Num contexto marcado por posições extremadas e debates rápidos, esta oficina propõe pensar o que significa discordar sem romper o diálogo. É possível discutir ideias sem transformar o outro num adversário? Explora-se o valor da escuta, da argumentação e do desacordo como exercício democrático.
Podemos aprender a discordar? Como gerir a discórdia nos nossos diálogos quotidianos? Será a discordância um obstáculo ou uma oportunidade para pensar melhor?

Nesta primeira sessão do ciclo, partimos de perguntas simples, mas exigentes: podemos aprender a discordar? E será mais fácil fazê-lo com quem nos é próximo ou com pessoas desconhecidas? Entre hesitações e tomadas de posição, surgiu uma hipótese de resposta: “sim, discordar é uma maneira de saber o que as outras pessoas pensam”. Mas será sempre assim?
Através de uma proposta lúdica, explorámos diferentes ideias, avaliando o seu potencial de gerar acordo ou discórdia. Entre temas mais consensuais e outros mais polémicos, navegámos no mar do diálogo, procurando momentos de pausa para pensar, escutar e reformular.
Mais do que chegar a conclusões definitivas, este encontro abriu espaço e tempo para experimentar formas de discordar com atenção, curiosidade e respeito — reconhecendo que, por vezes, é na diferença que o pensamento ganha maior clareza e profundidade.
Esta oficina aconteceu no dia 25 de Abril e foi a nossa forma de homenagear a liberdade e cuidar da democracia.
Agradeço ao ATLAS – Mediação Cultural do Município de Braga pelo convite para fazer parte das comemorações do 25 de Abril.
📷 Braga Cultura

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