortava-lhes frequentemente o interesse, para não se atrasarem na tarefa.
(Peter Gray, Liberdade para Aprender, p. 158)

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