// mediação cultural e filosófica no Museu do Mar – Rei D. Carlos I (Cascais)

Durante os meses de Janeiro, Fevereiro e Março tive oportunidade de dinamizar oficinas para jovens do secundário, tendo como ponto de partida o espaço do Museu do Mar Rei D. Carlos I, em Cascais.
Este trabalho implicou uma visita prévia ao Museu, que me permitiu conhecer os espaços e conversar com a equipa do Serviço Educativo. Durante esta visita, identifiquei potenciais “pontos filosóficos” do espaço, capazes de inspirar perguntas, problematizações e diálogos reflexivos, alinhando-se diretamente com os objectivos das oficinas #filocriatividade:
- Convidar à reflexão crítica sobre questões éticas ligadas ao mar e às comunidades piscatórias;
- Promover a escuta e o diálogo entre as pessoas participantes, valorizando múltiplas perspectivas;
- Conectar o conhecimento histórico e cultural do Museu com dilemas contemporâneos;
- Desenvolver capacidades de argumentação e questionamento, a partir de exemplos concretos e experiências locais.
Visitar e experienciar um Museu exige algo mais do que entrar nas salas e ver. Há que observar atenta e cuidadosamente. Explorar detalhes. Dedicar atenção.
Um encontro curioso
“Se calhar vou encontrar aqui a minha avó (*)”, disse um dos jovens. O seu pai tinha comentado que era bem provável encontrar uma fotografia da avó no Museu do Mar, já que a senhora teria sido uma pessoa bastante conhecida na vila, com uma vida de trabalho dedicada à actividade piscatória.
Assim aconteceu: na sala Gentes do Mar, dedicada aos usos e costumes da comunidade piscatória de Cascais e às artes tradicionais de pesca, o jovem encontrou a fotografia.
Estar no Museu
Numa das oficinas, uma das jovens sublinhou a importância de visitar o Museu da vila onde vive, para conhecer melhor a história de Cascais: “Temos tendência para valorizar os Museus dos sítios que visitamos, mas nem sempre visitamos e damos valor aos da nossa terra.”
“Acho que foi a primeira vez que gostei de vir a um museu”, disse o S. no final do nosso encontro.
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Tenho aprendido muito com as leituras e o estudo que tenho feito na área da mediação cultural, procurando cruzar com a minha prática nas oficinas #filocriatividade, que valorizam o parar, pensar, escutar e dialogar.
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Se pertence ao Serviço Educativo de um Museu e pretende consultoria nesta área ou saber mais sobre os meus serviços de mediação cultural e filosófica, contacte-me através deste formulário.
joana rita sousa #filocriatividade
(*) Ao escrever este texto, fiquei na dúvida se seria avó ou bisavó.

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