filocriatividade

filosofia para/com crianças e jovens | mediação cultural e filosófica | #ClubeDePerguntas | #LivrosPerguntadores | perguntologia | filosofia, literatura e infância

🟥 quem sou eu?

🟡 [joana rita] Sou licenciada em Filosofia pela FCH da Universidade Católica.
Desde 2008 que viajo pelo país promovendo oficinas de pensamento crítico e criativo, para todas as idades.
Em 2019 concluí o mestrado em Filosofia para Crianças, com a defesa da 1.ª dissertação do país nesta área: Queres saber? Pergunta. (UAc).
Tenho um artigo publicado na Springer, “Why vote? A reflection on the democratic nature of dialogical inquiries” (2023). Em 2025 publiquei dois artigos no Journal of Philosophy in Schools.
Sou a autora do livro Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). 

Membro honorário da Federación Mexicana de Filosofía para Niños A.C.
Em 2021 o projecto filocriatividade recebeu o reconhecimento da Cátedra UNESCO/Universidade de Nantes: «Práticas de Filosofia com Crianças»

🟧 subscreva a newsletter

Quando uma pergunta abre muitas outras

Nem sempre temos tempo e disponibilidade para parar, pensar e perguntar sobre dilemas. Durante o ano lectivo 2025/2026, o Instituto Politécnico de Leiria contemplou na sua programação cultural convites à prática do pensar em conjunto, dirigidos à sua comunidade académica.

Arte, ambiente e responsabilidade colectiva

Um dos encontros partiu da exposição “Mergulho no futuro: o mar que queremos preservar”, de Nuno Vasco Rodrigues, patente na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche. A partir das fotografias subaquáticas do autor, o diálogo centrou-se na questão: “Poluição marinha e alterações climáticas: que diferença faz a arte?”

As imagens — simultaneamente belas e inquietantes, além de cientificamente informadas — abriram caminho para pensar a relação entre emoção, conhecimento e acção. Será que ver muda a forma como agimos? Pode uma fotografia alterar a nossa relação com o oceano? A arte tem responsabilidade ecológica? E fará diferença sensibilizar pessoas através da experiência estética, quando tantos dados científicos sobre as alterações climáticas já circulam diariamente?

A própria exposição propunha esse cruzamento entre arte, ciência e conservação ambiental, convidando o público a olhar para o oceano não apenas como paisagem, mas como espaço de vulnerabilidade e responsabilidade colectiva.

Entre a estética e a vida contemporânea

Na Escola Superior de Artes e Design os dilemas trabalhados tiveram como base a arte. A partir de propostas problemáticas, as pessoas da turma participante em torno da utilidade da arte, da separação entre obra e artista, entre outras.

As conversas aproximaram-se também de discussões muito presentes no espaço público contemporâneo, como por exemplo, a relação entre arte e política.

Habitar os problemas

Tive ainda oportunidade de visitar os pólos de Torres Vedras e de Leiria para pensar a partir de dilemas éticos. Entre o humor e o rigor, explorámos situações que nos convidam a pensar naquilo que importa para cada um de nós e também para a sociedade.

Mais do que procurar respostas prontas ou consensos imediatos, estes encontros procuraram criar espaço para habitar os problemas: escutar perspectivas diferentes, formular razões, rever posições e descobrir novas perguntas — efeitos secundários do acto de pensar em voz alta, com outras pessoas.

“O que proponho, portanto, é muito simples: trata-se apenas de reflectir sobre o que estamos a fazer.” (Hannah Arendt, A Condição Humana, p. 16)

Posted in , , ,

Deixe um comentário