filocriatividade

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🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

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No âmbito da programação do LAC – Laboratório de Aprendizagem Criativa, foram dinamizadas oficinas de filosofia para crianças com turmas do 4.º e 5.º anos, nas escolas de Estarreja, Salreu e Cabeças.

Perguntas como ponto de partida para o pensamento filosófico

Estas oficinas de filosofia em contexto escolar tiveram como base o trabalho a partir de perguntas orientadoras, entendidas como um verdadeiro trampolim para o questionamento filosófico e para a construção partilhada de pensamento.

Temas explorados: ética e antropologia filosófica

As questões exploradas — “Será possível viver sem regras?”, “O que faz de um ser humano um ser humano?”, “A favor e contra” e “Eu penso, eu escolho” — permitiram abordar conteúdos das áreas da ética e da antropologia filosófica, ao mesmo tempo que promoveram o desenvolvimento da argumentação, do pensamento crítico e da capacidade de explorar diferentes sentidos.

A escuta e o diálogo em sala de aula

As oficinas iniciaram-se com momentos de observação, criando condições para o pensamento e promovendo a escuta e a disponibilidade para considerar diferentes perspectivas — competências essenciais no âmbito da filosofia para crianças e jovens.

Competências trabalhadas nas oficinas de filosofia

Ao longo das oficinas foram desenvolvidas competências como:

  • desenvolvimento da escuta e da empatia cognitiva;
  • capacidade de considerar diferentes perspetivas;
  • construção e análise de argumentos a favor e contra;
  • distinção entre perguntas e comentários;
  • estabelecimento de relações entre ideias;
  • valorização da observação como ponto de partida para o pensamento.

Desenvolvimento do pensamento crítico e da argumentação

As propostas de diálogo filosófico em sala de aula suscitaram um elevado nível de envolvimento, não só dos alunos, mas também das professoras, que participaram activamente na roda de diálogo.

A prática de analisar diferentes posições revelou-se especialmente relevante, permitindo aos participantes distanciar-se das suas opiniões iniciais e explorar alternativas. Este processo contribuiu para o desenvolvimento de um pensamento mais flexível, crítico e fundamentado.

Filosofia para Crianças: enquadramento teórico

O enquadramento conceptual destas oficinas de filosofia para crianças articula-se com a perspectiva da filosofia como prática de clarificação do pensamento, em linha com a reflexão de António de Castro Caeiro sobre a filosofia enquanto exercício de resolução da opacidade do real.

As atividades desenvolvidas inserem-se no campo da Filosofia para/com Crianças, inspiradas em autores como Matthew Lipman, Ann Margaret Sharp, Ellen Duthie e José Barrientos Rastrojo, promovendo o desenvolvimento articulado do pensamento crítico e criativo.

Impacto das oficinas #filocriatividade nos alunos

Em síntese, as oficinas #filocriatividade contribuíram para a criação de um espaço de reflexão partilhada, centrado no questionamento, na escuta e na construção conjunta de sentido. Estas oficinas de filosofia em contexto educativo permitiram aos alunos experienciar a filosofia como uma prática viva: observar com atenção, pensar em conjunto e questionar o quotidiano.

Como referiu uma das crianças participantes:
“parece que estamos só a pensar coisas da imaginação, mas estas coisas estão no dia-a-dia.”

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